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O céu a quem o merece

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tinta azul em fundo brando pedro nuno silva

Decorreu, no dia 27 de Outubro, no Dragão Caixa, a gala de entrega dos Dragões de Ouro – os galardões que premeiam quem se destaca pelo seu trabalho no FC Porto. Confesso que por questões de agenda vi pouco da gala mas do que vi não deixei de notar, com visivel satisfação, que o Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa continua a discursar sem precisar de cábulas e continua a ter o mais completo sentido no que diz. Mais do que falar à toa e disparar em todas as direcções, é preciso apontar a mira a quem é de apontar e elogiar quem tem de ser elogiado.

O reconhecimento público dos atletas, dirigentes e treinadores é necessário. É preciso enaltecer quem faz algo pelo clube e quem luta para que este não pare de crescer. Se há algo que noto com orgulho é a saudade e o carinho com que certos ex-profissionais do clube falam dele; podem até não ser portistas de criação mas no Dragão encontraram a sua casa, nos portistas os seus aliados e nos funcionários o seu amparo.

No futebol actual, super globalizado, clubes como o Porto têm que fazer a diferença pelo máximo de vias possível – desportiva, financeira, pessoal, enfim, tudo o que ofereça aos seus atletas conforto, ambição e bem-estar para que prefiram continuar connosco quando os euros dos mais ricos os assediarem. O Porto tem que ser o clube que lhes ofereça conforto, a eles e às suas famílias, por forma a que algo pese de forma mais importante na hora da decisão de um jogador em abandonar os Dragões. Se a ambição de um atleta é acima de tudo a glória desportiva, deixar a marca nos adeptos, ser recordado e admirado, então o Porto é também o sítio certo para se estar. Deco encheu um estádio no seu jogo de despedida, Benni McCarthy ainda hoje ouve a sua canção, Madjer é recordado pelo seu calcanhar, Moutinho recebeu um prémio já depois de sair, e podia escrever as próximas páginas de jogadores que deixaram a sua marca, de jogadores que sabem que o Porto os valorizou (e valoriza) e que sabem que este clube recompensa quem lhe faz bem.

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Todos os galardoados na noite dos Dragões de Ouro
Fonte: fcporto.pt

Se olharmos para os nomes mais sonantes dos galardoados, percebemos que para Danilo, Jackson e Ruben Neves talvez o Porto represente hoje algo mais, talvez sintam que os euros do estrangeiro são bons mas que este clube os valoriza. Talvez algum jogador novo se tenha apercebido de que o Porto não é um clube qualquer mas antes um clube de fortes impressões, de pegadas profundas e, portanto, percebam também que apesar de poderem ter vontade de ir embora, enquanto cá estiverem têm de dar tudo e que aqui na Invicta se luta até ao fim. Podem ir buscar riqueza (como se já não a tivessem aqui!) noutro lado mas em termos de glória, reconhecimento, bravura e sentimento dificilmente encontrarão igual noutras paragens. Sejam jogadores à Porto e este será sempre o vosso lar.

Termino com um muito obrigado aos Dragões de Ouro 2013/2014:

Atleta do Ano: Jackson Martínez
Futebolista do Ano: Danilo
Jovem Atleta do Ano: Maria Francisca Cabral (Natação)
Treinador do Ano: Ljubomir Obradovic (Andebol)
Atleta de Alta Competição do Ano: Alfredo Quintana (Andebol)
Atleta Amador do Ano: Pedro da Clara e Carla Oliveira (Desporto Adaptado)
Atleta Revelação do Ano: Rúben Neves
Dirigente do Ano: Eng.º Luís Fernandes
Funcionário do Ano: Bruno Pinto
Sócio/Adepto do Ano: Eduardo Vítor Rodrigues (presidente da Câmara de V. N. Gaia)
Projecto do Ano: Museu FC Porto by BMG
Parceiro: Unicer
Casa do FC Porto Nacional: São Miguel e Santa Maria (Açores)
Casa do FC Porto Internacional: Jersey (Grã-Bretanha)
Carreira: Eduardo Braga
Recordação: Prof. Hernâni Gonçalves
Dedicação: José Luís
Honra: Fernando Sardoeira Pinto

Por que tem o Brasil as melhores torcidas?

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Torcer (latim torqueo) – torcer, vergar, enrolar, arrastar, tornar, torturar, atormentar, brandir, sondar, investigar). Consulta no dicionário online Priberam.

Sim. É isto que quer dizer torcer. Fazer muita força. Um esforço demasiado, até. Por uma causa. E com este raciocínio podemos chegar à segunda definição desta palavra: dar apoio a ou esperar resultado positivo de alguém. Neste caso, de um clube.

No Brasil, é um fenómeno mais ou menos antigo. Surgiu ainda na primeira metade do século passado, pelas mãos, imagine-se, de um padre. O clube? O São Paulo e o nome do católico que fez prosperar o Grêmio São-Paulino – nome da claque – era Manoel Raymundo Paes de Almeida. Decorria o ano de 1939. Pouco a pouco, outros movimentos do género foram proliferando, integrando nos grupos elementos populares do samba, do carnaval e alguns motivos religiosos. Ah, e claro, também existe sempre uma mascote ligada à torcida e, consequentemente, à equipa.

É claro que há sempre muita polémica em relação às claques. Quem as financia? Serão legais? Porque têm bilhetes mais baratos, se há sócios que não fazem parte delas? Isso deveria caber às autoridades investigar. Até porque pode haver sempre negócios obscuros incluídos no pacote. A violência também faz parte do quotidiano. Ainda há pouco tempo, jovens da torcida do Santos esventraram até à morte um congénere do Palmeiras, depois de mais um duelo para o Brasileirão. Desde 1990, são já 200 mortes registadas por violência no futebol. Muitas delas, infelizmente, ligadas aos movimentos de torcidas. Uma coisa que deveria ser de festa é muitas vezes transformada para fins malévolos. Verifiquemos, por exemplo, a invenção da dinamite, por Alfred Nobel. Aconteceu o mesmo: deturpou-se a ideia original.

Claro que durante uma partida é normal que se digam palavrões e que se cantem palavras menos bonitas em relação ao rival. Mas xingar e brincar dentro do jogo é algo que faz parte. O problema é quando isso extravasa…

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Torcida uniformizada do Botafogo
Fonte: bandeirasbotafoguenses.blogspot.com

Voltemos ao ponto inicial, falando de coisas mais bonitas, agora que a parte pedagógica já foi referida. É conhecido o poderio das torcidas brasileiras. Enfim, os “gaviões da fiel”, do Corinthians; a “torcida jovem fla”, do Flamengo, fundada ainda na década de 1960; a “galoucura”, do Atlético Mineiro e muitas outras. Peço desculpa pelas muitas que não referi, mas era para dar um exemplo pequeno. Eu já estive em várias e posso garantir: é espetáculo pela certa. Baterias e blocos de samba não param um segundo. As coreografias são animadas. Há confettis e papéis pelo ar e até papel higiénico, embora este último já não seja tão usual no Brasil, mas sim na Argentina, o que dá um efeito festivo brilhante. O Estádio da Luz, nomeadamente nos anos 70 e 80 também aparecia muito com esta configuração de papel, por exemplo. Um facto que me chamou a atenção foi que nas torcidas, e no público em geral, se reclama pouco com a arbitragem. Há assobios, claro, e gritos do tipo “juiz, ladrão!” e outros epitáfios que agora não posso aqui reproduzir. Mas o jogo segue e a alegria volta. Nem sequer se sabe quem é o árbitro e de onde vem. Acho que esse continua a ser um fenómenos exclusivo português.

Os Gaviões da Fiel no Morumbi  Fonte: Wikipedia
Os Gaviões da Fiel no Morumbi
Fonte: Wikipedia

Para dar um exemplo de números, gostaria de vos contar que a torcida “urubuzada”, do Flamengo, cujo nome foi dado em honra à mascote do clube – o Urubu -, contava nas suas fileiras, no princípio dos anos 1990, com cerca de 50 mil adeptos presentes em todos os jogos. Numa altura em que o Maracanã albergava, sem problemas, cerca de 160 mil pessoas. Era, portanto, cerca de um terço do recinto. Lembro-me de o meu pai me contar que na época em que lá viveu – e estamos a falar dos anos 1980 – assistiu a um Fla-Flu no Maracanã, com 85 mil pessoas. Disse-me que o Estádio parecia estar vazio. Imaginem se não estivesse…

Quatro anos de Bola na Rede

Se há 4 anos me perguntassem se achava que o Bola na Rede iria ter esta dimensão, eu não acreditava. Não o digo por falsa modéstia, simplesmente não entenderia que seria possível. Com 19 anos, criei um programa de rádio com amigos, motivado pelo simples gosto de falar sobre desporto. Sem expectativas e apenas por diversão. Nunca, em momento algum, imaginava um dia entrevistar ídolos de infância e figuras míticas do desporto nacional como João Benedito, Madjer, Jorge Andrade, Daúto Faquirá, Carlos Lisboa, Aurélio Pereira, Ricardo, Bruno de Carvalho, Carlos Daniel, Toni, Luís Franco-Bastos, Fernando Santos ou Luís Freitas Lobo. Mas aconteceu. Com persistência e muito ajudado por todos aqueles que fazem ou fizeram parte deste enorme projeto.

Ontem, o Bola na Rede era apenas rádio. Primeiro entre amigos, depois mais a sério e com convidados. Foram 3 anos de programas, entrevistas e, acima de tudo, muito gosto por aquilo que se fazia.

Hoje, a marca “Bola na Rede” é mais do que um programa de rádio. Há pouco mais de um ano, tornámo-nos num site de opinião desportiva, rodeado de escritores com imensa qualidade, que teriam lugar em qualquer redação jornalística do nosso país. Formámos um gabinete de revisão extremamente competente, uma secção de design cada vez mais entrosada e um gabinete de comunicação que começa agora a dar os primeiros passos de uma caminhada de sucesso. Todos juntos primam pela qualidade, esforço e dedicação de querer fazer crescer ainda mais este projeto.

Não quero apresentar falsas modéstias. Eu considero que este projeto tem imensa qualidade e tenho o maior orgulho em perceber que ele só pode crescer mais.

Passaram 4 anos. Que venham muitos mais. Em nome do Bola na Rede, o meu muito obrigado a todos. Aos que nos visitam diariamente, aos que acompanham o programa de rádio de forma religiosa, aos coordenadores do projeto, aos redatores, aos revisores, aos designers, ao gabinete de comunicação, a todos aqueles que já fizeram parte do projeto (tanto em rádio, como no site), a Nuno de Sousa Moreira, criador da ESCS FM, por ter aberto um lugar na grelha para o nosso programa, a Nuno Portugal, incansável trabalhador e amigo que sempre se disponibilizou para ajudar na manutenção do estúdio e a Francisco Sena Santos, que soube motivar todos os seus alunos a gostar de algo tão belo como é a rádio.

O meu sincero obrigado a todos.

Acabou o medo?

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“Fora de portas”. Só esta expressão começava a ser temível para qualquer adepto portista, o que, até há pouco mais de um ano, seria impensável. Este fim-de-semana pode, no entanto, ter sido dado um verdadeiro pontapé no sentido contrário – de volta a um estado estável.

Em época em que não se ganha, já se sabe, há contestação. Sempre. É inevitável. Mas a época de Paulo Fonseca não foi normal, dentro daquelas (poucas) em que o Futebol Clube do Porto não ganha. Houve mudança de treinador e, mais do que isso, muitas derrotas. Sobretudo fora de casa.

Por todos estes motivos, com Lopetegui algo teria de mudar. O Porto foi a Guimarães, a Alvalade e à Ucrânia empatar depois de um bom arranque fora de portas, com vitórias sobre o Paços de Ferreira e o Lille, e havia assim uma qualquer sensação de receio no ar. Os erros não podiam voltar, não aqueles e não numa altura tão crítica. Por tudo isto, era preciso uma resposta sólida e… assim foi.

Uma mão cheia de golos. Autoritária, sem resposta e, acima de tudo, sem qualquer lugar para dúvidas.  Em Arouca jogava-se pela confiança, pelo regressar da tranquilidade e, é certo, pelos três pontos. A chave? Bom… Talvez aí tenham sido bastante influentes Quintero, Brahimi, Tello e Jackson no onze inicial. Com eles, tudo é diferente. A dinâmica é outra, a quantidade e a qualidade das oportunidades criadas é incomparável.

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Com os mágicos em campo, a ‘conversa’ é outra.
Fonte: desporto.sapo.pt

De um lado ao outro de um passe só, para trás com o intuito de recomeçar a construção e para a frente com um objectivo: a baliza. O golo, sempre o golo. Se a rotação de Lopetegui se prova cada vez mais estratégica, o ataque é o sector que tem de se tornar cada vez mais estável para que a fórmula resulte sem espaço para hesitações. E aí tudo depende do entendimento dos intervenientes.

O segredo está, como com qualquer plantel, na falta de medo. Não de respeito, porque esse tem de existir sempre, mas de medo. E o Futebol Clube do Porto jogava a medo nalgumas das suas últimas deslocações.

Não estou com isto a dizer que ficou escrito o contrário. Não, não, não. Não pensem que sou ingénuo ao ponto de me deixar convencer totalmente por uma vitória (ainda que expressiva) no terreno do Arouca. Não, claro que não! Considero sim, e todos o deveríamos fazer, um bom ponto de partida. Repleto de confiança e bons pormenores. Porque é assim que se perde o medo e se recupera a confiança.

Jogadores Que Admiro #25 – Steven Gerrard

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Uma lenda viva do futebol. Uma das últimas histórias de amor do futebol moderno. Steven Gerrard nasceu a 30 de maio de 1980 em Whiston, Merseyside. A cidade fica localizada a 8 quilómetros a este de Liverpool, e foi onde o pequeno Gerrard deu os primeiros pontapés numa bola.

Jogador dos reds desde 1992 (juniores), Gerrard estreou-se com a camisola principal do Liverpool a 29 de novembro de 1998, frente ao Blackburn Rovers. Desde aí foram 678 jogos e 176 golos com a camisola 8 vestida. Stevie, como é carinhosamente apelidado pelos adeptos do Liverpool, atingiu o estrelato ao conquistar a Liga dos Campeões em 2004/2005, na mítica final frente ao AC Milan – foi nomeado MVP da partida. Indiscutivelmente um dos melhores médios de sempre do futebol, carrega aos ombros o fato de nunca ter conquistado o titulo de campeão da Premier League. É profundamente triste imaginar que um talento como Gerrard, que dedicou toda a sua vida futebolística ao clube do coração, vá abandonar o futebol sem  uma Liga Inglesa no currículo.

No topo da carreira, em 2005, após vencer a Liga dos Campeões.  Fonte: ipicturee.com
No topo da carreira, em 2005, após vencer a Liga dos Campeões.
Fonte: ipicturee.com

No que toca ao trajeto internacional, o percurso na seleção inglesa é pautado por muitas presenças mas pouca glória. Ao todo foram 114 jogos e 21 golos, mas nenhum título. Com uma capacidade de passe incomum, uma leitura de jogo soberba e uma disciplina tática inigualável, Gerrard é o médio de sonho de qualquer treinador. A forte estampa física que sempre evidenciou permitiu-lhe, desde muito cedo, impor-se perante qualquer adversário. Para além disso, uma das marcas mais ilustres de Steven Gerrard é a espetacularidade dos seus golos. Qualquer pesquisa rápida no Youtube permite perceber que o médio do Liverpool sabe fazer golos de levantar o estádio.

Facilmente identificável como um líder, assumiu a braçadeira de capitão em 2003 e é, desde há muito tempo, a principal figura do balneário dos Reds. Foram muitos os craques que, ao longo de várias temporadas, partilharam a companhia de Gerrard em Anfield Road e, no final de contas, todos elogiaram o seu companheirismo, humildade, dedicação e profissionalismo. Como se não bastasse, Gerrard é, talvez, o último dos românticos no futebol. Por diversas vezes o médio inglês confessou ter rejeitado propostas de vários clubes europeus de topo, com o Real Madrid à cabeça. A verdade é que Stevie “nunca deixou o Liverpool caminhar sozinho”, e hoje tem um lugar de honra no coração dos adeptos do Liverpool e na galeria de Anfield.

Por estas razões, e por muitas outras, Steven Gerrard é indubitavelmente um dos jogadores que mais admiro.

SC Braga 2-1 Benfica: meia parte não chega

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Depois de mais uma pálida exibição na Liga dos Campeões, o jogo de hoje em Braga era um importante teste à capacidade do Benfica. E ainda nem todos os espectadores estavam sentados na bancada quando Eliseu, lançado por Gaitán, ultrapassou André Pinto e entregou a bola para Talisca fazer o 0-1 e retomar a liderança na lista de melhores marcadores. Era o início de jogo perfeito para um Benfica que se queria forte e autoritário num terreno tradicionalmente complicado. Como se viria a confirmar adiante na partida. No entanto, ainda nos primeiros 25 minutos do jogo, o Benfica dominou o encontro com uma defesa muito subida e junta ao meio-campo, que não dava espaço às tímidas tentativas do Braga de criar perigo. Lima e Salvio tiveram boas oportunidades para fazerem o 0-2 e deixarem o resultado bem encaminhado. Tal não sucedeu e, lá vem o velho ditado, “quem não marca, sofre”. Num lance quase caricato de possível perigo de Lima na área do Braga, nasceu o golo… do Braga. Aproveitando o balanceamento dos campeões nacionais para o ataque, Pardo assistiu Éder, que não teve dificuldade em empurrar para a baliza (quase) deserta de Artur e empatar a contenda.

Jorge Jesus falhou Fonte: Facebook Benfica
Jorge Jesus falhou
Fonte: Facebook Benfica

Foi a partir dos 25/30 minutos, altura do empate, que o Benfica quase se desligou do jogo. A superioridade até aí tida no meio-campo evaporou-se e o Braga foi crescendo e criando sucessivos sustos a Artur, tendência que se confirmou e ganhou maiores proporções no segundo tempo. Aos 62 minutos, o momento do jogo. Não, não foi o golo do Braga. Uma paragem cerebral de Jorge Jesus fá-lo tirar Samaris de campo (esteve longe de realizar uma má exibição) e lança… Jonas. Até sou capaz de compreender a mensagem que o treinador queria passar para o relvado, numa tentativa de forçar a vitória. O problema é a incapacidade de Talisca de jogar no miolo, ainda para mais com Enzo Pérez ao lado. O argentino é grande mas não chega para tudo. Foi, pois, a partir da hora de jogo que o Braga assumiu quase por completo o domínio do jogo. Ganhando facilmente o meio-campo com três homens (Danilo, Ruben Micael e Tiba) perante os desamparados Talisca e Enzo, a equipa bracarense não sentia qualquer dificuldade em lançar Pardo e Rafa (Agra mais tarde), que fizeram a cabeça em água aos laterais encarnados. Não surpreendeu, por isso, o 2-1 para a equipa da casa, apontado por Salvador Agra num belo remate após ultrapassar Maxi Pereira.

O Benfica acusou, e muito, o desgaste da partida de quarta-feira no Mónaco e nunca conseguiu, fora os primeiros 25 minutos, assumir o controlo do encontro. Nem as duas grandes defesas de Matheus à cabeçada de Gaitán e à recarga de Maxi Pereira, quase no cair do pano, conseguem disfarçar uma exibição fraca da equipa de Jorge Jesus. A terceira derrota em 2014/15 deve servir para o treinador reflectir sobre algumas opções que tem tomado. Bem sei que o plantel não apresenta o luxo da época passada, mas tão pouco futebol é incompreensível. O Porto está a um ponto e o Sporting a três e exige-se muito mais a este Benfica.

 

A Figura:

Sporting de Braga – Aproveitando a quebra de rendimento do Benfica no segundo tempo, a equipa da casa superiorizou-se ez por merecer a vitória no encontro.

O Fora de jogo:

Jorge Jesus – À tendência de falhar constantemente nos jogos difíceis, o treinador do Benfica juntou a substituição de Samaris por Jonas. Tudo junto, só podia dar mau resultado.

Sporting 4-2 Marítimo: Uma vitória da história

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Na celebração de mais um aniversário da camisola Stromp, assim baptizada em homenagem a uma das maiores figuras do passado leonino, o Bola na Rede esteve pela primeira vez a acompanhar um jogo do Sporting a partir da zona de imprensa do Estádio José Alvalade.

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Pela primeira vez, o Bola na Rede esteve na Zona de Imprensa do Estádio José Alvalade

Mesmo largos minutos antes do início da partida, as bancadas já se encontravam repletas, com 37.569 adeptos leoninos munidos de camisolas Stromp, gargantas afinadas e muitos cachecóis desfraldados. Um bom prenúncio para o excelente jogo que esta noite Sporting e Marítimo realizaram em Alvalade.

Marco Silva escolheu o mesmo onze que defrontou o Schalke 04 na passada terça-feira em Gelsenkirchen, e o Sporting comandou o jogo desde o apito inicial. João Mário e Adrien tentaram impor o seu jogo apoiado e de classe, e cedo chegaram ao primeiro golo. Aos oito minutos, João Mário desmarca na direita Carrillo, que cruza para a área onde Bauer, infeliz, comete autogolo.

O Sporting não baixou a intensidade de jogo nem tão pouco as suas linhas, e foi com alguma naturalidade que aos 15 minutos João Mário marcou o segundo golo da partida, o primeiro com a camisola principal do clube.

A equipa de Alvalade vinha para este encontro determinada a provar que as boas exibições e os bons resultados eram para continuar; Nani colocava a cabeça em água a João Diogo, enquanto Danilo Pereira e Fransérgio tinham muitas dificuldades em segurar o meio campo leonino.

Ainda assim, o Sporting abrandou o ritmo após o segundo golo, permitindo algum equilíbrio da partida. Mas foi somente aos 26 minutos que o Marítimo causou pela primeira vez perigo junto da área leonina; após uma jogada algo confusa no lado esquerdo do ataque insular, a bola parecia destinada a ir para o fundo das redes da baliza, mas Jonathan, corajoso, conseguiu tirar a bola ao avançado verde-rubro. Na resposta, Montero conseguiu fugir à marcação mas a sua tentativa de chapéu saiu muito alta.

O Marítimo ganhou confiança e começou a subir no terreno, aproveitando alguma insegurança de Cédric na lateral direita, mas esta superioridade foi de curta duração. Ainda antes do final da primeira parte, e na sequência de um canto de Nani, Paulo Oliveira cabeceia sem oposição para o terceiro golo leonino.

O Sporting foi então para o descanso com uma vantagem expressiva de três golos, perante um Marítimo que, com a excepção de cinco minutos em que foi realmente perigoso, se mostrou tremendamente apático e incapaz de contrariar a velocidade do tridente ofensivo leonino, perdendo constantemente a batalha a meio campo.

A segunda parte iniciou-se com o golo do Marítimo: cruzamento largo do lado esquerdo e Maazou, sozinho, só teve que cabecear para fora do alcance de Patrício. Os madeirenses voltavam assim à discussão da partida, ainda com quarenta minutos pela frente. Volvidos três minutos, Mohamed cria novamente perigo eminente junto à baliza leonina, mas Patrício consegue evitar o segundo golo do Marítimo.

O Sporting estava adormecido, sem reação e o conjunto insular aproveitou para marcar de novo. Maazou surgiu na esquerda novamente sem oposição e rematou forte para a baliza dos leões. Após uma primeira parte de grande nível, o início da segunda parecia um pesadelo, com os comandados de Marco Silva a passarem por enormes dificuldades para construir jogo.

Quinze minutos passaram sem qualquer situação de perigo, até que o Sporting o voltou a criar junto da baliza de Salin, mas uma situação de cinco avançados contra apenas três defensores deveria ter sido melhor aproveitada por Carrillo, que rematou fraco, permitindo a defesa do guardião francês.

Montero assinou o momento do jogo com um fantástico remate à meia volta Fonte: Zerozero
Montero (dir.) assinou o momento do jogo com um fantástico remate à meia volta
Fonte: Zerozero

Aos 66 minutos surgiu o golo da tranquilidade. Montero domina uma bola difícil com o peito após passe de Adrien e, num remate acrobático, descansa o público leonino, após um complicado início de segunda parte. Com este golo do Sporting o jogo voltou a acalmar, e apenas a dez minutos do final do encontro o Marítimo voltou a criar perigo. Maazou, sempre ele, passou em velocidade por dois defesas e rematou para boa defesa de Patrício.

Com o jogo resolvido, Marco Silva fez entrar Miguel Lopes e Tanaka na partida, permitindo que o internacional português cumprisse os primeiros minutos na temporada. Um regresso bem saudado pelos adeptos leoninos.

O jogo terminou com o Sporting perto de dilatar o marcador, com Capel ainda a rematar para o fundo da baliza do Marítimo – mas o golo foi anulado por fora de jogo.

Foi um jogo com duas metades e com duas histórias. No primeiro tempo o Sporting foi dono e senhor da partida, criando várias dificuldades ao conjunto de Leonel Pontes. Três golos, várias oportunidades e um futebol vistoso e simples. Na segunda parte tudo mudou. Os leões entraram adormecidos pela vantagem e num ápice o Marítimo voltou ao jogo, marcando dois golos e ameaçando o terceiro. A meio da etapa final, Montero pôs um ponto final na partida, marcando o melhor golo da noite. Uma vitória justa num bom espectáculo de futebol.

A Figura

Nani – o extremo formado em Alcochete continua a encantar Alvalade e é neste momento o melhor jogador da Liga Portuguesa. Dribles, capacidade de passe e mais duas assistências nesta partida. Um verdadeiro quebra-cabeças para qualquer defesa.

O Fora-de-Jogo

Cédric Soares – o número 41 do Sporting continua a realizar partidas com várias oscilações de rendimento. Nesta partida foi quase sempre pelo seu lado que o Marítimo criou perigo, falhando marcações e permitindo cruzamentos para a área leonina. Ofensivamente também esteve fraco, falhando alguns cruzamentos e combinações com os seus companheiros.

Manchester United 1-1 Chelsea: Um projecto e uma equipa

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O calendário apregoava duelo de titãs para hoje e Old Trafford não desiludiu. O teatro dos sonhos estavam a abarrotar e o Manchester United começou mesmo com mais iniciativa e mais bola. Blind e Fellaini não descolavam de Fabregas e Matic e asfixiavam o meio-campo do Chelsea. Cahill teve inclusive que ser ele próprio muitas vezes a transportar a bola para o meio campo ofensivo do Chelsea. O United crescia em campo e o ambiente cresceu com ele. Contudo, o Chelsea permanecia compacto e muito organizado e causava dificuldades aos Red Devils para chegar ao último terço.

Poucas oportunidades nos primeiros 15 minutos, mas uma grande jogada de Januzaj e RVP incendiou uma cadeia de transições frenéticas (2 para o Man Utd e 1 para o Chelsea) que finalmente nos trouxe o ritmo idiossincrático da Premier League. Di Maria, com liberdade total, explorava o espaço ofensivo, e o Manchester United começava a conseguir penetrar o último terço… Os pupilos de Van Gaal subiram as linhas e a quantidade de jogadores no meio campo defensivo do Chelsea começou a ser demasiada, até mesmo para a perfeita organização defensiva de Mourinho suportar. O Chelsea tentava fazer uso do espaço que isso gerava nas costas da defesa do United e ia conseguindo fazer uso através de um roubo de bola de William a meio campo, que arrancou disparado para a baliza, sendo desarmado por Smalling depois.  Aos 36 minutos os Blues reclamaram penalty sobre Ivanovic, na sequência de uma bola parada (a meu ver com alguma razão). O Chelsea podia mesmo ter chegado ao intervalo a ganhar, após uma grande chance para Drogba depois de um passe atrasado de Óscar, mas De Gea estava lá para segurar a igualdade.… Tudo empatado ao intervalo mas com o United por cima, com mais bola, mais iniciativa e mais perigo. Daley Blind foi uma autêntica sombra de Fabregas nos primeiros  45 e isso colocou muitas dificuldades aos Blues.

O Chelsea começou melhor a segunda parte e esta anunciava mais iniciativa do Chelsea.  Hazard tirou uma jogada maravilhosa da cartola, De Gea negou-lhe o golo desviando a bola para canto; mas nesse mesmo canto, Drogba ganhou a frente do lance, cabeceando para o fundo das redes. Nem um desvio de Robin Van Persie conseguiu tirar o golo ao veterano do Chelsea. Mourinho punha-se em vantagem no seu duelo frente a Van Gaal, mas as tropas do holandês não desistiram e aos 78 minutos RVP podia ter mesmo empatado, não fosse uma brilhante defesa de Thibaut Courtois. Entretanto Mourinho tirava Óscar e metia Obi Mikel, enquanto Van Gaal tirava Mata e lançava o miúdo James Wilson.

Van Persie salva  o Manchester United Fonte: Fonte: findmeaconference.com
Van Persie salva o Manchester United
Fonte: findmeaconference.com

O público delirava com a perseverança que os Reds demonstravam na busca do empate e aos 93 minutos; após uma falta e consequente expulsão de Ivanovic, o United conquistava o golo pelo qual tanto lutou! Di Maria meteu a bola na cabeça de Fellaini e depois da defesa de Courtois, na recarga, Van Persie fez as redes balançar. A vontade de José Mourinho de guardar o resultado custou caro aos Blues.

Final dramático em Old trafford. O golo tardio trouxe justiça ao resultado. Se de um lado tivemos um Chelsea muito eficiente e compacto, do outro tivemos uma equipa emocionante, esforçada e com muita iniciativa. É caso para dizer que Van Gaal tem um projecto muito emocionante nas mãos e que, com tempo e espaço, deste projecto poderá surgir uma das melhores equipas do mundo.

A Figura:

Considero Robin Van Persie o homem do jogo por ter sido o homem que colocou justiça no resultado, ainda que tão tardiamente.

O Fora de Jogo:

Considero Juan Mata o mais merecedor desta distinção, pois pouco se fez notar em campo e esteve simplesmente muito abaixo daquilo que qualquer adepto do Manchester United espera dele.

O Passado Também Chuta: Fernando Chalana

o passado tambem chuta

Apareceu pela CUF, mas, os entendidos disseram-lhe: “não.” O Barreirense esfregou as mãos e disse-lhe: “anda…nós gostamos de ti”. O Benfica, antes que o trigo se passasse, sorriu-lhe e abriu-lhe as portas de par em par. Fernando Chalana começou, mal entrou pela porta, a escrever um novo poema que agigantava a poesia que mimava a relva do Estádio da Luz. A sua carreira foi um belo sprint de cem metros. Mostrou como se jogava com os dois pés, como se levantava a cabeça, como com um toque suave se colocava a bola na cabeça ou nos pés do companheiro, como se chutava com êxito parecendo que acariciava o esférico e se exibia sem rubor a arte do driblem. Eu cresci a gritar no Estádio da Luz as fantasias de António Simões e, sendo já adulto, amadureci a ver Fernando Chalana escrever contos imortais sobre os relvados.

Depois da época dourada do Benfica, passaram pelo clube grandes jogadores e jogadores muito talentosos, mas, se há um que pode ser mencionado no pedestal dos grandes, ao lado de Eusébio, Simões, José Augusto ou Germano, esse chama-se Chalana. Como disse, a sua carreira foi um belo sprint; arrancou rápido e chegou rapidíssimo, mas, também acabou, no campo estelar, antes de tempo. As lesões derivadas da impotência dos seus adversários foi, evidentemente, o principal motivo. E foi uma pena; adorando-o, não lamentei a sua ida para Bordéus. O Benfica, aproveitando o seu caché depois de um extraordinário Europeu de seleções, vendeu-o bem e com esse dinheiro obrou no Estádio da Luz. Fernando Chalana era a cobiça da Europa. Unicamente, considerei um erro para a sua carreira não ter desembarcado em Itália. Seria bonito ver Fernando Chalana com a camisola da Juventus ou do Inter de Milão.

Ganhou meia-dúzia de campeonatos nacionais com o Benfica, duas Taças de Portugal, foi finalista da Taça da UEFA de 82/83 e Campeão de França de 84/85. Conquistou uma medalha de Bronze com a seleção no Campeonato de Europa de 1984 e foi considerado o 5º melhor jogador de Europa. Fernando Chalana não foi mais um, nem foi um anónimo – foi um craque.

Ai vai ele… Fonte: Onze
Ai vai ele…
Fonte: Onze

Posteriormente, sentou-se no banco dos treinadores. Desfilou por diferentes categorias e esporadicamente assumiu o comando da primeira equipa da Luz. Devemos-lhe uma. Bastou-lhe um jogo (contra o Sporting) enquanto esperavam pelo treinador espanhol Camacho para alterar a posição do Miguel. Situou-o como defesa-direito. Foi um êxito. Chegou a Internacional e disputou muitos anos a Liga Espanhola ao serviço do Valência.

Fernando Chalana para além de sentir o futebol, sabe de futebol. Considero que os jogadores, principalmente os das categorias de formação, que tiveram a oportunidade de trabalhar com ele são uns afortunados.

Menino de bronze em Portugal, menino de ouro em França

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O último programa de televisão oficial da Liga Francesa deu especial enfoque ao português Bernardo Silva. O jovem talento foi apelidado de “estrela em ascensão” e considerado uma das maiores promessas do futebol português. E como poderia não o ser?

Ele tem apenas 20 anos e já manda, e encanta, no meio campo do clube monegasco. O que não serviu para colmatar o espaço vazio do meio campo benfiquista foi aproveitado por Leonardo Jardim. E quando muitos achavam estranho o técnico português ter pedido um jogador da segunda divisão para acrescentar qualidade a uma equipa que tem uma temporada de Liga dos Campeões pela frente, Bernardo Silva desenganou-os. E desenganou-os bem. Ele tem mostrado qualidade e dado cartas. Tem preenchido bem o meio campo, tem criado oportunidades e concretizados bons passes e dado boa fluidez ao meio campo do Mónaco. E, como seria de esperar, o mundo ficou de olhos postos nele. O jovem português é um produto da formação benfiquista e apesar de estar a adorar a experiência no Mónaco (algo absolutamente normal de quem passa de uma divisão secundária para o principal palco do futebol mundial: a Liga dos Campeões) não esconde o desejo que regressar à Luz.

O jovem português tem brilhado além-fronteiras. Não teria sido ele uma melhor aposta para reforçar o miolo encarnado do que os médios que chegaram? Fonte: zimbio.com
O jovem português tem brilhado além-fronteiras. Não teria sido ele uma melhor aposta para reforçar o miolo encarnado do que os médios que chegaram?
Fonte: zimbio.com

A minha pergunta é simples e não é novidade. Enzo Pérez foi um tema que fez tremer afición encarnada durante o verão. Quem iria substituir o argentino, caso este saísse? Inúmeros nomes foram lançados pela imprensa para cima da mesa. Para reforçar o meio campo acabaram por chegar três jogadores: Talisca, Cristante e Samaris. Num total foram gastos 20 milhões de euros nestes reforços. Não se poderia ter poupado um bom somatório ao ter apostado em jogadores que já tinham dado provas de qualidade e margem de crescimento? Por exemplo, Bernardo Silva e João Teixeira. O mesmo aconteceu em relação à posição de defesa direito. Porquê Luís Felipe? Porque não apostar na evolução de João Cancelo? Nas vossas cabeças deve ecoar um sentimento de estupidez em relação ao autor deste artigo, uma vez que a resposta é simples e tem apenas duas palavras: Jorge Mendes. É notório o papel do empresário português na movimentação destes jogadores. No entanto, deveria ser maior a influência da SAD benfiquista sobre a vontade do empresário e do próprio treinador. O presidente deveria tomar uma posição, reforçada, com vista a concretizar a tão desejada política de aposta na formação do clube da luz.

Bernardo Silva podia ter poupado milhões ao Benfica no passado defeso. Em vez disso, investiu-se em três outros médios. Até agora, apenas um deles tem sido uma mais-valia. O jovem médio ofensivo teria sido uma aposta melhor. Teria enraizado o amor à camisola e os princípios tácticos de Jorge Jesus. Como benfiquista espero que o próximo verão seja marcado pelo regresso de jogadores como João Cancelo e Bernardo Silva e na aposta de jogadores da formação B como Rui Fonte, Gonçalo Guedes, Bruno Varela e João Teixeira. Que Bernardo continue a brilhar no Mónaco e a mostrar a qualidade das escolas do Benfica.