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Sporting 5-1 Vitória de Guimarães: Dois Reis Leões a rugir em Alvalade

O Sporting goleou hoje o Vitória de Guimarães por 5-1 e manteve a liderança da Liga NOS, a par do FC Porto, que também goleou hoje o Belenenses.

Com o muito saudado regresso de William Carvalho a Alvalade, Jorge Jesus desviou João Mário para a ala direita, mantendo Bryan Ruiz na ala esquerda e Teo Gutiérrez ao lado de Slimani. Com esta alteração, Jesus pretendia que João Mário desequilibrasse com movimentos interiores, abrindo espaço para que Ricardo Esgaio pudesse fazer no seu flanco aquilo que Jefferson está habituado a fazer: apoiar constantemente o ataque. Porém, João Mário também sabe mexer-se na ala, e foi assim que nasceu o primeiro golo do Sporting, com o português a cruzar para um cabeceamento certeiro de Slimani, ainda não tinha fechado o primeiro quarto de hora do jogo.

Logo a seguir, Teo Gutiérrez aumentou a vantagem. Depois de ter ameaçado com uma cabeçada à barra, o colombiano aproveitou uma assistência de Montoya (sim, foi o médio do Vitória que deu a bola ao avançado leonino), sentou Douglas e encostou para a baliza. Um movimento de classe do “cafetero”, redimindo-se perante os adeptos após os falhanços clamorosos de Istambul. Até ao intervalo, destaque para a lesão de Bryan Ruiz, que teve de dar lugar a Gelson Martins. O Sporting foi dono e senhor do jogo, e William foi o principal protagonista. É um gigantesco prazer ver o possante médio de volta a Alvalade, com os seus passes milimétricos e a forma assombrosa como rouba bolas aos adversários. Com William no centro do terreno, a equipa parece que joga com mais um elemento em campo, tal o leque de tarefas que o número 14 executa.

Em dia de eleições, William voltou a governar em Alvalade Fonte: Facebook oficial do Sporting Clube de Portugal
Em dia de eleições, William voltou a governar em Alvalade
Fonte: Facebook oficial do Sporting Clube de Portugal

Logo no início da segunda parte, o Vitória ainda tentou esboçar uma reação, mas tudo ficou pior aos 55 minutos, quando Bouba Saré agrediu Gelson e foi bem expulso pelo árbitro. Com mais um elemento no retângulo de jogo, os leões voltaram a carregar e fizeram dois golos em dois minutos. Slimani marcou mais um golo de cabeça, após centro “açucarado” de Jefferson, e Adrien também faturou, num livre direto que desviou na barreira e enganou Douglas.

Jorge Jesus colocou Aquilani e Montero em campo nos lugares de Adrien e Teo, mas foi Slimani que voltou a carimbar a ficha de jogo. O argelino completou o “hat-trick” ao responder da melhor forma a um centro rasteiro de Jefferson. Apesar da noite fria e chuvosa, os mais de 30 000 adeptos presentes viram o melhor Sporting da época a esmagar um Vitória que trouxe para este jogo muitos vícios do início de época mas que vai com certeza melhorar, pelas mãos de Sérgio Conceição.

Até ao fim, realce para duas coisas: o golo vimaranense, apontado por Josué, após desatenção sportinguista num pontapé de canto; e o cântico entoado pela claque leonina, a atacar André Carrillo, e que foi aplaudido em todo o estádio.

O Sporting mostrou hoje que é possível jogar bom futebol e impressionar as bancadas de Alvalade sem ter André Carrillo. Tudo correu bem na estratégia de Jorge Jesus: João Mário e Bryan Ruiz conseguiram criar desequilíbrios e abrir espaços para os apoios de Jefferson e Esgaio ao ataque. O brasileiro conseguiu mesmo duas assistências para Slimani, reeditando uma sociedade de sucesso do mundo verde e branco. Na vertente defensiva, o Vitória nunca incomodou muito, mas a verdade é que, com William atrás, Adrien também joga melhor, aliás, toda a equipa joga melhor. Os centrais estão mais seguros, os laterais sentem mais liberdade para atacar, enquanto William é dono e senhor do que se passa à sua volta. O próximo jogo do campeonato será uma prova de fogo: a visita à Luz, com o regresso de Jorge Jesus à sua antiga casa, num dérbi onde o Sporting chegará à frente do seu adversário, até porque, provavelmente, o Benfica não jogará com o União da Madeira até receber os leões.

A Figura:

William Carvalho/Slimani – Seria injusto deixar algum de fora desta escolha. O médio encheu o campo, com um jogo autoritário. O argelino foi tremendamente eficaz, alcançando um “hat-trick”, com dois dos golos a finalizarem excelentes movimentos ofensivos com cabeceamentos, como mandam as regras.

O Fora de Jogo:

Bouba Saré – O jogo não correu bem a ninguém do Vitória, mas Montoya e Bouba Saré lutaram arduamente pelo destaque negativo. Contudo, o vencedor é Bouba Saré pelo momento de paragem cerebral que teve quando agrediu Gelson e convidou o árbitro a expulsá-lo. Se a tarefa já estava difícil, o 99 do Vitória fez questão de alargar o sorriso dos sportinguistas.

Foto de capa: Facebook do Sporting

BnR Super Sunday: Gastón Pereiro, a vergonha do Milan e o Rei Ibra nos 11 metros

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Gastón Pereiro, finalmente

Está mais animada a luta pelo título holandês. Com a vitória do PSV no terreno do rival Ajax (pelo segundo ano consecutivo), por 2-1, o emblema de Amesterdão continua na liderança mas tem a companhia do Feyenoord e viu o adversário de hoje aproximar-se, estando agora a 2 pontos. O clássico teve um desfecho justíssimo, tendo em conta a superioridade evidenciada pela turma de Cocu, que se superiorizou no meio campo e teve um miúdo uruguaio em grande no ataque. Gastón Pereiro, promissor esquerdino, ganhou a titularidade em virtude da ausência de De Jong (obrigando Locadia a jogar como referência) e finalmente mostrou o potencial que fez o PSV avançar para a sua contratação. Foi o homem do jogo, com um bis, e o segundo da conta pessoal é um movimento que vamos ver muitas vezes, flectindo da direita para o espaço interior para rematar de pé esquerdo. Para além do jovem de 20 anos, convém destacar o excelente trabalho do meio campo, onde Guardado está cada vez melhor como pivot defensivo e Propper se confirma como um belíssimo reforço. Brenet, que anulou o perigosíssimo El-Ghazi, e a dupla de centrais composta por Bruma e Moreno também teve um papel importante no triunfo.

Do lado do Ajax, Frank de Boer tem muito trabalho pela frente se quiser recuperar o título. Pior do que a derrota foi a fraca exibição protagonizada pelo Ajax, que nunca conseguiu impor-se no meio campo e revelou uma gritante falta de ideias no ataque. Com El-Ghazi muito apagado e Klaassen pouco influente na criação ofensiva, os lances de perigo dos lanceiros resumiram-se às diagonais de Younes e às arrancadas de Fischer, renascido depois de uma longa ausência (jogou como “falso 9”). Do meio campo para trás, houve muitas dificuldades dos centrais Veltman e Riedewald (que apesar de tudo esteve melhor que o parceiro) perante os atacantes contrários, sendo de realçar também a excessiva agressividade de Tete.

Texto de Tomás da Cunha

Insigne esteve endiabrado na goleada em San Siro Fonte: Facebook do Napoli
Insigne esteve endiabrado na goleada em San Siro
Fonte: Facebook do Napoli

4 de outubro: o dia em que Insigne assombrou Milão 

San Siro, 4 de outubro: aos 77 minutos do jogo entre Milan e Nápoles, os adeptos milaneses começam a abandonar o seu recinto, as bancadas começavam a despir-se. E porquê? Rodrigo Ely, central rossoneri, fazia um auto-golo e colocava o resultado em 4-0 para os forasteiros.

Uma noite de pesadelo para a equipa de Sinisa Mihaljovic, que não mostrou argumentos para se bater com um Nápoles que está em crescendo na temporada e conta com Lorenzo Insigne em grande forma. O italiano está a melhorar a olhos vistos com Maurizio Sarri e consegue, agora, ser regular e ser o homem que decide partidas a favor dos napolitanos. Foi assim esta noite em Milão!

Lorenzo Insigne assumiu a batuta, organizou a orquestra que veio do San Paolo e cedo na partida começou a dar música aos rossoneri. Aos 13’, assistiu Allan (um médio interessante de seguir, já tinha dado nas vistas em Udine) e na segunda parte concluiu o bailinho com dois golos. Primeiro tabela com Higuaín e finaliza de forma perfeita e depois faz um golo do outro mundo, de livre direto, aos 67’. Um castigo justo para os milaneses, que se apresentaram sem qualquer fio de jogo, sem ligação entre a defesa e o ataque e onde os médios simplesmente viam a bola passar pelo ar. Abusavam no jogo direto e Luiz Adriano e Carlos Bacca perderam, invariavelmente, os lances perante os adversários. Balotelli, que até se vinha revelando um bom reforço, hoje não esteve disponível.

O meio-campo do Nápoles, composto por Jorginho, Allan e Hamsik, engoliu os quatro do Milan (Montolivo, Kucka, Bonaventura e Bertolacci), enquanto nas linhas Callejón e Insigne agitavam e faziam a defensiva milanesa tremer. O jogo foi quase sempre isto: o Nápoles a mandar, a explorar as (muitas) fragilidades rossoneri, e a gota de água aconteceu com o auto-golo de Ely, que deu tons de tragédia à derrota milanesa. E podiam ter sido mais, basta só pensar que Higuaín não marcou e depois Gabbiadini teve nos pés várias oportunidades para dilatar a goleada.

Assim, o AC Milan fará uma época igual ou pior à anterior, porque opções no banco também não há. Balotelli não faz milagres e a notícia de que Kevin Prince-Boateng estará de volta em Janeiro só faz pensar que em Milão não há ninguém que pensa futebol. Dá pena ver um histórico mundial neste estado!

O Parque dos Príncipes vestiu-se de gala para o grande clássico Fonte: Facebook do OM
O Parque dos Príncipes vestiu-se de gala para o grande clássico
Fonte: Facebook do OM

Na linha do penálti, Ibra foi Rei

O PSG não ganhava há duas jornadas para o campeonato e recebia um adversário que começou muito mal a época, mas que tem muito valor. Era de esperar um jogo complicado para os parisienses, embora com o passar do tempo a superioridade coletiva e individual se impusesse aos marselheses. Talvez fosse esta a previsão de todos os analistas e adeptos em geral, mas a única diferença entre as duas equipas esteve na marca do penálti, onde Ibrahimovic foi decisivo.

A equipa de Michel surpreendeu Zlatan e companhia e entrou muito forte no jogo, com os quatro homens da frente, principalmente Michy Batshuayi (tem estado de pé quente, apesar da época intermitente do clube) e Barrada, a darem muitas dores de cabeça à defensiva comandada por Thiago Silva. O PSG estava com dificuldades para sair em posse e só Di Maria conseguia, individualmente, levar a equipa para a frente, mas quase sempre sem sucesso. O jogo parecia controlado e o Marselha já justificava o golo, que viria a acontecer à passagem da meia hora.

Barrada assistiu Batshuayi, que, ao segundo poste, de cabeça, desviou para o fundo da baliza de Trapp. Fazia-se justiça no resultado ao que se passava em campo, e o PSG iria precisar de vestir o fato-macaco para levar algo do jogo. Timidamente, Verrati e Matuidi começaram a pegar na bola e a ajudar Di Maria nas transições, mas tudo parecia lento e curto para a qualidade daqueles jogadores. Ibra e Cavani passavam ao lado do jogo, mas, ainda antes do intervalo, a cambalhota aconteceria.

Dois penalties, o primeiro muito duvidoso, que Ibra concretizaria, consumaram a reviravolta em pouco tempo! Na segunda parte, o Marselha bem tentou, mostrou que tem jogadores para subir na tabela classificativa e que podia ter levado de Paris 1 ou mesmo 3 pontos. Aliás, Barrada teve nos pés um penálti para igualar, mas Trapp superiorizou-se.

Um jogo animado, baseado em transições rápidas dos extremos do Marselha e de Di María, por parte do PSG, mas quase sempre sem a melhor definição. Foram poucas as oportunidades de golo e, no final, Trapp ainda foi decisivo, evitando o golo do empate. A igualdade era justa, era um prémio merecido para a qualidade e esforço demonstrado pelo Marselha e castigaria a atitude do PSG, que desde que entrou em campo foi arrogante e acreditou sempre que as coisas iriam surgir, mais tarde ou mais cedo. A sorte bateu à porta!

Conseguiram, vão bem lançados na Ligue 1, mas o que fizeram hoje será muito curto para uma equipa que quer mais da Champions. Só Di María não chega, e as debilidades nas laterais de Maxwell e Aurier podem trazer alguns dissabores. Este não é um PSG imbatível e letal, que tem que ser em França, e assim deslizes virão a caminho. Mas sem gravidade, já que não há adversário interno.

Texto de Luís Martins

Foto de Capa: Voetbal International

BnR Super Sunday: Colchoneros impedem liderança merengue

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Num domingo futebolístico recheado de confrontos onde a rivalidade fala mais alto, todos os olhos estiveram postos em Madrid. A capital espanhola viu o Atlético receber o Real no Vicente Calderón, em partida a contar para a sétima jornada da Liga Espanhola, e o prémio pelo triunfo era bem aliciante: no caso dos merengues, a vitória valia a liderança isolada do campeonato, ao passo que para os colchoneros servia de aproximação aos postos cimeiros da tabela classificativa. No final, a divisão de pontos não foi, de todo, o pior cenário para ambas as equipas, que conseguiram, ainda assim, ganhar pontos sobre o Barcelona e o líder Villarreal.

Rafa Benítez optou por uma abordagem cautelosa à partida, tendo em conta as recentes dificuldades do seu clube em vencer o rival madrileno, e surpreendeu ao deixar Gareth Bale no banco e chamar à titularidade Casemiro. Com o reforço do meio-campo defensivo era óbvio que as intenções do técnico espanhol passavam por adotar um futebol pragmático, bem ao estilo do que tem tentado implementar na sua estadia em Madrid.

Por seu turno, Diego Simeone apenas colocou Fernando Torres no lugar de Jackson Martínez no onze que havia utilizado a meio da semana ante o Benfica, tendo o ponta de lança espanhol a companhia de Ángel Correa no centro do ataque colchoneros. O melhor marcador da equipa, Antoine Griezmann, ao contrário do que tem sucedido desde que chegou ao Atlético, atuou descaído sobre a linha, situação que não abonou a favor da tática de contra-ataque utilizada pela turma de El Cholo, pois é o atacante francês que usualmente inicia a manobra no espaço central do campo, ao fazer uso da sua velocidade e drible acima da média para explodir até à baliza adversária.

Com o Atlético de Madrid a optar por um bloco baixo, o Real chegou cedo à vantagem na partida, mais precisamente aos 9 minutos, com Karim Benzema a aproveitar a passividade da defesa colchonera para responder com um cabeceamento certeiro a um cruzamento de Dani Carvajal. A fase seguinte do jogo viu as duas equipas procurarem o golo, com Correa a ser o mais atrevido e inconformado do lado do Atleti.

A meio da segunda parte, o Atlético teve uma oportunidade fulcral para empatar o marcador. Sergio Ramos com dois erros gravíssimos, ao perder a bola a meio-campo e na sequência da jogada cometer grande penalidade sobre Tiago, pôs em causa a vantagem merengue. O central espanhol, que viu um cartão amarelo que poderia até ter sido vermelho, é, sem dúvida, um excelente jogador com qualidades indiscutíveis, mas comete demasiados erros graves para um titular e um capitão de uma equipa do estatuto do Real Madrid. Com Varane e Pepe no plantel, pode vir a ter o lugar em causa. Ainda assim, Ramos teve a estrelinha da sorte consigo, pois Griezmann não conseguiu desfeitear Keylor Navas, a figura merengue do momento, quem tem sido o salvador do seu clube por inúmeras vezes esta época.

Keylor Navas foi novamente decisivo para o Real Madrid Fonte: Facebook do Real Madrid
Keylor Navas foi novamente decisivo para o Real Madrid
Fonte: Facebook do Real Madrid

Na segunda parte, o jogo perdeu intensidade e também algum interesse. O Atlético esteve por cima, no entanto com uma ofensiva lenta e algo apática, sem mostrar clarividência no meio-campo adversário, o que fez com que as ocasiões de perigo fossem escassas. Benítez quis defender o resultado e as substituições que efetuou foram com esse efeito, terminando o encontro ao mudar a tática e ficar com Ronaldo e Bale na frente.

Tanto quis Benítez defender a curta vantagem que o Atlético conseguiu chegar ao tão desejado empate. Numa jogada que teve como figuras jogadores que Simeone decidiu lançar na partida (Ferreira-Carrasco, Jackson e Vietto), o argentino Luciano Vietto conseguiu repor a igualdade a sete minutos do final da partida. Os instantes finais tiveram o Atlético a encostar o Real à sua área, e ainda Keylor Navas voltou a ser importante ao defender um tiro de Jackson Martínez que levava selo de golo.

Mais um derby madrileno realizado e desta feita com um empate e, consequentemente, um ponto para cada equipa. O Real Madrid falhou, assim, o assalto à liderança da Liga Espanhola e fica com os mesmos 15 pontos que Barcelona e Celta de Vigo, a um do líder Villarreal, ao passo que o Atlético fica na quinta posição a três pontos do topo da tabela.

A Figura:

Keylor Navas – Podia ser Diego Simeone a estar aqui, pelas escolhas que fez na partida e que se revelaram acertadas. No entanto, o guarda-redes do Real Madrid merece o destaque a si atribuído e foi mais uma vez decisivo para os merengues. O costa-riquenho defendeu o penalty de Griezmann e ainda conseguiu uma defesa fulcral a remate de Jackson Martinez que poderia ter dado a vitória ao Atlético. Feitas as contas, são apenas dois os golos sofridos por Navas em sete partidas na liga.

O Fora-de-Jogo:

Rafa Benítez- Tal como acima, poderia ser outro a estar nesta posição. Os erros de Sergio Ramos não tiveram consequências graves para o resultado, mas um jogador com o seu estatuto não os pode cometer. No entanto, aponta-se o dedo a Benítez, que mais uma vez optou pelo pragmatismo e por defender ao máximo a vantagem e deu-se mal. Na segunda parte, o Real Madrid foi nulo a atacar e a mudança de tática que o técnico espanhol fez no final da partida foi decisiva para as contas finais.

Foto de capa: Facebook do Real Madrid

FC Porto 4-0 Belenenses: Tanto bateram até que furaram

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Foi um jogo de sentido único o que se viu hoje no Dragão. Os azuis e brancos tentaram, tentaram, até que furaram e, quando furaram, a muralha desfez-se. Vitória justíssima do F.C. Porto, que assim mantém o primeiro (ex-aequo ou não) na Liga.

Porto e Belenenses defrontaram-se hoje para a 7.ª jornada da Liga Portuguesa. A equipa nortenha vinha de uma vitória com categoria sob o Chelsea – oposta a uma derrota do Belenenses perante a Fiorentina de Paulo Sousa. Como tal, a confiança dos portistas estava em alta. Lopetegui mudou o onze inicial ao voltar ao 4-3-3 típico, com Corona a extremo direito e Layún a lateral esquerdo. Parece esta a equipa “oficial” do Basco para o campeonato português. A mudança resultou, já que o jogo só teve um sentido – o da baliza de Ventura.

Vou directo para a única jogada de perigo do Belenenses na primeira parte: aos 13 minutos Casillas defendeu junto à relva um cabeceamento de Kuca. Anotada a única jogada de perigo da equipa do Restelo na primeira parte, resta explanar como foi o domínio portista durante os primeiros 45 minutos. Sob a batuta de Rúben Neves, que distribui o jogo com uma grande classe, Brahimi e Corona deram água pela barba à defesa sulista, que foi defendendo o resultado como pôde. O Porto pode queixar-se do excesso de burocracia perto da área e do último passe, que continua a teimar em não sair de maneira eficiente, mas o facto de ter ido para o intervalo com o nulo no marcador foi injusto. A bola foi fazendo “ping-pong” entre o lado direito e o lado esquerdo sempre muito próxima da área do adversário, e isto é uma evolução face ao que o Porto geralmente apresenta. André André (não foi o seu melhor jogo) não pára, sabe onde estar e sabe dar linha de passe; Rubén Neves tem um pé preciso e uma visão de jogo ao nível dos maiores médios do mundo; e Imbula (ainda preso) foi dando músculo a um meio-campo que foi distribuindo a bola para os grandes desequilibradores da noite: Corona e Brahimi.

Osvaldo
Osvaldo (na foto) fez o terceiro golo do FC Porto, após substituir Aboubakar.
Fonte: Facebook Oficial FC Porto

A segunda parte começou com a surpresa da substituição do lesionado Maicon para a entrada de Danilo. Lopetegui quis precaver-se, para o caso de ter de jogar com 3 defesas, mas a verdade é que não foi preciso.

Aos 53 minutos Corona abria finalmente o marcador, e aos 56 minutos Brahimi deu tranquilidade e justiça aos portistas. O Belém foi sempre uma equipa compacta mas que nunca incomodou realmente Casillas, e a partir dos dois golos tentou esboçar uma resposta mas sem se conseguir libertar das amarras criadas pelo meio-campo e pela defesa portista.

Marcano
A conta foi fechada por Marcano (na foto), que marcou de canto aos 87 minutos.
Fonte: Facebook Oficial FC Porto

Aos 62 minutos entrou Osvaldo para dar descanso a um Aboubakar lutador, e aos 80 minutos o italo-argentino estreou-se no marcador depois de um bom lance de Tello (também se quis mostrar a Lopetegui). A goleada chegou de canto com Marcano aos 87 minutos – só custou entrar o primeiro. A exibição portista foi segura, principalmente na segunda parte, e a equipa conseguiu algo que tem faltado muitas vezes: chegar com a bola controlada junto à baliza adversária.

Esperemos que este jogo signifique que a equipa está a evoluir e a assimilar melhor as ideias do treinador e que não seja apenas um fogacho! O Porto foi sempre agressivo na recuperação de bola e houve entre-ajuda e coesão entre linhas: sinal de que a equipa está (ou pelo menos parece!) saudável!

A Figura:

Brahimi – Desequilibrou o jogo, por vezes exagerou, mas o que é certo é que o extremo portista furou a defensiva do Belém inúmeras vezes. Louvor para Corona, que também fez um bom jogo.

O Fora-de-Jogo:

Imbula – Não fez uma má partida mas continua a dar a ideia de estar um pouco perdido em campo e de por vezes lateralizar o jogo quando este pede rotura. Está a melhorar, no entanto.

Foto de Capa: Facebook Oficial FC Porto

BnR Super Sunday: Até para o ano, Dortmund?

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cab bundesliga liga alema

Se existiam dúvidas da superioridade do Bayern de Munique, hoje dissiparam-se. Demonstração de força, eficácia e de inteligência de Guardiola, mostrando uma aplicação exímia dos seus conhecimentos sobre o adversário. Tuchel provavelmente disse adeus ao título e tem agora uma equipa para recuperar psicologicamente.

Tuchel deixou surpreendentemente Reus no banco, apostando no reforço do meio campo, e o jogador que acabou por sair com algo de positivo deste encontro acabou por ser Aubameyang, prolongando o seu recorde de jogos seguidos a marcar (já são 8). Numa defensiva estilhaçada, Burki sofreu cinco golos e não esteve bem, apesar de ter sido vítima da extrema eficácia dos bávaros, Sokratis na direita tentou cumprir mas levou com um Douglas Costa endiabrado, Hummels e Bender não formaram a dupla desejável e Piszczek foi um corpo estranho na esquerda. Castro fez a assistência para o golo solitário do Dortmund mas fez uma exibição aquém das expectativas até à sua saída, tal como os seus parceiros do meio-campo, Gündogan e Weigl. Mkhitaryan foi dos mais inconformados mas não foi feliz, falhando no último passe e na finalização. Reus e Januzaj entraram para dar outra acutilância ao ataque, mas este não era o dia dos amarelos e negros e foram mais dois peões no futebol morno que se viu na Baviera.

Um dos golos da partida Fonte: Facebook do Bayern de Munique
Um dos golos da partida
Fonte: Facebook do Bayern de Munique

Guardiola é a figura principal deste jogo. Montou uma equipa para aproveitar as falhas do seu adversário directo e manteve a invencibilidade no campeonato (8 em 8). O espaço nas costas da defensiva do Dortmund foi bem aproveitado e a acutilância dos avançados bávaros fez o resto. Neuer disse sempre presente nas poucas vezes em que isso foi exigido, Boateng destacou-se pela segurança defensiva e as duas assistências para golo (e há quem diga que tem pouca técnica…) e Lahm foi o barómetro necessário aos equilíbrios. Douglas Costa foi tentando através de iniciativas individuais e cruzamentos venenosos deixar a sua marca no jogo, mas acabou por não ser tão decisivo como tem sido. O meio campo do Bayern teve Xabi Alonso e Thiago num plano menos relevante, embora eficaz (sobretudo o hispano-brasileiro), deixando maior protagonismo para o seu parceiro ex-Dortmund. Götze tem tentado ganhar o seu espaço desde a chegada de Guardiola e a sua genialidade, que às vezes parece adormecida, ficou patente neste jogo, especialmente na assistência fantástica para Lewandowski. O avançado polaco vai mostrando o porquê de ser o protótipo de avançado perfeito e está numa fase incrível, com 12 golos em 4 jogos. Müller, que, para além da movimentação fantástica no primeiro golo do Bayern, revelou uma objectividade incrível, como é habitual, também brilhou.

A primeira parte foi mais dividida, com o Dortmund a pressionar o Bayern no seu meio campo, e só na segunda metade se desfizeram as dúvidas sobre o resultado. Um dos factores que certamente contribuiu para a queda de rendimento dos forasteiros foi o cansaço acumulado do jogo a meio da semana para a Liga Europa, tendo dois dias de descanso a menos do que o adversário. O 5-1 é um resultado exagerado, apesar de tudo, e que se justifica com a frieza dos avançados (Lewandowski e Müller são intratáveis) do Bayern e a capacidade que o conjunto de Guardiola teve para explorar as fragilidades do Dortmund, nomeadamente na transição defensiva. São sete pontos de diferença que separam agora as duas equipas e, apesar de estarmos no início do campeonato, será preciso uma catástrofe para os bávaros desperdiçarem esta vantagem.

A Figura:

Pep Guardiola – O treinador espanhol foi o grande estratega desta tarde de futebol e mostrou o porquê de ser um dos melhores do mundo. Estudou ao pormenor as fraquezas do adversário e acabou a golear. Grande resultado para Guardiola.

O Fora-de-Jogo:

Thomas Tuchel – É o grande derrotado deste jogo. Conseguiu contrariar inicialmente o jogo de posse do Bayern, mas quando a equipa se esticou demasiado acabou por se desequilibrar e não resistiu às transições mortíferas do adversário. A distância para o primeiro lugar é um obstáculo (quase) inultrapassável e tem agora em mãos uma equipa destroçada a nível psicológico.

Foto de capa: Facebook do Borussia Dortmund

BnR Super Sunday: Quem escolheu a Premier League não se arrependeu

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cab premier league liga inglesa

A Premier League jogou pelo seguro e deixou para Domingo dois clássicos do futebol inglês, com tudo o que gira à volta deles, para fazer face à forte concorrência que tinha das outras ligas europeias (alemã, espanhola e francesa apresentaram fortes argumentos).

Como boa organização que é, jogou na antecipação e colocou o derby de Merseyside para primeiro plano. A paixão que contém qualquer jogo que envolva Everton e Liverpool é contagiante e desta vez não foi excepção, com os jogadores, mesmo os menos identificados com a mística deste confronto, a encarnarem os espíritos das antigas picardias que fizeram deste o jogo com mais expulsões em Inglaterra e disputaram a partida com uma intensidade tremenda.

O espectáculo não perdeu por isso, ao contrário do que seria de esperar. E os jogadores, ao entregarem a alma em cada lance, cada disputa de bola, tornaram o derby da cidade dos Beatles numa partida entretida de se ver. O resultado terminou com uma igualdade a uma bola, que se aceita, num jogo cuja primeira parte pertenceu ao Liverpool e a segunda ao Everton. A equipa de Brendan Rodgers entrou muito bem na partida, com um volume ofensivo interessantíssimo e que causou calafrios em Goodison Park. O Everton foi tentando resistir ao domínio, mas só conseguiu até perto do final da primeira parte, quando Ings cabeceou para o golo inaugural, respondendo da melhor forma ao canto de Milner. Os reds não souberam lidar com a vantagem e, logo a seguir, cederam o empate. Lukaku, aproveitando um ressalto na área causado por um cruzamento tenso de Deulofeu, devolveu a igualdade ao marcador.

Isto fez com que o Everton voltasse de cara lavada do intervalo, encostando o Liverpool às cordas. Aliás, a dada altura, os reds já se tinham dado por satisfeitos pela partilha de pontos e o desfecho acabou por não ser negativo para o Liverpool. Um resultado que se aceita pelo domínio repartido em cada parte do encontro. A surpresa veio mais tarde: Brendan Rodgers não resistiu aos maus resultados e acabou por ser despedido do histórico inglês.

Alexis, a figura da tarde Fonte: Facebook do Arsenal
Alexis, a figura da tarde
Fonte: Facebook do Arsenal

No outro cabeça-de-cartaz da tarde, o clássico Arsenal-Manchester United, ambos partiam para este encontro com a noção de que podiam continuar a ganhar pontos à concorrência (Chelsea, sobretudo) e/ou manter o trono (no caso do United). Era uma oportunidade que não se pode desperdiçar, mas só um podia aproveitar… no caso, o Arsenal, que entrou com tudo para cima do rival, acumulando oportunidades de perigo logo nos primeiros instantes do encontro e inaugurando o marcador à passagem da meia dúzia de minutos, aumentando-o passados menos de 60 segundos. O 2-0 aos 7 minutos abalou o United para o resto do primeiro tempo, não se revelando qualquer situação de perigo a favor dos red devils, com excepção de um lance de Martial na área. Em contraponto, o Arsenal dilatou a vantagem e ainda esteve perto de alcançar uma goleada histórica logo nos primeiros 45 minutos, com a dinâmica do meio-campo/ataque a funcionar em pleno, com Cazorla a comandar as operações e a lançar os endiabrados Alexis, Özil (de regresso, finalmente, à melhor forma), Ramsey e Walcott.

À partida para o segundo tempo, Van Gaal fez duas alterações e a equipa estabilizou, porém, o Arsenal há muito se apoderara do encontro e soube mantê-lo no bolso, revelando-se impermeável a nível defensivo e, ainda assim, expedito quando atacava, embora o fizesse apenas quando não tinha qualquer risco. Ainda assim, esteve mais perto do 4-0 que o United do 3-1.

O Liverpool continua sem perder no Goodison Park, desde há cinco anos a esta parte, e o Arsenal volta a intrometer-se entre os grandes, subindo à co-vice-liderança, juntamente com o rival desta tarde. Jogos históricos, com boas implicações na competitividade da Premier League, e que animaram uma tarde futebolística com muita concorrência. Quem escolheu o campeonato inglês, não terá ficado arrependido.

A Figura da tarde:

Alexis Sanchez – O chileno foi uma das chaves de acesso à fúria arsenalista, dinamizando o ataque e contagiando-o rumo à invasão ao meio-campo contrário. Não parou um segundo e soube ser objectivo com a bola nos pés, merecendo, por isso (e, claro, por dois grandes golos, um deles de calcanhar), o prémio de homem de jogo e, claro, de figura da tarde desportiva inglesa.

Andebol: Sporting 26-27 FC Porto: Dragões aproveitam ‘fantasmas’ leoninos

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cab andebol

Inacreditável como o Sporting não ganha este jogo! O Porto esteve sempre atrás do marcador e chegou a ter uma desvantagem de 5-0 no início da partida – diferença que, ao longo do jogo, atingiu os 7 golos. Foi apenas aos 57 minutos que os dragões voltaram a alcançar os leões, quando, pouco tempo antes, a questão parecia resolvida. Mas os fantasmas leoninos, que aparecem sempre que estes jogam com os campeões nacionais – no ano passado, em “casa”, o Sporting perdeu com o Porto no último segundo e, no terreno do adversário, os verde-e-brancos já não vencem há quase duas décadas – e, entre precipitações, falhas técnicas absurdas e uma total inoperância no ataque, o improvável tornou-se realidade. A época ainda agora começou mas, assumindo que estamos perante as duas melhores equipas portuguesas, os leões podem ter jogado aqui – e perdido – o importante factor-casa na final dos playoffs.

Durante três quartos do jogo a superioridade leonina foi evidente, com Carlos Carneiro a conferir critério e classe ao jogo atacante leonino. Frankis Carol, que actuou a lateral, realizou um primeiro tempo de alto nível fazendo uso da sua capacidade rematadora, e Pedro Portela, com a sua fiabilidade habitual, foi um esteio na ponta-direita leonina. Já o Porto, apesar de ter uma equipa com mais opções e melhor em termos físicos – e, portanto, uma defesa mais sólida – mostrava-se incapaz de contrariar a fluidez de jogo e a eficácia leoninas. Gilberto Duarte, destaque das finais do ano passado, esteve num plano discreto e foi, em parte, graças ao capitão Ricardo Moreira e à meia-distância do checo Michal Kasal que os dragões não deixaram, no primeiro tempo, o Sporting fugir em definitivo.

Com 19-14 ao intervalo, e depois de um largo período na segunda parte em que o Porto marcava mas o Sporting repunha a diferença de 5 golos (ou até mais), o jovem central portista Miguel Martins começou a aparecer e a ser um dos protagonistas da impensável reviravolta, ora orquestrando os ataques da sua equipa, ora finalizando com mestria. Contudo, o esforço de Martins e restantes companheiros seria insuficiente, não fosse a colaboração dos atletas leoninos, que pareciam achar quase “anormal” estar a vencer os campeões de forma tão clara. Nos últimos dez minutos, os vice-campeões baquearam por completo.

miguel martins - fonte site fcp
A jovem revelação Miguel Martins foi uma das figuras da impensável reviravolta
Fonte: fcporto.pt

O jogo decidiu-se no capítulo mental, onde mais uma vez o Sporting falhou. Os leões marcaram 19 golos na primeira parte e apenas 7 na segunda e, como se não bastasse, os erros defensivos começaram a aparecer com frequência. O bloqueio verde-e-branco era personificado pela clara quebra exibicional de Carneiro e Frankis na segunda parte, e também pelo facto de Fábio Magalhães, como é seu hábito, ir alternando entre momentos de classe e situações de clara precipitação.

Enquanto estavam na frente, os leões insistiam em ataques rápidos – uma das imagens de marca da equipa – em vez de prolongarem os ataques, e talvez também esteja aqui uma parte da justificação. A equipa tem de ser mais pragmática, até porque, ao contrário do Porto, tem poucos jogadores para rodar e refrescar. A estampa física de andebolistas como Daymaro Salina, Cuni Morales ou Gustavo Rodrigues (discreto em toda a partida mas muito importante nos minutos finais, com um golo fulcral e de difícil execução) acabou por ser determinante no momento defensivo portista e por fazer a diferença no ataque. Do lado leonino apenas o guarda-redes Aljosa Cudic subiu de produção na etapa complementar, mas não chegou para emendar os erros grosseiros dos seus colegas. Na baliza contrária, Alfredo Quintana começou a um nível discreto mas terminou em grande evidência, bem ao seu nível.

No final, o resultado de 26-27, apesar de impensável poucos minutos antes, acabou por ser justo como forma de castigo a um Sporting amador na gestão das emoções, e de prémio a um Porto que não desistiu nem mesmo quando mais ninguém no pavilhão acreditava na reviravolta. Primeira derrota no campeonato para os leões, os dragões continuam apenas com triunfos, tal como o Benfica.

 

Foto de capa: site oficial do FC Porto

Keylor Navas: Chapada de luva blanca

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O início da época 2015/16 para o Real Madrid teve como principal marco a saída do guarda-redes Iker Casillas, por muitos adeptos idolatrado e por outros contestado, que havia defendido a baliza merengue nos últimos 16 anos. Com a sua transferência, tudo apontava para a aquisição do espanhol David de Gea ao Manchester United, porém um atraso de última hora impossibilitou tal situação. A baliza blanca aparentava assim estar sem dono… contudo a solução estava já no plantel, o costa-riquenho Keylor Navas.

Navas esteve para sair do clube rumo a Inglaterra, para fazer a vez de De Gea em Manchester, no entanto, com a falha na transferência, acabou por ficar e certo é que o técnico Rafa Benítez não ficou, de todo, mal servido. Chamado à titularidade desde o início da temporada e com seis jornadas disputadas na Liga Espanhola até ao momento, o guardião de 28 anos tem realizado excelentes exibições e defesas, que têm certamente valido pontos ao conjunto blanco. Tal tem sido a preponderância de Keylor Navas para o êxito merengue que apenas consentiu um golo nas seis partidas disputadas para o campeonato, o que faz do Real Madrid a defesa menos batida. Além disso, conseguiu ainda manter a baliza intacta nos dois compromissos referentes à Liga dos Campeões (ante o Malmo e o Shakhtar Donetsk).

Apenas um golo consentido em seis jogos… é este o excelente registo de Navas na liga Fonte: Facebook de Keylor Navas
Apenas um golo consentido em seis jogos… é este o excelente registo de Navas na liga
Fonte: Facebook de Keylor Navas

De facto, o costa-riquenho ficou a apenas quatro minutos de bater o recorde do espanhol Miguel Ángel, que na época 1975/76 de La Liga, enquanto defendia as cores do Real Madrid, ficou 431 minutos sem sofrer qualquer golo a contar para o campeonato, meta que Navas não conseguiu superar, por um escasso período de minutos, graças ao golo sofrido diante do Athletic Bilbao na última jornada.

Internacional por 63 vezes pela Costa Rica, Navas chegou ao Real Madrid a troco de 10 milhões de euros pagos ao Levante, após assinar uma excelente campanha no Mundial 2014, no qual chegou com a sua seleção aos quartos-de-final e foi considerado o melhor guarda-redes da prova. A primeira época não lhe correu de feição, pois viveu-a na sombra de Casillas e apenas realizou 11 jogos, quase tantos como os que já leva até então em 2015/16.

Tem sido bem visível que com Rafa Benítez ao leme, o Real Madrid é, nos dias que correm, uma equipa com melhores índices defensivos do que no transato, demonstrando uma evidente consistência no que concerne ao processo de defender. Ainda assim, o perigo também tem rondado a baliza blanca durante os vários jogos, com Keylor Navas a ser o principal destaque da equipa neste capítulo, com defesas capazes de levantar os adeptos nas bancadas e exibições de primordial importância para as aspirações da turma da capital espanhola.

Muitos eram os aficionados do desporto-rei que acreditavam que Keylor Navas não tinha o perfil que era necessário para ser o guarda-redes titular de um dos maiores colossos do mundo de futebol, mas este tem provado que aqueles que pretendiam a sua saída do Real Madrid estavam completamente equivocados. O guardião costa-riquenho é agora figura de proa indiscutível nas escolhas de Rafa Benítez e tem vindo a confirmar estar à altura do desafio que é substituir uma lenda viva do Real Madrid como Casillas, na baliza merengue. Com a temporada ainda em fase inicial, as exibições de Navas têm sido como uma autêntica “chapada de luva blanca” para os que duvidavam da sua qualidade.

Foto de capa: Facebook de Keylor Navas

Académica 1-0 Marítimo: Excesso de Paixão, mas vitória merecida

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Os sorrisos deixaram de ser de cortesia, as felicitações deixaram de ser para o adversário e o orgulho voltou a instalar-se, confortavelmente, em Coimbra. Como um clique, a chicotada psicológica funcionou em pleno e, cinco meses depois, a Académica voltou a vencer um jogo para o campeonato nacional, batendo o Marítimo por 1-0. Voltou o orgulho e a “paixão”, conforme disse Ivo Vieira em conferência de imprensa.

A Briosa dispôs de superioridade numérica numa fase precoce do encontro (18 minutos), é certo, mas seria injusto falar apenas na expulsão de Dirceu (dois amarelos em sete minutos) como factor de decisão no resultado final, pois a Académica teve bons momentos no encontro e justificou a vitória, praticando um futebol organizado (sublinhou Filipe Gouveia, em conferência de imprensa) e assente na confiança das próprias capacidades, que desde o início da época têm sido apregoadas mas que nunca passaram das páginas dos jornais ou das vozes de técnicos, jogadores e crítica para o campo.

A equipa soube estender-se no campo, invadindo o terreno contrário de forma consistente, sobretudo na fase posterior à expulsão dos insulares. Fernando Alexandre e Obiora afinaram a cumplicidade e deixaram bem quentes as costas do 3×1 ocupado por Ivanildo, Rui Pedro e Nii Plange e Rabiola. Um quarteto que não esteve sempre em sintonia mas que foi suficiente para abrir espaços na defesa maritimista e deixar os adeptos com esperanças num desfecho diferente daquele que vinham a ter desde há quase meio ano a esta parte.

Ao segundo jogo Filipe Gouveia conseguiu a primeira vitória da Briosa
Filipe Gouveia conseguiu a primeira vitória da Briosa logo ao segundo jogo

Para o segundo tempo, Filipe Gouveia fez entrar Gonçalo Paciência para o lugar de Rabiola; pouco depois Ivanildo lesionou-se e cedeu o lugar a Hugo Seco. A partir daqui, a equipa revelou maior acerto na hora de atacar. O Marítimo não tinha outra opção senão recuar linhas e diminuir o espaço entre elas, e foi conseguindo, assim, atenuar o crescimento da Académica. Este, porém, parecia uma inevitabilidade e começou a cheirar a golo depois de um livre bem batido por Emídio Rafael, defendido por Salin, de forma incompleta, o que deu azo a mais duas recargas, às quais o guardião francês soube dar corpo.

Uma ameaça, que se viria a concretizar, mais tarde, via grande penalidade. Depois de Nii Plange ganhar espaço no flanco esquerdo do ataque dos estudantes e cruzar para a área, onde o braço de Rúben Ferreira interceptou a bola, dando origem a uma explosão de alegria nas bancadas e que se prolongou pelo resto do encontro.

Até ao final, a Briosa ainda sofreu (Marega e Dyego Souza assustaram, Trigueira respondeu à altura). Era-lhe estranha a vitória (há muito tempo desaparecida do Cidade de Coimbra) e a “esmola” que o jogo tinha dado a uma equipa pobre em vitórias era demasiado grande para não se desconfiar… mas o apito final (dado com um minuto e dez de antecedência dos cinco supostamente dados por Bruno Paixão) acabou com as dúvidas.

Depois de ter interrompido uma série de quase um ano sem vencer no Cidade de Coimbra com a vitória sobre o Nacional, volta a ser uma equipa madeirense o “bombo” da festa dos estudantes, que não venciam em casa há 8 jogos seguidos e que não deixavam a baliza inviolada desde há 5 meses a esta parte (questionado pelo Bola na Rede sobre a influência da alteração da dupla de centrais neste feito, Gouveia sublinhou que a equipa soube manter-se organizada e relativizou a importância das mudanças no eixo dizendo que só lhe importava aquilo que se passara desde o jogo com o Rio Ave).

Igor Vieira afirmou que existiu Paixão a mais em campo
Ivo Vieira afirmou que existiu Paixão a mais em campo

Voltaram os sorrisos genuínos, os gritos de apoio são cada vez mais sentidos e o ar é, agora, mais respirável em Coimbra.

Figura do jogo:

Nii Plange (Académica de Coimbra) – Quando a equipa parecia duvidar de si, eis que surgia o internacional pelo Burkina Faso a insistir para que isso não acontecesse. Foi através de uma iniciativa sua que surgiu o penalti que deu o golo da vitória e, por vezes, pareceu ter mais do que dois pulmões, tal a forma como disputou os lances, sem acusar o desgaste do tempo.

Fora-de-jogo:

Bruno Paixão – Foi demasiado benevolente quando devia ser rígido, e vice-versa. Tomou atitudes pedagógicas quando se pedia que o jogo corresse mais depressa e ainda pareceu deixar sem esclarecimento dúvidas legítimas de jogadores sobre lances em que estiveram envolvidos. A isto, soma um erro enorme de ter terminado o jogo com 1 minuto e 50 segundos de antecedência e uma expulsão extremamente duvidosa de Dirceu, que condicionou o resto do encontro.

Basquetebol: Os campeões continuaram a vencer

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Quando era novo, o dia 5 de outubro era o dia das mais variadas Supertaças nas várias modalidades, mas desde que tiraram este feriado a Supertaça mudou para o fim de semana anterior, e hoje foi o dia das provas referentes ao basquetebol.

Benfica e União Sportiva, os campeões masculinos e femininos, respetivamente, venceram o Barcelos e o CAB Madeira e conquistaram assim o troféu, que para ambos os clubes já é o segundo da temporada.

Comecemos pelo Benfica. Os encarnados foram uns vencedores justos e esperados do jogo de hoje, frente a um Basquete de Barcelos que nunca pôs em causa a vitória das águias. O primeiro quarto do jogo mostrou logo ao que vínhamos, ao ficar 30-7, e terminou com um 79-42 no marcador. O jogo permitiu a Carlos Lisboa rodar toda a equipa e não abusar de alguns dos seus melhores jogadores, sendo que o jogador que esteve mais tempo em campo foi Carlos Andrade, com 28 minutos.

Os jogos até agora feitos pelo Benfica mostram que é mais uma vez o grande candidato ao título nacional e arrisco-me a dizer que este ano vai ser dada uma certa prioridade à Europa e continuar, assim, a evolução da equipa no panorama das competições europeias.

As açorianas venceram os três últimos troféus em disputa Foto: Facebook União Sportiva
As açorianas venceram os três últimos troféus em disputa
Foto: Facebook União Sportiva

Nos femininos, o jogo era uma pequena incógnita, visto o CAB Madeira ainda não ter jogado este ano. Por ser disputado na Madeira e pelo facto de as madeirenses terem sido a grande equipa da temporada passada, esperava-se um jogo muito mais equilibrado do que o masculino.

Apesar disso, a equipa açoriana esteve sempre à frente do marcador, ganhando ao intervalo por 41-28 e com o resultado final de 76-57. Foi um jogo bem conseguido por parte dos CUS, que mereceram por inteiro a vitória. Ashley Bruner, que trocou este verão as madeirenses pelas açorianas, foi a melhor jogadora em campo.

Com os jogos já disputados pelas equipas femininas fica a ideia de que as principais candidatas são novamente o União Sportiva, o CAB e o Quinta dos Lombos, sendo que nesta altura as açorianas talvez sejam a maior candidata ao título, mas não se pode já dizer com tanta certeza que uma equipa vai ser campeã como se pode dizer para o campeonato masculino.

Foto de capa: Facebook da FPB