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Neemias Queta avista o prémio MIP | NBA

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Há uma diferença clara entre um jogador que melhora e um jogador que muda o seu lugar na liga. Todos os anos há dezenas de jogadores que aumentam números, que têm mais minutos, que aproveitam melhor as oportunidades. Mas isso, por si só, não chega para entrar verdadeiramente na conversa do Most Improved Player. O que define esse prémio é outra coisa. É transformação. E poucos jogadores na NBA podem dizer que passaram por uma transformação tão evidente como Neemias Queta nesta época.

Durante muito tempo, o Neemias foi um jogador fácil de definir. Tinha tamanho, tinha presença física, tinha instinto defensivo. Era um poste com capacidade natural para proteger o cesto, para condicionar lançamentos, para ganhar espaço na área pintada. Isso nunca esteve em causa. O problema nunca foi o talento – foi o contexto. Minutos irregulares, papel pouco claro, oportunidades que iam e vinham. Era um jogador preso entre aquilo que podia ser e aquilo que conseguia mostrar.

Até este ano.

Porque o que mudou não foi apenas o número de minutos. Foi a forma como ele passou a ocupar esses minutos. Hoje, o Neemias entra em campo como alguém que sabe exatamente o que fazer e onde estar. Não hesita, não reage apenas ao jogo – influencia-o. Corta para o cesto com intenção, ocupa espaço com autoridade e, acima de tudo, defende como uma referência, não como uma peça de complemento.

E quando isso acontece, os números deixam de ser apenas consequência – passam a ser confirmação.

Nesta época, o Neemias apresenta cerca de 10 pontos e mais de 8 ressaltos por jogo, com uma eficácia de lançamento acima dos 60%. Mas o mais relevante não está no volume, está na eficiência. Estamos a falar de um jogador com um true shooting na casa dos 66%, com percentagens altíssimas perto do cesto e com uma capacidade rara de produzir sem desperdiçar posses. Num contexto como o dos Boston Celtics, onde cada decisão ofensiva conta, isso não é um detalhe – é um argumento.

Mas há uma parte do jogo do Neemias que continua a não caber totalmente na estatística.

Com ele em campo, os Celtics defendem melhor. A proteção de cesto é mais consistente, a presença na área pintada é mais forte e os adversários são obrigados a ajustar. Nem sempre é preciso um bloco para alterar um lançamento. Às vezes basta estar lá – e o Neemias está. Está nos timings, está no posicionamento, está na leitura. E depois há algo que raramente ganha o destaque merecido: os ressaltos ofensivos. Aqueles que prolongam posses, que quebram ritmos defensivos, que mudam jogos sem aparecer nos resumos.

É aqui que o impacto dele se torna difícil de ignorar.

E ainda há os jogos que mudam perceções. Aqueles momentos em que um jogador deixa de ser “interessante” e passa a ser levado a sério. O Neemias já teve vários esta época, mas houve um que disse tudo: 27 pontos, 17 ressaltos e 3 blocos em apenas 27 minutos. Não foi só uma grande exibição – foi uma exibição que o colocou num grupo muito restrito de jogadores capazes de dominar um jogo da NBA dessa forma. E não ficou por aí. Vieram outros jogos fortes, outras prestações consistentes, outras provas de que aquilo não era um acaso.

Era evolução.

Mas mais do que isso, era afirmação.

Porque no final, o argumento para Most Improved Player não se constrói apenas com números. Constrói-se com contexto. E o contexto do Neemias mudou completamente. Passou de um jogador de fundo de rotação para uma opção real. De um especialista defensivo para uma presença com impacto nos dois lados do campo. De uma incógnita para uma solução.

E tudo isto numa equipa que não está a “experimentar”, mas sim a competir.

Isso pesa.

Provavelmente, não vai ser o nome mais mediático na corrida ao prémio. Há jogadores com mais pontos, mais bola, mais destaque ofensivo. Mas isso não invalida aquilo que é evidente: o Neemias Queta é, de forma clara, um dos jogadores que mais evoluiu na NBA esta época.

E talvez ainda mais importante do que isso, é um jogador que deixou de lutar por minutos… para justificar minutos.

Durante muito tempo, foi visto como “o português na NBA”. Hoje, isso já não chega para o definir.

Porque o Neemias já não é uma curiosidade.

É uma peça.

E quando um jogador passa a ter impacto real numa equipa competitiva, a conversa muda inevitavelmente de nível.

O Most Improved Player não é um prémio de hype. É um prémio de transformação.

E nesta época, há poucos casos tão claros como o de Neemias Queta.

Clara Silva: O talento, o contexto e o timing certo rumo à WNBA

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Falar de WNBA em Portugal não é falar de um território desconhecido. É falar de legado. Porque antes de qualquer projeção, antes de qualquer promessa, houve Ticha Penicheiro – uma das maiores bases da história do basquetebol feminino, campeã da WNBA e membro do Hall of Fame. Uma referência global que colocou Portugal no mapa do basquetebol mundial.

Mas também é verdade que, desde então, esse caminho ficou em aberto. E é precisamente nesse espaço – entre aquilo que já foi feito e aquilo que ainda pode voltar a acontecer – que surge Clara Silva.

Mais do que potencial, a Clara apresenta hoje argumentos concretos que a colocam como a jogadora portuguesa mais próxima de reabrir essa porta.

O primeiro grande sinal dessa realidade surgiu no Campeonato do Mundo de Sub-19. Num contexto altamente competitivo, onde estão reunidas algumas das melhores jogadoras jovens do mundo, a Clara não só respondeu – destacou-se. Foi eleita Melhor Defensora do torneio, uma distinção que não surge por acaso e que reflete a sua capacidade de influenciar o jogo sem precisar de volume ofensivo constante.

Mas o momento que realmente marcou a sua afirmação internacional aconteceu frente a Israel. Nesse jogo, a poste portuguesa assinou uma das exibições mais impressionantes da história recente da competição:

  • 37 pontos e 10 ressaltos na vitória por 83-80
  • Recorde absoluto de eficiência (+43) num único jogo do Mundial Sub19
  • Segunda maior pontuação de sempre na história da prova

Isto não são apenas números fortes. São números históricos, num palco internacional, sob pressão competitiva real. E mais importante do que isso, são números que revelam domínio. Não foi apenas eficaz – foi decisiva, controlou o jogo e assumiu protagonismo quando mais era preciso.

Esse tipo de performance não só valida talento como altera perceções. A partir daí, a Clara deixou de ser apenas uma jogadora interessante para passar a ser uma jogadora a seguir.

O passo seguinte foi o basquetebol universitário norte-americano – o verdadeiro filtro antes do profissionalismo. Em Kentucky, no primeiro ano, viveu aquilo que muitas internacionais vivem: adaptação. Ritmo mais elevado, maior contacto físico, exigência constante. Ainda assim, deixou indicadores claros do seu perfil, com cerca de 4 pontos, 2.6 ressaltos e mais de 1 bloco por jogo em apenas 12 minutos de utilização média. Mas foi em TCU que o seu jogo deu o salto.

Na presente temporada, a Clara Silva já não está em fase de adaptação – está em fase de afirmação. Os números mostram isso:

  • Cerca de 9 pontos por jogo
  • Mais de 7 ressaltos por jogo
  • Percentagens de lançamento próximas dos 60%

Mas, mais importante do que os números, é o papel. A Clara passou a ser titular regular, aumentou significativamente os minutos e tornou-se uma presença constante no jogo da equipa. Defensivamente continua a ser uma âncora – protege o cesto, altera lançamentos, domina o espaço. Ofensivamente, está mais eficiente, mais envolvida e mais inteligente nas decisões.

A evolução em relação ao primeiro ano em Kentucky não é apenas visível. É estrutural. E isso ganha ainda mais peso no momento em que se segue.

Sexta-feira, a Clara Silva estreou-se no March Madness, frente a UC San Diego. Não é apenas mais um jogo. É a maior montra do basquetebol universitário feminino. É onde as jogadoras são avaliadas ao detalhe, onde o impacto ganha visibilidade global e onde muitas carreiras dão o salto definitivo para o radar da WNBA.

Para a Clara, é mais uma etapa – mas também uma oportunidade. E há ainda um fator que, não sendo decisivo, reforça todo este enquadramento.

A Clara é representada pela On Time Agency, fundada precisamente por Ticha Penicheiro, juntamente com Ramon Sessions e Charlie Villanueva. Esta ligação não é apenas simbólica – é estrutural. Coloca-a dentro de um circuito com conhecimento direto do basquetebol profissional, com acesso e com contexto. Não garante nada, mas posiciona.

E no nível em que a Clara está, o posicionamento certo pode ser determinante. Porque no final, tudo se resume a isto:

A Clara Silva já não vive de projeção.

Vive de produção:

  • Produção histórica em contexto internacional
  • Produção consistente no basquetebol universitário
  • Produção crescente num programa competitivo

Portugal já teve uma jogadora que marcou a história da WNBA. E hoje tem uma jogadora que começa, de forma cada vez mais clara, a construir o caminho para lá voltar. A distância ainda existe. Mas, pela primeira vez em muito tempo, já não parece inatingível.

E essa mudança tem nome.

Clara Silva.

Levante de Luís Castro vence Real Oviedo por 4-2 no duelo entre os últimos da La Liga

Levante vence o Real Oviedo por 4-2, no Estádio Ciutat de València, em jogo da 29.ª jornada da La Liga, num duelo direto entre equipas na luta pela permanência.

Levante de Luís Castro derrotou o Real Oviedo por 4-2, no Estádio Ciutat de València, em jogo da 29.ª jornada da La Liga, num duelo direto entre equipas na luta pela permanência.

O Levante começou melhor e marcou cedo por Carlos Espí, ampliando depois por Kareem Tunde. O Real Oviedo respondeu antes do intervalo com golo de Ilyas Chaira e chegou ao empate de penálti por Federico Viñas. Na segunda parte, o Levante voltou a ficar em vantagem com Losada e fechou o resultado já perto do fim por Romero.

Com este resultado, o Levante continua a lutar pela permanência, ocupando o 19.º lugar com 26 pontos. Já o Real Oviedo segue no último classificado da tabela, com 21 pontos.

Valência vence em Sevilha e regressa aos triunfos na La Liga: Eis os resultados do dia na La Liga

Valência derrotou o Sevilha por 0-2, no estádio Ramón Sánchez Pizjuán, em jogo da 29.ª jornada da La Liga.

O Valência venceu o Sevilla na noite deste sábado por 0-2, no Estádio Ramón Sánchez-Pizjuán, num jogo a contar para a 29.ª jornada da La Liga. A formação orientada por Carlos Corberán regressou aos triunfos na competição após a derrota no terreno do Real Oviedo.

A equipa visitante construiu a vitória ainda na primeira parte, com golos de Hugo Duro aos 38’ e Largie Ramazani aos 45+5’. Na segunda parte, o Valência geriu a vantagem frente à equipa da casa, num jogo mais dividido e com várias alterações de ambos os lados. O resultado não voltou a sofrer alterações até ao apito final.

Com este resultado, o Sevilha está no 15º lugar da tabela da La Liga, com 31 pontos. Por sua vez, o Valência segue em 11º lugar da tabela, com 35 pontos.

Eis os resultados do dia na Liga Espanhola:

Primeira Liga: Empate sem golos entre Tondela e AVS SAD mantém posições dos lugares de despromoção

No último jogo deste sábado na 27.ª jornada da Primeira Liga, o Tondela empatou sem golos na receção ao AVS SAD.

Na 27.ª jornada da Primeira Liga, o embate entre Tondela e AVS SAD terminou num empate sem golos. Ambas as equipas vinham de derrotas caseiras na competição.

Num jogo relativamente equilibrado a nível estatístico, a formação da casa acumulou maior percentagem da posse de bola, chegando a atingir o poste aos 75 minutos, com um remate de Makan Aïko à meia-volta. Ainda antes disso, João Henriques foi expulso por protestos.

Com este resultado, o Tondela chegou aos 20 pontos mas perdeu a oportunidade de ultrapassar o CD Nacional na 16.ª posição e deixar os lugares de despromoção direta. O AVS SAD manteve-se na última posição com apenas 11 pontos.

Hearts conserva liderança e Rangers derrota o Aberdeen em casa: Eis os resultados do dia da Liga Escocesa

O Hearts venceu por 1-0 frente ao Dundee FC e o Rangers bateu o Aberdeen por 4-1 em encontros da 31.ª jornada da Liga Escocesa.

Este sábado, o Rangers bateu o Aberdeen por 4-1 num encontro da 31.ª jornada da Liga Escocesa. Contudo, Hearts de Cláudio Braga manteve a liderança com uma margem de três pontos, graças à vitória pela margem mínima diante do Dundee FC.

Num jogo em que Youssef Chermiti voltou a ser titular na frente de ataque, o emblema histórico de Glasgow chegou à vantagem através de Tochi Chukwuani (35′), seguido por um golo do jovem emprestado pelo Tottenham, Mikey Moore (48′). Os visitantes ainda reduziram com o golo de Dennis Geiger (52′), mas Nicolas Raskin (62′) e James Tavernier (90+6′) fecharam as contas da partida.

A jogar em casa e após uma primeira parte sem golos, o Hearts adiantou-se com o golo de Oisin McEntee aos 77 minutos.

Eis os resultados do dia na Liga Escocesa:

  • Hearts 1-0 Dundee FC
  • Motherwell 0-0 Hibernian
  • Kilmarnock 2-0 Livingston
  • Falkirk 1-2 St. Mirren
  • Rangers 4-1 Aberdeen

Taís Pina termina em quinto lugar no Grand Slam de Tbilissi

Taís Pina terminou em quinto lugar no Grand Slam de Tbilissi. A judoca portuguesa ficou muito perto de conquistar a medalha de bronze na Geórgia, após uma prestação de grande nível.

A judoca portuguesa Taís Pina alcançou o quinto lugar na categoria de menos 70 quilos no Grand Slam de Tbilissi, depois de perder o combate pelo bronze frente à sueca Ida Eriksson. A atleta lusa de 21 anos lutou durante mais de cinco minutos e só foi derrotada no tempo extra por ippon num confronto muito equilibrado contra a sétima classificada do ranking mundial. Antes deste combate decisivo, Taís Pina brilhou ao vencer a número três do mundo a japonesa, Shiho Tanaka.

Na competição masculina Portugal esteve representado por Otari Kvantidze na categoria de menos 73 quilos que teve uma participação mais curta no torneio. O judoca português de 22 anos começou bem a sua prestação ao vencer o húngaro Aron Szabo por waza-ari, mas acabou por ser eliminado logo de seguida. No segundo combate o português foi derrotado por ippon pelo atleta da casa o georgiano Giorgi Terashvili o que ditou o fim da sua caminhada nesta competição internacional.

Apesar de ter ficado à porta das medalhas, a judoca somou pontos importantes para a hierarquia mundial enquanto Otari Kvantidze continua a ganhar experiência internacional nestas provas de alto nível que servem de preparação para os próximos grandes objetivos da época.

Brentford empata no terreno do Leeds United e perde oportunidade de ultrapassar o Chelsea

Este sábado, o Leeds United não foi além do empate a zero diante do Brentford, num encontro da 31.ª jornada da Premier League.

Na 31.ª jornada da Premier League, Leeds United empatou a zeros na receção ao Brentford, que perdeu uma oportunidade de ultrapassar o Chelsea no quinto lugar, depois da derrota dos blues diante do Everton. Desta forma, a formação comandada por Daniel Farke chegou aos sexto jogo consecutivo sem triunfos.

A equipa da casa foi superior ao longo de toda a partida, superando os bees em posse de bola (57%) e realizando mais do dobro dos remates (14 contra seis).

Com este resultado, o Brentford manteve a sétima posição da Premier League com 46 pontos, e o Leeds United chegou aos 33 pontos na 15.ª posição.

Chiquinho Conde renova com Moçambique até julho de 2027

Chiquinho Conde viu o seu vínculo ser estendido por mais um ano e meio. O técnico garante a continuidade do projeto desportivo e quer consolidar os resultados históricos alcançados recentemente.

A Federação Moçambicana de Futebol anunciou oficialmente a renovação do contrato de Chiquinho Conde. O novo vínculo com o técnico de 60 anos é válido até 2027, garantindo a manutenção da equipa técnica que tem liderado a seleção nacional desde outubro de 2021.

Sob a liderança de Chiquinho Conde a seleção de Moçambique alcançou feitos históricos como a inédita passagem aos oitavos de final da CAN 2025 e uma campanha competitiva na qualificação para o Mundial 2026 onde lutou pelo apuramento até às últimas jornadas.

Com esta renovação, a federação moçambicana mantém a aposta estabilidade para os próximos ciclos competitivos.

Gil Lameiras responde ao Bola na Rede: «Tentei dar o máximo conforto à equipa»

O treinador do Vitória SC, Gil Lameiras, respondeu ao Bola na Rede em conferência de imprensa após a derrota frente ao Benfica por 3-0.

Após a derrota frente ao Benfica por 3-0, o treinador do Vitoria SC, Gil Lameiras prestou declarações ao Bola na Rede, em conferência de imprensa.

Eis as declarações:

Bola na Rede: Olá mister, Manuel Nascimento, Bola na Rede. Colocou Miguel Nogueira à direta com opções mais ofensivas no banco. Pergunto, porque é que o que fez, e se é algo que pretende repetir.

Gil Lameiras, técnico do Vitória SC: «O Miguel tem vindo a trabalhar bem, eu cheguei agora à equipa A, não mudamos nada porque foi tudo muito rápido, não houve tempo para mudar absolutamente nada. Tentei dar o máximo conforto à equipa. Esta semana com um numero maior de treinos entendemos que o Miguel era o melhor para este jogo. Não diria que temos no banco jogadores mais ofensivos, porque o Miguel é um jogador muito ofensivo e também sabemos o compromisso que ele nos iria conseguir dar, o entendimento do jogo que ele tem, foi acima de tudo nesse sentido do entendimento do jogo, tanto em termos ofensivos como defensivos e depois também muito baseado naquilo que foi o pouco tempo que nós tivemos com a equipa.»