O Benfica renovou contrato com os canoístas Pedro Casinha e João Duarte e reforçou a aposta nos jovens atletas da canoagem. Ambos têm como objetivo chegar aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
O Benfica prolongou o vínculo com os canoístas Pedro Casinha e João Duarte. As águias mantêm a aposta na formação da canoagem, sendo que ambos têm os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 como objetivo central para este momento da carreira:
Pedro Casinha, de 22 anos, explicou os motivos para a continuidade no clube:
«Orgulho, porque o Benfica, para mim, simboliza muito. Não é só um clube que adoro e admiro, mas é também o meu suporte enquanto atleta e a minha ajuda enquanto pessoa», afirmou, sublinhando que o clube é um «simbolismo de vitalidade».
Já João Duarte, que vai para a quinta época no clube, assumiu a renovação com um sentido de responsabilidade acrescido.
«Tenho de assumir essa responsabilidade, eu e os meus colegas mais jovens. Os nossos colegas mais velhos estão… a idade está a começar a avançar, e alguém vai ter de os substituir».
Samu Costa falou à imprensa antes da convocatória para a Seleção Nacional e garantiu que está pronto para subir de patamar no futebol.
Samu Costa falou ao jornal O Jogo antes de saber que seria convocado para a Seleção Nacional. O médio de 25 anos não escondeu que se sente pronto para sair do Mallorca e subir de patamar e revelou que tem o sonho de jogar na Premier League e não exclui jogar num grande português. Sobre uma possível mudança de liga, o jogador do Maiorca não hesitou em sonhar alto.
«Gosto do campeonato espanhol, aprendi muito nestes anos todos que levo na La Liga, mas não escondo que estou preparado para dar o salto. Os responsáveis do clube conhecem as minhas ambições e penso que estou pronto para chegar a outro patamar», disse.
Quando questionado sobre a Premier League em específico como alvo, Samu Costa revelou que é um sonho seu:
«Sim, esse é um dos meus sonhos. Penso que qualquer futebolista tem esse desejo. Duvido que haja alguém que não queira experimentar o que dizem ser o melhor campeonato do mundo. Eu não fujo à regra», reforçou.
Sobre jogar em Portugal, nomeadamente num dos três grandes, o médio formado no Braga mostrou-se aberto a qualquer oportunidade e mencionou que o seu clube não vai impedir a sua transferência.
«Não vou ignorar que já existiu interesse, mas, obviamente, não faz sentido alongar-me muito sobre essa questão. Teria muito gosto em vestir a camisola de um dos grandes em Portugal. Não fecho a porta a Portugal. Na temporada passada, a Direção do Maiorca também não queria que eu saísse e acabei por permanecer no clube. Julgo que fiz bem porque cresci muito. Agora estou pronto para dar o salto, como se costuma dizer. O clube está alinhado comigo e não dificultará a minha saída, aliás, já falámos sobre essa questão», revelou Samu Costa.
Emiliano Martínez mostrou-se muito crítico com a exibição da Argentina diante da Mauritânia. Encontro terminou com o triunfo da seleção albi celeste por 2-1.
A Argentina venceu a Mauritânia por 2-1, num jogo particular, mas a exibição não convenceu Emiliano Martínez. O guarda-redes da seleção albi celeste deixou duras críticas à equipa na La Bombonera:
«Talvez seja melhor não termos jogado a Finalissima… se fosse para jogar assim. A exibição foi fraca. Foi um dos PIORES jogos que fizemos, mesmo para um particular. Faltou-nos coração».
A Argentina volta a jogar no dia 1 de abril, frente à Zâmbia, para mais um encontro particular, depois da Finalíssima com a Espanha ter sido cancelada devido a divergências no formato.
🚨⚠️ Dibu Martínez: “Maybe it's good we didn’t play the Finalissima… if we were going to play like this”.
“The performance has been poor. It was one of the WORST games we’ve played, even for a friendly. We lacked heart”. pic.twitter.com/ClUEBrnrRw
Gonçalo Nunes e Zé Nando, tal como as capitãs de equipa, fizeram a antevisão do Torrense x Valadares Gaia, a contar para a final da Taça da Liga Feminina.
Torreense e Valadares Gaia disputam a final da Taça da Liga Feminina neste sábado. Quanto ao treinador da equipa de Torres Vedras, Gonçalo Nunes, abordou a final, realçou a ambição de vencer a partida e o valor do percurso realizado:
«Não sairemos os dois felizes, isso é certo. Ainda assim, chegar aqui já é um sinal claro de qualidade. O resultado da final não deve desvalorizar a equipa que não vencer, tendo em conta o percurso que ambas fizeram. Para nós, esta final representa muito. Levar a taça connosco seria um sentimento de justiça por tudo aquilo que vivemos. Ainda assim, não será o resultado desta final a marcar negativamente uma época que tem sido de excelência. Vamos trabalhar para sermos felizes».
Já Zé Nando, treinador do Valadares Gaia, sublinhou o equilíbrio entre as equipas e apontou o fator emocional como decisivo:
«São duas equipas com uma ideia de jogo bem definida e princípios claros. Não há grandes surpresas. As características das jogadoras podem fazer a diferença, sobretudo se alguém estiver num dia inspirado. O Gonçalo [Nunes] conhece bem a nossa equipa, assim como nós conhecemos o Torreense. Numa final, não faz sentido mudar tudo. Chegámos até aqui com esta identidade e é assim que vamos disputar o jogo. Gostava que todas as jogadoras se transcendessem. O estado emocional pode ser um fator decisivo. A diferença pode estar aí. É fácil estudar estas equipas, mas difícil contrariá-las. Toda a gente sabe o que o Messi faz, mas a verdade é que ele acaba quase sempre por marcar».
Carolina Correia, capitã do Torreense e recentemente eleita Talento do Mês do Bola na Rede, abordou o bom momento da equipa, reforçando a ambição para a final:
«Estamos numa boa fase e num momento muito positivo. Estamos desde janeiro sem derrotas e chegamos a esta final com um sentimento especial. Estamos focadas e motivadas. Queremos continuar a fazer história e esperamos que seja um bom dia para isso».
Finalmente, a capitã do Valadares Gaia, Erin Seppin, realçou a preparação da equipa e a ambição de vencer num jogo exigente:
«Já nos defrontámos esta época, mas isso não muda nada na forma como preparamos o jogo nem na estratégia. Também não altera o nosso mindset. Sabemos que vai ser um jogo difícil e muito competitivo. As duas equipas estão preparadas e nós vamos lutar para ganhar, sempre como equipa. O Torreense teve recentemente a oportunidade de conquistar dois troféus e tem esse histórico. Respeitamos muito isso. Por outro lado, a nossa presença em momentos decisivos no passado dá-nos experiência e o tipo de liderança que é necessário numa final».
Geovany Quenda volta a Portugal neste sábado e junta-se ao plantel do Sporting na terça-feira. Jogo com o Arsenal em Londres é possível data de regresso.
Geovany Quenda regressa a Portugal neste sábado, após três meses em Londres, onde fez a recuperação da sua lesão, nas instalações do Chelsea. O jogo da segunda mão dos quartos de final da Champions League frente ao Arsenal é dado como o possível regresso do extremo de 18 anos.
O jovem avançado está ausente dos relvados desde 5 de dezembro, altura em que saiu lesionado do dérbi frente ao Benfica com uma fratura do quinto metatarso do pé direito.
Segundo o jornal A Bola, Geovany Quenda vai fazer parte dos treinos do Sporting já na próxima terça-feira, estando de volta às opções de Rui Borges. Com a necessidade de recuperar ritmo, o português não deverá conseguir voltar aos relvados já no próximo jogo do Sporting, com a imprensa nacional a apontar o confronto frente ao Arsenal, em Londres, a 15 de abril, como data de regresso aos relvados.
Geovany Quenda foi contratado pelo Chelsea no final da época passada por 50 milhões de euros, que o emprestou de volta ao Sporting para esta temporada. O jovem extremo vai rumar a Stamford Bridge no final da presente época.
O FC Porto e Frederico Varandas foram multados pelo Conselho de Disciplina da FPF, por incidentes em dezembro e em fevereiro.
O Conselho de Disciplina (CD) da FPF resolveu os processos disciplinares que tinha aberto ao FC Porto e ao presidente do Sporting, Federico Varandas. Os dragões foram multados em 3.315 euros e o líder dos leões recebeu uma coima no valor de 460 euros.
As multas aplicadas ao FC Porto são referentes aos incidentes no jogo frente ao AVS SAD, a 29 de dezembro do ano passado, partida essa que contou com uma homenagem dos adeptos portistas a Pinto da Costa. O clube foi multado em 1.530 euros por «inobservância de outros deveres» e em 1.785 euros por causa do comportamento do público, principalmente pelo arremesso de petardos ou tochas.
Já Frederico Varandas recebeu uma coima do CD no valor de 460 euros, pelo incidente no dia 9 de fevereiro, no Estádio do Dragão. O presidente do Sporting provocou adeptos do FC Porto que o insultaram à entrada do estádio ao atirar beijos para eles. Esse incidente foi registado pelo delegado da Liga no relatório do jogo. A designação oficial da multa foi atribuída à «inobservância de outros deveres» por parte de Frederico Varandas.
Sporting fechou um acordo com Eduardo Quaresma para a renovação de contrato por mais uma ou duas temporadas.
O Sporting está muito próximo de fechar a renovação de contrato com Eduardo Quaresma. Segundo o jornal Record, o clube e o defesa já chegaram a acordo e espera-se que a renovação seja oficializada nas próximas semanas.
A mesma fonte adianta que Eduardo Quaresma deverá assinar por mais uma ou duas temporadas, mantendo-se a cláusula de rescisão nos 80 milhões de euros. Espera-se também que defesa de 24 anos tenha um aumento salarial no novo contrato.
Na época 2025/26, Eduardo Quaresma contabiliza um golo e duas assistências em 21 jogos ao serviço do Sporting.
Portugal vai defrontar o México em jogo particular. Confere os onzes prováveis para o encontro, que se vai disputar em solo mexicano.
Portugal e México defrontam-se no Estádio Azteca, em solo mexicano, no primeiro de dois jogos particulares de ambas as seleções. Confere os onzes prováveis que Roberto Martínez e Javier Aguirre poderão apresentar.
O México x Portugal tem apito inicial marcado para as 02h00 desta madrugada de domingo, dia 29 de março e terá transmissão televisiva na RTP 1. Lê a antevisão do encontro.
Após as meias-finais dos playoffs de apuramento para o Mundial, o lote de 22 possíveis participantes ficou reduzido a 12. No percurso que mais interessa a Portugal, a Jamaica eliminou a Nova Caledónia no México, adiando assim aquela que seria a primeira edição da competição com presença de duas seleções da Oceânia.
À espera para disputar a final estava já a República Democrática do Congo, nação que é vista como favorita por grande parte dos adeptos e analistas. Na próxima terça-feira, em Guadalajara, não haverá fator casa per se, mas conta-se com a presença de muitos apoiantes dos “reggae boyz”, que tentarão desequilibrar a balança para os lados do país caribenho.
THE MISSION CONTINUES. 🇯🇲🎯 Jamaica 1–0 New Caledonia ✅ Intercontinental Playoff win secured.
Num duelo que muitos previam como desequilibrado, a Nova Caledónia conseguiu manter a esperança até aos últimos minutos. Valeu, acima de tudo, a eficácia da Jamaica que valeu um golo vespertino e a solidez defensiva e intensidade na pressão, que permitiram manter o adversário a zeros.
Mais conhecida pelos velocistas, a nação jamaicana não inscreve o seu nome na história dos mundiais FIFA desde 1998, primeira e única edição em que participou. Na altura, em território francês, a Jamaica foi eliminada na fase de grupos, apesar da vitória algo surpreendente frente ao Japão, na última jornada.
A globalização do futebol faz com que o plantel atual da Jamaica (atual 69.ª no ranking da FIFA) conte com alguns nomes sonantes, maioritariamente a atuar em Inglaterra. São os casos de Ethan Pinnock, Joel Latibeaudiere, Isaac Hayden, Bobby Reid ou Leon Bailey.
A 48.ª seleção no ranking da FIFA vê agora a luz ao fundo do túnel, depois de uma qualificação extremamente exigente. Na fase de grupos africana, a RDC ficou em segundo lugar, suplantada apenas pela fortíssima seleção do Senegal. Na segunda fase, eliminou dois habitués dos Mundiais, Camarões e Nigéria, para reservar o seu lugar no playoff intercontinental que agora enfrenta.
Na CAN 2025 (disputada no último Inverno), os congoleses sucumbiram nos oitavos de final às mãos da Argélia apenas após prolongamento. Na fase de grupos tinham conseguido duas vitórias e um empate frente ao Senegal, que seria “temporariamente” coroado campeão.
Não faltam credenciais a esta seleção, que tem no seu palmarés duas CANs (em 1969 e 1974) e mais recentemente dois Campeonatos Africanos das Nações (2009 e 2016). Agora, contam com estrelas reconhecidas dos palcos europeus como Masuaku, Tuanzebe, Wan-Bissaka, Bakambu, Wissa ou Banza, além do recordista de internacionalizações e bem conhecido dos portugueses Chancel Mbemba.
🚨🚨| OFFICIAL: DR Congo defeat Nigeria on penalties to book their spot in the inter-confederation playoffs this March! 🇨🇩✔️
Não sendo uma equipa extremamente forte na finalização, a Jamaica poderá ainda assim causar problemas à nossa seleção. A velocidade dos seus extremos e potência física de alguns elementos serão características chave para dois momentos em que Portugal tem, ocasionalmente, falhado: a contenção do contra-ataque e a bola parada defensiva.
Quanto à formação africana, a solidez defensiva será um obstáculo duro de roer para Portugal, que tipicamente sente dificuldades ao enfrentar blocos compactos. A intensidade física no meio-campo é uma das principais armas de uma equipa que terá dificuldades em construir jogadas “com cabeça, tronco e membros” frente a um adversário tão experiente.
Qualquer uma das equipas chegará ao primeiro encontro do Mundial com níveis estratosféricos de motivação e uma mentalidade de “nada a perder” que poderá ser perigosa para a seleção de Portugal. Os primeiros minutos de jogo serão importantes para estabelecer dominância e chegar ao golo cedo poderá ser fulcral, sendo expectável que as fragilidades do adversário sejam expostas quando este tentar perseguir o resultado.
Veredicto: venha a Jamaica. Tendo em conta o histórico de resultados recentes e o estilo de jogo, a seleção da América Central parece ser um adversário ligeiramente mais acessível para Portugal. Dito isto, a RDC vai entrar em campo no próximo dia 31 com ligeiro favoritismo.
Seja qual for o qualificado, será também o primeiro adversário de Portugal no Mundial, com encontro marcado para dia 17 de junho em Houston, Texas. Caberá a Roberto Martinez (e restante equipa técnica) estar muito atento a esta final de playoff que, sendo disputada em território mexicano, será uma amostra representativa do que o oponente poderá fazer quando chegar a grande competição.
A Liga Portuguesa 2025/26 encaminha-se para a reta final. Embora tudo se mantenha em aberto, muito indica que o FC Porto irá reconquistar o título de campeão nacional que lhe foge desde 2021/22. Alcançado o tão almejado objetivo, o clube azul reencontra igualmente uma realidade que já não conhece há precisamente 20 anos: ser campeão com um treinador estrangeiro.
Francesco Farioli poderá ser o homem que se sucede a Co Adriaanse como último técnico internacional a levar os dragões ao êxito interno, na linha de nomes como Bobby Robson, Carlos Alberto Silva ou Tomislav Ivic. O já (na altura) experiente treinador holandês foi o último treinador estrangeiro a ser campeão pelo FC Porto, uma proeza que mais tarde Víctor Fernández, Julen Lopetegui e Martín Anselmi não conseguiram alcançar.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Recordando a passagem de Adriaanse pelos portistas, ficou um período com algumas polémicas e tumultos, mas que acabou por culminar no êxito sustentado no trabalho e na regularidade. O técnico chegou à “Invicta” no verão de 2005, aos 58 anos de idade e já com 21 anos de carreira a treinar. À sua longa experiência (Zwolle, FC Den Haag, Ajax B, Willem II, Ajax e AZ Alkmaar) faltava o êxito. Até à ida para o FC Porto, Adriaanse não tinha conquistado qualquer título ao fim de uma época. Apesar de na época 2001/02 ter iniciado a época no Ajax e que no fim terminaria campeão e vencedor da Taça… com Ronald Koeman no comando da equipa. Co Adriaanse treinou a equipa até finais de novembro, deixando a equipa em segundo lugar (a dois pontos do líder e rival Feyenoord), já fora da UEFA Champions League (eliminado pelo Celtic num play-off de qualificação), já fora da então Taça UEFA (eliminado pelo FC Kobenhavn na segunda ronda) e sem disputar qualquer jogo da Taça interna. Foi rendido pelo compatriota ex-jogador Ronald Koeman, que conquistaria a dobradinha para o “gigante” de Amesterdão e que mais tarde seria seu rival… em Portugal.
Co Adriaanse encontrava um dragão com muito sucesso no passado recente, mas muito abalado pela má prestação na temporada anterior. Em 2004/05, os dragões terminaram a época em segundo lugar (a três pontos do campeão Benfica), com 22 pontos perdidos em casa, défice de concretização (apenas 39 golos marcados em 34 jogos de Liga), eliminado na quarta eliminatória da Taça de Portugal e caiu nos oitavos de final da UEFA Champions League frente ao Inter, perdendo assim o estatuto de campeão europeu alcançado ainda na era de José Mourinho. Embora tenha conquistado a Supertaça ao Benfica (1-0 em Coimbra) e a Taça Intercontinental (vencida nos penáltis frente ao Once Caldas em Yokohama), o plantel atravessou um período de muita instabilidade. Entre jogadores-chave que saíram (Deco para Barcelona e para Londres seguiram Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho), outros que permaneceram (Costinha, Maniche ou Nuno Valente), embora com intenção de sair e ainda alguns que não corresponderam (Luís Fabiano ou Diego), o grupo de trabalho portista nunca chegou a ser do nível das duas épocas anteriores e era notória a necessidade de uma reorganização.
96. Campeonato Nacional (2006) 97. Taça de Portugal (2006) 98. Supertaça de Portugal (2006) 99. Campeonato Nacional (2007)#FCPorto124pic.twitter.com/zt9tQlygkV
Às ordens do novo técnico, o plantel passa por um processo de reajuste entre muitos elementos que permaneciam de “pedra e cal no Dragão” (Quaresma, Pedro Emanuel, Pepe, Vítor Baía, Bosingwa, McCarthy, Ibson, Diego, Ivanildo, Raúl Meireles, Ricardo Costa e Hélder Postiga), alguns “repescados” (Hugo Almeida, César Peixoto, Paulo Assunção e Bruno Alves) e reforços que vinham para acrescentar (Lucho González, Lisandro López, Helton, Jorginho, Alan, Sonkaya, Marek Cech e Sokota).
No entanto, o processo não foi pacífico, passando por dores de crescimento até estabilizar. O seu estilo rígido relativamente à aparência e aos acessórios dos jogadores, levou o técnico holandês a ter alguns conflitos dentro do grupo. Jorge Costa e Nuno Valente perderam muito espaço e acabaram por sair e surgiram más relações com Hélder Postiga e Léo Lima, ambas terminaram também com a cedência dos jogadores. Contudo, a pré-época decorre com alguma expetativa, devido a alguns resultados, mas sobretudo devido ao estilo de jogo.
A equipa inicia a época com um 4-3-3 típico, mas traços muito ofensivos. Vítor Baía começa a temporada na baliza de forma indiscutível. Sonkaya é titular nos primeiros quatro jogos da Liga, mas cedo perde o lugar para Bosingwa. À esquerda César Peixoto será o dono da posição durante a primeira metade da época e com bom aproveitamento (quatro golos e duas assistências em 20 jogos). A dupla de centrais variou. O capitão Pedro Emanuel e Ricardo Costa iniciam a época, depois Bruno Alves rende o capitão e jogam até meados de outubro. Por fim, é Pepe quem é chamado à titularidade (que nunca mais deixaria) e Emanuel regressa para fazer dupla com o jovem brasileiro. Ricardo Costa passa a jogar mais ocasionalmente ou em rotação com os colegas a jogar numa das vagas de defesa-central ou no lado direito, enquanto Bruno Alves perdeu espaço.
No meio-campo, Lucho González ganha o seu espaço desde cedo e é o único rosto indiscutível. O internacional argentino é dono de um perfil que trouxe criatividade, classe, liderança e estabilidade ao setor e à equipa. Nos outros dois lugares, existiu uma variedade consoante os jogos em disputa, entre características mais defensivas (Paulo Assunção), transição (Raúl Meireles e Ibson) e mais ofensivas (Diego). Nas alas, Alan e Jorginho começam como opções mais regulares, com Quaresma a ser um “Joker” e Ivanildo uma quarta alternativa, com Lisandro a aparecer numa das mesmas quando se procurava um perfil mais em busca de parelha com o ponta de lança e movimentos interiores em detrimento da genialidade típica de um extremo. Apesar de continuarem sempre a serem opções, Alan e Jorginho acabam por perder nos números e rendimento para Quaresma e Lisandro, como tal, o internacional português e o argentino começam a ganhar a posição. No lugar de ponta de lança, Hélder Postiga começa como o “key player” de Adriaanse, mas por pouco tempo.
A falta de rendimento nos primeiros dois jogos da Liga, uma lesão ao serviço da Seleção Nacional na Rússia e uma discussão em pleno treino, levaram Postiga de “key player” a proscrito e não contou mais para o técnico holandês. Tomo Sokota não conseguiu agarrar a oportunidade e regressado após ausência no início da época, Benny McCarthy acaba por ser o dono da posição. No entanto, o internacional sul-africano acaba por ser pouco produtivo e inconstante (apenas dois golos e duas assistências entre setembro e dezembro), o que levou a que Hugo Almeida tivesse mais oportunidades tanto a titular como a suplente muito utilizado, chegando a decidir alguns jogos (Naval por 3-2 na Figueira da Foz e Nacional por 1-0 na Madeira).
A primeira metade da época do FC Porto 2005/06 apenas foi negativa na UEFA Champions League. Uma campanha europeia que começou com duas derrotas que comprometeram logo as contas do apuramento. Uma derrota escassa com desempenho consistente frente ao Rangers (2-3), em Glasgow e um frustrante desaire caseiro frente ao Artmedia Bratislava (2-3, após estar a vencer por 2-0). O cenário ainda se tornou mais positivo após uma prestigiante vitória frente ao Inter (de Figo, Verón, Adriano, Cambiasso, Materazzi ou Córdoba) por 2-0 no Dragão, mas seria o único triunfo da equipa portista na competição. Após a grande vitória frente aos nerazzurri, a equipa portista vai perder a Itália por 2-1 (apesar do grande golo de livre de Hugo Almeida), não consegue vencer o Rangers em casa (1-1) e não desfaz o nulo no terreno do Artmedia Bratislava. Resultados que levaram a um dececionante último lugar do grupo.
Já a nível interno, foi regular e satisfatório. Na Taça de Portugal, a equipa de Adriaanse vence pela margem mínima o FC Marco (1-0 em casa) e a Naval (2-1 em Figueira da Foz) e qualifica-se para os quartos de final da “prova rainha”. A Liga decorre de forma regular e apesar dos percalços, toma partido dos desaires dos principais rivais (o Benfica de Ronald Koeman não conseguia convencer sendo muito irregular e o Sporting vive uma crise interna e de resultados, maus resultados levaram à saída de José Peseiro e entrada de Paulo Bento). Após três triunfos nas primeiras três jornadas (Estrela da Amadora, Naval e Rio Ave), vieram os primeiros percalços. Entre a quarta e a nona jornada, a equipa portista empata três vezes (Braga, Madeira frente ao Marítimo e em casa com o Vitória FC) e perde frente às águias (0-2 no Dragão), resultados que levam a que perca a liderança e fique a cinco pontos da mesma (ocupada pelo Braga). Até ao fim da primeira volta, o FC Porto entra numa fase de consistência e vence a esmagadora maioria dos jogos (destaque para o 5-1 caseiro frente a Académica), incluindo todas as deslocações (Paços de Ferreira, Barcelos, Leiria e Guimarães) e perde pontos apenas no clássico caseiro com o Sporting (1-1).
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Resultados que permitiram recuperar a liderança e terminar a primeira volta com seis pontos de vantagem dos segundos e terceiros classificados (Benfica e CD Nacional). Contudo, um desaire na Amadora (1-2) faz mudar muita coisa. Apesar da liderança da Liga se manter intacta (embora a margem fosse mais curta), o técnico holandês fez mudanças na formação tática da equipa, o que fez custar o lugar a alguns elementos. Após uma exibição menos conseguida na Amadora e com responsabilidade nos golos, Vítor Baía é relegado para o banco de suplentes (só voltando a jogar seis jogos entre fevereiro e março), o que permite a Helton passar à titularidade. O guardião brasileiro contratado ao UD Leiria traz um estilo mais fresco, bom de pés e com rapidez nos reflexos. A defesa passa a funcionar com apenas três elementos. Com a sua força, raça e velocidade, Pepe é escolhido para líbero. Do lado direito Bosingwa com a rapidez e dinâmica permite defender com eficácia e até lançar colegas para ataques. À esquerda, o líder Pedro Emanuel oferece ao setor a segurança a consistência que permite completar o trio defensivo. Com Ricardo Costa a ser a alternativa na ausência de algum dos três titulares, Bruno Alves de seguida e por vezes, Marek Cech a descer do meio-campo para o lado esquerdo da defesa. A dinâmica do novo modelo surgia do centro do terreno para a frente.
A equipa variava entre um 3-4-3 (normal ou em triângulo) e um 3-5-2. No meio-campo central, Lucho é a peça que continua de “pedra e cal”. A fazer companhia ao internacional argentino, está apenas um outro elemento a completar o equilíbrio (Raúl Meireles e Ibson) e muitas vezes um terceiro na contenção (Paulo Assunção). Diego perdeu totalmente o protagonismo no novo sistema, chegando também um talento no mercado de inverno que veio acrescentar classe: Anderson. Nas alas jogavam extremos (Quaresma, Alan, Jorginho, Ivanildo) e médios laterais (Marek Cech) que ofereciam dinâmica e velocidade ao coletivo. No ataque, ora funcionava um trio típico com extremo, avançado interior (Lisandro López) e ponta de lança (Benny McCarthy ou Hugo Almeida) ou uma dupla de avançados. Tendo a equipa sido reforçada no setor por um jogador que veio oferecer golos decisivos: Adriano. Um estilo que primava pelo equilíbrio e se mantinha bastante ofensivo.
96. Campeonato Nacional (2006) 97. Taça de Portugal (2006) 98. Supertaça de Portugal (2006) 99. Campeonato Nacional (2007)#FCPorto124pic.twitter.com/zt9tQlygkV
No início da segunda volta e após a derrota na Reboleira, a equipa mostrou alguma ineficácia nos primeiros jogos com o novo modelo. Após uma vitória pela margem mínima frente à Naval em casa (1-0), a equipa azul e branca empata duas jornadas seguidas (0-0 em Vila do Conde e 1-1 caseiro com o Braga). O nulo no campo do Rio Ave também ficou para a história pelo pós-jogo, em que o técnico Co Adriaanse foi agredido por uma das claques do FC Porto e tal levou o Presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa a ter uma relação mais fria com a mesma. A partir da igualdade com os bracarenses no Dragão, os azuis e brancos só sofreriam mais uma perda de pontos: Benfica na Luz (0-1, golo de livre de Laurent Robert). Entre fevereiro e abril, a equipa de Adriaanse vence onze de doze jogos, incluindo vitórias em deslocações difíceis (Belém, Setúbal, Coimbra, Alvalade e Penafiel) e todos os jogos caseiros a terminarem em triunfo (Marítimo, Nacional, Paços de Ferreira, Gil Vicente, Leiria e Guimarães). Um período em que resiste à pressão do Sporting (segundo classificado com dois pontos a menos até ao clássico de Alvalade) e sofrendo apenas dois golos no mesmo período.
O clássico frente ao Sporting foi o jogo decisivo, pois se os leões vencessem iam para o topo da tabela. O jogo foi intenso, muito disputado e difícil do ponto de vista disciplinar (13 cartões amarelos e consequentemente duas expulsões). Aos 84 minutos, após pontapé em profundidade de Helton e um bom entendimento entre Adriano e Jorginho, o avançado descobre o extremo entre o setor defensivo do Sporting e faz o golo que praticamente decide as contas do título. Contas que ficariam seladas duas semanas mais tarde, em Penafiel com um triunfo (1-0) após a conversão de um penálti de Adriano e festejado oito dias depois. A última jornada seria um empate a um golo com o Boavista no Bessa.
Curiosamente, três semanas antes dragões e leões tinham-se cruzado na meia-final da Taça de Portugal. Após terem deixado para trás o Marítimo (2-1 após prolongamento nos Barreiros) nos quartos de final, os portistas eliminaram a equipa verde e branca nas grandes penalidades após uma igualdade a uma bola. A final disputou-se no Jamor frente a um Vitória FC que tinha vencido a prova na época anterior (frente ao Benfica por 2-1) e procurava revalidar o estatuto. Jogo que ficaria decidido pelo único tento, aos 39 minutos, golo de Adriano (de cabeça) após cruzamento de Ricardo Quaresma.
Estava decidida e finalizada uma época que fica na história do FC Porto com a conquista da quinta dobradinha da sua história e um projeto consistente que apesar das contrariedades dentro e fora do campo, colheu os seus frutos no fim conciliando a disciplina com o talento.