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É vê-los a nascer, a crescer e a sair de casa

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Se analisarmos o título do texto de uma forma atenta, percebemos logo que estamos a falar da formação do Benfica. Uma formação que conta já com nomes reconhecidos no resto da Europa e com tantos outros que estão quase prontos a subir ao relvado da Luz. Neste texto falo-vos apenas dos quatro jogadores que penso estarem bem “apurados” para crescer agora no plantel dos seniores. Quatro casos de jovens promissores que ambicionam dar o salto para o plantel principal, mas que vivem a assistir a casos de jogadores que acabaram por sair dos quadros do Benfica sem ajudar a equipa principal.

Dois dos nomes que vou tratar já serviram o plantel principal mas que devido ao elevado número de jogadores das suas posições, acabaram por voltar aos “bês” e são opção regular da equipa de Hélder Cristóvão. Falo claramente do defesa esquerdo Yuri Ribeiro e José Gomes.

Yuri Ribeiro já representou a equipa principal dos encarnados em duas ocasiões e somou uma totalidade de 180 minutos a um nível bastante aceitável para o ambiente onde se jogava. Um jogo na Taça da Liga e um na Taça de Portugal foi suficiente para perceber que o jovem jogador apresenta um futebol bastante agradável mas que precisa de limar algumas arestas ainda na equipa B. Com apenas 20 e nacionalidade portuguesa (mas nasceu na Suíça), Yuri tem sido aposta mais regular na posição de defesa esquerdo mas já aconteceu ocupar a posição central da defesa. Uma posição que apresenta alguns problemas na equipa de Rui Vitória. . Duas características que aprecio bastante no Yuri são a sua força física no momento de encarar os lances, isto é, não cometendo muitos faltas, tem uma boa atitude usando o corpo para proteger a bola e ao cortar dos pés do atleta e a capacidade que tem em subir no terreno. Esta última característica é muito semelhante às de Fábio Coentrão, Grimaldo e Eliseu, que agradaram e continuam a agradar os técnicos e adeptos do clube.

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

José Gomes é o segundo alvo desta lista. O jovem avançado de 17 anos é uma das (se não a) maior esperança no Seixal. Já com presença em 5 jogos na equipa de Rui Vitória e o dobro na equipa de Hélder Cristóvão, o “menino” da Guiné com passaporte português tem sido não só importante na equipa encarnada como nas seleções nacionais jovens. Com estatuto de avançado central e finalizador “à moda antiga”, “Zé” Gomes é muitas vezes usado como extremo devido ao seu poder de arranque. Com 2 golos marcados até agora, deverá demorar a sua subida ao coletivo de Rui Vitória devido ao leque de jogadores para a sua posição e ao facto de Hélder Cristóvão estar a necessitar de jogadores ofensivos e polivalentes na equipa. Mesmo assim, acredito que esteja também quase preparado para dar o salto e numa altura onde Gonçalo Guedes saiu, Jonas não vai para novo e Jimenez é um menino de mercado, José Gomes deverá dar o salto ainda antes dos 20 anos.

Superbowl XLI: O bom, o mau e o inacreditável

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Cabeçalho modalidades

A realidade é que estamos habituados ao desporto norte-americano nos protagonizar momentos incríveis, reviravoltas surpreendentes e desfechos inacreditáveis. Mas ontem tivemos a oportunidade de ver algo que até os argumentistas de Hollywood teriam dificuldade em escrever. A realidade é que por mais que conseguíssemos pensar e imaginar um Superbowl, ninguém nos podia preparar para aquilo que iríamos viver na madrugada de domingo para segunda.

À partida para este Superbowl XLI sabíamos que iríamos ver em campo o sangue novo da NFL representado pelos Atlanta Falcons e liderado pelo Matt “Ice” Ryan e Julio Jones. Do outro lado iríamos encontrar os suspeitos do costume, os New England Patriots que são encabeçados pelo “comeback kid” Tom Brady.

Os Falcons chegavam a este jogo como favoritos e disputando o segundo Superbowl em 51 anos. Com o melhor ataque da NFL e que marcou o recorde máximo de pontos marcados numa temporada na NFL, os Falcons tinham armas vastas para causar dano em qualquer adversário. Apesar da inexperiência neste palco e numa defesa extremamente jovem, os Falcons pareciam destinados a sucesso.

Já os Patriots, depois de terem começado a temporada sem o seu líder (esteve suspenso durante 4 jogos pelo “caso deflagate”) chegaram a este jogo com a mesma naturalidade que tinham chegado a outros 6 nos últimos 15 anos. Com a defesa que marca mais pontos na NFL, uma defesa sem nomes sonantes mas que sabe o que faz, os Patriots são sempre um caso sério em jogos com esta importância.

Moeda ao ar e fé em Brady/Matty

 O jogo começou com ambas as equipas a apalparem terreno e a procurar forma de explorarem as fraquezas que estavam do outro lado. Os Falcons acabariam por ser os primeiros a marcar depois de aproveitarem o primeiro turnover do jogo. O sempre terrível Devonta Freeman encontrou o caminho para a endzone depois de uma corrida de 5 jardas. Os Patriots tentaram responder de imediato mas sem efeito, os Falcons voltariam a marcar depois de um drive ofensivo muito bem sucedido que terminou com um passe de Matt Ryan para Austin Hooper. O ponto extra não seria convertido mas uma flag na equipa dos Patriots deu nova tentativa e o acerto foi feito!

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Todos os focos estavam sob Tom Brady e Matt Ryan
Fonte: New York Daily News

Começava a cair pressão no lado dos Patriots em terem que marcar pontos e, imediatamente no drive ofensivo essa pressão transformou-se em claro desespero quando Tom Brady lança um passe que é interceptado por Rashad Alford que corre 82 jardas e amplia ainda mais a sua vantagem. É importante referir que foi a primeira vez em 15 anos que Tom Brady “oferece uma pick six” nos playoffs. E, foi a segunda maior interception (em jardas corridas) na história do Superbowl. O tempo movia-se e os Patriots não conseguiram nada mais do que um fieldgoal antes do intervalo que chegava e a supremacia da equipa de Atlanta dava-lhes uma vantagem por 21-3.

Mais do mesmo!

Lady Gaga esteve encarregue do espectáculo durante o intervalo  Fonte: Facebook Houston Super Bowl
Lady Gaga esteve encarregue do espectáculo durante o intervalo
Fonte: Facebook Houston Super Bowl

Após o sempre aclamado Halftime Show, este ano protagonizado por Lady Gaga, estávamos de volta ao jogo que até agora não se revelava um jogo propriamente bem disputado. E, na realidade, os primeiros 15 minutos da segunda parte continuaram a dar força a essa teoria com os Falcons a voltarem a marcar e ampliarem a sua vantagem ainda mais. Foi apenas perto do final desses 15 minutos que os Patriots finalmente tiveram um encontro com a “endzone” e marcaram o primeiro touchdown do encontro com uma corrida de James White. No entanto, como diz a lei de Murphy “Qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível”. E, na tentativa do ponto extra os Patriots falhava e encurtavam a diferença para 28-9 quando entrávamos nos últimos 15 minutos do encontro.

Final da CAN: A solução estava no banco

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   Cabeçalho Futebol Internacional

O dia tão aguardado pelos amantes do Desporto Rei finalmente chegou – o dia da Final. Após 3 semanas extremamente competitivas, onde decorreram jogos bastante emotivos e com resultantes surpreendentes, eis que se irá decidir quem irá substituir a Costa do Marfim como detentor da Taça das Nações Africanas, com as seleções do Egito e dos Camarões a terem a oportunidade de participar no jogo de todas as decisões. Nas próximas linhas, irei dar conta do que ocorreu na Final da 31.ª edição do CAN.

Antes do início do jogo marcado para as 19h de Portugal, as duas seleções chegavam a esta partida com um percurso um pouco semelhante. Dum lado, encontrava-se o Egito, vencedor do grupo D com 7 pontos conquistados e tendo eliminado Marrocos e Burquina Faso no seu percurso até ao último jogo da prova. No outro lado, tinha-se os Camarões, o segundo classificado do grupo A com 5 pontos amealhados e superando o Senegal e o Gana no caminho para a Final. Com ambos os lados a sofrerem poucos golos nos seus respetivos jogos – os egípcios sofreram apenas 1 golo, ao passo que os camaroneses foram buscar a bola ao fundo das suas redes somente duas vezes nos 5 encontros realizados, a previsão para a Final seria dum jogo bastante fechado e com escassas oportunidades de golo para os dois conjuntos.

Com um ambiente bastante eletrizante protagonizado pelos adeptos presentes no estádio Stade de l’Amitié e digno de uma partida de caráter decisivo como é uma final dum torneio importante, Egito e Camarões entraram em campo com a perfeita consciência de que este era um encontro em que a concentração e capacidade de sofrimento seriam fulcrais para levar de vencida o seu adversário. Os primeiros 15´ da Final foram marcados sobretudo pelo estudo mútuo dos dois conjuntos, com a bola apenas a ser jogada no meio-campo. Contudo, seria aos 21’ que o marcador iria ser inaugurado pelo Egito, com Mohamed Elneny, jogador do Arsenal, a rematar de ângulo reduzido dentro da área camaronesa e a ser feliz.

Este duro revés não deitou abaixo a esperança camaronesa em querer vingar a Final perdida de 2008, precisamente frente ao Egito. Aos 30’, o selecionador dos Camarões, o belga Hugo Broos, viu-se obrigado a substituir o lesionado Adolphe Teikeu por Nicolas N´Koulou, o que parecia ser mais um rude golpe nas intenções dos Leões Indomáveis (alcunha da seleção camaronesa) em levar para casa o ambicionado troféu. Até ao apito do árbitro para intervalo, assistiu-se às tentativas dos Camarões em repor a igualdade no marcador, embora sem os efeitos desejados. O intervalo chegaria com o 1-0 a favor do Egito.

A final da CAN conheceu uma partida muito disputada Fonte: CAN
A final da CAN conheceu uma partida muito disputada
Fonte: CAN

O conhecido avançado camaronês do público português, Vincent Aboubakar, entrou no início da 2.ª parte para ajudar os seus colegas de seleção em busca do golo do empate. Como seria de esperar, os Camarões assumiram rapidamente as despesas do jogo, embora com o Egito a tentar as transições rápidas para ampliar a sua vantagem no marcador. A forte pressão exercida pelos camaroneses teria resultados imediatos: aos 58’, o defesa Nicolas N´Koulou iria empatar o encontro, após um excelente cruzamento de Christian Bassogog. Com o golo do empate garantido, os Camarões não quiseram abrandar o ritmo do jogo, e foram à procura do golo que lhes desse a liderança do jogo. Nesta altura, os egípcios sentiram imensas dificuldades para manter o adversário longe da sua área, contando apenas com as iniciativas individuais de Mohamed Salah. Apesar dos minutos inquietantes após o golo do empate, o ritmo de jogo desacelerou e até final do tempo regulamentar, ambos os conjuntos não quiseram arriscar perder o jogo nos últimos minutos. No entanto, Vincent Aboubakar não quis levar o jogo a prolongamento e fez o 1-2 aos 88’, com o excelente trabalho individual.

O Egito partiu desenfreadamente à procura do 2-2 e que levasse a discussão do troféu até ao prolongamento. Aos 90+1’, Mohamed Elneny teve uma ocasião de ouro para empatar de novo a partida, através de um livre à entrada da área camaronesa, embora tenha sido mal aproveitado. Pouco depois, o árbitro apitaria para o final do encontro e os Camarões punham fim a um jejum de 17 anos sem vencer o CAN (a sua última conquista tinha sido em 2002) e conseguiam vingar a final perdida de 2008. Quem estaria certamente contente com esta vitória na Final era o famoso avançado Samuel Eto’o, que assistiu à Final disputada em Libreville.

Para terminar, a vitória acabou por sorrir à seleção que melhor jogou durante as três semanas da competição e venceu adversários mais complicados até ao jogo de atribuição do troféu. Ironia do destino ou não, o certo é que a solução do jogo estava no banco de suplentes, com o belga Hugo Broos a ser feliz com as substituições feitas, embora com a de N’Koulou ter resultado dum infortúnio de Teikeu. A 31.ª edição do CAN é dos Camarões, que com esta conquista irão marcar presença na Taça das Confederações, disputada na Rússia.

 Foto de capa: CAN 

O novato que transformou o TSG Hoffenheim

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Cabeçalho Liga Alemã

Por estes dias há um nome que faz correr muita tinta por terras germânicas. Um treinador que chega à Bundesliga com apenas 29 anos já é um facto assinalável, mas quando completa uma volta inteira sem perder e num clube que esteve à beira da descida na época passada, esse feito torna-se quase heroico. Falamos, claro está, de Julian Nagelsmann. O ‘menino’ que na época passada comandava os juniores do clube e que este ano tem conduzido o Hoffenheim de forma brilhante, ao ponto de não ter perdido nenhum jogo em toda a primeira volta. O primeiro desaire surgiu na passada semana, na visita ao campo do RB Leipzig, a outra grande surpresa da Bundesliga.

Na época transata, ao cabo de 20 jornadas, Huub Stevens, até então o treinador,  deixou-lhe nas mãos uma equipa desmotivada e com apenas 14 pontos somados. Nas restantes 14 rondas do difícil campeonato alemão conseguiu 21 pontos e a tão desejada manutenção. Depois de 6 anos a servir as camadas jovens do clube, a boa campanha foi recompensada e a direção deixou-o na cadeira de sonho para a nova época. Assim, com uma idade tão tenra, Nagelsmann vive um autêntico conto de fadas neste momento.

O técnico está a espremer e a tirar todo o potencial de jogadores que andavam meio perdidos nas suas carreiras, como Kramaric e Sandro Wagner, dois atacantes que levam já 18 tentos em conjunto e que têm papel fulcral na manobra ofensiva da equipa. Outro dos destaques tem sido Sebastian Rudy, o médio é o equilíbrio de toda a equipa e a sua regularidade já lhe valeu um contrato rubricado com o Bayern de Munique para a próxima temporada.

A união tem feito a força na formação alemã Fonte: TSG Hoffenheim
A união tem feito a força na formação alemã
Fonte: TSG Hoffenheim

Sem nomes sonantes nas suas fileiras, este é um Hoffenheim que se destaca pela sua coesão e entreajuda, é uma equipa que sabe esperar pelo erro do adversário e dar o golpe final com contra-ataques muito bem delineados. Os 10 empates que tem no campeonato poderiam pressupor que se trata de uma formação defensiva, mas tal não acontece. Sabe é que na impossibilidade de ganhar um jogo, há empates que são importantes e obviamente melhor que derrotas, como foi na casa do campeão Bayern ou no seu reduto com o Dortmund.

Nota-se que este Hoffenheim sabe para onde quer ir, tem um rumo bem traçado e muito por culpa do homem que comanda o ‘barco’. Resta-nos esperar para ver como corre esta segunda volta e se o apuramento para a Liga Europa surge, ou mesmo se dá uma espreitadela nos lugares de acesso à champions. Mas de uma coisa não restam muitas dúvidas – Nagelsmann não engana. Dá todos os sinais de ser um treinador com um futuro risonho e que vai dar que falar no mundo do futebol, parece estar talhado para voos mais altos. O tempo encarregar-se-á de o mostrar.

 Foto de capa: TSG 1899 Hoffenheim

Força da Tática: O 3-4-3 de Antonio Conte

força da tática

Decorridas 24 jornadas o Chelsea FC lidera confortavelmente a Premier League com nove pontos de vantagem sobre o segundo classificado Tottenham Hotspur FC. Ainda que o futebol apresentado pela equipa de Mauricio Pochettino seja, sob o ponto de vista da posse e circulação de bola, mais atrativo do que o praticado pela equipa de Antonio Conte, é o Chelsea FC que leva vantagem com a sui generis ideia de jogo do treinador italiano: controlar o jogo…sem bola.

O Chelsea FC tem vindo a alinhar, na baliza, com um dos melhores guarda-redes do mundo, o belga Thibaut Courtois. À sua frente uma defesa a três composta por Gary Cahill mais descaído para o lado esquerdo, Azpilicueta no lado direito, e David Luiz na zona central. À frente da defesa encontram-se os dois esteios do meio-campo da equipa londrina, Kanté e Matic, com Marcos Alonso a jogar na ala esquerda e Victor Moses na ala direita. Na frente, sem verdadeiros extremos, é Eden Hazard o interior ofensivo que se apresenta mais à esquerda e Pedro Rodríguez aquele que alinha mais à direita, ambos em apoio ao ponta de lança espanhol Diego Costa.

Fonte: Chelsea FC
Fonte: Chelsea FC

A equipa de Antonio Conte, um dos melhores treinadores do mundo no momento de organização defensiva, tem uma dinâmica coletiva muito interessante e um modelo de jogo que, goste-se ou não, é consistente e encontra-se bem trabalhado. Partindo de uma estrutura de 3-4-3, a equipa tem em Kanté e Matic uma parte crucial do seu sucesso nos movimentos ofensivos. São os dois futebolistas que, por um lado, fazem a ligação entre o corredor central e os corredores laterais e, por outro lado, quando têm bola, atraem os defesas adversários abrindo espaços nos corredores laterais onde surgem os alas Alonso e Moses.

Foto de Capa: Chelsea FC

Paul Pierce: The Truth

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Cabeçalho modalidadesPorque nem só pelo número de anéis se mede a grandeza de um jogador, este Domingo a NBA tirou o chapéu e curvou-se numa merecida vénia de despedida a um dos seus grandes intérpretes. Se Ray Allen era a o elemento que atormentava qualquer defesa, Rondo o elo de ligação capaz de unir cada uma das peças, e Garnett a sempre fundamental solidez defensiva, Paul Pierce foi a capacidade de conquista. A diferença entre um memorável e muito combativo quarteto fantástico e um título de campeões.

De facto, apenas um título para um jogador tão amado como é Pierce, parece pouco, mais ainda quando comparado com os recentemente reformados Tim Duncan ou Kobe Bryant. Mas o seu legado é outro. O título ganho em 2008 tem um sabor diferente, as circunstâncias da conquista elevam o feito para uma dimensão difícil de compreender.

Adversário: os Los Angeles Lakers de Kobe, Gasol, Odom, Fisher e Phil Jackson. Uma super equipa, o melhor jogador mundo no seu topo de forma, um dos melhores treinadores de sempre. Uma final que ficaria para a história, entre os dois franchises com mais títulos, destacadíssimos, na mais acesa das rivalidades já vistas na NBA.

Na despedida fez questão de beijar, no solo, o emblema que representou durante 15 temporadas Fonte: Inquirer Sports
Na despedida fez questão de beijar, no solo, o emblema que representou durante 15 temporadas
Fonte: Inquirer Sports

A ausência de glória em Boston. O último título conquistado, corria o ano de 1986, e era Larry Bird quem comandava a orquestra. Existia, por isso, um vazio, uma sede, uma vontade especial de devolver a equipa mais conquistadora de sempre às vitórias. Os adeptos, a cidade, os próprios adversários aguardavam pelo dia em que o gigante acordaria.

As circunstâncias, aquele primeiro jogo. No jogo um das finais, Pierce sairia do TD Garden, a meio do terceiro período, em ombros, lesionado, sem conseguir sequer apoiar-se no solo. Parecia o fim, o golpe mais duro possível para a equipa de Doc Rivers. Um final demasiado antecipado. Mas como um verdadeiro guerreiro, ele voltou, contribuiu com 15 pontos no último quarto, selou a vitória e deu início a uma sequência incrível de boas exibições que o coroariam Finals MVP – e campeão da NBA. Foi a fibra mostrada, a vontade de vencer, a capacidade de superação e o amor pelo jogo de basquetebol que fazem de si um jogador tão respeitado.

Paul Pierce marcou uma geração de adeptos, marcou uma equipa e marcou a NBA. A sua lista de conquistas não é a mais extensa, mas é suficiente para ter do seu lado o carinho e respeito de quem gosta de basquetebol. Sejamos vermelhos, verdes, amarelos ou azuis, recordaremos sempre com saudade aqueles que deram tudo o tinham por um objetivo maior.

Foto de capa: NBA

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Carta Aberta a Iker Casillas

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Obrigado, San Iker.
Confesso que sou suspeito para te escrever, uma vez que sempre fui um admirador do teu talento entre os postes e um merengue fervoroso. Chegaste à invicta sob um olhar desconfiado, afinal de contas, foste dispensado de um clube que representaste mais de uma década e era visível que não estavas na tua melhor forma. Ainda assim, chegaste a Portugal com um estatuto invejável: o jogador com maior currículo da história do nosso campeonato.

Muita gente gosta de se esquecer que foram onze troféus internos, incluindo cinco campeonatos de Espanha e sete troféus internacionais, incluindo três ligas dos campeões ao serviço dos merengues. Como se isso não bastasse, ainda trouxeste na tua bagagem mais sete títulos ao serviço da Roja, de destacar dois campeonatos da Europa e o troféu mais cobiçado do desporto-rei: o campeonato do mundo de selecções.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Mesmo assim, típico da oportuna imprensa catalã e da mentalidade portuguesa, foste alvo de chacota, após exibições menos conseguidas. Para grande parte da comunidade futebolística, não passavas de um jogador velho que estava a consumir um salário chorudo não merecido. Estas críticas vinham acompanhadas de um inexplicável esquecimento de Julio César, guarda-redes que deve receber um salário pouco explicável, face ao número de jogos que disputa. Eis que, depois de provocares um ataque de nervos em pleno Estádio da Luz, fazes mais uma exibição monstruosa contra o outro rival da Segunda Circular.

No entanto, não esqueço grandes exibições e defesas que nos valeram pontos cruciais contra outros clubes do nosso campeonato e também na liga dos campeões. Mas, o que mais me cativa em ti, para além da tua aptidão para defender a baliza do melhor clube do mundo, é a tua humildade e a tua aproximação à “gente do Porto”. Conseguiste apaixonar-te pela cidade e conseguiste ligar-te ao Norte, conquistaste-nos e nós conquistámos-te. Da minha parte, só quero que esta conquista mútua prevaleça por mais algum tempo e que enriqueças ainda mais a tua bagagem invejada e lendária. Nunca te esqueças: Somos Porto. Um grande obrigado!

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Olheiro BnR – Daniel Podence

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Daniel Podence, futebolista português de 21 anos de idade, cumpre atualmente a sua primeira época na Liga NOS. O extremo direito, que pode também atuar no lado oposto, esteve ao serviço do Moreirense FC por empréstimo do Sporting CP, tendo atuado durante 1112 minutos ao longo de 14 jogos realizados na Liga NOS 2016/17, nos quais apontou quatro golos. Está agora de regresso ao Sporting CP, clube onde cumpriu parte significativa da sua formação.

Contrariamente a futebolistas que se encontram já num patamar superior de maturação futebolística, como é o caso, por exemplo, de Iuri Medeiros, Podence é ainda um diamante em bruto. Com apenas 1,65m de altura, Podence é um verdadeiro quebra-cabeças para os defesas adversários em situações de 1×1. Extremamente rápido com bola, é tremenda a facilidade com que ultrapassa o opositor direto caso a equipa adversária não aproxime coberturas.

Podence destacou-se bastante no Moreirense (Fonte: Facebook Oficial de Daniel Podence)
Podence destacou-se bastante no Moreirense
Fonte: Facebook Oficial de Daniel Podence

Por outro lado, Podence precisa ainda de compreender melhor o jogo, isto é, de perceber que o futebol não se joga apenas no momento ofensivo e que o envolvimento coletivo é, quase sempre, o melhor caminho para se chegar ao golo. Assim, quando este conseguir introduzir no seu jogo mais tabelas e combinações, tornar-se-á ainda mais perigoso para as defesas adversárias, porque os atributos técnicos, esses, já lá estão.

Com o regresso ao Sporting CP o desafio que se coloca a Podence é que este seja capaz de mostrar em todos os momentos do jogo aquilo que, atualmente, apenas demonstra quando tem espaço. Tendo já apresentado excelentes competências em transição ofensiva, o jovem futebolista português terá agora de ser também exemplar no momento de organização ofensiva, aquele no qual uma equipa dita “grande” joga na maior parte do tempo, frente a adversários extremamente fechados defensivamente. Ficam dúvidas se Podence poderá ser, no imediato, uma solução para o Sporting CP num plantel que conta, entre outros, com Gelson Martins. Contudo, certo é que, tendo em conta o talento que apresenta, o seu sucesso dependerá quase exclusivamente da sua atitude competitiva.

 

Foto de Capa: Facebook Oficial de Daniel Podence

Soares furou a Palhinha de Jesus

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Na época passada, Tiquinho Soares marcou dez golos em trinta partidas numa equipa como o Nacional, que fez um campeonato bastante irregular. Este ano já tinha marcado sete golos em metade dos jogos pelo Vitória de Guimarães e decidido nos de maior dificuldade, como no derby do Minho e frente ao Sporting.

O que mais tinha Tiquinho a provar? Principalmente quando encaixava perfeitamente num plantel totalmente mal planeado, com jogadores que teriam bastantes dificuldades em jogar em planteis mais fracos do que o Sporting Clube de Portugal. Depois de Lima, Derlei, entre outros avançados, como é que foi possível o Sporting deixar escapar mais um jogador para um rival? Além de deixar fugir Soares para o Porto, o brasileiro resolveu mostrar aquilo que já alguns falavam ser, um verdadeiro finalizador.

Jesus decidiu quebrar o paradigma e apresentar uma equipa descabida, relegando Alan Ruiz para o banco e colocando Matheus Pereira como titular, que só tinha jogado um minuto para o campeonato. Apostou, penosamente, em Marvin Zeegelaar, depois de ter tentado dispensar o jogador no mercado de inverno.

Marvin Zeegelaar voltou a fazer uma péssima exibição pelos "leões" Fonte: Sporting CP
Marvin Zeegelaar voltou a fazer uma péssima exibição pelos “leões”
Fonte: Sporting CP

Já tudo foi analisado, não é preciso acrescentar que Bruno César é, neste momento, o único defesa esquerdo capaz desta equipa; que Alan Ruiz começa a estar entrosado e que o jogo não correu bem a Palhinha, bastante desconcentrado no primeiro golo e infeliz no segundo. Tivesse Hugo Miguel apitado aquela falta e já ninguém falaria no guião.

O único guião que tem de ser lido é este: o Sporting só venceu um jogo com dificuldade acrescida: foi em Agosto, precisamente contra o FC Porto. Após esse jogo, perdeu sempre. Dortmund, Real Madrid, Légia, Benfica, Braga e, agora, Porto. O Sporting não teve jogadores sem guiões, teve sim um treinador ineficiente, sem capacidade para gerir um plantel que tinha soluções dentro do próprio clube e, mesmo assim, quando elas foram expostas, foram mal aproveitadas.

Geraldes é o herdeiro de João Mário, Podence é um jogador veloz com uma técnica apurada. Se houvesse factor surpresa nas opções, estes estariam tão motivados que a sua entrada neste jogo não só empurrava a equipa como corrigia todo aquele efeito improdutivo criado pelo treinador e, no final, provavelmente, ninguém se lembraria de um guião ou de uma “Palhinha” furada que deixa fugir o ar e retira o fôlego àquilo que alimenta os adeptos: vitórias e títulos.

Foto de capa: FC Porto

E agora?

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Agora, é mais do mesmo para as bandas de Alvalade… como nos últimos 15 anos. E como diz o poeta: “enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar!” Agora é arregaçar as mangas, trabalhar mais e fazer uma ponta final de época ao nível do que os adeptos merecem: empolgante e envolvente.

Agora é aproveitar a formação do Sporting e preparar a próxima época… Agora é tentar reconciliar o treinador com a equipa, a equipa com os adeptos, os adeptos com o presidente… Agora é tentar que na próxima temporada se encontrem juntos todos os ingredientes necessários para que se possa lutar pelo título que os adeptos mais anseiam (e merecem)…

O que falta em inteligência no futebol do Sporting, é esbanjado no Futsal! E o que faltou em inteligência à equipa de futebol do Sporting para na primeira parte dominar e vencer o Porto, a equipa de Futsal esbanja constantemente em coração e emoção. E é ver a resposta dos adeptos. Ali, são constantemente os jogadores de Futsal que puxam pelo público: quer a jogar, quer no banco, é um verdadeiro “banho” de Sportinguismo! São 40 minutos (apesar de ser mais tempo) de puro envolvimento com a equipa, de puro “sportinguismo”. Do treinador, dos jogadores, da estrutura…

Que o modelo do Futsal seja um exemplo para o futebol. O Sportinguista é aquele que não verga... é aquele que em todos os momentos está ao lado dos seus! "Por cada leão que cair, outro leão se levantará!" Fonte: pt.uefa.com
Que o modelo do Futsal seja um exemplo para o futebol. O Sportinguista é aquele que não verga… é aquele que em todos os momentos está ao lado dos seus!
Fonte: pt.uefa.com

E é isto que falta à Equipa de Futebol do Sporting: Paixão e envolvência com o público! “Por cada Leão que cair, outro se levantará!” Sou e sempre serei Sportinguista, e mesmo com mais uma derrota dos leões no campeonato de futebol, com esta equipa de Futsal do Sporting Clube de Portugal, percebo claramente porque é que ser “Sportinguista, é ser diferente!”  E para melhor…

Agora, para a semana lá estaremos outra vez a gritar por ti. Ouve a nossa voz e que aqueles que vestem as nossas cores saibam também gritar por nós.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal