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Marco Silva e João Palhinha: do Fulham à Luz

Trabalharam durante dois anos no Fulham antes de o médio abandonar o clube rumo aos alemães do Bayern Munique. De Londres até Lisboa, Marco Silva e João Palhinha vão mesmo reencontrar-se no Benfica, depois de um negócio complicado e controverso.

Financeiramente, é um investimento que está a ser mais debatido do que a história do ovo e da galinha. É verdade que é um encargo financeiro que, a consumar-se totalmente, pesa 19 milhões de euros aos cofres do Benfica por um jogador de 31 anos. É igualmente verdade, e talvez mais honesto, que o Benfica está a investir 14 milhões de euros num jogador que foi titular na liga inglesa na temporada passada, num negócio que ainda pode chegar perto dos 20 milhões de euros.

João Palhinha Benfica
Fonte: Benfica

Dou a mão à palmatória: o Benfica fez bem em deixar o mercado correr mesmo que isso significasse que o mercado corresse atrás de Palhinha – o Bayern não contava com o jogador e, por redundância, não queria que o jogador continuasse no clube depois do fecho do mercado, pelo que é um caso raro onde o valor que o clube vendedor pede pelo jogador seria sempre menor à medida que o mercado se aproximasse do fecho.

Posto isto, não sou o principal admirador das qualidades de João Palhinha: não é o meu tipo de médio defensivo predileto, mas há também que enquadrar no contexto, que tem algumas nuances. O internacional português chega como pedido expresso de Marco Silva, o facto de o Benfica ter estado tanto tempo neste negócio também dá força ao treinador e mostra o peso que o mesmo já tem na estrutura e nas decisões de mercado, ainda que só tenha chegado há dois meses. Observando as debilidades que o Benfica tem em transição defensiva, bolas paradas defensivas e até quando se resigna ao seu bloco médio, percebo porque é que Marco Silva fez tanta força para juntar Palhinha ao seu plantel.

Separando as coisas, não quer isto dizer que o Benfica não está a praticar um bom futebol ou que Marco Silva tem feito um mau trabalho. De facto, o Benfica tem apresentado uma elevada produção ofensiva cujos precedentes remontam há mais de dois anos. No entanto, por imposições do coletivo e por características dos jogadores do plantel, a transição defensiva do conjunto encarnado é débil, o bloco médio parece frágil e a bola parada defensiva é um desastre à espera de acontecer- Lenglet e Tomás Araújo são dois bons defesas centrais com bola no pé, capazes de criar espaço em condução e encontrar companheiros entre linhas, mas não dominam o jogo aéreo nem são vencedores de duelos.

Na mesma linha, Enzo Barrenechea também acrescenta critério na posse e pausa em ataque prolongado, ficando aquém das expectativas para um médio defensivo em termos de raio de ação e transição defensiva. Com isto, o Benfica de Marco Silva tem depositado as suas esperanças defensivas na pressão alta, na reação à perda de jogadores como Prestianni e Barreiro e no comprometimento defensivo coletivo, ainda que as características para tal sejam escassas no 11 base até agora apresentado.

Face a este problema, aumentar a capacidade física da equipa com reforços como Alessandro Circatti e João Palhinha faz todo o sentido, não só aumenta o leque de opções existentes no plantel (lembrando que a época será jogada à quinta-feira e ao domingo), bem como são perfis diferentes e adequados às necessidades.

João Palhinha Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O perfil de Palhinha já conhecemos: é um ‘6’ destruidor de elevado raio de ação e que vale mais sem bola do que com bola, o completo oposto de Barrenechea e mais semelhante a Florentino, ex-jogador do Benfica e antecessor do argentino nessa posição. Acrescenta ameaça na bola parada ofensiva e presença na bola parada defensiva. De certo, terá um papel predominante a travar contra ataques adversários e mais presença em vigilância ofensiva do que propriamente a construir como Barrenechea faz, e talvez seja esse o desafio imediato de Marco Silva: quem joga?

O nome de Enzo Barrenechea tinha um traço por cima não há muito tempo atrás, mas hoje fala-se do argentino como um jogador importante do Benfica. O jogador não mudou, mas o contexto sim. O sistema de Marco Silva privilegia e protege muito mais o argentino do que o antigo duplo pivot. O jogador está confortável, confiante e a equipa está a ganhar, o que mudará com a chegada de João Palhinha? O português joga por estatuto? Aplica-se a meritocracia? Talvez a resposta ao problema se refugie em expressões como ‘falta de ritmo’ e a exigência competitiva justificará a rotação.

João Palhinha Tottenham
Fonte: Tottenham Hotspur FC

A fraca qualidade de Palhinha com bola poderá ser pouco notória se os encarnados mantiveram esta dupla de centrais, mascarando as dificuldades com bola do médio defensivo com as qualidades em construção de Lenglet e Tomás Araújo ao mesmo tempo que se mascara as fragilidades defensivas dos dois defesas centrais com as virtudes sem bola de João Palhinha.

Há que pensar também como Marco Silva montará a sua equipa em ataque posicional: frente ao AGF Aarhus, Barrenechea atuou como central à esquerda e a rede encarnada montou-se com os dois centrais e o médio argentino no meio-campo dinamarquês e a serem responsáveis pela construção.

Com Palhinha, naturalmente terá que ser diferente para fazer melhor uso do raio de ação do português, isto é, pouco sentido faz contratar um médio que ajude na recuperação de bola e colocá-lo perto de uma faixa lateral. Marco Silva pode entender Palhinha como um médio fixo à frente dos centrais, formando um triângulo inicial ou até juntar Palhinha no meio dos centrais, formando a mesma rede de anteriormente, mas com alinhamento diferente.

Seja-se apreciador ou não das qualidades de João Palhinha, o impacto de um jogador com rodagem recente de Premier League em solo português é inegável, basta perguntar ao Bednarek. O médio português traz características diferentes do que há no plantel e coloca pontos de interrogação sobre a continuidade de algumas figuras pela Luz, entre as quais Barrenechea, Manu e até Ríos. Cabe agora a Marco Silva arrumar a casa e harmonizar a equipa taticamente, tendo em vista as características dos jogadores e do jogo seguinte.

Repetir a história | Aarhus x Benfica

Europa League, 2.ª mão do playoff. Quinta-feira, 27 de Agosto, 19h.

A ANTEVISÃO: TUDO A FAVOR DAS ÁGUIAS PARA CARIMBAR O PASSAPORTE – AOS DINARMAQUESES PERMITE-SE SONHAR

Em semana limpa, o Benfica teve tempo para preparar todas as possibilidades. Na chegada à Dinamarca, recordam-se os tempos em que José Augusto saiu em ombros ou que o Benfica de Toni segurou o empate – e chega-se à conclusão que ambos os episódios desembocariam, mais à frente, em final europeia.

Aliás, regurgitando os registos, até se percebe que da primeira vez, em 1961-62, também o Hearts surgiu pelo caminho. Foi nesta esperança de que tão estranha coincidência resulte em nova final europeia (em teoria mais acessível que Barcelona ou PSV) que se digeriu o 3-1 da primeira mão.

A positividade das vitórias por larga margem que o reinado de Marco Silva vai coleccionando vão alimentando a capacidade espirituosa da massa adepta, enchendo-a de alegria; e se tudo está bem quando acaba bem, não foi de modas Rui Costa e aproveitou para alimentar a fogueira da histeria, jogando para lá o australiano Circati e o afamado João Palhinha (que se descobriu, afinal, ser sócio benfiquista desde… 2005!).

Ora, não deve ter ficado triste com as prendas Marco Silva, mesmo apesar de ser notícia as intenções do treinador em procurar um lateral-esquerdo de créditos firmados e um ‘10’ que faça tremer Sudakov. A um plantel que já era bem composto, vai-se juntando gente de gabarito e créditos firmados. Por isso e naturalmente, alguém na conferência de antevisão perguntou ao treinador benfiquista se isto já não seria… uma equipa de sonho.  

«Não, não vou entrar por aí» começou Marco, «mas vou-lhe ser claro e muito aberto nessa questão: mal era de um treinador que se senta nesta cadeira, que após oito semanas no Benfica, já tenha a equipa de sonho. Portanto, a equipa está muito longe daquilo que tem de ser. Muito longe.» Mesmo com a produtividade atacante que a equipa já demonstra? «É impossível chegar a um clube e após oito semanas ter a equipa de sonho…» Bom, esclarecidos ficamos quanto à exigência.

No treino de véspera, um susto: John Dúran ficara a cumprir trabalho condicionado. Mas, chegados à hora de embarque, a verdadeira tragédia: a ausência de Fredrik Aursnes, supostamente por uma entorse no tornozelo. «Fez praticamente cinco ou seis sessões de treino desde que chegou das férias do Mundial e este pára-arranca para ele não tem sido bom, não só para ganhar minutos, mas depois para perceber as duas posições, especialmente onde o poderíamos vir a utilizar.» Oportunidades para outros, como Richard Ríos? «É um dos jogadores que chegando mais tarde se está a adaptar àquilo que são as dinâmicas da nossa equipa. Esta semana limpa e completa para nós trabalharmos foi importante para esses mesmos jogadores, para o próprio Circati que acabou de chegar».

Do outro lado, a certeza de que o obstáculo é difícil, mas que tudo é possível, com muito trabalho e esforço. Jakob Poulsen, jogador de craveira internacional e treinador promissor, é um homem precavido, sabedor das limitações do seu conjunto, das diferenças ao nível da qualidade individual, mas corajoso. E é essa coragem que parece querer frisar na mensagem à equipa: «Os jogadores sabem que é possível, mas também sabemos que o Benfica é uma equipa que está entre as 20 melhores da Europa. É uma equipa de topo. Mas, acho que houve momentos no primeiro jogo em que estivemos em cima deles e precisamos de ter mais momentos destes para dar volta».

No fim de semana, na recepção ao Odense (2-2), aproveitou Poulsen para fazer duas alterações, tentando manter a competitividade da equipa e manter a frescura (Arnstad, o número 10, ficou no banco). O desengonçado início de época não retira esperança aos dinamarqueses, e na casa emprestada pelo Randers prevê-se lotação esgotada, na ordem dos 10 mil espectadores, muitos deles motivados pelos feitos de LASK Linz ou Sabah, as grandes surpresas destas derradeiras rondas de acesso às provas europeias.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O Benfica nunca perdeu em 17 jogos com dinamarqueses – o pior foram dois empates, um deles precisamente em casa do Aarhus (0-0), em 1987-88.
  2. Já o registo do Aarhus contra portugueses não é assim tão famoso, com apenas duas vitórias em sete jogos (as duas contra o Vitória setubalense, em 1965-66) e 13 golos sofridos.
  3. A experiência do treinador Jakob Poulsen não é muito diferente: enquanto jogador, defrontou portugueses em nove ocasiões – tanto clube como selecção – e ganhou apenas dois confrontos (um deles ao mesmo Vitória, na Taça UEFA 2005-06)
  4. Depois do campeonato conquistado na época passada, Poulsen não começa a defesa do título na melhor maneira, com apenas duas vitórias em nove jogos de 2026-27 (parece a mesma estatística, mas não é) – ainda não ganhou na Superligaen em quatro jornadas (3 empates)
  5. O score defensivo na nova época (20 golos sofridos até agora) pode ser explicado pela acutilância ofensiva: este fim de semana, no empate frente ao Odense, o Aarhus registou 71% de posse, 2.15 de expectativa de golo, 31 remates e 15-0 em cantos!
  6. E há que valorizar o trabalho efectuado, tendo em conta a média de idades que, por exemplo, apresentaram na Luz (22,7 do onze inicial) ou contra o Odense (23,1)
  7. Do lado de cá, o bom registo ofensivo de Marco Silva (25 golos em sete jogos) só tem paralelo com a temporada 1989-90, quando o Benfica de Eriksson fez a mesma coisa; Para se ter uma ideia, o primeiro Benfica de Jorge Jesus (2009-10) fez 21 no mesmo período
  8. E Pavlidis tem pulverizado recordes pessoais e colectivos de eficácia, com 10 golos nos primeiros seis jogos duma época – só Magnusson e Eusébio conseguiram melhor
  9. Daniel Siebert, alemão de 42 anos, professor de educação física, é o árbitro escolhido. Das 16 ocasiões que ajuizou portugueses, só três foram com o Benfica – uma vitória (o 1-3 em Salzburgo, de 2023-24), um empate (o 0-0 em Istambul da época passada) e uma derrota (o 0-1 em Stanford Bridge, já com José Mourinho).
  10. Com Dinamarqueses no geral, foram cinco vezes – e só uma derrota, responsabilidade do Copenhaga em 2017-18.

JOGADORES A TER EM CONTA

James Bogere – Pérola do Uganda, Bogere vai na maioridade ganhando imediato protagonismo no campeão dinamarquês. Competiu pela selecção na CAN aos 17 anos, participou no título da época passada e agora revela-se titular e decisivo. No fim de semana, marcou ao Odense e leva já três golos neste início mais complicado para o Aarhus.

Gianluca Prestianni, Benfica
Fonte: Pedro Barrelas / Bola na Rede

Gianluca Prestianni – Depois da rocambolesca época transacta, restava ao argentino a via do mérito. Os índices competitivos que Mourinho lhe conseguiu imprimir com a utilização regular podiam antever a explosão definitiva de talento. Cumprido o castigo frente ao St Gallen, confirmou o génio as previsões – torna-se chave da equipa aos 20 anos, obrigando um dos principais aplicativos de estatísticas e classificação a dar-lhe 8.9, 9.4, 7.0, 9.1 e 7.8 como notas das cinco primeiras exibições da época, somando já três golos e uma assistência.

XI´s PROVÁVEIS

Aarhus: Hedenstadt; Andersen, Camara e Kahl; Gift Links, Knudsen, Arnstadt e Emmery; Jorgensen, Bogere e Bech

Treinador: Jakob Poulsen

«Todas as eliminatórias podem ser recuperadas com dois golos de desvantagem. Por isso, não é o caso de apostar tudo logo de início. Trata-se de tentarmos marcar, mas não a qualquer custo. Precisamos, no mínimo, de garantir que o Benfica não marca mais golos».

Benfica: Samuel; Bah, Tomás Araújo, Lenglet e Dahl; Barrenechea e Barreiro; Prestianni, Sudakov e Schjelderup; Pavlidis

Treinador: Marco Silva

«Tivemos uma pré-época diferente do que é normal para um clube da dimensão do Benfica. Passo a passo, sinto que temos vindo a melhorar como equipa e os jogadores têm estado a trabalhar bem».

PREVISÃO DE RESULTADO: Aarhus 1-2 Benfica

Entre a vantagem e a armadilha austríaca | Áustria Viena x Braga

Conference League, 2.ª mão do play-off. Quinta-feira, 27 de agosto de 2026, 19h30

A ANTEVISÃO: VIENA É A ÚLTIMA FRONTEIRA EUROPEIA PARA OS GUERREIROS DO MINHO

O Braga desloca-se a Viena para a segunda mão do play-off de acesso à fase de liga da Conference League, levando uma importante vantagem de 2-0 conquistada há uma semana no Minho. Um resultado confortável, mas ainda traiçoeiro, já que um golo madrugador poderá mudar por completo o rumo da eliminatória.

Os austríacos procurarão inspirar-se na extraordinária recuperação dos compatriotas do LASK, que conseguiram reverter uma desvantagem de quatro golos na eliminatória frente ao Celtic no play-off de apuramento da Champions League. O Áustria Viena terá de arriscar e procurar o golo desde cedo, cenário que poderá também proporcionar espaços para o conjunto minhoto explorar.

Ao Braga caberá sobretudo controlar os diferentes momentos da partida, retirar velocidade ao seu adversário quando necessário e evitar que um eventual primeiro golo mude o cariz da eliminatória. A equipa portuguesa é favorita e tem o apuramento nas suas mãos, mas terá de confirmar em Viena aquilo que começou a construir em Braga.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. A arbitragem de jogo vai ficar a cargo do montenegrino Nikola Dabanović.
  2. Este será apenas o segundo jogo entre ambas equipas.
  3. O único resultado conhecido entre ambos conjuntos, foi o 2-0 do Braga na primeira mão do play-off, disputada na semana passada.
  4. O Áustria Viena vai disputar o seu 10.º jogo oficial.
  5. O Braga só realizou um encontro no campeonato.
  6. O Áustria Viena sofreu golos nos últimos quatro jogos desta competição.
  7. O Braga ainda não sofreu golos nesta edição da Conference League.
  8. O avançado Johannes Eggestein ainda não marcou nenhum golo na prova.
  9. Pau Victor é o melhor marcador do Braga nesta competição, com dois golos marcados.
  10. A equipa austríaca nunca conseguiu vencer uma eliminatória das competições europeias depois de perder a primeira mão por dois golos de diferença.

JOGADORES A TER EM CONTA

Johannes Eggestein – Do lado austríaco, Johannes Eggestein será uma das principais ameaças à defesa minhota. O avançado alemão de 28 anos marcou nove golos e realizou seis assistências em 29 partidas do campeonato austríaco na última temporada e iniciou a presente época com um hat-trick na Taça da Áustria.

Eggestein foi titular em Braga e, embora ainda não tenha marcado nesta edição da Conference League, é um avançado sempre temível e cuja atenção da linha defensiva contrária jamais deverá ser descurada. Num encontro em que os austríacos precisam obrigatoriamente de golos, a sua capacidade de movimentação e presença nas zonas de finalização serão armas às quais o Braga terá de estar particularmente atento.

Pau Víctor, Braga
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Pau Victor – O talentoso avançado espanhol voltou a demonstrar a sua importância no conjunto bracarense na primeira mão, assumindo a responsabilidade da grande penalidade que abriu o marcador. O espanhol de 24 anos, agora camisola 10, marcou 12 golos em 36 jogos na última edição da Liga Portugal e começou 2026/27 a marcar também frente ao Moreirense. Na Conference League já faturou diante do Železničar e do Áustria Viena.

A mobilidade e qualidade técnica de Pau Victor aliada à sua capacidade para aparecer em diferentes zonas do último terço poderão ser particularmente importantes numa partida em que o Áustria Viena terá necessariamente de assumir mais riscos e deixar espaços nas costas.

XI´s PROVÁVEIS

Áustria Viena: Samuel Radlinger; Johannes Handl, Aleks Dragovic e Ibrahim Buhari; Reinhold Ranftl, Vasilije Markovic, Philipp Maybach e Lee Tae-seok; Manfred Fischer, Julian Hettwer e Johannes Eggestein8

Treinador: Stephan Helm

«[Em alusão à reviravolta fantástica do LASK Linz] Estiveram a perder 1-0, era uma situação muito difícil. Mas eles mostraram que, no futebol, muita coisa pode ser possível, coisas que nem imaginamos. É uma inspiração para nós, que também mostrámos no passado que somos uma equipa mentalmente forte e vamos acreditar enquanto for possível. O Braga é uma equipa muito forte, coletivamente é uma equipa muito bem estruturada, por isso, neste tipo de jogos, precisamos de ser pacientes para esperar pelos nossos momentos».

Braga: Bernardo Fontes; Gustaf Lagerbielke, Vítor Carvalho e Adrian Bajrami; Diogo Travassos, Demir Tirkmaz, João Moutinho e Víctor Gómez; Diego Rodrigues, Mario Dorgeles e Pau Victor

Treinador: Carlos Vicens

«Jogou-se a metade de um jogo de 180’, conseguimos vantagem, mas amanhã esperamos um rival que tentará dar a volta, então temos de ser muito sérios, capazes de competir em todos os registos que o jogo exija, porque serão muitos. Temos de ser nós mesmos, com personalidade, ambição, agressividade e tentar ganhar. Temos de ir para ganhar, tentando não prestar demasiada atenção a uma vantagem que temos e sabendo que o futebol mostra-nos que pode acontecer tudo, temos de estar preparados para nos impor, ser capazes de sofrer, defender bem e atacar bem».

PREVISÃO DE RESULTADO: Áustria Viena 1-1 Braga

Volte-face? Al Ittihad não pondera avançar por Pedro Gonçalves para já

O Al Ittihad não pondera avançar para a contratação de Pedro Gonçalves nesta fase, apesar de já ter chegado a um princípio de acordo com o avançado português.

Pedro Gonçalves continua a aguardar por desenvolvimentos quanto ao seu futuro. De acordo com o jornal A Bola, o internacional português já terá chegado a um princípio de acordo com o Al Ittihad, mas o clube saudita não pondera, para já, avançar para a contratação do avançado do Sporting.

A eventual saída de Moussa Diaby do Al Ittihad poderia abrir espaço no plantel do emblema saudita para a chegada de Pedro Gonçalves. Ainda assim, apesar do princípio de acordo já alcançado com o jogador português, o Al Ittihad continua sem dar luz verde para avançar com as negociações junto do Sporting.

Do lado do Sporting, o avançado de 28 anos não tem sido opção de Rui Borges neste início de temporada, depois de ter manifestado o desejo de deixar o clube leonino neste mercado.

Sporting goleia Avanca no primeiro jogo oficial da época da Primeira Liga de Andebol

O Sporting goleou o Avanca por 48-23 e entrou da melhor forma no campeonato de Andebol, com uma exibição dominante no Pavilhão João Rocha.

O Sporting entrou da melhor forma na Primeira Liga de Andebol, ao golear o Avanca por 48-23, no pavilhão João Rocha, num jogo antecipado da segunda jornada. Os tricampeões nacionais, construíram uma vantagem confortável logo na primeira parte.

A formação leonina entrou com um ritmo muito frote e chegou ao intervalo a vencer por 20-8. No segundo tempo, o Sporting manteve a intensidade e aumentou ainda mais a diferença com um parcial de 28-15, confirmando um triunfo categórico de 48-23.

Kiki Costa foi o melhor marcador do encontro, com oito golos. Carlos Álvarez, com sete, e Diogo Branquinho, com seis, também estiveram em destaque na concretização. Do lado do Avanca, Henrique Silva foi o mais eficaz, com seis golos.

O Sporting volta a entrar em ação no próximo sábado, novamente no pavilhão João Rocha, frente ao Ginásio Santo Tirso, num jogo a contar para a primeira jornada do campeonato português.

Al Ahli de Francisco Trincão vence Auckland FC e garante passagem à próxima fase da Taça Intercontinental

O Al Ahli venceu o Auckland FC por 1-0 e garantiu a passagem à segunda eliminatória da Taça Intercontinental, onde vai defrontar o Mamelodi Sundowns.

O Al Ahli venceu o Auckland FC por 1-0, esta quarta-feira, e garantiu a passagem à segunda eliminatória da Taça Intercontinental. Bastou um golo de Saleh Abu Al Shamat, aos 63 minutos, para a formação saudita superar a equipa neozelandesa.

Depois de uma primeira parte sem golos, o Al Ahli conseguiu desbloquear o encontro no segundo tempo. Saleh Abu Al Shamat, lançado aos 62 minutos para o lugar de Galeno, encontrou o fundo da baliza apenas um minuto depois de entrar e colocou os sauditas em vantagem.

O Auckland FC procurou reagir, mas viu a tarefa dificultada pela expulsão de Sam Cosgrove, que recebeu um cartão vermelho direto. O conjunto neozelandês ficou reduzido a dez elementos e não conseguiu evitar a eliminação. Francisco Trincão foi titular no Al Ahli e jogou os 90 minutos da partida.

Com o triunfo, o Al Ahli segue em frente na competição e vai defrontar o Mamelodi Sundowns, de Miguel Cardoso, os atuais vencedores da Champions League Africana, na próxima fase. O encontro está marcado para dia 19 de setembro.

Há atualização do ranking UEFA após o playoff de acesso à Champions League

Terminou esta quarta-feira o playoff de acesso à fase de liga da Champions League. Já é conhecida a mais recente atualização do ranking UEFA.

O Football Rankings deu a conhecer a mais recente atualização do ranking UEFA depois de ter terminado o playoff de acesso à fase de liga da Champions League. Entre os eliminados estão o Lyon de Paulo Fonseca e o Celje de Vítor Campelos, que perderam com o Fenerbahçe e o Slovan Bratislava, respetivamente.

Tal como se pode observar em baixo, Portugal continua no 6.º lugar com 64.250 pontos e também não há alterações quanto ao pódio: Inglaterra (1.º), Itália (2.º) e Espanha (3.º). Só há alterações a partir do 13.º posto, com a subida da Noruega.

Eis o ranking UEFA:

Fonte: Football Rankings

EM ATUALIZAÇÃO

Gonçalo Nunes responde ao Bola na Rede: «Se uma tem que trabalhar entre linhas, a outra tem que trabalhar mais na profundidade»

Gonçalo Nunes respondeu a uma questão do Bola na Rede após vitória esmagadora do Torreense sobre o Kolos.

O Torreense recebeu e venceu o Kolos por 6-1 na primeira mão da primeira eliminatória da Europa League. Em conferência de imprensa, Ginaçlo Nunes fez o rescaldo do encontro e respondeu a uma questão feita pelo Bola na Rede.

Bola na Rede: Vimos a Hayes mais como ponta fixa, com Latorre e Nicole em zonas interiores a ligar as alas ao ataque e a dar apoio na saída com bola. O que é que essa ocupação por dentro procura provocar na organização defensiva do Kolos?

Gonçalo Nunes: Em relação às duas avançadas, não tinham uma obrigatoriedade em termos de tarefa de ser uma a ficar na profundidade e outra a baixar em movimentos de apoio. O jogo acabou por levar a que nós, pelo lado esquerdo, tivéssemos que utilizar a Nicole algumas vezes como uma média um bocadinho mais baixa. O que, com a marcação que estava a ser feita mais junto à Catarina, havia um espaço entre linhas muito grande, e a Nicole acabou por aproveitar algumas vezes esse espaço para poder receber entre linhas. O que nós pedimos sempre é o inverso, em relação ao trabalho das avançadas: se uma tem que trabalhar entre linhas, a outra tem que trabalhar mais na profundidade. E acabou por o jogo levar um bocado a ir nesse sentido, até mais na primeira do que na segunda parte, onde o Kolos também, com algumas alterações que fez, mudou um bocadinho essas dinâmicas, e nós também tivemos que reajustar um bocadinho essas dinâmicas posicionais.

José Mourinho reage à goleada do Real Madrid, hat-trick de Kylian Mbappé e regresso ao Bernabéu: «Fizeram-me desfrutar como treinador e como alguém que ama o futebol»

O Real Madrid goleou em casa a Real Sociedad por 4-1 na La Liga. Já há reação de José Mourinho ao encontro.

José Mourinho falou à Real Madrid TV depois de ter feito o seu primeiro jogo no Santiago Bernabéu desde que regressou ao comando merengue. O Real Madrid venceu em casa a Real Sociedad por 4-1 para a La Liga, com hat-trick de Kylian Mbappé.

«A Real é uma equipa muito boa que nos causou dificuldades na primeira parte. Gostaria de ter tido um intervalo por volta dos 20 ou 25 minutos e poder falar com a equipa; apanharam-nos de surpresa. Não criaram grande perigo, mas foi difícil para nós pressionar. Mudámos na segunda parte; era importante mantermos a calma, porque pressionar às cegas e sem pontos de referência seria mais complicado. Mantivemos essa calma e a segunda parte foi muito, muito, muito forte. Há uma coisa de que não gosto, mas às vezes tenho de o fazer; não gosto de falar individualmente, mas o que o Kylian fez… é de loucos», referiu José Mourinho, em declarações citadas pela imprensa espanhola.

«O Mbappé tem capacidade goleadora e de criação… Quando a equipa está em maior dificuldade, ele é capaz de recuar e combinar com o Vini e o Jude, fazendo com que a equipa ganhe metros e crie perigo. Obviamente, ele fez um jogo incrível, mas a equipa sempre foi uma equipa. Foi um grande jogo da equipa, com muitas exibições individuais de grande qualidade: os defesas, os centrais, mais um jogo fantástico; as máquinas no meio-campo… e depois os avançados. Podíamos ter marcado mais golos, mas, tendo em conta o que eles fizeram na primeira parte, acho que é frustrante voltar para casa com quatro golos», disse ainda José Mourinho.

José Mourinho falou ainda sobre o regresso ao Bernabéu:

«É ainda mais bonito, é mais espetacular. Ganhar é fantástico. Antes do jogo… há muitos anos que estou tranquilo, como sempre, com a adrenalina que antecede o jogo, mas tranquilo. No balneário, conversámos com tranquilidade; fizeram-me desfrutar como treinador e como alguém que ama o futebol».

Gonçalo Nunes e a goleada do Torreense frente ao Kolos: «O Manuel Marques foi claramente o 12.º jogador»

O Torreense venceu o Kolos na primeira mão da primeira eliminatória da Europa Cup. Gonçalo Nunes fez o rescaldo do encontro.

Gonçalo Nunes, treinador do Torreense, fez o rescaldo do encontro entre a turma de Torres Vedras e o Kolos. O treinador português já reagiu à vitória conquistada pelas suas jogadoras. Em conferência de imprensa começou por dizer:

«Sim, sobretudo nós, como disse anteriormente e no lançamento do jogo, queríamos fazer um jogo de qualidade, queríamos fazer um jogo de ambição e queríamos, acima de tudo, tentar combinar o número daquilo que são as oportunidades que conseguíssemos criar com a eficiência e a eficácia, o que acabámos por ser. Portanto, naquilo que criámos, o que não marcámos andou próximo disso. E tivemos aqui uma outra bola que até acabou por ser uma jogadora nossa que acabou por tirar, e acabámos por salvar duas bolas nos ferros. Portanto, acho que o nível de eficácia também foi elevado, o que é importante neste tipo de jogos, e o compromisso e a qualidade de jogo dos jogadores foi bastante boa. Não, e lá está, relativizando aquilo que o adversário foi porque acho que foi sendo uma equipa superintensa, superagressiva, diria que demasiado em alguns momentos, com algum excesso de agressividade, a forma como também a equipa de arbitragem conduziu o jogo foi permitindo um excessivo número de faltas. Mas, até aí, dou os parabéns à minha equipa, porque acho que manteve sempre o foco, manteve sempre esse controlo emocional e soube, no fundo, também lidar com isso da melhor forma».

Sobre o posicionamento tático (com uma ponta fixa e a Nicole em zonas interiores) e o que se pretendia provocar na defesa adversária:

«Em relação às duas avançadas, não tinham uma obrigatoriedade em termos de tarefa de ser uma a ficar na profundidade e outra a baixar em movimentos de apoio. O jogo acabou por levar a que nós, pelo lado esquerdo, tivéssemos que utilizar a Nicole algumas vezes como uma média um bocadinho mais baixa. O que, com a marcação que estava a ser feita mais junto à Catarina, havia um espaço entre linhas muito grande, e a Nicole acabou por aproveitar algumas vezes esse espaço para poder receber entre linhas. O que nós pedimos sempre é o inverso, em relação ao trabalho das avançadas: se uma tem que trabalhar entre linhas, a outra tem que trabalhar mais na profundidade. E acabou por o jogo levar um bocadinho a ir nesse sentido, até mais na primeira do que na segunda parte, onde o Kolos também, com algumas alterações que fez, mudou um bocadinho essas dinâmicas, e nós também tivemos que reajustar um bocadinho essas dinâmicas posicionais».

Sobre a combatividade da equipa e a capacidade de não ir abaixo mesmo quando o adversário marcou um golo:

«Sim, essa diria que é a maior característica desta equipa. Realmente é uma equipa… No fundo, este é um clube resiliente e é um clube que tem ultrapassado muitas adversidades. Esta equipa é um sinal disso. Aliás, acho que se fizermos um rewind àquilo que foi a época anterior, foi uma equipa que ultrapassou a adversidade maior de não jogar nesta casa, que hoje, como vimos, foi claramente o 12º jogador. E isso também a eles se deveu, e a esta moldura humana também se deveu. Se calhar, a equipa, mesmo num momento — não diria de domínio do adversário, mas diria num momento em que o jogo se desorganizou e se partiu , e nós não somos uma equipa tão forte nessa fase com o jogo partido, tivemos ali alguma dificuldade em voltar a pegar e a controlar o domínio desse jogo. Mas, realmente, essa é uma característica das nossas jogadoras, desta equipa, acho que intrínseca, que é nunca virar as costas à luta e ultrapassar as adversidades. E depois, como eu tinha dito no lançamento, nós queremos sempre mais, podemos criar mais, podemos ir atrás de mais. E, novamente, uma excelente resposta de quem entra no jogo. Por isso, temos um plantel, não temos só 11 jogadoras. Portanto, é algo em que nós trabalhamos diariamente e estas jogadoras têm consciência disso. Às vezes umas estão dentro, outras fora. Há uma troca e há um equilíbrio grande naquilo que é a qualidade do grupo, e também, novamente, quem entrou acho que ajudou a fazer-nos crescer e a fazer-nos ganhar mais qualidade, mais ritmo, mais energia. Isso permitiu-nos estar, nos últimos 15, 20 minutos, novamente a dominar, a criar oportunidades e a marcar dois golos. Foi nesse período que tivemos mais duas situações de golo, uma bola na barra, uma bola com uma ótima defesa da guarda-redes e, portanto, nós continuámos novamente com esse forte forcing final nesses últimos 20 minutos».

Sobre o significado de voltar a casa, estrear o novo relvado e conseguir uma goleada no primeiro jogo europeu em Torres Vedras:

«Acima de tudo, mais do que a questão de estrear o relvado, que sinceramente não é esse o marco que nós todos valorizamos mais. Claro, ficamos contentes, mas, acima de tudo, ficamos orgulhosos por o clube ter a capacidade de investir numa relva e, no fundo, em proporcionar uma relva desta qualidade para dar melhores espetáculos e mais qualidade ao nosso jogo, ao jogo da equipa sénior. No fundo, àquilo que é o clube. Mas, acima de tudo, voltar a casa, voltar ao nosso estádio, agradecer aquilo que foi uma adesão gigante, naquilo que é um regresso num jogo que nós, salvo erro, já não fazíamos desde o jogo do Benfica. Quase há oito meses que não jogávamos aqui no Manuel Marques, o único jogo que fizéramos aqui na época anterior. E esse foi o marco que claramente as jogadoras também quiseram muito retribuir, não só por esta adesão (de que nós já estávamos mais ou menos cientes de que íamos ter uma excelente casa), mas também demonstrar aquilo que é a alegria, através do seu jogo, de jogar no nosso estádio, que é claramente diferente de jogar em qualquer outro lado. E acho que o culminar de tudo isso é, lá está, também aquele que é o grande marco histórico: este primeiro jogo europeu do Torreense, este primeiro jogo feminino em Torres Vedras, que esperamos que seja o primeiro de muitos esta época, já no imediato, e que também não seja apenas uma situação casuística, mas que o Torreense marque presença em termos de competições internacionais. Iremos trabalhar para continuarmos a ter essa oportunidade».

Sobre os objetivos da época e a possibilidade de lutar pelo título de campeão nacional:

«Nós, acima de tudo, não nos vamos deslumbrar. Temos consciência de onde nos posicionamos naquilo que é a realidade do futebol nacional e daquilo que é a realidade das grandes potências nacionais, bem como das suas capacidades e dos seus recursos. Aquilo que nós queremos é manter esta consistência que temos demonstrado, principalmente nestas duas últimas épocas. Queremos continuar a crescer enquanto clube, enquanto organização e em termos de recursos disponíveis para, sim, de forma sustentada e gradual, nos aproximarmos cada vez mais do topo do futebol feminino, porque esse era um objetivo que está a ser conseguido. Diria que é utópico nesta fase, se calhar, pensarmos em ser campeões nacionais. Claro que se, por realidade, e não sabemos o que vai pela frente, as coisas se afigurarem possíveis, nós não desistimos de nada, mas, acima de tudo, pés bem assentes na terra. Aquilo que queremos é ser competitivos em todos os jogos. Vamos sempre querer ter esta ambição e esta forma de estar em qualquer que seja o jogo ou adversário, assim como o fizemos, e mencionou o jogo em Itália. E acho que o maior orgulho que podemos trazer desse jogo é que, perante uma situação tão intimidante (sendo uma primeira vez e um jogo logo com uma das grandes equipas mundiais do futebol feminino), estando nós ainda a dar passos crescentes nesse sentido, não nos encolhemos nem nos amedrontámos em nenhum momento do jogo. Em alguns fomos dominados, em outros tivemos a capacidade de dominar. E é isso que nós queremos cada vez mais vincar no Torreense e nesta nossa identidade. Depois, no final, logo vemos o que é que isso traduz em termos de resultados finais. Mas acho que, neste momento, o mais importante é, enquanto organização no seu todo, continuarmos este crescimento, que tem sido um crescimento sustentado, um crescimento organizado, um crescimento sólido. E isso é fundamental para que isto não sejam apenas episódios, mas algo que se vai consolidando».

Sobre se o Torreense já pode ser considerado um dos favoritos para ir longe na prova europeia após os recentes resultados:

«Bem, eu acho que neste momento nós focamo-nos muito na eliminatória. A eliminatória… Claro que, como eu tinha dito anteriormente, queremos estar e continuar a lutar na Europa para podermos prolongar esta experiência o mais possível. Estamos a desfrutar muito deste momento e a crescer com ele, o que é importante, e com toda esta experiência europeia. Mas também cientes da realidade, até porque sabemos que ainda há nove equipas da Champions a cair aqui na Liga Europa. Sabemos que, mesmo na própria Liga Europa, já estão equipas e clubes com outro tipo de argumentos, com outro tipo de recursos e de condições. Portanto, somos muito realistas. Agora, aquilo que queremos é continuar a vincar esta nossa forma de estar, esta capacidade que a equipa tem demonstrado, esta garra, esta atitude, esta ambição e jogar desta forma. Isso para nós é o fundamental. Vamos ver onde é que isso nos leva».