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Académica OAF 1-0 FC Penafiel: Quartos pintados a negro

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Cabeçalho Futebol Nacional

A Académica partia para este encontro como uma das equipas que mais vinha a surpreender nesta edição da Taça de Portugal, depois de deixar para trás adversários de primeira como Belenenses e Feirense. Lidara bem com o papel de equipa não-favorita.
Desta vez, porque jogava perante os seus adeptos (ainda que não comparecessem em grande número) diante de uma equipa do seu campeonato, carregava aos ombros o favoritismo. Porém, uma eventual eliminação aos pés do Penafiel não deveria ser considerada escandalosa. É que se não fosse pela derrota dos rubro-negros diante do Santa Clara na jornada passada, estes ainda estariam à frente da formação dos estudantes na tabela classificativa da Liga 2.
A probabilidade de haver uma surpresa neste encontro, ainda para mais atendendo à boa organização defensiva de ambas as equipas era, portanto, muito reduzida.

Essas surpresas surgiram num onze academista com várias alterações. Para além da esperada troca de guarda-redes (José Costa, habitual titular na Taça, substituiu Ricardo Ribeiro e João Correia rendeu o castigado Nii Plange), Toze Marreco e Marinho ficaram no banco e deram o lugar a Rui Miguel e Ernest.
Uma troca de jogadores que, porém, não se fez sentir na forma de jogar da Briosa, dominadora na primeira metade dos 45 minutos iniciais do encontro. Diogo Coelho (de cabeça, atirou por cima, após canto de Makonda) e Rui Miguel (isolado por um passe fantástico de Traquina, picou a bola sobre Coelho mas saiu ao lado ), não conseguiram materializar o domínio em golos mas comprovaram-no com boas oportunidades nos primeiros 15 minutos do encontro.

O Penafiel tentou reagir, com saídas rápidas, mas ficou-se pelas intenções. e a Académica acentuava o seu domínio, voltando a criar perigo num lance de insistência após canto, que culminou com um pontapé acrobático de Makonda, na pequena área, travado por Coelho. O Penafiel, ao terceiro alerta, pôs-se em sentido e, depois de assentar posicionamentos, neutralizou a ofensiva estudantil tornando-se impermeável. Não atacava… nem deixava atacar. E foi preciso esperar até perto do final para voltar a haver perigo numa das balizas. Numa belíssima triangulação, Jimmy lançou Kaka no flanco direito, este atrasou para o coração da área, onde estava Traquina… o remate saiu ao lado.

Mancha Negra foi, mais uma vez, incessante no apoio à Briosa
Mancha Negra foi, mais uma vez, incessante no apoio à Briosa

No regresso dos balneários, apesar de Paulo Alves, treinador do Penafiel, ter tirado Rafa e colocado Wellington em busca de maior acutilância, manteve-se a toada de domínio academista, exibindo toda a qualidade no processo de construção ofensivo. Só faltava concluir. Ernest, por duas vezes nos primeiros quinze minutos (primeiro servido por Traquina, depois, numa iniciativa individual), tentou, mas a bola saiu fora da rota da baliza de Coelho.
Perante nula produtividade para tamanho esforço ofensivo, a Académica pareceu desanimar e caiu numa espécie de apatia que permitiu ao Penafiel subir no terreno. Os rubro-negros, patrocinados pela disponibilidade das suas alas e passividade do seu adversário, iam, agora, conseguindo ter bola fora do seu meio-campo, condicionando, também, a saída de bola contraria. Porém, também não criava lances de golo e isto fez com que a bola andasse separada das balizas …até ao minuto 83, altura em que Fábio Fortes, de cabeça, atirou à barra da baliza da Briosa. O estádio ficou calado, os jogadores da Académica sentiram o toque, e reagiram. 5 minutos depois, Marinho (entrado para o lugar de Jimmy), sob a direita, procurou o segundo poste e encontrou Ernest a rematar, de primeira, para o único golo do jogo.

O Penafiel não soube lidar com a adversidade e, até final, não conseguiu impedir a eliminação da Taça e a terceira derrota seguida. Cenário negro, muito negro. Negro como uma capa de estudante. Negro como as cores da Briosa, que chega ao sexto jogo seguido sem perder e segue em frente na Taça de Portugal, em direcção aos quartos-de-final.

Pedro Machado

Força da Tática: O que Faltou ao Sporting

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força da táticaMais uma vez Jorge Jesus montou um bom esquema para defrontar o Benfica num ambiente difícil, com casa cheia e cheio de vontade de passar para a frente do campeonato face ao seu principal rival e sua antiga equipa.

O Sporting entrou muito bem no jogo, com superioridade em todos os sectores e com alguma supremacia não só no controlo da bola mas também na facilidade com que a bola chegava aos seus alas Gélson e Bruno César criando desta forma situações de perigo, uma num lance de Gelson na direita e outro de Bryan Ruiz após cruzamento de Bruno César.

Havia alertado na antevisão do jogo, para a capacidade do Benfica em explorar os contra ataques, e assim foi, o Sporting depois de uma bola perdida no momento ofensivo permitiu um contra ataque fulminante da equipa encarnada que os levaria ao seu primeiro golo, um pouco contra a corrente do jogo. Ao longo dos anos temos vindo a notar que as equipas de Jorge Jesus fazem muitas faltas nesse mesmo momento da perda da bola, aspecto que este ano não tem acontecido muito. Destaque ainda para a marcação cerrada de Joao Pereira a Rafa em muitos momentos da primeira parte, na tentativa de encurtar o espaço ao extremo, sem sucesso.

Jorge Jesus não foi feliz nas substituições Fonte: UEFA
Jorge Jesus não foi feliz nas substituições
Fonte: UEFA

Ao intervalo, para surpresa de muitos, Joel Campbell rendeu Bruno César, que estava bem no jogo. A peça mais fraca até ao momento estava a ser Bryan Ruiz e aqui Jorge Jesus poderia ter utilizado Bruno César com o objectivo de assumir de vez o controlo do jogo. Embora não tendo saído Bryan Ruiz, Campbell entrou muito agressivo e com grande velocidade e qualidade. Para além disto mostrou grande entendimento com Bas Dost, ambos fizeram grandes estragos na defesa do Benfica na 2ª parte. Várias foram as jogadas que envolveram o extremo e o avançado com muito perigo para o Benfica e ocasiões flagrantes, tendo mais tarde conseguido mesmo fazer o primeiro e único golo do Sporting numa grande jogada de combinação.

Embora Adrien tenha feito um jogo positivo, notou-se uma quebra no seu rendimento não a nível defensivo, mas sobretudo na movimentação ofensiva. Depois da entrada de Danilo no Benfica, Adrien voltou ao jogo e assumiu o meio campo.

Gostava de dar nota para dois aspectos importantes que podem ter sido decisivos. Primeiro a saída tardia de Bryan Ruiz, infeliz no jogo e com culpas no segundo golo do Benfica ao não acompanhar Nelson Semedo, o lateral acabou por fazer o cruzamento para Jiménez quase sozinho, com William a tentar compensar essa falha. Em segundo lugar a saída de Bas Dost do jogo, a meu ver o jogador que mais perigo criou, e numa altura em que saiu, 80 minutos, o Sporting poderia começar um jogo mais directo para a área do Benfica e Bas Dost seria fundamental. Depois da sua saída o Sporting não teve mais ocasiões de golo.

Por fim destaco a grande exibição de William Carvalho, a encher o campo, defensivamente, mas sobretudo ofensivamente, é um jogador que aparece e participa muito na construção de jogo do Sporting, quer no espaço curto, quer nas bolas rápidas e até mesmo no passe longo de grande qualidade do médio Português.

O Sporting fica a 5 pontos do Benfica, mas este campeonato ainda tem muito para dar.

Memórias de domingo

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A memória é uma coisa tramada. Prende-nos, faz com que tenhamos receio do mundo, debilita-nos as capacidades e amputa-nos vontades. Tem impacto no exercício da nossa vida pessoal e profissional. O futebol não é diferente. É a memória que nos deixa exaltados ou preocupados com um determinado jogo. Vai do trauma à alegria, da concentração à ansiedade. O Benfica vs Sporting deste fim-de-semana não fugiu à regra. Do lado verde e branco havia um misto de receio pela muito melhor forma do Benfica em comparação com o ano anterior. Mas também algum, pouco, relaxe por causa da memória. Os três a zero do ano passado. Teo, Slimani e Ruiz alentavam as esperanças sportinguistas de abalar da Luz com mais três pontos e uma vitória. O colombiano rumou para as américas latinas e o argelino foi para terras de Isabel II representar o campeão inglês. As personagens eram outras, mas a fé, essa, era a mesma.

No Benfica o estado de espírito não devia fugir muito disto. Uma equipa enaltecida pelo primeiro lugar isolado no campeonato, mas de confiança abalada pelas derrotas na Madeira e em casa frente ao Nápoles para a Liga dos Campeões. A bola rolou. Podia estender-me em caracteres para fazer um resumo viável e fidedigno do jogo, mas prefiro que isto tome outro rumo. O ambiente foi, de princípio a fim, contagiante. Tudo conta para um jogo destes. Fumo, petardos, confusão barulho, gritos, festejos. Imaginem que tudo aquilo é uma noite muito bem passada ao ar livre. Se tiverem uma noite dessas não se vão lembrar de tudo. Apenas de momentos, de flashes.

A festa dos jogadores encarnados depois da vitória frente ao eterno rival; Fonte: SL Benfica
A festa dos jogadores encarnados depois da vitória frente ao eterno rival;
Fonte: SL Benfica

Flash. Pizzi dá por si envolvido num lance complicado para o árbitro. Guedes prega a fundo, derrapa, Rafa tira uma página do livro de Quaresma e Salvio assina. Flash. Salvio volta a estar no lance. Nélson saltou uma colcheia no compasso defensivo de Rúben Semedo, cruza e Jiménez, num pas de deus com João Pereira faz o dois a zero. Flash. Campell usa e abusa da passividade do lado direito da retaguarda encarnada e Bas Dost faz o costume.

O sofrimento, vinte minutos que mais pareceram quarenta e, a natural urgência do Sporting, marcaram o que restou da partida. Até que Jorge Sousa apitasse, aos noventa mais quatro e meio, a memória esteve lá, disfarçada de receio. E se isto fosse um Benfica contra Besiktas, o remake? Ou, e se o Sporting marcasse mais dois e voltássemos a perder na Luz com Jesus?  A memória só picou o ponto e rendeu o turno que o alívio chegou e, com ele, um novo lembrete. Um bem risonho. O Benfica venceu o dérbi, aumentou para cinco os pontos de avanço sobre o leão e recuperou de duas derrotas. Agora, se há memória bem presente e uma a repetir, é aquela que nos últimos três anos tem sido gravada em Maio, algures no Marquês.

UEFA elege Kairat Almaty como organizador

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Cabeçalho modalidadesSoube-se há dias que a organização da final four da UEFA Futsal Cup foi entregue ao Pavilhão do Kairat Almaty, no Cazaquistão, não sendo uma surpresa que tenha sido essa a proposta vencedora ao invés do pavilhão João Rocha, futura casa do Sporting CP.

Em primeiro lugar, porque a UEFA fez valer a regra que impõe que o pavilhão tenha no mínimo 5000 lugares, uma regra que à partida era o grande entrave na candidatura leonina, visto que a futura casa dos verde e brancos só alberga 3000 pessoas. Obviamente que o “covil” dos cazaques, acabado de inaugurar em Setembro deste ano, e com uma lotação bem superior ao que os leões ofereciam, com um total de 12.000 lugares, tinha tudo a seu favor para poder ganhar esta corrida.

Também o facto de o pavilhão João Rocha ainda não estar completo pode ter pesado na decisão, pese embora todas as garantias dos responsáveis leoninos de que as obras estariam completas a tempo, pois está prevista a inauguração para Março de 2017, perfeitamente a tempo de receber a competição em Abril do próximo ano.

Sporting e Kairat Almaty encontraram-se em 2011 Fonte: UEFA
Sporting e Kairat Almaty encontraram-se em 2011
Fonte: UEFA

Não vou por em causa a escolha da organização que tutela o futebol europeu, até porque os regulamentos são bem claros em relação à capacidade mínima do estádio, mas devo dizer que em Portugal a paixão pelo futsal é cada vez maior, naturalmente maior que no Cazaquistão, só que o único edifício com capacidade para acolher esta final – Meo Arena- não está disponível nesses dias. Até é verdade que é bastante mais fácil encher um pavilhão no nosso país que no Cazaquistão, mas tudo isto são meras opiniões e valem o que valem.

Por isso, é com pena que vejo a escolha da UEFA, mas não posso dizer que seja uma surpresa, pois face às duas candidaturas em questão, era mais ou menos óbvio qual é que eles iam escolher. É a primeira vez que o mesmo clube organiza esta prova por duas ocasiões, depois de já o ter feito em 2011, numa fase final que contou com duas equipas portuguesas, algo possível porque o SL Benfica era o campeão europeu em título e como tal abriu uma vaga ao Sporting, campeão português na época anterior. O Meo Arena/Pavilhão Atlântico já tinha acolhido esta competição em dois anos, mas organizado por clubes diferentes (Benfica em 2010 e Sporting em 2015).

Fonte: UEFA

Sporting rumo ao Jamor

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Esta quarta-feira, o Sporting Clube de Portugal irá deslocar-se a Setúbal para defrontar o Vitória, em jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal.

No rescaldo do eterno dérbi, em que o Sporting acabou por perder os três pontos no Estádio da Luz, mas em que os leões rubricaram uma boa exibição, o Benfica acabou por ser mais eficaz. Num grande jogo de futebol, com duas grandes equipas, a equipa de arbitragem não esteve ao nível do encontro e acabou por ter influência direta no resultado. No entanto, faltam ainda 23 finais e o Sporting irá lutar pelo título até ao fim.

Esta quarta-feira, o Sporting entra em campo em busca de um outro objetivo, chegar à final do Jamor. Pela frente, os leões vão encontrar uma equipa bem organizada e que esta época já roubou pontos aos dois rivais, somando empates frente ao FC Porto e SL Benfica.

Rui Patrício e Adrien querem voltar a levantar a Taça no Jamor Fonte: Sporting CP
Rui Patrício e Adrien querem voltar a levantar a Taça no Jamor
Fonte: Sporting CP

Os leões são naturalmente favoritos, mas têm de o demonstrar em campo durante os noventa minutos. Este é um jogo importante, rumo aos quartos-de-final da Taça de Portugal e o Sporting vai querer vencer. O grande objetivo é sagrar-se campeão, mas há mais dois títulos a vencer, a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Por isso, na quarta-feira haverá um só objetivo: vencer!

Naquela que é a prova mais emblemática do futebol português, marcam ainda presença nos oitavos-de-final, os tomba-gigantes, Torreense, Vilafranquense e Real Massamá. Estes três clubes já deixaram pelo caminho equipas da Primeira Liga e fizeram a festa da Taça de Portugal.

Acredito na vitória do Sporting, rumo ao Jamor!

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

O sonho comanda a vida

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fc porto cabeçalho

À partida para o sorteio na sede da UEFA, para os oitavos de final da Liga dos Campeões, os responsáveis portistas sabiam que nenhuma das equipas possíveis seria “fácil” e que se estavam nos oitavos-de-final desta prova, era porque tinham valor e tinham passado em primeiro nos seus grupos.

Do lote de possíveis adversários encontravam-se: Barcelona, Arsenal, Nápoles, Juventus, Atlético de Madrid, Dortmund e Mónaco. Em teoria, Nápoles e Mónaco poderiam ser os mais acessíveis mas é necessário relembrar que o Mónaco é a equipa mais concretizadora de todos os campeonatos europeus, e com um treinador que está a fazer um trabalho estupendo à frente dos monegascos, e por outro lado, o Nápoles que para os mais distraídos, pratica um futebol de qualidade, com uma excelente organização defensiva e ofensiva (apesar da longa lesão de Milik) e que tem um treinador com larga experiência e que colocou esta equipa num patamar elevadíssimo. Portanto, o sorteio seria sempre difícil e qualquer adversário teria de colocar o FC Porto a jogar o seu melhor futebol para ter hipóteses de ultrapassar esta fase.

Calhou em sorte a equipa da Juventus ao FC Porto no sorteio para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Uma reedição da final da Taça das Taças em 1984 (derrota dos dragões). Um adversário temível e que se afigura como uma prova de fogo para a equipa do FC Porto que, ao chegar a esta fase, atinge um dos objetivos da época mas que deve sonhar (e tem qualidade para isso) em ultrapassar a equipa da Vecchia Signora, que conta com um plantel repleto de estrelas e que combina a qualidade com a vasta experiência na Europa do futebol.

A Juve tem muitos pontos fortes Fonte: Juventus
A Juve tem muitos pontos fortes
Fonte: Juventus

A Juventus tem dominado o futebol italiano, sendo pentacampeã com relativa facilidade e conta no seu plantel com estrelas como Dybala, Higuaín, Pjanic, Marchisio, Alex Sandro, Dani Alves, Khedira, Chiellini, Bonucci, Barzagli e Buffon. Ou seja, combina experiência com estrelato, como acima referido, e os centrais da Juventus e o GR jogam juntos há muitos anos e conhecem a forma de jogar, tendo todos os movimentos rotinados e sabendo onde se posicionar. É uma equipa que defende, apesar da tática de três centrais, com cinco defesas devido aos recuos de Alex Sandro/Evra e Dani Alves/Liechsteiner. São laterais que dão profundidade ofensiva e defensiva.

Apesar disso, o sistema defensivo não é perfeito visto que joga em profundidade, o que permite progressão de bola pelo adversário e algum espaço à entrada na área até porque os laterais, muitas vezes, são obrigados a aproximar-se dos centrais e isso também abre espaços nos corredores laterais. Ofensivamente privilegia o corredor central tendo em Marchisio, Pjanic (que é um exímio marcador de livres) e Khedira os motores a meio campo e que conduzem a equipa tendo na frente de ataque uma das grandes promessas do futebol na figura de Paulo Dybala e o finalizador Higuain que, apesar de não trabalhar tanto como Mandzukic, é letal na hora de apontar à baliza.

É, assim, uma equipa com muitos pontos fortes mas também que apresenta debilidades que o treinador e sua equipa técnica têm de saber aproveitar para o FC Porto ter uma real chance de se apurar para a próxima fase. As odds não estão a favor dos azuis e brancos mas o futebol é ganho e jogado em campo e aí, são 11 contra 11 e nesses 90 minutos, o FC Porto tem de ser uma equipa inteligente, que perceba os momentos de jogo, que não cometa erros desnecessários e que tenha uma alma de campeão. Possível de se qualificar? Sem dúvida que sim. Difícil? Para estar entre os melhores tem de se mostrar que se merece lá estar e esta é uma oportunidade para cimentar o estatuto do clube a nível mundial e solidificar uma estrutura que se encontra mais fragilizada. Serão dois grandes jogos e que tenhamos duas noites europeias que deixem na memória as melhores das recordações.

Foto de capa: FC Porto

Esforço, devoção e anti-benfiquismo

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sl benfica cabeçalho 1

Só é enganado pelo discurso pós-dérbi da “estrutura” do Sporting quem quer – alguns sportinguistas; embora cada vez menos. Os factos explicam-se facilmente e claramente, e em apenas duas linhas: o Benfica ganhou, reforçando a liderança e empurrando o rival para o 3.º lugar (a uma distância de cinco pontos). Por sua vez, Bruno de Carvalho e Jorge Jesus não perderam tempo em atirar mais areia para os olhos daqueles que não conseguem (ou não sabem) desviar-se, usando da habitual retórica populista e demagógica para justificar outro insucesso desportivo. Assim, presidente e treinador do Sporting continuam a auto-ilibar-se, semana após semana, competição após competição, de quaisquer responsabilidades pelos desfechos negativos que se vão somando desde o início desta união profissional, pese o avultado investimento que ambos representam, contrariando as elevadas expectativas dos seus sócios e adeptos.

O discurso de Jorge Jesus não é sério; mas é natural. É compreensível pelo prisma do adversário. Numa semana de eliminação das competições europeias, às mãos do Légia de Varsóvia, perder na Luz, frente ao seu anterior clube, frente a Rui Vitória, abortando a recuperação pontual e classificativa, num jogo em que, sejamos justos, a sua equipa (desta vez focada a 100 por cento) merecia mais, não é, obviamente, fácil de digerir. Por isso, falar de arbitragem entretém sócios e adeptos. No rescaldo do dérbi, evita-se discutir o fracasso europeu, o actual 3.º lugar (a um ponto do 4.º) ou a incompreensível (aos olhos do comum mortal) substituição de Bas Dost. Discute-se, por outro lado, a actuação de Jorge de Sousa, árbitro de má memória para os benfiquistas, rosto dos “ventos de mudança” anunciados há pouco mais de um ano – aquando da eliminação do Benfica na última Taça de Portugal –, mas que, desta vez, se vê convenientemente incluído numa alegada estratégia, preparada à escala planetária, para beneficiar o Benfica e prejudicar o Sporting.

O Inferno da Luz voltou a dar “colinho” ao Glorioso Fonte: SL Benfica
O Inferno da Luz voltou a dar “colinho” ao Glorioso
Fonte: SL Benfica

O discurso de Bruno de Carvalho também não é sério; porém, neste caso, não é natural. Nem o discurso nem, e muito menos, a postura. Embora a estratégia seja antiga, e o seu fim esteja bem identificado – o de se perpetuar no cargo a todo o custo –,  não deixa de surpreender a forma despudorada como Bruno de Carvalho a usa; o presidente do Sporting reinventa, a cada gesto ou palavra, o populismo mais básico e primário.

A importância de se chamar match day

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Nunca na minha vida mantive um diário. Sempre achei que, ao longo dos meus 23 anos de vida, os momentos dignos de registo nunca me sairiam da memória, e que com eles ficariam todos os seus detalhes e pormenores.

Estou metade certo, metade errado. Lembro-me bem dos golos de Zidane contra o Brasil em 98, do tiraço de Figo contra a Inglaterra em 2000, da mão de Abel Xavier, do livre de Sabry que calou Alvalade e adiou os festejos do último título do Eterno Rival, e de muitas outras memórias que o Desporto-Rei já me proporcionou. Mas, até ao passado dia 3 de Dezembro, nunca tinha temido que uma memória desaparecesse. Que pura e simplesmente, uma experiência que se quer única, se converta afinal em “apenas mais um”.

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Nesse sentido, caro leitor, quero não só imortalizar, como partilhar, o dia 3 de Dezembro de 2016, como aquele em que, pela primeira vez, tive o privilégio de assistir a um jogo de Premier League, nas primeiras filas da Lower North Stand do velhinho White Hart Lane.

Se por cá se diz jornada, não é ao acaso que em terras de Sua Majestade, a expressão utilizada é Match Day. Aquele sábado solarengo na cidade de Londres, que, pelo clima, já era de si peculiar, começou para mim com um pequeno-almoço junto ao Palácio de Westminster, em que eu  apenas um de mais centenas de turistas que passam pela capital do Reino Unido diariamente. Se a maior parte deles estava mais preocupado com o ângulo perfeito para uma selfie com o Big Ben, eu batia o pé sentado no balcão de um qualquer café, à espera que no relógio mais acertado do mundo batessem as 10 da manhã para me dirigir a North London para levantar o meu bilhete na bilheteira de The Lane. E assim foi.

Habemus Mkhitaryan

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Cabeçalho Liga Inglesa

 

Rotulado como um dos grandes craques do futebol europeu, a aventura de Henrikh Mkhitaryan por terras de sua majestade não começou da melhor maneira. O arménio foi um dos reforços sonantes que José Mourinho quis para este seu novo United, além de Pogba e Ibrahimovic, mas a verdade é que o médio ofensivo teve muitas dificuldades para se impor no conjunto de Manchester.

Suplente utilizado nos quatro primeiros jogos da época, o arménio foi lançado pela primeira vez a titular no escaldante derby de Manchester, mas acabou substituído logo ao intervalo, recebendo muitas críticas negativas pelo seu desempenho nos quarenta e cinco minutos que esteve em campo. Após essa aparição, Mkhitaryan eclipsou-se e tornou-se o fantasma de Manchester, estando cerca de dois meses sem ser lançado por Mourinho.

Mkhitaryan foi decisivo (um golo) na vitória sobre o Tottenham Fonte: Manchester United
Mkhitaryan foi decisivo (um golo) na vitória sobre o Tottenham
Fonte: Manchester United

Numa equipa que tem apresentado tantas dificuldades em fazer a diferença no último terço do terreno, este desaparecimento foi muito falado no mundo do futebol. O United tem tido muitos problemas em soltar-se das amarras tácticas dos adversários, e com um futebol muito preso e com poucos ou nenhuns rasgos de brilhantismo, a ausência prolongada de um elemento que acrescenta muita qualidade e criatividade no processo ofensivo, e mais do que isso, sabe aliar essa criatividade e qualidade a uma excelente capacidade de decisão, marcando muitos golos e fazendo muitas assistências – a época passada marcou 26 golos e efetuou 22 assistências com a camisola do Dortmund -, não deixa de ter o seu quê de mistério.

Depois desta travessia no deserto, o ex-jogador do Dortmund soube esperar novamente pela sua oportunidade – Mourinho recentemente referiu que o arménio teve um comportamento exemplar -, trabalhou bem nos treinos e depois de responder positivamente quando voltou a ser chamado em alguns jogos onde o treinador português aproveitou para rodar alguns jogadores, começou finalmente a ser peça importante na equipa, contando até com dois golos e duas assistências nos últimos quatro jogos da equipa.

Numa equipa onde a qualidade ofensiva abunda, mas por uma ou outra razão, o processo ofensivo da equipa tem tido bastantes dificuldades para “desabrochar”, este aparecimento em grande nível de Mkhitaryan pode ser o clique que o conjunto dos red devils necessita para ter a regularidade exibicional que lhe permita lutar pelo top 4 da Premier League – o título já é uma miragem -, e colocar o United de volta aos grandes palcos europeus. Mourinho, e principalmente o futebol, necessitam deste Mkhitaryan que encantava a famosa Yellow Wall do Borussia, e que pode acrescentar assistências e golos ao ataque do United que já tem muito poder de fogo, embora ainda não tenha atingido o nível desejado.

Foto de capa: Manchester United

As 10 Jóias do Olival

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A formação do FC Porto tem muita qualidade, e os casos recentes de André Silva e Rui Pedro são prova disso. Neste artigo vou falar de dez jovens talentos, que a breve prazo podem chegar à primeira equipa e serem mais-valias. Esta análise vai incluir jogadores dos escalões de Sub-17, Sub-19 e equipa B. Estão excluídos jogadores da equipa B que já tenham feito a sua estreia na equipa principal, apesar de alguns terem muita qualidade como é o exemplo do Francisco Ramos ou Ismael Diaz.

10º- Romário Baró 

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Um médio polivalente que atua nos Sub-17. Muito versátil, consegue jogar em várias posições do meio-campo, é rotativo e tem características de um box-to-box: rápido, agressivo, boa técnica individual e boa capacidade de finalização. Um jovem talento de 16 anos que tem todas as características para se impor ao mais alto nível. É internacional Sub-17 por Portugal.