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FC Porto 2-1 CS Marítimo: Não era preciso sofrer

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NES manteve o mesmo onze que conquistou os três pontos na última jornada, é o onze tipo, o mais forte neste momento. A equipa estabilizou, ganhou rotinas, ultrapassou a crise de golos e neste momento navega em velocidade de cruzeiro.

Visto que o FC Porto foi, injustamente, eliminado da Taça de Portugal, este confronto frente ao Marítimo relativo a 15ª jornada, foi antecipado inteligentemente pela estrutura portista, conseguindo com isso dar mais uns dias de férias aos jogadores, que na minha opinião é positivo nesta altura da época, e com a conquista dos três pontos colocar mais pressão nos adversários diretos.

Uma primeira parte de sentido único, domínio total da equipa azul e branca, que terminou os primeiros 45 minutos com 73% de posse de bola. Muita dinâmica no setor ofensivo, com Corona e Brahimi em destaque. Apos alguns lances de perigo, o golo acabou por surgir com normalidade, ao minuto 45 o génio de Brahimi abriu o marcador, com um golo de belo efeito. Terceiro jogo consecutivo a marcar pelo Argelino.

Uma segunda parte no mesmo sentido, domínio do FC Porto que chegou ao segundo golo por André Silva através de uma bela assistência de Brahimi. Quando o jogo estava completamente controlado pelos azuis e brancos, surge o momento da noite, ao minuto 85 um grande golo de Djousse, num remate fortíssimo de fora da aérea, sem qualquer hipótese para Casillas. Com este golo a partida ganhou alguma emoção nos momentos finais, com a equipa do Marítimo a tentar num último esforço o golo do empate, mas sem nunca importunar a baliza do FC Porto.

Uma vitória justíssima do FC Porto, mostrando consistência no setor defensivo, dinâmica no processo ofensivo, e fortíssima reação a perda de bola, talvez a maior arma desta equipa.

Ao nível individual poderia destacar quase a totalidade dos jogadores, exibições muito conseguidas, Danilo imperial no meio campo, Oliver sempre com critério no passe, Corona e Brahimi muito fortes nos desequilíbrios, André Silva e Jota sempre muito dinâmicos com excelentes movimentações.

“Fuori” com Peter Lim!

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Cabeçalho Liga Espanhola

Na semana passada, Cesare Prandelli, treinador do Valencia C. F., entrou com ar zangado na conferência de imprensa. Não queria responder a perguntas, queria apenas fazer um pequeno discurso. Prometeu falar “piano”, para que todos entendessem o seu italiano. Mesmo, assim, só precisou de um minuto e 40 segundos para dizer tudo o que queria e houve uma palavra que se destacou: “Fuori”. “Quem não está cá com vontade: Fuori! Quem não tem atitude, quem não tem caráter, quem não tem personalidade, quem não tem amor à camisola: Fuori! Quem não está contente: Fuori!”

Para Prandelli, está identificado o problema do Valencia. “Não é uma questão de 4-4-2 ou 4-3-3”, é uma questão de atitude. E, se o seu discurso durou um minuto e 40, os jogadores só precisaram de um minuto e 55 segundos em campo, frente à Real Sociedad, para sofrer um golo que mostra bem que o seu treinador tem razão. Ficou tudo a ver jogar e o Valencia somou a nona derrota na liga, onde soma apenas três vitórias em 15 jogos e ocupa a 17.ª posição, em igualdade pontual com o Sporting de Gijón, que, em 18.º, já está abaixo da linha de água. São cada vez menos os adeptos que vão ao estádio e cada vez mais os que protestam contra a atual situação do clube. Talvez seja por isso que Peter Lim não é visto no Mestalla há mais de um ano, desde a altura em que Nuno Espírito Santo ainda era o treinador.

Prandelli não tem tido um início fácil no clube "Ché" Fonte: Valência CF
Prandelli não tem tido um início fácil no clube “Ché”
Fonte: Valencia CF

Esta semana, para solucionar a crise, Lim resolveu convocar uma reunião (em Singapura, claro!) com a presidente Layhoon Chan, o diretor desportivo García Pitarch e o treinador Prandelli. Ou seja, uma chinesa, um espanhol e um italiano entram em casa de um milionário em Singapura… Este podia ser o início de uma anedota e o pior para os adeptos do Valencia é que talvez seja mesmo. Esta quinta-feira à tarde, Layhoon fez uma conferência de imprensa para anunciar as decisões tomadas na reunião. Três áreas foram identificadas: “necessitamos que os jogadores que aqui estão, queiram estar; necessitamos de melhorar o rendimento atual; e necessitamos de reforçar a equipa com novas contratações.”  Ou seja, a única alteração concreta é que haverá reforços de inverno. Mas um problema de atitude não se resolve com meros milhões de euros em cima.

Este é o quarto plantel mais caro da liga e uma equipa com jogadores como Diego Alves, Garay, Mangala, Cancelo, Munir, Nani e Rodrigo, por exemplo, não devia precisar de reforços para sair do 17.º lugar. O problema, como diagnosticou Prandelli, é de atitude. E essa é difícil de alterar quando o dono do clube está demasiado ocupado com os seus negócios no outro lado do mundo para vir ao Mestalla. O “fuori” de Prandelli, provavelmente, dever-se-ia aplicar a quem dirige o Valencia hoje em dia. É isso que cada vez mais adeptos pedem. Infelizmente, nem Peter Lim nem Layhoon entendem espanhol. E valenciano ainda menos.

Foto de Capa: Valencia CF

Força da Tática: Eficácia e Ederson decisivos

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força da tática

O Benfica de Rui Vitória entrou na partida com o seu habitual esquema, 4x4x2, mas com uma alteração no onze que havia jogado nas últimas partidas: a entrada de início de Rafa, no lugar de Cervi.

Esta estratégia de Rui Vitória tinha um objectivo bem claro: ser mais rápido na transição e ter mais critério na posse de bola, mas ao mesmo tempo corria o risco de ter algumas dificuldades a defender, já que Cervi é um jogador muito agressivo nessas funções e poderia ser muito útil na ajuda ao lateral esquerdo adaptado André Almeida, que tinha pela frente um dos jogadores em foco e mais perigosos do Sporting nesta época, Gelson Martins.

De alguma forma esta estratégia surtiu efeito, já que Rafa foi indefensável por várias ocasiões, tenho numa delas rematado à baliza e noutra feito uma assistência para o golo de Salvio após uma saída explosiva para o ataque do Benfica.

Rafa foi um dos jogadores mais decisivos no dérbi Fonte: SL Benfica
Rafa foi um dos jogadores mais decisivos no dérbi
Fonte: SL Benfica

O Benfica nestes jogos grandes é uma equipa que tem sempre menos bola que o seu adversário, apostando muito nos seus contra-ataques e nas bolas paradas, estratégia que já sorriu a Rui Vitória mas que também já lhe trouxe alguns dissabores. Ao contrário do que aconteceu no jogo com o Nápoles, o Benfica soube ter a bola nos momentos certos e soube sair com critério para o ataque, onde Jiménez, embora não o digam as estatísticas (muitas perdas de bola), fez uma grande exibição, incansável na procura do espaço para receber a bola e sempre muito agressivo a defender, sendo sempre o protagonista da primeira linha defensiva do Benfica.

Depois do intervalo, esperava-se uma entrada a todo o gás do Sporting. A entrada bombástica de Campbell contribuiu e muito para a baixa de rendimento do Benfica, que fez uma 2.ª parte menos bem conseguida. Esta alteração do Sporting mexeu muito com o jogo, e mesmo contra a corrente o Benfica acabaria por fazer o 2.º golo. Muita eficácia para a equipa encarnada, que leva o melhor ataque da liga.

Jogo Interior #17 – Importância da imagem que criamos

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jogo interior

Há muito que percebi que nós não somos só o que achamos ser, mas sim também a ideia que os outros têm a nosso respeito.

Muitas pessoas vivem simplesmente ligadas ao seu mundo, menosprezando toda e qualquer opinião, sem qualquer preocupação em gerir os seus comportamentos ou atitudes, e até certo momento da nossa vida desportiva isso é perfeitamente aceitável.

O problema é quando não temos a capacidade de perceber que tudo tem o seu tempo, que vamos crescendo e que à medida que esse crescimento se dá, também a imagem que vamos passando para os outros vai tendo um papel cada vez mais preponderante na vida que teremos no futuro.

Por tudo isso, acredito que todos os jogadores, dirigentes ou membros de uma equipa técnica devem passar uma imagem adequada ao meio em que se inserem, até porque a evolução é cada vez mais rápida, e a prova viva disso é que, ao contrário do que acontecia há alguns anos atrás, hoje toda a gente sabe o que fizemos num “piscar de olhos”.

O mundo está cada vez mais ligado entre si, o que faz com que qualquer informação ou imagem chegue de forma quase instantânea, e tudo graças aos principais meios de comunicação. Estes tanto te podem levar num ápice ao sucesso, como da mesma maneira te podem arruinar para sempre uma carreira.

Fonte: Ricardo Pereira
Fonte: Ricardo Pereira

Cabe a cada um perceber todo este processo o mais cedo possível, para que as decisões sejam tomadas em consciência, e para que nenhuma imagem ou comentário infeliz arruíne tudo o que queremos ainda viver.

O mundo do futebol não é fácil, e muitos não têm a capacidade de perceber, desde cedo, toda a sua envolvente, acabando por deitar tudo a perder pelos mais variados motivos.

Por isso vivam. Vivam tudo o que desejam e da maneira que vos faz feliz… mas aprendam a separar aquilo que pode ou não ser visto por todos, a vestirem-se adequadamente ao meio em que vão aparecer, a falar em consonância com o público que vos escuta, mas tudo isto sem deixarem de ser quem são.

A mensagem que vos quero passar é que não temos de deixar de ser quem somos para passar uma boa imagem, mas que devemos sim adotar uma série de comportamentos e atitudes condizentes com o meio em que estamos inseridos.

O blogue Transição Ofensiva pode ser consultado aqui.

Foto de Capa: Luís Brandão

LeBron James: Marcas de Rei

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Cabeçalho modalidadesNão é por acaso que o número 23 dos campeões Cleveland Cavaliers é apelidado de King. Por muito que se possa não gostar de LeBron, é indiscutível o talento do jogador.

No passado jogo contra os Hornets, James alcançou a maior marca pessoal desta temporada, com um total de 10 assistências, 9 ressaltos e 44 pontos. Assim, o King entra para o top 10 dos melhores marcadores de sempre da NBA, ocupando, neste momento, a nona posição. Mas não ficou por aí, o jogador alcançou uma inacreditável marca de sete mil assistências na carreira.

Poderá LeBron James ser candidato a MVP? É uma das questões que mais tenho ouvido e lido ao longo do tempo.

Fonte: B/R Kicks
Fonte: B/R Kicks

Numa época em que o número 23 conta, até ao momento, com uma média de 25 pontos, 7,6 ressaltos, 9 assistências por jogo e luta por defender o anel de campeão, o melhor parece não chegar.

A luta pelo título de MVP está extremamente competitiva esta temporada e, como sabemos, a equipa e os colegas são um fator importante na competição.

Se LeBron conseguir o seu quinto título de MVP, então, meus caros, até eu lhe farei uma vénia.

Até lá, boa sorte, King.

Foto de capa: kingjamesgospel

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Mais uma vitória para a sujidade

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Ficou a saber-se esta quinta feira que o Sporting Clube de Portugal terá mesmo de pagar doze milhões de euros, mais juros, à Doyen Sports, um fundo de investimento com quem vem mantendo um diferendo de há alguns anos para cá.

Depois de já ter recebido uma resposta negativa no Tribunal Arbitral do Desporto, o Sporting recorreu para o Supremo Tribunal da Suíça, que voltou a dar a vitória à lavagem de dinheiro e à sujidade no futebol. Apesar de a FIFA e a UEFA estarem do lado do clube leonino no que toca a combater os fundos e nesta questão em particular, o tribunal suíço decidiu condenar o Sporting ao pagamento daquela quantia à Doyen, premiando aqueles que continuam a sujar o futebol, com suspeição. Já não basta a suspeição em relação à arbitragem (e esta semana tem sido pródiga nesse aspeto, com muitas mãozinhas à espreita), agora foi dada uma nova força aos fundos que navegam no futebol, tentando gerir como lhe convém aquilo que devia ser gerido pelos clubes.

A saída de Marcos Rojo para o Manchester United foi o "fósforo" para toda esta situação Foto: Sporting CP
A saída de Marcos Rojo para o Manchester United foi o “fósforo” para toda esta situação
Foto: Sporting CP

Bruno de Carvalho já tinha anunciado, em algumas assembleias gerais do clube e da SAD, que não seria necessário vender nenhum jogador para pagar este valor, porque já tinha provisões suficientes e guardadas para esse efeito. O presidente leonino, que é o dirigente do futebol português que mais tem pugnado pela verdade desportiva no futebol, ao contrário do que muitos papagaios tentam fazer passar, alertou várias vezes para a possibilidade desta injustiça acontecer, devido ao estado podre do mundo do futebol e da justiça em geral.

Não é novidade que existem muitas coisas que deviam ser alteradas no futebol (a introdução total do vídeo-árbitro é uma das notícias esperadas, já para ontem), mas também é verdade que pouca gente em Portugal quer mexer alguma “palha” para resolver isso. Infelizmente, esse sentimento e essa “vontade” alastra-se ao mundo, e a prova disso é a vitória da Doyen neste processo. Já sabemos que Bruno de Carvalho vai ser atacado por tudo e todos devido a este acontecimento, mas nada o derrubará, nem mesmo uma oposição apoiadas pelos rivais nas próximas eleições. Uma coisa é certa: Bruno de Carvalho não vai querer negociar mais com fundos, Um dia, todos lhe vão dar razão.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

 

SC Braga 1-2 SC Covilhã: E salta Peseiro e salta Peseiro!

Cabeçalho Futebol NacionalFoi um dia muito triste aquele que foi vivido nesta quarta-feira em Braga. O afastamento da Taça de Portugal foi um golpe muito duro para um clube que ambiciona ter títulos e proporcionar bons momentos aos seus adeptos e à sua cidade. Rolaram cabeças e, sinceramente, com justa causa. José Peseiro abandonou o comando técnico do Sporting de Braga depois de ter fracassado na Europa e na Taça de Portugal, dois objectivos claros do clube minhoto. Honestamente, só não fracassou mais porque não deixaram. Ainda bem. Este clube merece alguém que os tenha, popularmente falando, no sítio. Não era o homem certo para o lugar e não tinha as qualidades nem o carácter ambicioso que o Braga procura num treinador. Muito menos depois do exemplo da época anterior. Sendo assim, Abel tem a função de orientar o grupo e tentar o melhor até surgir uma solução. Força, Abel!

Desde o primeiro dia de trabalho que José Peseiro é contestado pela massa associativa bracarense. O porquê não é difícil de perceber. As suas equipas tanto têm boas exibições como de um momento para o outro baixam o rendimento de tal forma que deitam tudo a perder. A vontade de arrancar cabelos passa a ser a de fechar os olhos para não ver mais.

A direcção apostou em quem achava melhor e eu respeitei a decisão. Quis acreditar que era possível chegar longe, pois a minha paixão conduziu o meu pensamento. Peseiro voltava a Braga com um discurso de político. Entusiasta, ambicioso, arrojado… Mas só treta não chega. Esperar para ver o Braga jogar era martírio depois da época anterior. As primeiras novidades logo vieram quando chegou a Supertaça. Falhámos a conquista mas até demos boas mostras. O arranque no campeonato foi bom, com uma vitória em casa do rival, mas logo se seguiu um empate, num jogo em que falharam muitas coisas. Com o avolumar dos jogos e das provas, ao invés de surgir o ritmo e a união surgiu desconfiança e afastamento. E foram vários os factores que levaram à quebra na equipa e à queda de José Peseiro no comando técnico do Braga. A minha consciência vai praguejando: Primeiro… Peseiro!

Acabou a paciência com José Peseiro Fonte: SC Braga
Acabou a paciência com José Peseiro
Fonte: SC Braga

Quem é este treinador? Aquele que ganhou a Taça da Liga pelo Braga ou o que perdeu a Taça de Portugal na época anterior frente a esta mesma equipa? Pois… Não sou praticante do Peseirismo e não tenho nada contra quem seja, mas não concordo com essa filosofia. A máxima do ganhar cinco a quatro a jogar bom futebol é anedota e a margem mínima à rasquinha foi o que mais se viu, com a excepção de alguns jogos. Poucos…

Vitória FC 0–1 Sporting CP: Queda de cabeça erguida

Cabeçalho Futebol Nacional

Noite gelada no Bonfim, ainda com o estádio pouco composto. As equipas aquecem e chegam os onzes iniciais! Nota-se apenas uma alteração em cada equipa relativamente ao último jogo disputado por cada uma (para o campeonato). Do lado do Vitória FC, José Couceiro lança Trigueira para substituir o guarda-redes Bruno Varela. Já o Sporting CP aposta em Campbell em vez de Bryan Ruiz.

Começa o jogo na cidade de Setúbal. Apesar de existir uma assistência maior do que a habitual, o estádio encontra-se bastante vazio, com excepção do topo sul, onde as claques do Sporting se encontram em grande força.

Com dez minutos jogados tanto a equipa visitante como a da casa atacam com algum perigo. João Amaral cai na área, mas o árbitro Nuno Almeida nada assinala. O jogador não se queixa e o lance parece-me, do local onde me encontro, perfeitamente normal.

E que perdida de Edinho aos 14 minutos! Isolado, deixa-se antecipar e Patrício defende.

Com 18 minutos de jogo, canto perigoso para o Sporting, mas Trigueira segura a bola. A equipa do Sporting pressiona e sobe cada vez mais no campo.

Penálti para o Sporting e amarelo para Vasco Fernandes. O árbitro recebe indicações do fiscal de linha e aponta para a marca de grande penalidade. Adrien é chamado ao dever, mas falha! Vai à recarga e volta a falhar.

Os adeptos sadinos mostram a sua satisfação; no entanto, inexplicavelmente, revoltam-se com a comunicação social. Chovem insultos e ameaças da bancada abaixo do local onde nos encontramos. Trata-se de imagens e situações de que, por vezes, os restantes espectadores não têm conhecimento, mas que acho importante referir. Quão mais bonito seria o futebol se nos concentrássemos apenas no que estamos cá a fazer? Neste caso, sadinos: apoiem a equipa!

Defesa bonita, mais para a fotografia que outra coisa, de Trigueira ao minuto 25.

Os vitorianos fazem-se ouvir pela primeira vez esta noite, com meia hora jogada. E que perigoso está o Vitória! Não deixa o Sporting respirar.

42 minutos, Gelson fica no chão à entrada da área, mas o árbitro manda seguir e Nuno Santos desperdiça uma boa oportunidade com um cruzamento para fora.

Final da primeira parte, com o marcador a zeros. Partida equilibrada, até ao momento, com um jogo interessante.

Gelson teve uma noite menos energética do que o habitual Fonte: Sporting CP
Gelson teve uma noite menos enérgica do que o habitual
Fonte: Sporting CP

Começa o segundo tempo no estádio do Bonfim, com Sporting logo a criar grande perigo.

Primeiro amarelo para a formação de Alvalade aos 53 minutos. Zeegelaar é punido, e há livre para o Vitória.

E que apoio dão os adeptos leoninos à sua equipa, num momento em que Adrien bate um livre que acaba em canto!

Num contra ataque perigoso, Adrien faz falta sobre Costinha, é punido com um amarelo, e há livre muito perigoso para o Vitória junto à meia lua, com 59 minutos jogados. A bola não passa pela barreira e, na recarga, Nuno Santos atira ao lado.

Perigo criado por Bas Dost, mas, mais uma vez, Trigueira não cede.

Aos 71 minutos, ambas as equipas fazem a primeira substituição. Do lado do Sporting sai Bruno César para entrar Bryan Ruiz e do lado do Vitória sai Gauld para entrar Néné Bonilha.

Sporting chega ao golo aos 75 minutos, com o número 28, Bas Dost, a marcar. O lance nasce de uma bola não devolvida ao Vitória, mas, como o técnico dos leões, Jorge Jesus, diz: o fair play é uma treta.

78 minutos e o Sporting volta assustar o Vitória. A equipa visitante faz de tudo para marcar o segundo e respirar um pouco.

E que perigo aos 82 minutos! Um remate fortíssimo por parte dos sadinos passa muito perto da baliza de Rui Patrício.

A cinco minutos dos 90, o Vitória tenta subir no campo, mas o Sporting entrou muito mais concentrado que na primeira parte e não facilita.

Segunda mudança de Jorge Jesus: sai Campbell, entra Elias.

Mais quatro minutos de jogo para lá dos 90. Amarelo para Bryan Ruiz por anti-jogo. Momentos a seguir, Patrício no chão. Não há necessidade, Sporting…

Fim da partida. Vitória cai de cabeça erguida e Sporting segue em frente na competição com uma vitória “tirada a ferros”.

 

BnR na Conferência de Imprensa

Sporting CP:

O Bola Na Rede não foi autorizado a colocar nenhuma questão.

Vitória FC:

Pergunta – Face ao bom futebol que o Vitória praticou esta noite, pensa que merecia, pelo menos, ir a prolongamento? E penso que o Vitória sai de cabeça erguida da competição. Concorda?

Resposta – O Vitória sai de cabeça erguida, claramente. Podíamos ter ido a prolongamento? Claramente também que sim. Era um prémio para a equipa levar o jogo para a fase final de decisão. Não o conseguimos fazer e há que perceber as coisas boas que fizemos, melhorá-las e corrigir os erros que cometemos. Não foram muitos, mas houve alguns erros que cometemos que vamos ter de corrigir. Agora, acho que merecíamos ter chegado ao prolongamento. Não chegámos, e temos de encarar agora esta eliminação. O Vitória tem sempre objectivos na Taça de Portugal, e as vitórias morais não me dizem nada. Gostei da prestação da equipa. A equipa esteve bem no geral, mas há que encarar as coisas de frente, e o nosso grande objectivo é o campeonato nacional. Iremos continuar a lutar como temos lutado até aqui.

As 10 Revelações do Girabola

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Cabeçalho Futebol Internacional

Cerca de um mês após o término de um vibrante e incerto campeonato angolano, que viu o 1.º de Agosto sagrar-se campeão, pondo fim a um jejum de títulos do Girabola de 6 anos (não era campeão desde 2006), é tempo de fazer um balanço relativamente aos jogadores-relevação da edição de 2016, isto é, aqueles que se destacaram pela positiva em termos de importância para as suas respetivas equipas e qualidade técnico-tática evidenciada ao longo das 30 jornadas do Girabola. Adiante, irei fazer um Top 10 dos jogadores que, na minha opinião, se notabilizaram nos relvados dos estádios angolanos dos restantes.

10. Ito

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  • Nome Completo: Mário Manuel de Oliveira
  • Idade: 22                                                                                                     
  • Nacionalidade: Angolana
  • Posição: Médio (Médio Centro)
  • Clube: Recreativo do Libolo

    Tendo realizado a sua primeira temporada no ex-campeão angolano, o Recreativo do Libolo, Ito conseguiu dar seguimento à sua evolução futebolística, nomeadamente no poder de decisão, qualidade de passe e visão de jogo, após quatro épocas seguidas no Progresso do Sambizanga. Apesar da sua tenra idade, o médio angolano pode estar confiante em relação à próxima época desportiva, dado que estará mais preparado para competir por um lugar no 11 inicial da equipa treinada pelo português João Paulo Costa.   

Se não os podes derrotar, junta-te a quem pode

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Após o final do dérbi da ultima jornada, e ao verificar a ligeireza com que se aceitou o que se passou, só me apraz dizer que é a sociedade que temos.

Digo isto porque, em Portugal, por exemplo, muitos são os que prejudicam o estado através de falsos atestados, falsas declarações para receber subsídios indevidos, desviar consumíveis dos serviços onde trabalham para uso doméstico, e tudo parece normal. Essas mesmas pessoas, quando são despedidas por conduta indevida ou lhes é cortado um subsídio, são os primeiros a vir a terreiro chamar os governantes de gatunos. Ora bem, eles até o podem ser, mas também muito porque lhes foram incutidos esses valores pela sociedade onde foram educados.

Assim não é de estranhar que a forma como foi ganho o ultimo dérbi pouco tenha incomodado os adeptos e sócios daquele clube. Porque ganharam, e se são os beneficiados, pouco importa a forma. Isto nunca vai mudar. No fim, o que conta, e o que se vão lembrar, é o resultado final e quem ganhou. A forma como é conseguida a vitória, é esquecida. Quem ganhou pouco se vai importar com o estado das coisas porque ganhou. E só se vai preocupar quando também perder, se é que algum dia isso vai acontecer. (Acontecerá, pode é não ser tão rápido como desejamos. Que o digam os do norte).

Todos perceberam que o Sporting foi prejudicado e por isso os adeptos do clube adversário foram os primeiros a precaverem-se e a dizerem que estava prestes a começar a choradeira… E eles lá saberiam porquê. Mas em vez de o aceitarem e admitirem, usam-no para escárnio. Mas como já aqui disse uma vez, os exemplos vêm de cima, e no fim desse jogo um treinador disse que a equipa adversaria tinha cometido 26 faltas, e a dele só dez. Ora o que isso indica, a meu ver,é que o árbitro apitou 26 vezes (não quer dizer que todas tenham sido efectivamente faltas) contra o Sporting, e não apitou várias contra o nosso adversário (Só preciso recordar dois lances de andebol ou voleibol, dentro da área). Ou seja, os números não mostram se são justas ou bem marcadas. Isto para mostrar ao senhor que não gosta de cebolada, que os números que ele quis enaltecer podem ser usados contra si ou os seus, e continuar a dar razão a quem reclama.

Ainda quanto aos lances de mão na bola, devo dizer que até entendo o critério dos árbitros em não apitarem a favor do Sporting, uma vez que a própria UEFA legitimou esse tipo de lances contra os leões no último jogo da Champions (e podemos recordar outras épocas com uns russos). Então se na Europa podem ignorar esses lances de mão na bola, aqui também devem poder. Poder podem, senão não o faziam saindo ainda com notas de mérito. É por isso que este árbitro é internacional.