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CF “Os Belenenses” 0-0 CD Tondela: Ineficácia azul dita nulo no Restelo

Cabeçalho Futebol Nacional

Noite amena no Restelo, com o Belenenses, embalado pela vitória forasteira frente ao Boavista por uma bola a zero, a receber o Tondela, moralizado por um triunfo caseiro frente ao Chaves por 2-0, que pôs termo a uma série de quatro jogos sem pontuar.

Quim Machado alinhou de início com Cristiano na baliza, quarteto defensivo formado por Edgar Ié, Domingos Duarte, Gonçalo Silva e Florent, Yebda e Vitor Gomes no meio-campo a “guardar” as costas de André Sousa, com João Diogo e Fábio Nunes nas alas a servir o ponta de lança, Abel Camará, disposto num 4-2-3-1.

Do lado visitante, Pepa alinhou com Cláudio Ramos na baliza, defesa com Jaílson, Osório, Amorim e Ruca, no meio campo com Pedro Nuno, Claude Gonçalves e Hélder Tavares, e na frente com Jhon Murillo e Miguel Cardoso no apoio a Heliardo, apostando o técnico tondelense num clássico 4-3-3.

A primeira oportunidade da partida surgiu por intermédio de Miguel Cardoso, com o número 11 tondelense servir Heliardo milimetricamente após incursão pela esquerda, mas o dianteiro brasileiro, na cara de Cristiano, não conseguiu encostar para o 1-0. Na resposta, Fábio Nunes cruzou com conta, peso e medida para a cabeça de Abel Camara, mas o internacional guineense cabeceou por cima das redes dos visitantes.

O Belenenses manteve a toada, e depois de Yebda descobrir na direita João Diogo, o médio-ala ex-Marítimo cruzou para a pequena área, mas tanto Camara como Fábio Nunes chegaram atrasados e a bola perdeu-se pela linha oposta.

Nova oportunidade soberana para a equipa da casa, com Vitor Gomes a cobrar um livre lateral para o coração da grande área, mas nem Yebda, nem Camara, nem Gonçalo Silva foram capazes de empurrar para o fundo das redes de Cláudio Ramos.

No restante da primeira parte, o Belenenses foi claramente a equipa mais esclarecida, mas demonstrou-se incapaz de desfazer o nulo inicial e, assim, as equipas foram para os balneários com 0-0 no marcador.

A baliza de Cláudio Ramos foi muito assediada durante a primeira parte. Fonte: O Mundo dos Guarda-Redes
A baliza de Cláudio Ramos foi muito assediada durante a primeira parte. Fonte: O Mundo dos Guarda-Redes

No recomeço da partida, o Belenenses continuou por cima, mas sem conseguir traduzir esse domínio em golos.

Quim Machado procurou então aumentar a presença na área tondelense, e por isso promoveu a entrada de Tiago Caeiro para o lugar de André Sousa, e alterou o xadrez azul para um 4-4-2 tradicional, com Yebda ao lado de Vitor Gomes no meio campo e colocando Abel Camara ligeiramente atrás do recém-entrado avançado português. Respondeu Pepa a refrescar o ataque visitante, substituindo o apagado Heliardo pelo número 9 beirão, Batista.

Ao minuto 70, um dos momentos do encontro: Tiago Caeiro ganha a posição a Osório que, já amarelado, não tem remédio senão agarrar a camisola do avançado dos Azuis, não restando a Bruno Paixão alternativa senão expulsar o defesa central visitante, num lance que motivou protestos do banco tondelense, ainda que plenamente injustificados.

Em resposta à expulsão, Pepa fez entrar Kaká para o lugar de Pedro Nuno, e Quim Machado retirou Edgar Ié promovendo a entrada do reforço Diogo Viana, que se estreou assim com a camisola do emblema da Cruz de Cristo.

Quim Machado teve em Benny a sua cartada final, fazendo entrar o jovem português para o lugar de Fábio Nunes, à entrada dos 5 minutos de compensação dados pelo juiz Bruno Paixão.

Já ao cair do pano, o Belenenses dispôs ainda de uma excelente oportunidade, com um livre frontal que acabou por ser desperdiçado por João Diogo.

Pese embora as várias oportunidades do encontro, sobretudo a favor dos homens da casa, o nulo permaneceu até final do encontrando, sendo legitimo que fique para os homens do Restelo um sabor a injustiça por não terem conquistado os três pontos almejados.

Foto de Capa: Os Belenenses

Milot Rashica – O diamante kosovar

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Cabeçalho Futebol InternacionalQuando em Setembro de 2014 a imprensa holandesa noticiava que um jovem de origem albanesa se encontrava à experiência no SBV Vitesse, ninguém, ou quase ninguém, deu grande importância a isso. As atenções estavam voltadas para o dinamarquês Patrick Olsen, que procurava relançar a carreira no futebol holandês, mas no fim de contas foi Milot Rashica, o tal jovem que poucos conheciam, que acabou por garantir um lugar na formação orientada à época por Peter Bosz.

Rashica nasceu em Vushtrri (Вучитрн) no norte do Kosovo e viveu na sua cidade natal as consequências de uma brutal guerra cívil, que havia obrigado a sua família a abandoná-la quando este tinha apenas dois anos de idade. O regresso a Vushtrri deu-se alguns anos mais tarde e Rashica começou a sua carreira futebolística nas fileiras do emblema local, o KF Kosova Vushtrri. Cedo se percebeu que Rashica era demasiado “grande” para uma liga ainda em fase embrionária, como é o caso da kosovar. Depois de se estrear oficialmente na primeira equipa do KF Kosova Vushtrri, com apenas 16 anos, era fácil perceber que alguém com o seu talento necessitava de tentar a sua sorte longe da cidade que o viu nascer.

Milot Rashica
Milot Rashica: O diamante da formação do SBV Vitesse
Fonte: www.twitter.com/uefaeuro

Rashica embarcou então num número infindável de tentativas para conseguir um lugar numa liga de topo do futebol europeu e, depois de se ter deslocado à Alemanha para tratar uma lesão contraída ao serviço do seu clube, esteve à experiência em clubes como o Hannover 96 e o FC Union Berlin, não conseguindo, contudo, convencer os responsáveis dos clubes a avançarem para a sua contratação.

Em Fevereiro de 2015, no entanto, e após alguns meses à experiência no emblema da Arnhem, a vida de Rashica mudou por completo. Milot, que era internacional jovem em vários escalões pela Albânia, conquistava um lugar na formação orientada por Peter Bosz, e no final de Julho do mesmo ano jogava os seus primeiros minutos oficiais pelo SBV Vitesse.

SL Benfica 3-0 CD Nacional: Leva(m) sempre o guião certo…

sl benfica cabeçalho 1Ontem houve polémica. As arbitragens deixaram de ser discutidas e, para a ordem do dia, veio o guião. Cada jogador, quando entra em campo, leva um manual de instruções, que depois, a correr bem, resulta num trabalho colectivo de qualidade. Não se pode dizer que os guiões tenham sido todos respeitados na vitória benfiquista – os encarnados jogaram q.b. – mas houve um que se destacou, outra vez. Jonas deu colorido a uma vitória que Zivkovic ajudou a tornar menos monótona.

Escrever sobre um jogo destes, compreenderá, caro leitor atento ao desenrolar do mesmo, torna-se tarefa hercúlea. Houve pouco futebol, poucas ideias, falta de inspiração e, sobretudo, como começa a ser hábito no futebol português, falta de competitividade. Se retirarmos os primeiros dez minutos, tornou-se confrangedora a exibição nacionalista. Jokanovic, com mais ou menos reforços, tem muito trabalho pela frente.

Depois de um apontamento (curto) ao Nacional, importa destacar dois homens na exibição colectiva q.b. do Benfica: Jonas e Zivkovic. O brasileiro não apareceu muitas vezes no primeiro tempo mas, quando apareceu, foi para brilhar. Dois golos, um deles com brilhantismo, deitaram por terra toda e qualquer esperança do clube madeirense. O sérvio Zivkovic juntou mais uma assistência – começa a ser temível nos cruzamentos – e nunca deixou de dar intensidade aos flancos.

No segundo tempo, Jokanovic mexeu na equipa mas nem por isso o jogo mudou. Os encarnados, mesmo sem nunca aumentarem o ritmo do jogo, foram dominando todos os capítulos do mesmo. As jogadas foram um pouco mais trabalhadas no aspecto da estética; porém, esse ligeiro “embelezamento” só se materializou em mais um golo, que arrumou definitivamente um adversário conformado. Golo esse com… Jonas e Zivkovic na jogada. A renúncia à monotonia está sempre escondida nos melhores talentos.

 

Foto de Capa: SL Benfica

FC Porto vs Sporting CP: Felicidade Portista na Noite de ‘San’ Iker

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fc porto cabeçalho

Num Estádio do Dragão sem casa cheia mas com uma moldura humana assinalável (48.329 espetadores) teve lugar o primeiro “clássico” da segunda volta da Liga NOS 2016/17. No final a vitória sorriu ao FC Porto, mas o resultado parece algo inglório tendo em conta aquilo que o Sporting CP produziu dentro das quatro linhas.

No 11 inicial Nuno Espírito Santo apostou, desde logo, na inclusão de ‘Tiquinho’ Soares no lugar que tem vindo a ser ocupado por Diogo Jota. A opção parecia algo questionável considerando que este se tratava do primeiro jogo de Soares a este nível e que Jota, pela velocidade com que conduz a bola e pela sua capacidade ao nível da tomada de decisão, se trata de um futebolista muito importante na manobra ofensiva dos azuis e brancos. Por outro lado o treinador portista optou por uma estrutura destemida, assente num 4-1-3-2 bem declarado no qual se destacava, pela positiva, a presença na equipa dos desequilibradores Corona e Brahimi. Igualmente surpreendente foi a exclusão de Otávio e, sobretudo, de Miguel Layún da lista de convocados, tendo as laterais ficado entregues a Maxi Pereira e Alex Telles.

Soares teve uma estreia de sonho Fonte: FC Porto
Soares teve uma estreia de sonho
Fonte: FC Porto

Já do lado do Sporting CP Jorge Jesus surpreendeu com a inclusão de Matheus Pereira no 11 inicial, jogador que até ao momento somava apenas um minuto de jogo na Liga NOS. Apesar de se tratar, inegavelmente, de um futebolista talentoso, a sua exibição denotou a falta de estímulos no que se refere a jogos deste nível competitivo. Pela negativa destacou-se, igualmente, a ausência da equipa inicial de Alan Ruiz, o único futebolista que parece capaz de procurar espaços interiores no ataque do Sporting CP e que tende a não procurar sistematicamente a opção Gelson Martins para resolver todos os problemas. Suspenso devido a acumulação de cartões amarelos, William Carvalho cedeu o seu lugar ao jovem João Palhinha.

Quando as equipas estavam ainda a estudar-se mutuamente surgiu o primeiro erro do jogo e, consequentemente, o primeiro golo do FC Porto. Tanto Coates como Palhinha demoraram a alinhar o seu posicionamento com o de Rúben Semedo e, quando o fizeram, foi já demasiado tarde. Palhinha acabou por permitir a Soares aparecer sem oposição na cara de Rui Patrício e este, com frieza, colocou a bola no fundo das redes. Curiosamente o golo surgiu num erro ao nível do controlo da profundidade, aspeto no qual as equipas treinadas por Jorge Jesus tendem a ser quase perfeitas.

Foto de Capa: FC Porto

Jogo, festa e show: Este é o Super Bowl LI

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Cabeçalho modalidadesEstá chegando a hora, faltam, mais precisamente três dias, uma hora, 28 minutos e 31 segundos desde o começo da escrita deste texto até o Super Bowl. O Super Bowl 51 (LI) será um verdadeiro duelo de titãs, de um lado, temos o Atlanta Falcons do QB (quarterback) Matt Ryan que foi, simplesmente, fantástico na final da divisão contra o Green Bay Packers. Ryan completou 27 de 38 passes para 392 jardas e quatro touchdowns. Do outro lado temos, o New England Patriots do incrível QB Tom Brady. Brady é simplesmente o jogador que mais disputou o Super Bowl em toda a sua história (Brady vai disputar pela sétima vez a final do futebol americano).

O Super Bowl acontecerá em Houston, e a cidade texana já está a receber um grande número de visitantes, pelo que a organização prevê que cerca de 1.7 milhão de pessoas visitarão a cidade durante esta semana. Em Houston, para qualquer lado que você vá, a lembrança de que, naquele local, decorrerá o Super Bowl 51 é bem visível.

Entretanto, nem todos irão acompanhar o jogo do estádio, uma vez que os ingressos para a decisão variam entre US$ 2.400 e US$ 17.500, valores muito superiores a, por exemplo, os ingressos da  final da Copa do Mundo de futebol de 2014 (o ingresso mais caro para ver a final da Copa custava cerca de US$ 600). De qualquer maneira, o importante para os fãs das equipes, e para os fãs do esporte em geral, é estar em Houston e fazer uma grande festa, estar dentro ou fora do estádio acaba virando apenas um detalhe.

Muitos dirão: “É muito caro.”, e é de fato muito caro, mas estamos falando de um grande evento em que a organização e a produção é mais eficaz do que em qualquer outro. O Super Bowl cresce a cada ano. Atualmente, os artistas de maior renome do mundo “saem no tapa” e pagam uma fortuna para poderem fazer um show de 12 minutos no intervalo do jogo. Agora, pare e imagine: a Lady Gaga, atração do intervalo nessa edição do Super Bowl, entra em desespero para poder pagar, e ganhar da concorrência, para poder fazer um show de 12 minutos. Isso é surreal. U2, Black Eyed Peas, Coldplay, Bruno Mars e Beyoncé, são apenas alguns exemplos de artistas que já fizeram isso. Procure saber quanto custa um show deles na sua cidade. Evidentemente, o artista não faz isso por, simplesmente, gostar de futebol americano, claro que não. Fazem isso pela mídia e a publicidade que recebe em troca. O Super Bowl é transmitido para mais de 200 países e nos E.U.A. o comercial televisivo de 30 segundos custa US$ 5 milhões. Esta, aí, uma boa dica para você cimentar o seu negócio, compre 30 segundos do intervalo do Super Bowl.

Marr Ryan (à direta) e Tom Brady (à esquerda) Fonte: superbowllistreamtv
Marr Ryan (à direta) e Tom Brady (à esquerda)
Fonte: superbowllistreamtv

Agora, vamos às equipes novamente…

Ingresso caro, show da Lady Gaga, hino nacional americano, torcida animada, cheerleaders dançando e fazendo coreografias engraçadinhas, tudo isso teremos. Mas o espetáculo principal é o confronto entre Falcons e Patriots. Quem vence? Os Patriots. Fui direto na resposta, porém ela não foi fácil e teremos de tudo para ter um Super Bowl bastante equilibrado, definido, talvez, no último lance da partida, assim como foi, há duas temporadas, no confronto entre Seatle Seahawks e New England Patriots (jogo vencido pelos Patriots).

O time de New England fez a melhor campanha na temporada regular (14 vitórias e duas derrotas) e conta com um sistema ofensivo incrível. A sintonia entre Tom Brady, Martellus Bennett (Tigh End) e Julian Edelman (Wide Receiver) preocupa os adversários. O interessante disso é que o Bennet era reserva do consagrado Rob Gronkowski, mas jogará o Super Bowl devido ao titular da posição estar lesionado. A defesa dos Patriots também é muito forte: os jogadores das linhas defensivas fazem uma cobertura sensacional para que o seu quarterback tenha o tempo necessário para fazer uma grande jogada. Na verdade, quando falamos de Tom Brady, três segundos podem ser suficientes e fatais ao adversário.

Já os Falcons fizeram uma campanha com 11 vitórias e cinco derrotas na temporada regular. O ponto forte da equipe de Atlanta é o ataque: o ataque dos Falcons é considerado um dos melhores da competição e o time tem a melhor média de pontos de todas as 32 equipes da NFL (33.8 pontos por partida). O principal alvo do quarterback dos Falcons deve ser o wide receiver Taylor Gabriel. Gabriel tem uma velocidade impressionante e, se virar para a endzone com a bola dominada, é uma certeza que, no mínimo, ganhará muitas jardas para a sua equipe. Porém, a defesa foi a sexta pior em jardas cedidas, por isso, acredito que se os Falcons quiserem vencer esse jogo terão que trabalhar muito bem o seu sistema defensivo. A equipe de Atlanta conta com a inspiração do seu linerback Deion Jones. Jones é o caloiro selecionado na segunda rodada do Draft 2016, tem 1.85m, e demonstra grande valor em desviar e receptar as jogadas adversárias. Pressionar o quarterback adversário, Tom Brady, será essencial para a equipe de Atlanta sair vitoriosa, pois o seu ataque está afinado.

Portanto, teremos um grande jogo. Um espetáculo que entrará para a história do esporte mundial e, como consequência disso, atrairá mais apaixonados para o futebol americano. See you sunday, in Houston.

Foto de capa: NFL

Artigo revisto por: Diana Martins

Os 10 melhores buzzer beaters da NBA

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Cabeçalho modalidadesGilbert Arenas vs Jazz

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Confira aqui uma das maiores demonstrações de confiança já alguma vez feitas dentro de um pavilhão. Gilbert Arenas, o Agent Zero, foi uma máquina durante uma boa parte da década passada. Teve um final precoce, muito por causa das várias lesões que o atormentaram.

FC Porto 2-1 Sporting CP: O Adeus ao Título

sporting cp cabeçalho 1Uma semana depois de o Benfica ter perdido pontos em Setúbal, Sporting e FC Porto encontraram-se esta noite no Estádio do Dragão em jogo a contar para a 20.ª jornada da Liga NOS. Com a pressão de ambos os lados, devido à obrigatoriedade de terem de encurtar distâncias para o líder, o Sporting foi quem apresentou mais novidades no onze inicial, sobretudo a da estreia a titular de Matheus Pereira, que “obrigou” Bryan Ruiz a jogar nas costas de Bas Dost, relegando Alan Ruiz (que até estava a subir de forma) para o banco de suplentes. No meio-campo, o insubstituível capitão Adrien Silva viu João Palhinha fazer-lhe companhia, presença que já era esperada devido à ausência forçada de William Carvalho. Do lado do FC Porto, o treinador Nuno Espírito Santo optou por colocar o reforço Soares ao lado de André Silva na frente de ataque em detrimento do português Diogo Jota.

As equipas entraram em campo a tentar perceber o que cada uma tinha preparado para este jogo. Desde logo o jogo foi muito faltoso, algo que na realidade nunca deixou de ser, tal era a vontade das equipas de anularem o jogo uma da outra. Quando o jogo ainda estava numa fase precoce, Corona tirou dos seus pés o cruzamento milimétrico para a cabeça de Soares, que apareceu oportunamente nas costas dos defesas, depois de João Palhinha o colocar em jogo e não conseguir completar com eficácia a marcação ao avançado portista. O marcador estava inaugurado. A partir daí, o Sporting mostrou que era uma equipa perdida e sem ideias para empatar a partida. Nessa altura, a luta a meio-campo era ganha pelo FC Porto, que conseguiu retirar jogo a Adrien Silva e obrigou Rui Patrício a tentar muitas vezes – e todas sem sucesso – colocar a bola na frente em Bas Dost.

Pelas alas, o jogo do Sporting também não fluía, ora porque Gelson Martins era bem anulado por Alex Telles, ora porque Matheus Pereira voltou a não conseguir justificar a aposta do treinador leonino. Com tanta falta de ideias, o FC Porto não era avassalador mas conseguia com sucesso explorar as costas da defesa verde e branca e contra-atacar com eficácia. Por isso mesmo, foi sem surpresa que aos 40 minutos, depois de um tremendo passe de Danilo, Soares isolou-se, contornou Rui Patrício e bisou na partida. O FC Porto chegava ao intervalo com uma vantagem tranquila.

Na segunda parte, Jorge Jesus tirou Matheus Pereira e colocou Alan Ruiz em jogo. A partir daí, o Sporting tornou-se outra equipa. O argentino trouxe outra capacidade de pressão em zonas mais avançadas, o que permitiu que o Sporting começasse a ganhar bolas e a conseguir fazer o seu jogo. O motor do meio-campo começou a funcionar, Adrien conseguia finalmente pôr o seu cunho no jogo e João Palhinha acertou agulhas depois de uma primeira parte onde teve alguns erros que condicionaram a equipa. As alas começaram a funcionar, sobretudo pelos pés do menino Gelson Martins que começou a ganhar importância no jogo e a tornar-se uma dor de cabeça para a defesa portista. Por isso mesmo, foi sem surpresa que o Sporting começava a chegar à baliza de Casillas com algum perigo. Aos 50 minutos, Bryan Ruiz testou o guarda-redes espanhol com um cabeceamento que só foi defendido com segurança à segunda tentativa. Passado pouco mais de 5 minutos, Adrien Silva fez o aviso e enviou a bola ao poste da baliza portista. O Sporting começava a crescer e o golo estava cada vez mais perto, ele que chegou aos 60 minutos pelo potente pé esquerdo de Alan Ruiz, depois de cruzamento de Gelson e assistência de Bas Dost. O conjunto leonino continuava a sua saga atacante, quer em bolas corridas, quer em bolas paradas. Nuno Espírito Santo percebeu que tinha que mexer na equipa e fez entrar André André para o lugar de André Silva. O objetivo era claro e tornou-se ainda mais evidente quando Diogo Jota substituiu Brahimi. O FC Porto começava assim a conter a espaços o jogo do Sporting e a gerir a vantagem que apenas se tornou uma certeza no final do jogo. Antes disso, aos 92 minutos, Iker Casillas fez a defesa da noite ao tirar o empate ao Sporting depois de um cabeceamento de Coates.

O Sporting deu meia parte de vantagem ao FC Porto, algo que foi fatal para as aspirações ao título nacional. A obrigatoriedade de ganhar o jogo era evidente e, depois de falhado o último objetivo, está na hora de pensar na próxima época. Os verde e brancos ficam assim cada vez mais longe do primeiro lugar e os azuis e brancos por outro lado saltam para a liderança, ainda que à condição.

 

Foto de Capa: Sporting CP

FC Porto 2-1 Sporting CP: Soares mortífero e Casillas à Gordon Banks

fc porto cabeçalho

Onze FC Porto: Casillas, Maxi, Felipe, Marcano, Alex Telles, Danilo, Óliver, Corona, Brahimi, Soares e André Silva.

Onze do Sporting CP: Rui Patrício, Schelotto, Semedo, Coates, Marvin, Palhinha, Adrien, Gelson, Matheus, Bryan Ruiz e Bas Dost.

Quando os onzes saíram, reconheci audácia em NES, mas também em JJ. Nuno percebia, já há muito, o mau momento de Jota, mas faltava-lhe uma solução e, quando a teve devidamente integrada, não hesitou em colocar Soares na frente de ataque. Jesus, por sua vez, colocou Matheus no onze e ainda deixou Podence e Geraldes no banco. O FCP tinha, neste jogo, o derradeiro teste, visto que uma equipa que quer ser campeã não pode perder em casa para o rival, algo que foi agudizado pela importância que NES dá à fortaleza do Dragão. Por sua vez, JJ sabia que estava em questão o orgulho do SCP e, até, o seu próprio valor enquanto técnico. Os onzes eram uma declaração: isto é uma batalha e nós não nos vamos acanhar!

As equipas entraram muito impressionantes, especialmente o SCP. No entanto, ao minuto 6, num lance rápido, tudo se precipitou. Corona driblou Marvin e colocou ao segundo poste na cabeça de Soares, que não falhou: estreia de sonho do brasileiro. Assim, a audácia de NES era recompensada. O SCP não se deixou abalar e subiu linhas com intenção de sufocar a construção do FCP, estando por cima, no jogo, apesar de estar a perder contra um FCP que vestia a capa de eficaz contra-atacante. Com o passar dos minutos, ficava uma ideia clara: NES percebeu que nunca ganharia a batalha de meio-campo e apostou tudo na sua muralha e no contra-ataque.

O jogo estava em altas rotações e, ao minuto 18, houve lugar para dois lances de contra-ataque frenéticos. Primeiro, o FCP, liderado por Soares, que se perdeu numa muralha de defesas e, depois, o SCP. Gelson viu o espaço para fazer o que ainda não tinha conseguido: disparar pela ala direita e procurar o cruzamento. Valeu um grande corte de Alex Telles. O 77 do SCP repetiria a maldade ao minuto 22, mas o resultado foi o mesmo.  A muralha estava a ser testada ao limite e a subida da zona de pressão do SCP começava a oferecer resultados. Aos 27, houve lugar para Casillas fazer uma das defesas da noite, num lance em que o jogo já tinha sido parado. Canto para o SCP, bola colocada na cabeça de Coates que fez um cabeceamento portentoso. O FCP, por seu lado, mantinha a aposta na busca da profundidade e começava a afinar o passe ao primeiro toque.

Aos 39, novo contra-ataque do FCP e golo de Soares. Danilo faz um passe monumental para o espaço e o brasileiro corresponde na perfeição, num lance em que dribla Patrício antes de rematar. O estádio do Dragão via um FCP mortífero e, muito disso, era devido a Soares. O SCP foi bastante castigado com esse golo. Aos 42, Corona encontrou novamente Soares mas, desta vez, o cabeceamento saiu ao lado. Não posso deixar de referir que o segundo golo do FCP é lançado por Brahimi em trabalho defensivo.

Findados os primeiros 45, ficava para registo uma exibição monstruosa de Soares e um resultado que patenteava a eficácia, mas que era demasiado para o que o SCP tinha feito.

Uma contratação que garantiu três pontos Fonte: FC Porto
Uma contratação que garantiu três pontos
Fonte: FC Porto

Reiniciado o jogo, foi o SCP o primeiro a criar perigo.  Gelson colocou Casillas à prova com um cabeceamento cruzado, ao minuto 47. O FCP mantinha o bloco baixo e a aposta na procura da profundidade, mas a criar mais ocasiões do que na primeira parte. Aos 56 minutos, o SCP esteve a beira do golo, num remate de fora de área de Adrien que só parou na trave do Dragão. O que Adrien não fez, fez Alan Ruiz. O argentino correspondeu com um remate potente, a um ressalto que Iker não foi capaz de travar. O SCP permanecia perigoso e, aos 63, Coates cabeceou por cima na sequência de um livre lateral.

Aos 64, gerou surpresa novamente ao retirar André Silva e colocar André André. Estava mesmo convencido de que a sua muralha prevaleceria. Aos 69, NES fez entrar Jota por Brahimi. Já aos 71 minutos, Soares é agarrado na área por Semedo, e fica uma grande penalidade por marcar.  Aos 81, nova jogada de perigo e, novamente, San Iker a salvar a vantagem, após novo cabeceamento de Coates. Mais tarde, aos 82, nova mexida de NES, desta vez com João Carlos Teixeira a entrar para o lugar de Corona. O jogo acabou com o FCP encostado às cordas mas, no fim, prevaleceu a eficácia dos comandados por NES.

Foto de Capa: FPF

Flops “made in Primeira Liga” – O que falha ao dar o salto?

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Cabeçalho Futebol Nacional

O futebol português vai muito além dos três grandes. Ano após ano, existem jogadores que se destacam fora dos eternos candidatos ao título e que despertam o interesse. Na história do futebol português, muitos jogadores que brilharam em clubes de segunda linha deram o salto para um grande e foram bem sucedidos. Porém, também já houve muitos outros que fracassaram ao dar o salto, principalmente após a Lei de Bosman que, para além de ter causado uma revolução no mercado, também acabou com a limitação de jogadores estrangeiros nos clubes portugueses. Muitas questões pairam quando um jogador com provas dadas no futebol português não consegue vingar num grande, não sendo capaz de dar o passo seguinte na sua carreira. E, na verdade, existem vários factores que levam os jogadores a não se conseguirem impor.

Uma coisa que é preciso entender, é que no nosso futebol existem alguns jogadores que são talhados para clubes pequenos. E isto porquê? Porque as características desses jogadores não encaixam no futebol praticado pelos três grandes. Mas, antes de chegar a essa parte, irei referir alguns exemplos.

Felipe Augusto transferiu-se para o Benfica após se notabilizar no Rio Ave FC e no SC Braga. Será que irá pegar de estaca? Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Felipe Augusto transferiu-se para o Benfica após se notabilizar no Rio Ave FC e no SC Braga
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Começando na baliza, com o brasileiro Marcelo Moretto, que assumiu a titularidade na equipa do Vitória FC, já numa fase avançada da época 2004/2005, sendo decisivo na conquista da terceira Taça de Portugal para o clube sadino. Na época seguinte, estava a ser o dono da baliza menos batida da liga (apenas 4 golos sofridos até à 16ª jornada), despertando a cobiça do SL Benfica e do FC Porto. Acabaria por ser o, então, campeão nacional a levar a melhor na disputa pelo guardião brasileiro. Moretto destacava-se pelos reflexos apurados, pela enorme elasticidade e pelo exímio jogo de pés, assumindo a titularidade na equipa encarnada. Porém, Moretto de águia ao peito, alternou exibições de grande nível com erros de palmatória que custaram pontos aos encarnados. A questão aqui é que os ditos guarda-redes de clubes pequenos, são guarda-redes que se sentem mais confortáveis quando estão sob pressão constante, ou seja, quando têm mais trabalho. Porque quando o adversário da sua equipa ataca muito, o guarda-redes é mais vezes chamado a intervir e, como tal, está mais atento e concentrado. Os guarda-redes das equipas de segunda linha, ou que lutam pela manutenção, sobressaem, muitas vezes, em jogos em que são constantemente chamados a intervir mas, em contrapartida, têm mais tendência para sofrer golos em jogos em que têm pouco trabalho, porque estão menos concentrados e abordam os lances de forma mais desleixada. Creio que foi isso que levou Moretto a fracassar no Benfica. Outro exemplo foi o de Marcelo Boeck no Sporting CP que, apesar de ter sido o eterno suplente de Rui Patrício, também cometeu algumas fífias nas poucas oportunidades que teve.

Foto de Capa: FC Porto

O Passado Também Chuta: Os mitos do Clássico

o passado tambem chuta

Bate à porta um grande jogo. Aí está mais um jogo onde a rivalidade está marcada por um princípio quezilento. Era o ano de 1922 e o Sporting e o FC Porto tinham pela frente a disputa da finalíssima do Campeonato de Portugal. O FC Porto sagrou-se campeão, ganhou por 3-1. O Sporting Clube de Portugal zangou-se e o enfado durou todo um ano. Um ano mais tarde estas duas equipas que marcam a História do Futebol em Portugal voltam a encontrar-se na disputa da Taça Soares Júnior. Os dirigentes resolveram fazer as pazes. Como personalidades nascidas no século XIX trocaram flores. O Sporting ganhou o troféu por 2-1 e regressou feliz. Através dos tempos existiram jogadores em ambas equipas que se agigantaram e entram para a lenda destes dérbis na categoria de mitos. O FC Porto tem o seu maior mito no famoso Pinga, o Sporting deixou na lenda o avançado-centro dos cinco violinos. Chamava-se Fernando Peyroteo.

Como nesta ocasião o jogo é disputado no campo do FC Porto, usando a gentileza como principio, começarei pelo mito sportinguista. Não se deu até a data jogador sportinguista que fuzilasse mais vezes a baliza dos dragões. Fernando Peyroteo meteu a bola na rede trinta e seis vezes. Em 1938, numa das maiores goleadas do Sporting ao Porto e estando no início da sua carreira, Peyroteo marcou três dos seis golos sportinguistas. A sua lenda como jogador resolutivo começou cedo a entranhar na claque sportinguista. A sua capacidade de resolução e o seu pontapé forte e certeiro começou a escalar todos os valores. Nunca mais parou de marcar ao Porto e a toda equipa que se cruzava no seu raio de ação.

Hoje, é reconhecido como um maiores avançados-centro portugueses de sempre. Na época, possivelmente por coincidir na mesma linha avançada com um dos mais geniais jogadores portugueses de sempre, Travassos, era venerado, mas, principalmente era considerado um especialista, possivelmente, hoje, neste futebol tão marcado pela tática e estratégia, teria uma consideração muito mais elevada que teve no seu tempo. Lembremo-nos, para não falar dos atuais, do alemão Muller. No entanto, como jogador, ainda que fundamentalmente finalizador, tinha um chuto muito mais técnico e – além da potencia – muito mais habilidoso.

Uma lenda do Sporting Fonte: Sporting CP
Uma lenda do Sporting
Fonte: Sporting CP

O FC Porto tem no seu imaginário mais carinhoso e lendário um jogador que era conhecido pelo Pinga. O seu verdadeiro nome era Artur Sousa e era natural do Funchal. Se o Peyroteo era um especialista, Pinga, era um mago que inventava o jogo. Era um jogador do meio-campo que formou com Acácio Mesquita e Valdemar Mota uma linha apelidada como os Diabos do meio-dia. No ano de 1936, quando estalou a Guerra Civil espanhola, no antigo campo do Ameal deu-se um Porto-Sporting. Aconteceu a maior hecatombe sportinguista. Perdeu 10-1. Pinga fez um hat-trick. Os lançamentos de bola aos seus companheiros e sua inventiva, possivelmente, maravilharam muito mais que os próprios golos.

Esse jogo, para além da goleada, ficou marcado por um lançamento – mais um – que Pinga fez para o seu companheiro Santos que correu como um diabo á solta para a baliza leonina. O guarda-redes sportinguista, Artur, saiu com arrojo para travar o avançado dos Dragões. O resultado foi um tremendo choque que lesionou o guarda-redes. Artur Sousa, Pinga, foi considerando o melhor jogador português de sempre. No dia em que disse adeus aos campos de futebol, depois de uma terrível lesão, o campo do futebol do Porto chorou. Rezam as crónicas, metaforicamente, que a própria bola soltou lágrimas.