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NBA: Conferência Este – Será que alguém vai parar os Cavs?

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A melhor equipa ganhou. A equipa mais regular ganhou. Os Golden State Warriors sagraram-se assim campeões da NBA na época que passou, e começam já esta terça-feira (quarta-feira de madrugada para nós) a defesa do seu título.

Tentarei muito brevemente fazer uma previsão do que esperar dos 30 clubes das duas conferências da liga principal de basquetebol americano, sendo que neste texto apresento a Conferência Este.

Conferência Este

Atlanta Hawks – Perspetiva: Playoffs

Os vencedores da fase regular da Conferência Este, com um fantástico recorde de 60-22, este ano deverão ter um trabalho mais complicado, com a perda do “faz tudo” DeMarre Carroll para Toronto, mas deverão repetir a sua presença nos playoffs de uma Conferência Este que continua a deixar muito a desejar em relação ao oeste. O regresso dos 4 all-stars Horford, Millsap, Teague e Korver vai ajudar a equipa a manter-se nos lugares cimeiros do este.

Jogador a observar: Dennis Schröder

Cleveland Cavaliers – Perspetiva: Playoffs

Os finalistas vencidos da última final não deverão ter qualquer problema em “passear” pela fase regular do este e com maior ou menor dificuldade, provavelmente menor, alcançar de novo a final da NBA. Lebron James continua a ser o treinador desta equipa, peço desculpa, David Blatt é o treinador; Lebron é a estrela, e, com o regresso dos lesionados Kyrie Irving e Kevin Love e uma rotação sólida que conta com Tristan Thompson, Mozgov, Shumpert, J.R. Smith e Dellavedova, pode ser este o ano em que Lebron traz finalmente o título “para casa”.

Jogador a observar: Kyrie Irving

Chicago Bulls – Perspetiva: Playoffs

Tom Thibodeau “saiu” do comando técnico da equipa para dar lugar ao ex-treinador de Iowa St. Fred Hoiberg; os Bulls devem assim abandonar a sua identidade defensiva dos últimos anos e focar-se num jogo mais fluido e ofensivo, menos desgastante para os jogadores e mais atractivo para as audiências. A ver vamos se conseguem manter a regularidade das últimas épocas. Jimmy Butler deu um salto enorme na época passada e deverá continuar a crescer este ano, afirmando-se como a grande figura dum plantel que conta com duas grandes incógnitas, Noah, que teve uma época para esquecer, e o azarado Derrick Rose, que tentará manter-se em campo, o que se tem revelado difícil. Os Bulls são candidatos à vitória do este na fase regular, mas não possuem qualidade suficiente para ultrapassar umas equipa como os Cavs nos playoffs. A equipa tem de decidir o que fazer com D-Rose – manter a aposta num jogador que tinha um potencial imenso mas viu a sua carreira travada por diversas lesões graves ou tentar trocar o jogador – mas será que mais alguém está disposto a apostar nele?

Jogador a observar: Derrick Rose

Os Bulls acreditam no 'renascimento' de Derrick Rose Fonte: Geoff Burke
Os Bulls acreditam no ‘renascimento’ de Derrick Rose
Fonte: Geoff Burke

Toronto Raptors – Perspetiva: Playoffs

Lowry, DeRozan, Carroll e Valanciunas serão o núcleo duro de uma equipa que deve voltar a marcar presença nos playoffs, mas nada mais que isso. Os Raptors “encantam” na fase regular mas desiludem nos playoffs e este ano não deverá ser diferente.

Jogador a observar: Jonas Valanciunas

Washington Wizards – Perspetiva: Playoffs

Os Wizards perderam o influente Paul Pierce para os Clippers mas deverão contar com uma maior contribuição de Otto Porter Jr., que tem surpreendido nesta pré-época, deixando boas indicações e finalmente demonstrando porque foi a escolha número 3 do Draft de 2013. É na electrizante dupla de John Wall e Bradley Beal que estão depositadas as esperanças desta equipa e continua a ser um prazer ver a evolução desses dois fantásticos jovens jogadores.

Jogador a observar: Otto Porter Jr.

Milwakee Bucks – Perspetiva: Playoffs

Uma das equipas com mais potencial de toda a NBA, contando com promessas como Jabari Parker, Michael Carter-Williams, Tyler Ennis, John Henson e Giannis Antetokounmpo, que segundo o treinador Jason Kidd pode jogar em todas as 5 posições. É de referir o regresso de Jabari, que esteve lesionado, e a adição de Greg Monroe, dos Pistons, numa equipa que deve voltar a repetir a sua presença nos playoffs mas não mais que isso.

Jogador a observar: Giannis Antetokounmpo

Boston Celtics

Os Celtics, que ainda se encontram em reconstrução, devem este ano falhar os playoffs depois de terem surpreendido tudo e todos ao participarem nos do ano passado. A equipa é jovem e muito bem treinada por Brad Stevens, contando com jogadores interessantes como Jae Crowder, Marcus Smart, Jared Sullinger, Isaiah Thomas, James Young e Avery Bradley, mas nenhum deles será uma estrela, e nem a adição do campeão David Lee deve manter a equipa no top 8 do este.

Jogador a observar – Isaiah Thomas

Brooklyn Nets

Joe Johnson é o segundo jogador com o salário mais elevado da liga, indo auferir 24,8 milhões de dólares; apenas Kobe Bryant, com 25, ganha mais. A equipa foi buscar Andrea Bargnani. A equipa não vai aos playoffs nem a lado nenhum num futuro próximo.

Jogador a observar: Thaddeus Young

Indiana Pacers – Perspetiva: Playoffs

Os Pacers perderam David West e Roy Hibbert mas adicionaram Monta Ellis, dos Mavs, e Myles Turner através do draft. A equipa é muito bem treinada por Frank Vogel, e com Larry Bird como GM e o regresso de Paul George a equipa pode surpreender e alcançar um dos últimos lugares de acesso aos playoffs neste este enfraquecido. Tudo depende de como volta o all-star Paul George da sua lesão.

Jogador a observar: Paul George

Miami Heat – Perspetiva: Playoffs

Pat Riley é o GM. Erik Spoelstra é o treinador. O 5 inicial deverá ser Dragic, Wade, Deng, Whiteside e Bosh. O banco conta com Winslow, Green, Birdman, Stoudemire e McRoberts. Os Heat deverão alcançar os playoffs sem qualquer tipo de problema e chegando lá podem mesmo surpreender, sendo a única equipa no este com “nomes” que podem fazer frente aos Cavs. No ano passado a equipa teve a infelicidade de Bosh ter um problema grave de saúde, o que levou a que Miami acabasse por falhar os playoffs, mas a evolução de Whiteside e a adição de Winslow só podem encorajar o conjunto de South Beach.

Jogador a observar: (os joelhos de) Dwyane Wade

Charlotte Hornets

A lesão do versátil Michael Kidd-Gilchrist (6 meses) prejudicou bastante as possibilidades de a equipa alcançar os playoffs. Nic Batum foi uma boa adição, juntando-se assim a Kemba Walker e Al Jefferson, mas será demasiado esperar que consigam carregar a equipa a um lugar nos oito melhores da conferência.

Jogador a observar: Nicolas Batum

Detroit Pistons

SVG continua a remodelação e a renovação dos Pistons, e o plantel conta com nomes interessantes como Drummund, Reggie Jackson, Jennings, Ilyasova e KCP; podem surpreender e alcançar os playoffs, mas a fraca rotação deve fazer com que fiquem apenas à porta.

Jogador a observar: Kentavious Caldwell-Pope

Orlando Magic

Uma das equipas mais interessantes da liga, contando nas suas fileiras com jovens jogadores como Victor Oladipo, Elfrid Payton, Aaron Gordon, Tobias Harris, Nikola Vucevic e Mario Hezonja. Podem não chegar aos playoffs já este ano, mas o futuro parece risonho para a equipa dos Magic, que tem tudo para daqui a 2/3 anos ser uma das favoritas a ganhar pelo menos o este, se os jogadores confirmarem o seu potencial. É de referir que Mario Hezonja quando jogava no Barcelona foi questionado por um jornalista sobre se iria ver Messi a jogar, ao que ele respondeu que Messi é que o devia vir ver. Isso. Tudo isso.

Jogador a observar: Aaron Gordon

Philadelphia 76ers

O “tanking” já lhes rendeu Nerleens Noel, Joel Embiid (de fora por lesão pelo segundo ano consecutivo) e Jahlil Okafor. Infelizmente devemos presenciar outro ano em que a equipa manda a toalha ao chão e vai atrás de outra pick elevada no draft. Equipa para esquecer e possivelmente a pior não só da divisão mas também da NBA. Já chega, mudem-nos para Seattle.

Jogador a observar: Jahlil Okafor

Carmelo Anthony vai ser uma das principais armas dos New York Knicks Fonte: @NBA
Carmelo Anthony vai ser uma das principais armas dos New York Knicks
Fonte: @NBA

New York Knicks

Kristaps Porzingis!!! O regresso de Sasha Vujacic (porque não?) à NBA, as adições de Aaron Afflalo, Robin Lopez e Derrick Williams; Jerian Grant também chegou no draft, e recomendo manter o base de Notre Dame debaixo de olho. Carmelo Anthony continua a ser um dos melhores jogadores da liga. Ofensivamente é imparável quando está nos seus dias. Phil Jackson é o GM e infelizmente Derek Fischer o treinador. Admito que acho os Knicks uma incógnita: não são bons mas também não são maus. Possuem jogadores com qualidade suficiente para surpreender e alcançar um lugar nos playoffs, com sorte, talvez, provavelmente não, mas nunca se sabe. Kristaps Porzingis!!!

Jogador a observar: Kristaps Porzingis

 

Previsões Finais:

Equipas que chegam aos playoffs:

Este – Atlanta, Cleveland, Chicago, Toronto, Washington, Milwaukee, Indiana e Miami.

Oeste – Golden State, Houston, Clippers, Memphis, San Antonio, New Orleans, Oklahoma e Utah.

 

Prémios Gerais:

MVP – James Harden (Rockets)

Defensive Player of the Year – DeAndre Jordan (Clippers)

Sixth Man of the Year – Isaiah Thomas (Celtics)

Most Improved Player – Reggie Jackson (Pistons)

Rookie of the Year – Emmanuel Mudiay (Nuggets)

Coach of the Year – Billy Donovan (Thunder)

Executive of the Year – Pat Riley (Heat)

All-NBA Team – Curry (Warriors), Harden (Rockets), Durant (Thunder), James (Cavs) e Davis (Pelicans)

Foto de Capa: @NBA

NBA: Conferência Oeste – O adeus do ‘Black Mamba’

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A melhor equipa ganhou. A equipa mais regular ganhou. Os Golden State Warriors sagraram-se assim campeões da NBA na época que passou, e começam já esta terça-feira (quarta-feira de madrugada para nós) a defesa do seu título.

Tentarei muito brevemente fazer uma previsão do que esperar dos 30 clubes das duas conferências da liga principal de basquetebol americano, sendo que neste texto apresento a Conferência Oeste.

Golden State Warriors – Perspetiva: Playoffs

Os campeões só perderam o suplente David Lee, de resto a equipa volta em força e com vontade de provar que o ano passado não foi um acaso. O MVP da liga Steph Curry continua a ser a grande referência do conjunto, com Klay Thompson e Draymond Green a assumirem posições de relevo. Harrison Barnes terá e deverá dar o próximo passo no seu jogo e Iguodala tentará manter a estrelinha que o levou a ser MVP da final. São candidatos à vitória final.

Jogador a observar: Harrison Barnes

Steph Curry está novamente em busca da glória Fonte: @NBA
Steph Curry está novamente em busca da glória
Fonte: @NBA

Houston Rockets – Perspetiva: Playoffs

James Harden, Dwight Howard, Trevor Ariza e Ty Lawson formam o núcleo duro da equipa, com jogadores como K.J. McDaniels e Terrence Jones prontos a contribuir. Os Rockets voltam assim a ser candidatos à vitória do oeste na fase regular, mas ainda não possuem a rotação necessária para uma presença na final.

Jogador a observar: Terrence Jones

LA Clippers – Perspetiva: Playoffs

Como se não bastasse ter Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan os Clippers reforçaram-se com Paul Pierce, Josh Smith e Lance Stephenson, ficando com um dos melhores planteis da NBA que inclui ainda nomes como J.J. Redick e Jamal Crawford. Um ano do tudo ou nada para os comandados de Doc Rivers, que deverão ser considerados um dos grandes favoritos para ganhar ambas as fases do oeste e até para a vitória final. O mínimo dos mínimos deverá ser a final de conferência, e mesmo assim, se a equipa não chegar à final a época pode vir a ser considerada uma desilusão.

Jogador a observar: Blake Griffin

Portland Trail Blazers

A primeira equipa a cair dos apurados para os playoffs no oeste na época passada. Inevitável depois das perdas de LaMarcus Aldridge, Nic Batum, Robin Lopez e Wesley Matthews, ou seja, do cinco titular, só Damian Lillard regressa, e é nos ombros dele que vai ser reconstruido o futuro da equipa. Meyers Leonard, C.J. McCollum, Mason Plumlee e Noah Vonleh deverão ter oportunidade para provar o seu valor, numa equipa que lutará para não ficar em último num oeste cada vez mais recheado.

Jogador a observar: Meyers Leonard

Memphis Grizzlies – Perspetiva: Playoffs

Defesa, defesa e mais defesa. Os Grizzlies continuam uma das equipas mais sólidas e mais duras da NBA, deixam tudo em campo e jogam sempre com grande intensidade. Marc Gasol renovou e faz com Z-Bo um dos melhores frontcourts da liga, Tony Allen é um dos melhores (senão o mehor) jogadores defensivos da NBA e Mike Conley um base de topo. Jeff Green e Courtney Lee terão de contribuir mais numa equipa que precisa bastante de outside shooting. A adição de Matt Barnes foi interessante, é um jogador que parece encaixar no espirito e estilo da equipa. Os Grizzlies deverão repetir a sua presença nos playoffs, não são favoritos a nada, mas sempre um puzzle difícil de resolver.

Jogador a observar: Tony Allen

San Antonio Spurs – Perspetiva: Playoffs

Alguém duvidava? Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker estão de volta para mais uma temporada, treinados pelo sempre brilhante Gregg Popovich. Kawhi Leonard se conseguir evitar as lesões deverá provar finalmente o seu estatuto como um dos melhores jogadores da liga e a adição de LaMarcus Aldridge foi a maior e melhor de todos os free agents. Danny Green renovou e a rotação inclui Patty Mills, David West, Matt Bonner e Boris Diaw. Os Spurs são favoritos a tudo, para variar. Não me admirava nada que em Junho víssemos os Spurs a levante o troféu Larry O’Brien.

Jogador a observar: Kawhi Leonard

Dallas Mavericks

A segunda equipa a cair dos que foram aos playoffs na época transacta. Perderam Monta Ellis para os Pacers, Tyson Chandler para os Suns, optaram por não renovar com Rondo e foi-lhes “roubado” DeAndre Jordan que seria a grande adição de Mark Cuban. Conseguiram Wesley Matthews e Deron Williams que se juntarão a Dirk e Parsons, num plantel que fica muito aquém na conferência mais forte da NBA. Rick Carlisle é um dos melhores treinadores a liga, mas não faz milagres.

Jogador a observar: Deron Williams

New Orleans Pelicans – Perspetiva: Playoffs

Anthony Davis, Anthony Davis e Anthony Davis. Alvin Gentry assumiu o cargo de treinador, depois de um bom trabalho como adjunto em Golden State e a rotação inclui Nate Robinson, Tyreke Evans, Ryan Anderson, Omar Asik e Eric Gordon, mas repito, Anthony Davis, Anthony Davis e Anthony Davis. Começa e acaba em Anthony Davis qualquer hipótese que a equipa tenha de ir aos playoffs, e o candidato a MVP deve carregar a equipa às costas até lá enquanto continua a evoluir até destronar Lebron como o melhor jogador da liga. Já faltou mais.

Jogador a observar: Anthony Davis

Oklahoma City Thunder – Perspetiva: Playoffs

Kevin Durant está de volta, Russell Westbrook jogou a um nível de MVP na época passada e Serge Ibaka continua por lá. O “Big 3” de OKC, se saudável, deve ser mais do que suficiente para a equipa competir pelo título não só do oeste mas da NBA, numa equipa que ainda possui na rotação Steven Adams, D.J. Augustin, Enes Kanter, Anthony Morrow, Kyle Singler e Dion Waiters. Tudo depende da forma em que Durant voltar para OKC terem hipóteses de competir pelo título. O novo treinador Billy Donovan deverá trazer alguma frescura à equipa.

Jogador a observar: Kevin Durant

Chris Paul e Russel Westbrook são duas das principais estrelas do 'Oeste' Fonte: nextimpulsesports.com
Chris Paul e Russel Westbrook são duas das principais estrelas do ‘Oeste’
Fonte: nextimpulsesports.com

Phoenix Suns

Os Suns andaram perto dos playoffs nos últimos 2 anos mas ficaram sempre aquém, optando antes por “desfazer” o plantel através de trocas. Eric Bledsoe é a estrela da companhia que ainda conta com Tyson Chandler, Markieff Morris, Brandon Knight e Devin Booker (draft). Interessante, mas não suficiente no oeste.

Jogador a observar: Eric Bledsoe

Utah Jazz –  Perspetiva: Playoffs

A promessa Dante Exum vai perder a época por lesão, mas os jovens Jazz mantém-se uma equipa interessante, tal como os Magic no este, os Jazz estão carregados de potencial. Além do já referido Exum, a equipa de Utah possui ainda Trey Burke, Derrick Favors, Rudy Gobert, Gordon Hayward e Trey Lyles. O futuro parece sorrir a esta jovem equipa dos Jazz, que até pode surpreender e chegar aos playoffs num dos oestes mais competitivos da história.

Jogador a observar: Rudy Gobert

Denver Nuggets

Os Nuggets vão começar a construir à volta da sua escolha número 7 do draft deste ano, Emmanuel Mudiay. O regresso de Danilo Gallinari é uma óptima noticia para uma equipa que já contava com Kenneth Faried e Wilson Chandler, mas não muito mais. Nikola Jokić e Jusuf Nurkić devem fazer um frontcourt interessante se chegarem a jogar juntos. É uma equipa que tem de olhar para o futuro, pois de momento não pode ambicionar a grandes coisas.

Jogador a observar: Emmanuel Mudiay

Sacramento Kings

Vivek Ranadivé na bancada, George Karl no banco e “Boogie” Cousins em campo, isto são os Kings. Será este o ano em que Cousins finalmente se afirma como o melhor power forward da NBA? Esperemos que sim, o jogo só tinha a ganhar. Rajon Rondo, Rudy Gay, Willie Cauley-Stein e Marco Belinelli completam o possível 5 inicial dos Kings, no papel qualidade não lhes falta, agora disciplina (…). Esta equipa provavelmente competiria pelos playoffs no este, mas no oeste as probabilidades são reduzidas, pelo menos podemos ver o “Boogie”.

Jogador a observar: DeMarcus Cousins

LA Lakers

Será esta a última época de Kobe Bryant? Se não, será esta a última época de Kobe Bryant nos Lakers? Só esse motivo já é razão suficiente para se ver os Lakers, a possível despedida de um dos jogadores mais icónicos e electrizantes de sempre. Qualquer que seja o futuro dos Lakers, com ou sem Kobe, passará de certeza pelos jovens Jordan Clarkson, D’Angelo Russell e Julius Randle, que os Lakers deveriam aproveitar para potenciar ao máximo.            Os playoffs parecem uma miragem, mas as adições do Roy Hibbert e Brandon Bass, regresso do Metta World Peace, e a presença de Nick Young e Robert Sacre no plantel devem garantir pelo menos alguma diversão.

Jogador a observar: Kobe Bryant

Minnesota Timberwolves

A pior equipa da época que passou é este ano uma agradável junção de juventude com experiência, combinando talentos como Andrew Wiggins, Karl-Anthony Towns, Zach LaVine e Tyus Jones a veteranos como Kevin Garnett, Andre Miller e Tayshaun Prince. Ricky Rubio e Gorgui Dieng deviam aproveitar esta época para finalmente se afirmar na NBA. Equipa interessante com jogadores interessantes, mas que este ano não vai causar mossa.

Jogador a observar: Andrew Wiggins

 

Previsões Finais:

Equipas que chegam aos playoffs:

Este – Atlanta, Cleveland, Chicago, Toronto, Washington, Milwaukee, Indiana e Miami

Oeste – Golden State, Houston, Clippers, Memphis, San Antonio, New Orleans, Oklahoma e Utah

 

Prémios Gerais:

MVP – James Harden (Rockets)

Defensive Player of the Year – DeAndre Jordan (Clippers)

Sixth Man of the Year – Isaiah Thomas (Celtics)

Most Improved Player – Reggie Jackson (Pistons)

Rookie of the Year – Emmanuel Mudiay (Nuggets)

Coach of the Year – Billy Donovan (Thunder)

Executive of the Year – Pat Riley (Heat)

All-NBA Team – Curry (Warriors), Harden (Rockets), Durant (Thunder), James (Cavs) e Davis (Pelicans)

Belenenses 1-0 União da Madeira: A chave para o sucesso estava no banco de suplentes

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futebol nacional cabeçalho

Belenenses e União da Madeira, na altura 14º e 15º classificados da Liga NOS, respetivamente, defrontaram-se hoje no Estádio do Restelo. Num jogo em que ambas as equipas precisavam obrigatoriamente do pontuar, houve muita luta, mas pouco futebol. Acabou por ter a equipa da casa, no meio do dilúvio, um pingo de sorte caído do céu.

Primeira Parte – Duarte Pereira da Silva

A equipa de Belém, orientada por Sá Pinto, pareceu entrar determinada em dar continuidade ao excelente resultado obtido na Suíça (vitória por 2-1 frente ao Basileia); Kuka, por duas vezes, ameaçou inaugurar o marcador no Restelo. No entanto, o União não se deixou intimidar e rapidamente poderia ter-se colocado em vantagem: primeiro por Amilton, após jogada individual, e depois Paulo Monteiro, na sequência de um canto.

Numa primeira parte em que ambas as equipas poderiam ter marcado, o resultado ao intervalo aceitava-se, apesar de uma ligeira superioridade dos madeirenses.

Segunda Parte – Vítor Miguel Gonçalves

A segunda parte começou com o União da Madeira a assustar; Edder Farías nas alturas conseguiu cabecear sem oposição, mas a bola rasou o poste da baliza de Ventura. Estava assim dado o mote para um início de segunda parte com maior superioridade insular.

O Belenenses ainda conseguiu voltar a equilibrar a partida e travar o ímpeto da equipa visitante, mas o jogo não aumentou de intensidade – e também os níveis de interesse – um jogo muito frio, tal como a temperatura que se fazia sentir.

A entrada de Carlos Martins acabou por ser decisiva para a vitória do Belenenses Fonte: Lusogolo.pt
A entrada de Carlos Martins acabou por ser decisiva para a vitória do Belenenses
Fonte: Lusogolo.pt

Nem com a entrada de Carlos Martins o Belenenses conseguia tomar as rédeas do encontro e a pouco mais de vinte minutos dos noventa foi de novo o União da Madeira a criar perigo em duas circunstâncias. Primeiro num cruzamento de Paulinho que ninguém conseguiu aproveitar e depois por Amilton, o jogador mais em foco na equipa recém-promovida à Liga NOS. Na resposta, a equipa lisboeta conseguiu – finalmente – sacudir a pressão adversária e, nos últimos minutos, apareceu Carlos Martins a cruzar com conta, peso e medida para a cabeça de Sturgeon que, de forma incrível, não acertou na bola como se lhe pedia e falhou um golo fácil.

Foi preciso chegar aos descontos para surgir o primeiro e único golo da noite. Na sequência de um pontapé de canto marcado por Carlos Martins e de uma série de ressaltos dentro da pequena área insular, Tiago Caeiro – outro jogador lançado por Sá Pinto durante o decorrer do encontro – aproveita a confusão instalada para atirar para a baliza de André Moreira.Um golo que veio castigar, talvez em demasia, a equipa de Luís Norton de Matos que até criou mais perigo na segunda parte do que o Belenenses.

O jogo terminou momentos depois, com o União a tentar num último suspiro um ponto que seria tremendamente justo. Fica assim latente a frustração insular num encontro que fizeram por merecer mais do mesmo, resta o consolo de uma exibição consistente num jogo marcado pela chuva e por um medíocre nível exibicional.

A Figura

André Sousa – O médio centro da equipa da cruz de Cristo esteve em destaque tanto no aspecto ofensivo como no defensivo. Foi dos que mais alvejou a baliza de André Moreira mas também o jogador que mais bolas cortou nas imediações da área da formação da casa. Um verdadeiro box-to-box.

 

O Fora de Jogo

O público presente no Restelo – Ressalvando o preço exagerado dos bilhetes – 15 Euros é um valor impensável para um jogo a uma segunda-feira – e a chuva que se fez sentir, os poucos adeptos presentes pouco mais fizeram do que assistir a um jogo morno e sem grandes motivos de interesse. Esperava-se mais dos adeptos do Belenenses.

Abra os olhos, Sr. Presidente

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cabeçalho benfica

O dia 25 de Outubro de 2015 vai ficar marcado na minha cabeça como um dia para esquecer. Ver a minha equipa perder por três a zero em casa perante o seu maior rival fez-me sentir triste e descontente com o trabalho que vem a ser realizado ao longo desta época.

Como já tinha referido num dos meus textos anteriores, parecia que o Benfica estava a caminhar num caminho marcado pelo desinvestimento. Esse trilho ficou bem vincado com a saída de Maxi Pereira, que ao que parece se deveu a “falta de vontade” do Benfica em renovar, isto segundo o jogador e com a saída de Jorge Jesus, que queria ser “empurrado” para fora do Benfica com a finalidade de reduzir os custos salariais do clube. Essa estratégia delineada por a tão famosa “estrutura” do Benfica começa a dar os seus frutos. Uma pré-época completamente miserável, uma derrota na Supertaça perante o Sporting, uma derrota perante o Arouca, que com todo o respeito, se encontra num patamar bem mais baixo que o Sport Lisboa e Benfica, a derrota no Dragão e por fim a goleada contra o Sporting na Luz.

Como adepto que sou fico triste com esta política. Graças a ela temos um plantel fraco, com bastantes lacunas. Eliseu nunca será um jogador ao nível de um clube como o Benfica. É fraco a nível defensivo e muito pouco tecnicista. Apesar de ser uma figura incontornável do Benfica, Luisão já não é o central que conhecemos. Hoje isso ficou bem vincado no jogo. Esta época tem sido regular Luisão falhar de forma crassa no eixo da defesa benfiquista.

De todas, a maior lacuna da equipa encarnada é a falta de um médio criativo. Não se sente uma ligação eficaz entre o meio campo e a frente de ataque. Faz falta alguém que paute o jogo do Benfica e que desiquilibre. Gaitán sozinho não é capaz e isso foi bem percetível no jogo contra o Sporting.

A 'culpa' não é de Rui Vitória Fonte: Sport Lisboa e Benfica
A ‘culpa’ não é de Rui Vitória
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Não censuro nem culpo Rui Vitória, muito pelo contrário, aplaudo-o e acho-o um treinador à Benfica. Não tem medo de arriscar e mostra um grande carácter e personalidade da forma como aborda situações mais complicadas. Como foi dito aquando da passagem de Paulo Fonseca pelo Porto, a Rui vitória foi oferecido camarões e a Jorge Jesus tinha sido oferecido caviar. Sim, isto para relembrar os mais esquecidos que a passagem de JJ pelo Benfica coincidiu com a altura de maior investimento realizada pela equipa encarnada.

No meio disto tudo só não entendo o porquê de termos camarão e não caviar. Depois dos encaixes que fizemos nos últimos anos com as vendas de jogadores. Com o crescimento da BTV,  com o patrocínio que possuímos neste momento e com o crescimento do Benfica como uma “marca” internacional nos últimos tempos como é possível não investirmos? Se investimos quando não éramos uma equipa ganhadora porque é que não continuamos a investir agora que as nossas receitas são maiores que anteriormente? Se o Benfica agora é uma instituição que recuperou a sua credibilidade financeira e desportiva a nível europeu porque caminha neste sentido?

Como já referi anteriormente sinto-me triste com esta política e espero sinceramente que o mês de Janeiro seja positivo a nível de contratações, e por favor, que a “estrutura” do Benfica pare de dar importância a pessoas de outros clubes e se  preocupe de uma vez por todas com os problemas internos do clube.

Foto de Capa: Sport Lisboa e Benfica

As prendas de Lopetegui

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cabeçalho fc porto

Fim de Semana de loucos na liga NOS, as quatro melhores equipas a atuar em Portugal tinham sérios desafios com o calendário a ditar encontros especiais entre todas elas. Derby no Norte e no Sul, com o vencedor claro, o Sporting Clube de Portugal.

A equipa comandada por Jorge Jesus venceu o seu maior rival, por um resultado espantosamente volumoso e injusto. No seu regresso à catedral da Luz, que festejava o seu aniversário, quem teve razões para celebrar foram os leões. Num jogo pouco brilhante, muito táctico, muito mal disputado e muito faltoso, onde Slimani, Teo e Samaris a beneficiarem do péssimo trabalho de Xistra ao não serem punidos com expulsões, quem sobressaiu foram os adeptos do Benfica a demonstrarem uma atitude fantástica de apoio às suas cores.

Com a vitória saborosa para os sportinguistas, depois de semanas intensas de pressões e especulações indelicadas e insultuosas, o Futebol Clube do Porto estava dependente de si próprio para se manter no comando do campeonato. Tal não aconteceu porque do outro lado estava um adversário disciplinado, organizado e confiante, o Sp. Braga. Os guerreiros do Minho interromperam a série de 20 vitórias consecutivas dos azuis e brancos na sua casa, com um empate azedo a zero bolas, empurrando assim o FC Porto para o segundo lugar, e colocando o Sporting CP pela primeira vez em dois anos, líderes isolados do campeonato.

A pergunta a fazer é a seguinte: Onde é que os portistas já viram este filme? Fonte: FC Porto
A pergunta a fazer é a seguinte: Onde é que os portistas já viram este filme?
Fonte: FC Porto

A pergunta tem o seu carácter retórico, já que desde que Julen Lopetegui assumiu a equipa, os adeptos não sentem outra coisa que não uma instabilidade constante da equipa quando tem a obrigação de ganhar. Fazendo um breve rewind, quem não se lembra no ano passado, à 18.ª Jornada quando Benfica e Porto perdem nas deslocações à capital do móvel e aos Barreiros e o Porto alimentava a sua distância de seis pontos para o Benfica, e quem não se recorda nesse mesmo ano, quando os pupilos de Lopetegui se deslocaram ao campo do Nacional empatando a uma bola à 26.ª Jornada, quando uma hora e meia antes os Bicampeões nacionais tinham perdido por dois a um com o Rio Ave.

Nesta época corrente a saga das “prendas de Lopetegui” continua, em primeiro lugar à 2.ª Jornada quando Sporting e Benfica perdiam os seus primeiros pontos na competição, a equipa portista não quis ficar atrás e empatou novamente nos Barreiros, onde não ganham à quatro anos consecutivos. No domingo assistiu-se a mais um episódio, desta série torturante para os amantes do FC Porto.

Tudo bem que os portistas ainda não sabem o que é perder esta época, e que são a melhor defesa em Portugal e ainda a equipa que mais projeta o nome do nosso país além fronteiras, pelo excelente desempenho futebolístico que apresenta e não por ter clubes fantasmas por aí ou por projeções de fanatismo triste e desrespeito públicos perante adversários e jogadores do clube. Mas é preciso agarrar oportunidades, é preciso outra garra nos momentos decisivos, é preciso uma Mística, que tanto caracterizou os dragões no passado recente.

Se não existir inteligência, carácter e determinação nas várias fases da época em geral, não se ganha campeonatos ou quaisquer outros troféus. Há que dar um murro na mesa e demonstrar quem realmente são os melhores, porque não basta dizer, há que fazer. Cada noventa minutos que o FC Porto joga é para ser encarado como um jogo chave e não apenas mais um jogo. A família portista tem o exemplo negativo do ano transato e está nas mãos dos mesmos que tal coisa não se passe mais um vez, quem está ao leme deve impor outro rigor.

O FC Porto conta com Brahimi para voltar às boas exibições Fonte: FC Porto
O FC Porto conta com Brahimi para voltar às boas exibições
Fonte: FC Porto

O FC Porto neste momento só depende de si para ser campeão, com o Benfica já na corda bamba e o Sporting com uma confiança emergente, cabe aos azuis e brancos virar esta página de fragilidade inicial e transformá-la numa temporada de sucessos e conquistas. Os melhores não ganham sempre, mas ninguém tem o direito de tirar a ambição e identidade àqueles que são os supremos favoritos. Nunca baixar os braços.

Tudo nosso nada deles.

Foto de Capa: FC Porto

Sinisa Mihajlovic – O errante génio de Vukovar

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Se eu sou racista, o Vieira também o é.” – foi desta forma que o sempre irreverente, polémico, mas altamente talentoso Sinisa Mihajlovic terminou uma entrevista na qual tentava defender-se das acusações produzidas pelo antigo internacional francês Patrick Vieira, após o sucedido no jogo entre a SS Lazio e o Arsenal a contar para a Liga dos Campeões disputado no emblemático Stadio Olimpico em Outubro de 2000.

Numa partida de má memória para antigo internacional sérvio, Mihajlovic envolveu-se em diversas quezílias com vários jogadores do emblema londrino durante o jogo, mas foi com Patrick Vieira que as coisas se extremaram, levando o jogador francês a alegar, após o final do encontro, que Mihajlovic lhe tinha chamado “preto de mer**” e pedindo para que fosse feita justiça e que ele fosse castigado. O antigo jogador da SS Lazio acabou por pedir desculpas pelas suas palavras e por ter agarrado Vieira pelo pescoço, mas acrescentou que apenas o fez após o jogador francês lhe ter chamado “cigano de mer**”. Mihajlovic foi multado e recebeu dois jogos de suspensão, mas apesar da argumentação apresentada pelo antigo internacional sérvio, os alegados insultos proferidos por Patrick Vieira não foram alvo de investigação por parte do Comité Disciplinar da UEFA e apenas Sinisa acabou por ser castigado. Mihajlovic negou sempre de forma veemente as acusações de racismo que lhe foram imputadas, sugerindo mesmo que abordassem os seus antigos companheiros da Sampdoria, Ruud Gullit, Clarence Seedorf e Christian Karembeu, de forma a poderem atestar a veracidade das suas palavras.

Mihajlovic (à direita), lado a lado com Seedorf, Karembeu, Mancini e Sven-Goran Eriksson aquando da sua passagem pela Sampdoria Fonte: forum.acmilan-online.com
Mihajlovic (à direita), lado a lado com Seedorf, Karembeu, Mancini e Sven-Goran Eriksson aquando da sua passagem pela Sampdoria
Fonte: forum.acmilan-online.com

O episódio relatado anteriormente foi provavelmente aquele que mais marcou a carreira de Sinisa Mihajlovic fora das quatro linhas, mas o antigo jogador sérvio foi muito mais do que esse triste episódio e deveria, por isso, ser lembrado por outros momentos bem mais marcantes, durante os quais deu ao futebol um contributo inigualável. A carreira de “Barbika”, nome pelo qual era conhecido durante os seus tempos ao serviço do FK Crvena Zvezda (Estrela Vermelha de Belgrado), começou a tomar forma aquando da sua mudança para o FK Vojvodina em 1988, após um período de teste durante o qual, estranhamente, não impressionou os responsáveis do NK Dínamo Zagreb, na época treinado pelo lendário Ciro Blazevik.

GP dos Estados Unidos: No meio do furacão, Lewis Hamilton é campeão!

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We are the Champions, my friends.

And we’ll keep on fighting, ‘til the end.

É o grande hino dos Queen que Lewis Hamilton deve estar a cantar por esta altura. O piloto inglês conseguiu sagrar-se campeão mundial antecipado no GP dos Estados Unidos e festeja assim o tricampeonato, igualando lendas como Niki Lauda, Nelson Piquet ou Ayrton Senna. Mas não foi fácil; o Grande Prémio americano foi palco da corrida mais emocionante do ano e Hamilton chegou a parecer estar arreado da vitória.

Num fim-de-semana atormentado pelo furacão “Patrícia”, as condições climatéricas – ou a falta delas – foram as protagonistas. A qualificação foi seriamente afectada pelas chuvas intensas que se fizeram sentir em Austin e a Q3 acabou por ser suprimida. Valeram assim os resultados da Q2, em que Rosberg havia batido Lewis Hamilton e conquistado a pole. Os dois Red Bull tomaram de assalto a segunda linha do grid; os Ferrari sofreram dolorosas penalizações e saíram da sétima (Vettel) e da nona linha da grelha (Raikkonen).

Rosberg teve o pior arranque possível, saindo muito largo na curva 1, e acabou por ser ultrapassado por Hamilton, os dois Red Bull e ainda Sergio Perez (Force India). Concomitantemente, Raikkonen deu uso às mãos calejadas e numa volta subiu de 18º a 10º. Num GP que bateu todos os records de safety-cars, o primeiro deles deu origem à dupla ultrapassagem de Rosberg a Ricciardo e Kvyat – deixando a dúvida sobre se o alemão da Mercedes acelerou ainda com bandeiras amarelas.

Mas, como já tenho vindo a dizer, esta F1 está cada vez mais imprevisível. Ricciardo, em apenas duas voltas, aproveitou um erro do colega de equipa e chegou à liderança da corrida. A perseguição a Hamilton revelou uma experiência que ainda não tinha saltado à vista, uma mestria nas curvas que poderá tornar-se um caso sério. O australiano manteve-se na frente da prova durante sete voltas, até ser dominado por Rosberg; nesta altura, Hamilton era já quarto, atrás do outro Mercedes e dos dois Red Bull.

O inglês garante o seu terceiro título
Lewis Hamilton garante o seu terceiro título

Sebastian Vettel, peça importante na conquista, ou ausência dela, do Campeonato do Mundo por parte de Lewis Hamilton, vinha fazendo a escalada do GP. O alemão da Ferrari conseguiu posicionar-se bem perto dos quatro da frente e os engenheiros da Mercedes revelavam preocupação: mesmo se Hamilton ganhasse, a segunda posição de Vettel adiaria a festa do título por mais uma semana. Confrontado com estas dificuldades, o piloto inglês viu-se obrigado a “fazer pela vida”, ultrapassando Kvyat e Ricciardo e colando-se a Rosberg, durante mais um safety-car. Com o fim da velocidade controlada, Rosberg segurou a vantagem e Vettel aproveitou, colocando-se rapidamente em terceiro – o alemão da Ferrari não queria que Hamilton festejasse já.

Entretanto, a ambição e a vontade de ser mais levou a melhor sobre dois dos pilotos que vinham a fazer uma excelente corrida: Nico Hulkenberg tentou sobrepor-se a Ricciardo e os dois veículos acabaram por se tocar, causando o abandono do alemão da Force India.

O acidente entre os dois jovens pilotos deu origem à entrada do virtual safety-car e foi aqui que tudo mudou. Rosberg decidiu aproveitar a velocidade controlada e foi às boxes, dando espaço e tempo a Hamilton para tomar o comando da prova. Para agravar a situação, Nico Rosberg cometeu um erro indesculpável e saiu de pista, alargando ainda mais a vantagem de Hamilton.

A partir daqui, nada se alterou. Vettel ainda esboçou uma reacção para chegar a segundo e estragar a festa da Mercedes, mas Rosberg defendeu-se bem e aguentou o forte nas últimas curvas. Lewis Hamilton sagrou-se mesmo campeão do mundo nos Estados Unidos.

Nota negativa para a Williams, que não pontua em Austin – duplo abandono de Massa e Bottas. Nota positiva para a McLaren e, principalmente, para o motor Honda. Alonso acabou por não conseguir pontuar, mas Jenson Button alcançou uma excepcional sexta posição, que deixa a curiosidade aguçada para a próxima temporada.

Digno de nota, também, é o facto de a próxima época não contar com o motor Red Bull. Depois do GP deste fim-de-semana, é notório que a marca vai fazer falta à F1 – os carros de Kvyat e Ricciardo rodaram muitas vezes acima dos Mercedes.

Hamilton é campeão, a Mercedes também. Mas o Mundial ainda não terminou. A F1 volta já no próximo fim-de-semana, com o regresso do Grande Prémio do México.

Imagens facebook da Mercedes

Santa Clara 2-3 Sporting B: Da goleada ao sofrimento são 4 minutos

futebol nacional cabeçalho

Antes do grande derby entre o Benfica e o Sporting aconteceu nos Açores um jogo entre o Santa Clara, filial do Benfica, e a equipa B do Sporting.

A equipa açoriana cujo treinador, Fernando Valente, se estreava em jogos em casa defrontava uma equipa leonina com uma frente de ataque quase toda contratada para a equipa A: Rafael Barbosa e Salomão nos extremos, Labyad a 10 e Viola a Ponta de Lança.

No entanto o primeiro golo foi marcado por Rafael Barbosa logo aos três minutos numa recarga à defesa de João Botelho. Com a chuva a acompanhar o jogo desde o início o Santa Clara foi tendo mais posse de bola mas o Sporting foi criando mais perigo, não sendo de estranhar que aos 22 minutos Viola fizesse o 0-2 num remate à entrada da área encarnada.

Aos 30 minutos o Santa Clara finalmente criou perigo com um remate de Clemente à entrada da área depois de receber de costas para a baliza. Quatro minutos depois Clemente, novamente, após cruzamento, manda a bola à trave num grande cabeceamento que tinha batido Pedro Silva. Aos 40 minutos ouviram-se muitos protestos, e com razão, por parte dos açorianos. Domingos Duarte faz falta sobre Rafael Batatinha à entrada da área, que daria o seu segundo amarelo e um livre muito perigoso.

Depois deste lance e até ao final da primeira parte viveram-se momentos de grande emoção no jogo. Primeiro foi Labyad a fazer o 0-3 para o Sporting, num frango de João Botelho, que não conseguiu socar a bola e acabou por a ver entrar. Na jogada seguinte Reginaldo fez o 1-3 de cabeça a responder da melhor maneira a um cruzamento de Hugo Santos. Aos 45 foi a vez de Igor marcar e fazer o 2-3 que se registava ao intervalo. O número 13 encarnado veio de trás e finalizou da melhor forma um cruzamento de Rafael Batatinha.

Viola depois do 0-2. O argentino foi dos melhores
Viola depois do 0-2. O argentino foi dos melhores e o Bola na Rede acompanhou tudo no Estádio

A segunda parte começou com mais vento que chuva e foram muito notórias as dificuldades que causou aos jogadores de parte a parte. Aos 52 minutos voltou a gritar-se golo no Estádio de São Miguel, mas desta vez quem marcou foi Teo Gutiérrez.

Mas, voltando ao Açores, aos 55 minutos Clemente faz o 3-3 após livre de Hugo Santos mas o árbitro invalida por fora de jogo. Aos 60, Clemente quase faz o empate, mas a bola passou a milímetros do poste após corte. No canto mais uma vez sentia-se muito perigo mas sem que houvesse remate.

A Torcida Verde Açores e a Juve Leo Açores voltaram a festejar em Lisboa com o 0-2 de Slimani numa altura em que o Santa Clara estava por cima no jogo, mas a mastigar muito a bola e a não conseguir criar muito perigo.
O 0-3 do Sporting acontece ao mesmo tempo que a equipa B leonina tem um contra-ataque de quatro para um, mas Sacko não conseguiu bater João Botelho, que fez uma boa mancha – isto aos 79 minutos.

Até ao final registou-se muita vontade de parte a parte mas nunca houve momentos de grande perigo para nenhuma das balizas.
O empate seria um resultado mais justo, mas no futebol o que conta é a eficácia e aí não podem restar dúvidas de que quem foi melhor foi a equipa B dos leões.

Figura:

Valentín Viola – O argentino esteve bem no jogo e foi um dos comandantes leoninos. Fez ainda o melhor golo do jogo.

Fora de jogo:

Clemente – É injusto meter aqui o açoriano, uma vez que foi dos melhores em campo, mas um ponta de lança não pode falhar tantos lances.

FC Porto 0-0 Sporting de Braga: E o desperdício continua…

atodososdesportistas

Numa jornada onde os azuis-e-brancos tinham a oportunidade de aumentar para 8 a vantagem pontual sobre o seu mais directo rival (Benfica), que havia visto horas antes o Sporting a passear na Luz e trazer de lá 3 golos, 3 pontos e a liderança isolada do campeonato, tivemos um onze escalonado por Lopetegui com algumas “surpresas”, a começar pela escolha de Martins Indi como capitão de equipa, quando tinha jogadores habitualmente titulares e com mais perfil para assumir a braçadeira: Marcano seria a escolha óbvia, mas não era de estranhar ver Brahimi, Aboubakar ou até mesmo André André com o escudo do Dragão no braço esquerdo. Outra curiosidade foi ver na equipa inicial cinco jogadores esquerdinos (Casillas, Indi, Marcano, Cissokho e Imbula). Para além destas pequenas curiosidades, que acabam por ser não mais que isso mesmo, a não inclusão de Rúben Neves em detrimento de Danilo, o adiantamento de Imbula no “pressing” quando a posse de bola estava nos homens de Braga e o recuo territorial de André André na primeira fase de construção dos Dragões trouxeram uma outra dinâmica à equipa, que merecia ir para o intervalo com uma larga e merecida vantagem, o que só não sucedeu por culpa do azar (Aboubakar e André André), do desacerto (Tello, sempre o mesmo, e Cissokho, que não acerta um cruzamento!) ou de um guarda-redes que já habituou o público a grandes exibições perante os grandes de Portugal (Kritciuk).

Numa opinião pessoal (é disto que se trata este espaço), Lopetegui “mexeu” bem na forma que a equipa tem de jogar, apenas falhando ao lançar Danilo e deixar a jovem pérola Rúben Neves no banco de suplentes: o “miúdo” tem uma capacidade de passe muito superior à do ex-marítimo e foi notória a falta de soluções para o passe em profundidade – relembro dois falhados de Indi, um de Marcano e outro do próprio Danilo, a tentar servir o lateral esquerdo portista. A primeira parte terminou com um festival ofensivo da equipa da casa, mas sem a bola dentro da baliza.

Veio o segundo tempo e mais do mesmo: um Braga a jogar defensivamente num 1-4-4-2 com todos os jogadores atrás da linha do meio campo (o típico de Paulo Fonseca quando joga com equipas superiores) e a explorar venenosos contra-ataques através dos rápidos Vukcevic e, principalmente, Rafa. Boly foi um autêntico “bombeiro” na zona defensiva dos arsenalistas e por diversas vezes travou as investidas de Aboubakar ou Bueno. O guardião dos forasteiros manteve-se inviolável e não seria de estranhar que recebesse o prémio de melhor jogador em campo.

Com a asfixia natural do Porto, Lopetegui (finalmente!) lançou Bueno e, para azar da equipa, lesionou-se Brahimi, deixando em campo aquele que seria o jogador que nem do banco deveria ter saído: Tello. O Porto melhorou a sua circulação de bola e conseguiu manter a mesma em zonas mais interiores e subidas do terreno, assumindo, até à saída do desastroso Cissokho, um sistema táctico de 1-4-2-3-1, onde Bueno assumiu a posição de “9,5 – 10”, jogando nas entrelinhas criadas pelo desgastado e trabalhador Aboubakar e pelos operários Danilo e André André (sim, o porquê de Imbula sair quando era o melhor jogador do miolo portista e se manter Danilo é mais uma das substituições “a la Lopetegui” que não se entendem), sendo as linhas entregues a Tello, que explorava (?) a profundidade, e Corona a vir para zonas interiores, deixando a ala direita entregue a Layún. Parecia inevitável o golo aparecer, mas, quando se desperdiça daquela forma, milagres não existem… Numa altura em que, no desespero, o técnico espanhol lança Rúben Neves e retira o lateral esquerdo francês, eu quase que ia jurar ter visto um tal de Osvaldo no banco, mortinho para os menos de 10 minutos de “chuveirinho” final que era exigido: presença na área e tentativa de forçar o muro de betão arsenalista. Mas mais uma vez a teoria não foi posta em prática.

Foi dificil quebrar a barreira arsenalista Fonte: Facebook do FC Porto
Foi dificil quebrar a barreira arsenalista
Fonte: Facebook do FC Porto

No meio de tudo isto, Alan teve nos pés a oportunidade de dar um calafrio enorme a todos os espectadores do Dragão quando, em mais um contra-ataque venenoso, ia desferindo um remate com selo de golo. Valeu a intervenção do defesa azul-e-branco, dando o corpo ao manifesto.

Que ilações se podem retirar deste jogo? Que era dos poucos onde o empate acabaria por ser um mal menor, caso não fosse para perder a liderança para o Sporting, o grande vencedor da jornada. Ainda assim, continuo a ter dúvidas em relação a este Sporting de Jorge Jesus (que realizou a melhor exibição da época) e só em Março (o mês onde as equipas do actual técnico dos leões costumam “dar o berro” fisicamente) se verá a capacidade de um plantel que peca por ser curto. Ainda assim, é logicamente uma equipa a ter em conta e a actual líder do campeonato.

Ganhamos 1 ponto em relação ao Benfica e mantemos um registo impressionante de jogos sem sofrer golos em casa para a Liga (os últimos foram encaixados por Fabiano na derrota com o clube da Luz por 0-2, com bis de Lima) mas interrompemos um registo impressionante de 20 vitórias consecutivas, a 4 do recorde histórico de Artur Jorge.

Ao Sr. Lopetegui só posso deixar uma palavra para que não volte agora com a história da rotação da equipa: mantenha a jogar aqueles que têm dado mais garantias, sabendo que Bueno há muito merece uma oportunidade e o mercado servirá para procurar uma real alternativa para as linhas laterais, pois se Maxi e Layún estão de pedra-e-cal Angel e Cissokho estão apenas a passar férias no Dragão. Não posso, de resto, culpar o treinador pela infelicidade do jogo de hoje, em que o Porto teve o dobro de posse de bola, muito mais ocasiões e um domínio claro e evidente do jogo. Apenas existem dias nos quais não somos bafejados por um pouquinho de sorte, e hoje foi um deles. Quanto à arbitragem, foi uma arbitragem segura onde o único erro se prendeu com os poucos minutos de compensação dados no final da partida e a demora em admoestar o principal retardador de jogo: o guarda-redes dos minhotos. De resto, nada a apontar.

A Figura:

Kritciuk/Boly e Layún/Bueno – A dupla arsenalista foi a responsável pelo sucesso da táctica meio suicida que Paulo Fonseca escalonou, onde o central limpou tudo o que havia por perto e, quando não estava lá, estava o seu novo melhor amigo, o guarda-redes. Formaram uma bela sociedade Russa/Francesa. Quanto aos Portistas, Layún já fez esquecer totalmente Alex Sandro e demonstra ser um jogador muito maduro, tecnicamente perfeito e com uma elegância de jogo que só os melhores têm. Já Bueno teve pormenores interessantes e que mexeram com o jogo, desde logo pelas mobilidade e espontaneidade do espanhol, que sem dúvida merece mais minutos na equipa inicial.

O Fora-de-jogo:

Cissokho/Tello –  Não existem adjectivos para a ala esquerda hoje apresentada pelos Dragões. Cissokho está longe de ser o jogador que deixou o clube a troco de 15 milhões de euros e Tello, desde a lesão, ainda não conseguiu evidenciar as qualidades que o destacavam: velocidade de ponta. O espanhol tem um poder de decisão horrível e foram “0” as vezes que decidiu bem um lance, principalmente um na primeira parte onde, 3 para 3 e conduzindo a jogada desde o centro, passa completamente mal a bola para Brahimi.

 Foto de capa: Facebook do Sporting de Braga

Benfica 0-3 Sporting: 1,2,3, leão em primeiro outra vez

sporting cabeçalho generíco

O Sporting venceu hoje o “derby eterno” no Estádio da Luz, frente ao Benfica. Os “leões” golearam os arquirrivais por três golos sem resposta, num jogo em que foram tremendamente eficazes perante um adversário sem nexo e, acima de tudo, sem ideias.

O Benfica até entrou ligeiramente melhor na partida, mas o primeiro golpe leonino surgiu logo aos 9 minutos. Júlio César deslizou para agarrar um passe de rotura do ataque verde e branco, mas Teo vinha desenfreado e tocou com a perna para as redes encarnadas. Tal como na Supertaça, Teo teve sorte e bateu o guardião brasileiro. O Benfica continuou apático e isso foi gritante no segundo golo, a meio da primeira metade. Jefferson, com muito espaço, cruzou do lado esquerdo e Slimani estava sozinho no meio dos centrais do Benfica. O cabeceamento do argelino foi perfeito e estava feito o segundo dos leões, para gáudio de Bruno de Carvalho, que afinal esteve (bem) presente no banco de suplentes, ao lado de Jesus e Octávio Machado.

No ataque benfiquista, Jonas era dos poucos que ainda tentava remar contra a maré. Gonçalo Guedes praticamente não esteve em campo, Jiménez andou mais tempo deitado na relva do que a jogar futebol, e Gaitán esteve longe do seu nível. Mesmo os médios Samaris e André Almeida não podiam atacar, porque estavam sempre em desvantagem numérica perante Adrien, William e João Mário, que fez um jogo tremendo. Atacou, defendeu e foi o “joker” que ajudou a desequilibrar o meio campo da Luz. Depois da meia hora, surgiu a terceira facada no pacote de manteiga que foi a defesa do Benfica. Slimani pegou na bola a meio campo, conduziu-a até à entrada da área sem que Luisão e Jardel pressionassem e rematou para defesa de J.César. Na recarga, Bryan Ruiz não se fez rogado e aumentou a humilhação encarnada.

Ao intervalo, Rui Vitória precisava de revitalizar a equipa, mas a melhor ideia que teve foi colocar Fejsa em campo, recuando André Almeida para a lateral esquerda e retirando Eliseu de campo. O Benfica continuou a ser pouco mais que zero em campo, e quem esteve mais perto de marcar ainda foi o Sporting num lance em que Jefferson errou o alvo quando já estava na grande área da equipa da casa. O Sporting foi rei e senhor hoje na Luz, mesmo sem fazer uma exibição de encher o olho a nível de criação de jogo. Mas foi uma equipa bastante sólida, sem dar chances ao adversário. A defesa esteve absolutamente impecável (Naldo fez o melhor jogo com a camisola leonina, Paulo Oliveira continua imperial, Jefferson ainda fez uma assistência primorosa e até João Pereira conseguiu jogar bem), Adrien e William foram intransponíveis, João Mário foi o melhor em campo. Bryan, Slimani e Teo molharam todos a sopa e por isso também podem sair satisfeitos.

A desinspiração de Gaitán contrastou com a classe patenteada por João Mário. Fonte: Facebook do Sporting
A desinspiração de Gaitán contrastou com a classe patenteada por João Mário.
Fonte: Facebook do Sporting

Nos encarnados, existem poucos destaques positivos. Jonas esteve desinspirado, mas ainda assim conseguiu ser o melhor do seu conjunto, aliado a Andreas Samaris, que esteve sempre na luta a meio campo, apesar de ter tido algumas atitudes menos próprias. Luisão e Sílvio estão longe, bem longe do que já mostraram no futebol português, enquanto Eliseu e André Almeida continuam no seu nível habitual. Nem Nico Gaitán esteve nos seus dias, principalmente a partir do momento em que quis resolver tudo sozinho. Para culminar, teria sido tudo ainda mais épico se Júlio César não tivesse impedido o autogolo de Luisão num atraso mal calculado que seria a chacota de um país inteiro nos próximos dias.

No que toca à arbitragem, Carlos Xistra esteve mal a nível disciplinar. Na minha opinião, se tivesse sido mais rigoroso poderia ter expulso Slimani, Adrien, Jonas e Samaris. Todos se excederam em alguns momentos do jogo, tendo arriscado a expulsão com atitudes mais ríspidas perante os adversários, e quando já tinham um cartão amarelo. A nível técnico, penso que, logo no início, Luisão se queixa com razão de um puxão de Bryan Ruiz na área, no lance que pode ser indicado como o lance mais polémico da partida.

Com esta vitória, os leões aumentaram a vantagem sobre os encarnados para 8 pontos (o Benfica tem menos um jogo disputado), tornando-se o melhor ataque da prova, com 17 tentos apontados, ao fim de 8 jornadas. O Sporting aproveitou ainda o empate do FC Porto na receção ao SC Braga para ficar na liderança isolada da tabela classificativa, num fim de semana em cheio para os verdes e brancos. Quebraram o jejum de vitórias em casa do Benfica, e logo com a maior vitória no reduto do rival nos últimos 82 anos, para euforia dos mais de 3 mil adeptos do Sporting que estiveram inexcedíveis nas bancadas encarnadas! É caso para dizer que a nota artística voltou hoje, por momentos, ao Estádio da Luz.

A Figura:

João Mário – Jogo enorme do médio leonino. Esteve muito bem no flanco e ainda melhor quando fletia para o centro do campo, causando superioridade numérica perante os desamparados médios do Benfica. Destaque muito positivo também para Naldo e Bryan Ruiz esta tarde no Estádio da Luz.

O Fora de Jogo:

Luisão – Jogo absolutamente deplorável do capitão encarnado. Esteve nos segundo e terceiro golos do Sporting, tendo assistido aos movimentos de Slimani em ambos os lances, sem ter pressionado o avançado argelino. Para culminar, esteve quase a colocar a cereja no topo do bolo, com um atraso mal medido que ia entrando na baliza de Júlio César, já perto do término da partida.