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Lembras-te de Sotiris Alexandropoulos? Sporting pode emprestá-lo de novo e há hipótese em cima da mesa

Sotiris Alexandropoulos pode ser emprestado mais uma vez pelo Sporting. Ofi Creta mostra interesse e regresso à Grécia é hipótese.

Sotiris Alexandropoulos poderá ser emprestado mais uma vez pelo Sporting, afirma o jornal A Bola. A mesma fonte refere que o Ofi Creta está interessado e atento à situação, sendo o regresso à Grécia uma das opções em cima da mesa para o médio.

Ainda assim, de acordo com a fonte, o Ofi Creta não apresenta condições para pagar o seu salário na totalidade, porém tentará ultrapassar esse entrave, dado o interesse. Sotiris Alexandropoulos prepara-se para entrar no seu último ano de contrato com o Sporting.

Sotiris Alexandropoulos foi contratado pelo Sporting ao Panathinaikos no verão de 2022, na altura por uma verba a rondar os 4,5 milhões de euros. Fez 14 jogos pelos leões e, entretanto, foi emprestado ao Olympiacos, Standard Liège e Fortund Dusseldorf.

Imprensa francesa avança: Roberto Martínez já negoceia o futuro ao lado de Cristiano Ronaldo

A imprensa francesa avança que Roberto Martínez negoceia com o Al Nassr. O contrato do selecionador nacional termina no final do Mundial 2026.

O futuro de Roberto Martínez no comando técnico da Seleção Nacional está a acabar. De acordo com informações reveladas pela RMC Sport, o treinador espanhol já iniciou conversações com o Al Nassr, clube saudita onde atua o capitão português Cristiano Ronaldo.

A imprensa francesa adianta que estas negociações arrancaram mesmo antes do arranque do Mundial 2026, sendo impulsionadas pelo facto do contrato do selecionador com a Federação Portuguesa de Futebol estar a chegar ao fim. Esta notícia surge num momento de particular tensão para a equipa das quinas, logo após o dececionante empate na estreia frente à RD Congo (1-1).

Uma eventual mudança para a Arábia Saudita promoveria o reencontro diário entre o treinador e Cristiano Ronaldo, desta vez no futebol de clubes. De recordar que Roberto Martínez já não treina um clube desde 2015/16, quando saiu do Everton para ingressar na seleção belga.

Ruben Amorim perto de garantir primeiro reforço para o ataque do AC Milan

O Milan de Rúben Amorim está perto de garantir o regresso do jovem avançado Francesco Camarda por 500 mil euros junto do Lecce.

Ruben Amorim pode estar prestes a receber o seu primeiro reforço no comando técnico do AC Milan. De acordo com a informação avançada pelo especialista em mercado de transferências Fabrizio Romano, o clube rossonero ativou a cláusula de recompra para resgatar Francesco Camarda, avançado que se encontrava ao serviço do Lecce.

Para fechar esta operação e trazer o promissor jogador de 18 anos de volta a ‘casa’, o emblema de Milão vai desembolsar uma verba a rondar os 500 mil euros. Na presente temporada, Camarda somou um golo e uma assistência ao serviço da formação do Lecce.

De recordar que o jovem ponta-de-lança italiano já tem o seu nome gravado na história do clube milanês: a sua estreia absoluta pela equipa principal do Milan aconteceu a 25 de novembro de 2023, num duelo frente à Fiorentina, quando o avançado tinha apenas 15 anos de idade.

Peter Schmeichel arrasa Roberto Martínez: «Está a desperdiçar Portugal tal como fez com a Bélgica»

Peter Schmeichel arrasou as táticas de Roberto Martínez. O dinamarquês acusa o selecionador de estar a desperdiçar uma geração de ouro.

O empate da Seleção Nacional (1-1) frente à RD Congo, na estreia no Mundial 2026, continua a dar muito que falar e a gerar reações contundentes no panorama internacional. Desta vez, as críticas mais duras surgiram pela voz de Peter Schmeichel, o lendário ex-guarda-redes dinamarquês que, recorde-se, passou pelo futebol português ao serviço do Sporting.

Schmeichel questionou ainda a opção de deixar algumas das principais figuras ofensivas fora do onze titular, traçando um paralelo preocupante com o passado recente de Martínez.

Eis as declarações do antigo guarda-redes na íntegra:

«Roberto Martínez tem de ser um dos treinadores mais dececionantes deste Mundial até agora. Ele desperdiçou a geração de ouro da Bélgica, e agora parece que o mesmo está a acontecer com Portugal. Como é que se deixa jogadores como João Félix e Rafael Leão no banco enquanto se mantém um sistema que claramente não está a funcionar? Portugal tem demasiado talento ofensivo para parecer tão previsível e cauteloso. As suas táticas são demasiado conservadoras. O ataque tem falta de criatividade, o meio-campo parece muitas vezes desconectado e as suas substituições chegam normalmente demasiado tarde para mudar o jogo. O empate 1-1 contra a RD Congo devia ser um aviso sério. Portugal tem um dos plantéis mais fortes do torneio, mas não está a jogar nem perto do seu potencial. Se as coisas não mudarem rapidamente, Portugal pode desperdiçar mais uma oportunidade de ouro para ganhar o Mundial».

Top Guarda-redes
Fonte: Sporting CP

Jogador do Congo sobre Cristiano Ronaldo: «Ele já não é o mesmo de antes, está um pouco mais velho agora»

Mukau admitiu que não foi preciso preparar nenhum plano especial para travar Cristiano Ronaldo, devido à idade do capitão português.

Em declarações após o empate por 1-1 entre Portugal e Congo, o jogador Mukau abordou o duelo com Cristiano Ronaldo e revelou que a sua equipa não sentiu necessidade de preparar nenhuma estratégia específica para travar o internacional português.

Questionado pelos jornalistas sobre o impacto do avançado e se a idade o tornou num jogador diferente, Mukau destacou a natural quebra física associada ao envelhecimento, embora tenha feito questão de deixar bem claro o seu enorme respeito pela lenda do futebol:

«Sinceramente, não [preparámos um plano especial], porque sabemos que ele já não é o mesmo de antes. Ele está um pouco mais velho agora, mas continua a ser um dos maiores de sempre a jogar este jogo. Por isso, sim, muito respeito por ele. De certeza [que não é o jogador que costumava ser]. Quando envelheces assim, não é a mesma coisa, não consegues fazer os mesmos esforços, mas ainda assim tenho muito respeito por ele».

Noite apagada: Eis os números do jogo com menos toques de sempre de Cristiano Ronaldo pela Seleção Nacional

As estatísticas detalhadas de Cristiano Ronaldo frente à RD Congo confirmam uma exibição apagada e sem nenhum remate enquadrado.

A parca influência de Cristiano Ronaldo no empate da Seleção Nacional frente à RD Congo (1-1), na estreia do Mundial 2026, ganha agora novos contornos ao vermos suas estatísticas na partida. Para além do recorde negativo de apenas 25 toques na bola ao longo dos 90 minutos (o seu número mais baixo de sempre num jogo de um grande torneio internacional por Portugal em que tenha completado a totalidade da partida), os números mostram um avançado muito longe das zonas de perigo e com dificuldades em visar a baliza contrária.

Dos 25 toques efetuados pelo capitão da equipa das quinas, apenas cinco aconteceram no interior da grande área adversária. Na construção de jogo, Ronaldo registou 19 passes certos em 21 tentativas, mas conseguiu efetuar apenas um único passe para o último terço do terreno. Já no capítulo da finalização, o cenário também não foi animador: o melhor marcador da história do futebol tentou três remates ao longo de todo o encontro, mas nenhum deles levou a direção da baliza (zero remates enquadrados).

Estes dados evidenciam as grandes dificuldades ofensivas da equipa comandada por Roberto Martínez perante o bloco baixo congolês, num jogo onde a estratégia do selecionador de manter a sua principal referência em campo até ao fim acabou por não surtir o efeito desejado na área adversária.

Ainda não deu Portugal – Diário do Mundial 2026 #7

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026. 

A arte de ter a bola sem saber o que dela fazer | Portugal 1-1 RD Congo

Cristiano Ronaldo Portugal Samuel Moutossamy RD Congo
Fonte: FPF

Ainda era hora de almoço em Houston quando apareceu o problema de Portugal. Talvez as borboletas na barriga tenham despertado uma vontade diferente que, em vez da fome de vencer, se manifestou numa insaciável tendência para mastigar o jogo. Só os três médios de Portugal, por exemplo, tiveram mais passes completos que toda a equipa da RD Congo. Mesmo assim, ambas as seleções marcaram o mesmo número de golos, provando que, o que conta, é mesmo a estratégia para meter a bola na baliza adversária. E aí, nada do que Portugal fez para lá dos primeiros minutos resultou. 

Nos primeiros minutos, a seleção nacional fez o mais difícil. Quanto mais tarde Portugal marcasse, mais a ansiedade e a desconfiança teriam espaço para crescer dentro da equipa. João Neves tratou-se de impedir que esta teoria tivesse qualquer tipo de validade num dos seus movimentos tipo. Não há, no mundo, muitos jogadores tão fortes na leitura do espaço para responder a situações de cruzamento, quer pela identificação do local certo para atacar a bola, quer pela impulsão, quer pela técnica de cabeceamento. 

Depois de um momento delirante, veio um delírio hipnotizante no sentido literal da palavra. Com a segurança da vantagem do resultado, a seleção nacional como que magnetizada pelo balançar de um pêndulo, decidiu repetir e começou a jogar como se de um oscilador se tratasse, indo da esquerda à direita sem grande urgência de chegar rápido à baliza adversária ou de fazer algo mais do que carícias à bola. 

João Neves Portugal
Fonte: FPF

Taticamente, havia um objetivo claro de criar um quadrado no meio-campo, com Bernardo Silva de fora para dentro a suportar o trio de médios portugueses, de sair num 3+2 (ou 2+2, caso Nuno Mendes se soltasse) bastante dinâmico e de fazer do lado direito, com João Cancelo por fora e Bernardo Silva nas tais posições mais interior, o início de construções que se queriam ver terminadas no lado contrário, onde Portugal acumulava Nuno Mendes, Pedro Neto, Cristiano Ronaldo e Bruno Fernandes. Na teoria, pensando numa RD Congo que preenchia muito bem o espaço central num 5-3-2 bastante compacto, embora nem sempre assim tão baixo, o objetivo estava na criação de superioridades no corredor esquerdo. 

No entanto, a rigidez posicional, principalmente dos médios, acabou por tornar tudo demasiado previsível e de fácil condicionamento. A RD Congo só precisava de controlar o espaço, ir flutuando de um lado ao outro e de ter cuidado com as infiltrações dos médios, acompanhados pelos médios congoleses. Mesmo com Vitinha e João Neves a trocar posicionamentos, os avançados africanos só precisavam de manter cuidado com as progressões com bola, cortando o caminho e levando a bola a voltar atrás, e com a entrada da bola no espaço. Depois, com Bruno Fernandes, principalmente, tão destinado a fixar a linha defensiva adversária, faltou envolvimento coletivo e capacidade de circular com a bola.

Que é um Portugal de médios, isso é claro e inequívoco. Agora, não basta esperar que somente a sua presença em campo seja capaz de resolver todos os problemas. É preciso dar-lhe sentido coletivo e, para os médios portugueses, maior liberdade para jogar. De outra maneira, por mais que a matemática da repartição espacial esteja correta – e por muitas vezes não esteve – a ciência do futebol tratará de ditar o impossível. Isso e de pedir mais minutos aos jogadores de Portugal mais fortes a jogar dentro do bloco adversário e de ser acionados nestes espaços curtos.

Yoane Wissa RD Congo Portugal
Fonte: FIFA

Além das dificuldades em passar da gestão com bola à ameaça com bola, Portugal tem lacunas na resposta a situações de cruzamentos e na defesa de bolas paradas. Quando as duas se juntaram, a RD Congo marcou o primeiro golo da sua história em Mundiais, naquele que foi também o primeiro e único ponto conquistado. Yoane Wissa é a grande referência técnica congolense e viu uma grande exibição, por dentro, como o elemento mais móvel no 5-3-2, coroada por um golo.

No seu 5-3-2, com encaixes dos alas por fora, com uma linha defensiva bem capaz de defender a área e retirar conforto aos adversários e um trio de médios fortes fisicamente, com a função de saltar quando necessário, mas também de proteger a área das infiltrações alheiras, a RD Congo será sempre muito competitiva. Com o empate, ganhou argumentos para sonhar com um apuramento para a próxima fase.

Juntar no setor defensivo jogadores como Chancel Mbemba, Axel Tuanzebe e Aaron Wan-Bissaka permitirá sempre ter confronto para defender. Mesmo Samuel Moutossamy, dos mais desconhecidos, o maior destaque do jogo contra Portugal, tem argumentos para defender a área, baixando se necessário para encaixar entre os centrais. Desta feita, sem necessidade de o fazer, acabou por ser um importante termómetro na distribuição dos ataques da RD Congo, fazendo fluir as transições, sempre muito pensadas por dentro, até pela ausência de extremos. Ter Cédric Bakambu, que nem viveu um jogo por demais influente, e Yoane Wissa, capaz de atacar espaços na frente, mas também de baixar para rodar e acelerar ou dar alguma pausa, é a chave da seleção africana. O mais difícil no Mundial 2026 está feito. 

O clube de Thomas Tuchel | Inglaterra 4-2 Croácia

Inglaterra Jogadores
Fonte: Federação Inglesa de Futebol

Thomas Tuchel deixou de fora da convocatória de Inglaterra, de cabeça e sob pena de algum nome grande ter sido esquecido, Harry Maguire, Levi Colwill, Trent Alexander-Arnold, Lewis Hall, Luke Shaw, Adam Wharton, Morgan Gibbs-White, Cole Palmer, Phil Foden ou Jarrod Bowen. À falta de outras palavras, não faltou coragem e autoridade ao alemão na escolha dos melhores ingleses para ir jogar o Mundial 2026 às suas ordens. Uma lista que, deixou bem claro o próprio, não contempla necessariamente os melhores jogadores ingleses do mundo. Apenas os melhores dentro das suas exigências.

Esta diferença levantou uma série de questionamentos, julgamentos e polémicas. As interrogações serão sempre bem-vindas à discussão sobre futebol, mas a resposta a esta dúvida não será certa até à eternidade. Tal como há múltiplas maneiras de meter a equipa a jogar em campo, também há várias formas distintas de criar um grupo. Thomas Tuchel optou pela via do “clube”, numa convocatória com incongruências, justificações díspares, mas da sua confiança. 

Nesta ideia, o selecionador de Inglaterra quer ver uma identidade clara na seleção, padrões bem definidos e capacidade de variar jogadores, mantendo a mesma ideia. Há algumas interrogações que só mais tarde poderão ser respondidas, relativas à solidez defensiva, nomeadamente na capacidade de defender a profundidade e de garantir abordagens regulares e fiáveis ao longo do torneio e também, lá à frente, diante de blocos mais baixos, que garantam outro tipo de magia. Contra a Croácia, uma equipa que não se encapsulou, um jogo de afirmação.

Harry Kane Jude Bellingham Inglaterra
Fonte: Federação Inglesa de Futebol

Harry Kane é o ponto central de todo o modelo de jogo. Está a fazer a melhor temporada da carreira e cada vez mostra que ser bom em tudo é uma tarefa possível. Garante golos, joga bem na área, mas o grande determinante de tudo passa pela capacidade de, tal como faz no Bayern Munique, vir cá atrás, perto dos médios, receber a bola e lançar ataques. Devem estar loucos os adeptos norte-americanos com este quarterback. Para isso, Inglaterra só junta perfis capazes de atacar o espaço nas suas costas, de Jude Bellingham aos extremos. Os laterais jogam tendencialmente por dentro e há uma relação especial a ser criada no meio-campo, com Declan Rice a ganhar raio de ação, quer sobre a esquerda, quer a chegar à frente e com a afirmação completa de Elliot Anderson, um pensador e facilitador de jogadas. Não é à toa que se falam de milhões e milhões.

A Croácia teve sempre dúvidas para lidar com Harry Kane, ajustando e desajustando a pressão, com encaixes mais ou menos longos de Luka Vuskovic, mas tem uma reflexão para fazer. Onde há, para lá de Ivan Perisic, fundamental no segundo golo, capacidade para jogar sem bola e atacar o espaço? No 3-4-2-1 com que se espera que os croatas defrontem as seleções mais fortes, o quadrado no meio-campo juntou médios e, desta forma, será preciso dominar sempre a bola para ter perigo.

Luka Modric cometeu um erro estranho à sua genialidade e tem agora uma seleção onde não precisa, necessariamente, de ser o único criativo, embora continue a ser a principal fonte de organização. Diante de Inglaterra, Martin Baturina também deu mostras da qualidade que lhe é reconhecida e, sem tanto brilhantismo ao nível do passe, Petar Sucic e funcionou com elemento a mais em várias zonas do terreno. Atenção também a Petar Musa. Tem concorrência pelo lugar, mas marcou golo e ganhou pontos para ser este avançado capaz de funcionar como referência e de fixar a linha defensiva. 

Tudo à imagem de Carlos Queiroz | Gana 1-0 Panamá

Carlos Queiroz Gana
Fonte: Federação Ganesa de Futebol

A partir deste dia, só Carlos Alberto Parreira tem mais Mundiais nas costas que Carlos Queiroz. Numa crise de identidade e sem vencer há quase um ano, desde outubro de 2025, o treinador português assumiu a seleção de Gana, já depois dos particulares de março e sem qualquer tempo de trabalho para lá das semanas antes do Mundial 2026. A juntar a isto, as lesões de Alexander Djiku, Mohammed Salisu e Mohammed Kudus, simplesmente os dois centrais titulares o maior poço de irreverência da seleção. Era difícil esperar um cenário mais turbulento, mas o Canadá ainda revogou o visto a Thomas Partey, a quem o futebol continua a fechar os olhos e a varrer o imperdoável para debaixo do tapete.

Nestas condições, uma vitória no Mundial 2026 é uma espécie de tesouro desencantado num palheiro quando se procurava uma mera agulha. E, o retrato do triunfo diante do Panamá, muito menos bombo da festa do que em 2018, é a imagem mais precisa dos últimos anos da carreira de Carlos Queiroz, principalmente do que ficou dos jogos do seu Irão nos últimos três Mundiais. 

Não há, na vitória contra o Panamá, grande coisa que fique para o futuro, pelo menos em termos coletivos. Nem a organização defensiva foi tão sólida que o adversário se tenha visto sem oportunidades, nem houve recursos ofensivos suficientes para chegar à baliza para lá de lances soltos, providos das circunstâncias e ocasiões de um jogo de futebol. Também não era isso o mais importante. É honesto realçar que a seleção ganesa está bem distante do talento de outrora, mas nem é esse o ponto principal, mas sim a total ausência de estabilidade. Foi aí que Carlos Queiroz quis tocar e, num Mundial com espaço a terceiros lugares para se apurarem, muito possivelmente conseguir alcançar. 

Antoine Semenyo Gana
Fonte: Federação Ganesa de Futebol

Do ponto de vista exibicional fica o destaque maior que Antoine Semenyo ganhou quando passou a jogar por dentro, como um 10 com capacidade para aproveitar espaços e estar mais envolvido no jogo. Partem do avançado do Manchester City as maiores esperanças quanto a algo que o Gana seja capaz de alcançar. Na segunda parte, a melhoria coletiva foi ajudada com as entradas de Brandon Thomas-Asante, a chegar no espaço, e Abdul Fatawu, a lançar. O golo surgiu com um toque de Caleb Yirenkyi, o nome de maior projeção futura no Gana. Sem ter tido tanta bola como os seus pés desejariam, mostrou capacidade para a proteger e usar o corpo sempre que a teve e voluntarismo na procura de encontrar soluções para a trabalhar. Deixou Carlos Queiroz a sorrir. Mais uma vez, o plano do pragmatismo máximo foi-lhe sorridente. 

Em sentido contrário, fica a grande desilusão para o Panamá. Ainda não foi desta que o emblema da América Central somou os primeiros pontos no Mundial, embora seja justo mencionar a crescente capacidade competitiva da seleção nos últimos anos, no panorama da CONCACAF, e a versão relativamente interessante, dentro de uma noção de mau jogo que abraçou este Mundial, apresentada pela seleção.

Diante do Gana, destaque ao trabalho dos defesas centrais, praticamente intransponíveis nos duelos no corpo e na procura de evitar espaço nas costas, e à influência de Andrés Andrade, o mais à esquerda destes nomes, pelo impacto com bola. Também Yoel Bárcenas, geralmente mais à frente, se destacou como um médio capaz de ligar setores e de, sobre a esquerda, lado forte na construção, gerar jogo. Destaques curtos, num jogo também ele curto. O resultado final foi mesmo o grande destaque.

O bloco de notas de Roberto Martínez ficou cheio de bons apontamentos | Uzbequistão 1-3 Colômbia

Eldor Shomurodov Uzbequistão Gustavo Puerta Colômbia
Fonte: Federação Uzbeque de Futebol

Há duas visões distintas sobre a ressaca. Há quem tem no paracetamol, no descanso e no relaxamento a cura e há uma linhagem totalmente contrária que diz que, a única maneira de a curar, é continuar a beber. Se Roberto Martínez, que já admitiu não gostar de álcool e não terá aí a solução para afogar as mágoas de uma entrada em falso no Mundial 2026, optar pela segunda opção, já deve ter visto o Colômbia x Uzbequistão, jogo que colocou frente-a-frente os próximos dois adversários de Portugal na fase de grupos.

Na realidade, a seleção portuguesa tem muito mais de olhar para dentro, para si mesma e o que faz, do que para qualquer adversário. Fica, ainda assim, o aviso. Quer a Colômbia, que venceu o jogo e é melhor equipa, quer o Uzbequistão que, com bastantes diferenças face à RD Congo também é uma daquelas seleções bem chatas de defrontar, têm atributos claros que ficaram bem evidentes no Azteca. A primeira jornada começou e terminou no mesmo palco, o mais imponente de todos e que dá a qualquer jogo uma mística diferente.

Fonte: Federação Colombiana de Futebol

A Colômbia começou a construir a vitória ainda antes do apito inicial. Impressionante a moldura humana vestida de amarelo nas bancadas. Será, ao longo do Mundial, uma ajuda extra à seleção de Néstor Lorenzo que sabe bem o que tem de fazer. Principalmente na primeira parte, demonstrou todo o potencial futebolístico que tem. Antes dos destaques mais evidentes, os dois defesas centrais (Jhon Lucumí e Davinson Sánchez) e Jefferson Lerma garantem segurança defensiva, particularmente em transição. Uma espécie de França dos pequeninos sul-americana.

Para a frente, onde mais interessa ver a Colômbia, há várias maneiras de montar a equipa. Diante do Uzbequistão, Gustavo Puerta funcionou como segundo médio com bola, fechando uma linha de quatro à direita sem esta. Concorre com Richard Ríos, desta feita suplente, pela vaga como jogador de maior rotação no meio-campo. É mais cerebral que o concorrente direto, mantendo a capacidade física para vencer duelos. Depois, entre Jhon Arias e James Rodríguez, ambos por dentro, há capacidade de tratar a bola, juntando-se Luis Suárez, menos encarregue de baixar em apoio para ligar e mais focado no trabalho junto da linha defensiva adversária. Jhon Arias tem, por estes dias, mais pensamento de médio que de extremo disruptivo e forte no 1×1, como já foi. James Rodríguez, de quem se nota distante a condição física ideal, desenvolveu um senso de proteção invulgar. Procura lados cegos na oganização defensiva adversária, quase sempre sobre um dos corredores, para ver o jogo sem a necessidade da agilidade e rapidez nas ações, e organizar o campo.

Diante do Uzbequistão, mais do que no pensamento, o jogo resolveu-se na capacidade de chegada. Primeiro, de Daniel Muñoz, lateral direito responsável por fazer todo o corredor, uma vez que aí, a Colômbia joga sem extremo. Muito interessante a forma como se movimenta para atacar o espaço, quer chegando à linha de fundo, quer fazendo diagonais como a do golo. Depois, e mais importante, de Luis Díaz. Um absurdo de jogador sem aparentes pontos fracos no que mais importa no futebol de um extremo capaz de funcionar na linha ou como segundo avançado: o passe, o drible, a mudança de velocidade, o remate. Tudo aliados do destaque desta geração colombiana. Nem foi o caso, mas também tem aquela sensibilidade para decidir e mudar o curso de jogos difíceis.

Abbosbek Fayzullaev Uzbequistão
Fonte: Federação Uzbeque de Futebol

No lado uzbeque, fica a noção de que a diferença de dois golos não só é enganadora, como poderia nem ter existido, principalmente pela capacidade de, em desvantagem, a equipa se ter soltado. Fabio Cannavaro é o treinador da primeira geração do Uzbequistão no Mundial e é natural, até pelo perfil no banco e pelo estatuto de completo outsider, que a seleção asiática se tente impor pela solidez defensiva. Ainda assim, e apesar de também ter sido um domínio algo consentido, a segunda parte mostra que a seleção de Khusanov e companhia não se baseia apenas na procura de não sofrer. 

Defensivamente, e sendo de lamentar a ausência de Husniddin Aliqulov, tal como também o é lá à frente a Jaloliddin Masharipov, houve várias novidades na composição do quinteto, com a adaptação de Abdulla Abdullaev como central do meio, libertando Abdukodir Khusanov para o lado direito e para o embate direto contra Luis Díaz, e com a titularidade surpreendente do jovem Bekhruz Karimov. Aos 18 anos, exibição surpreendentemente certinha e estável do jovem que corria por fora para ganhar a posição.

Tendo a segunda parte como referência, o Uzbequistão procurou, depois de ver que as ligações mais diretas a Eldor Shomurodov e a Oston Ununov não estavam a funcionar, ligar mais o jogo. Soltou os alas, com Farrukh Sayfiev à esquerda, valorizou o papel dos médios, ambos a dividirem-se entre as tarefas de constução e de ligação e aproximação à área, com natural destaque a Otabek Shukurov, e meteu Dostonbek Khmdanov a fazer companhia a Abbosbek Fayzullaev nas costas do avançado. A teia associativa construiu-se e o Uzbequistão também jogou com bola. Marcou um golo, pelo maior talento da equipa, mas podia ter marcado mais. Sem descurar a solidez defensiva, se os uzbeques tiverem bola conseguirão manter o nível exibicional alto. E Portugal que se cuide.

Colômbia vence Uzbequistão e assume liderança do Grupo de Portugal no Mundial 2026

A Colômbia venceu o Uzbequistão na primeira jornada do Mundial 2026. Sul-americanos lideram Grupo K de forma isolada.

Foi a Colômbia quem apadrinhou a estreia do Uzbequistão em Mundiais. No jogo que fechou a primeira jornada do Mundial 2026, vitória da equipa sul-americana por 3-1.

Com superioridade na primeira parte, o conjunto sul-americano acabou por se colocar em vantagem. Grande cruzamento de Luis Díaz para uma infiltração de Daniel Muñoz (40′) e um belo golo.

Ao intervalo Fabio Cannavaro colocou peças novas em campo e a seleção uzbeque cresceu e empatou graças a Abbosbek Fayzullaev (60′), a marcar o primeiro golo da história do país nos Mundiais. O empate não durou muito e, depois de assistir, Luis Díaz (65′) marcou o seu golo. A vitória foi confirmada por Jaminton Campaz (90+8′) numa altura de balanceamento ofensivo uzbeque e depois de um lance de lutador de Cucho Hernández.

Luis Suárez foi titular no lado colombiano. Já Richard Ríos foi suplente utilizado, tendo sido lançado no decorrer da segunda parte.

Depois do empate entre Portugal e a RD Congo (1-1), a vitória deixa a Colômbia na liderança do Grupo K com três pontos. O Uzbequistão é o próximo adversário de Portugal e a única equipa do grupo ainda sem pontar.

Carlos Queiroz estreia-se no 5º Mundial da carreira com vitória nos descontos contra o Panamá carimbada por alvo do FC Porto e Gana vence pela 1ª vez em 2026

O Gana de Carlos Queiroz venceu o Panamá com um golo nos descontos. Jogo encerrou primeira jornada do Grupo L do Mundial 2026.

Parecia que ia dar empate, mas foi o Gana quem venceu o Panamá por 1-0 no Mundial 2026. Este foi um dia histórico para Carlos Queiroz, treinador português, que iniciou a participação no 5.º Mundial da carreira, competição que disputa ininterruptamente desde 2010 por Portugal, Irão e agora o Gana.

Na primeira parte a seleção da CONCAF teve maior volume de jogo, mas não foi capaz de marcar. Na segunda, principalmente depois das substituições, foi a equipa africana a jogar mais próximo da baliza, e foi recompensada já nos descontos.

Jogada bem conduzida por Antoine Semenyo e com assistência de Brandon Thomas-Asante para o golo de Caleb Yirenkyi. O médio, recorde-se, é alvo de mercado do FC Porto e sai valorizado da partida. Desde 12 de outubro de 2025, recorde-se, que o conjunto ganês não vencia um jogo de futebol.

Mais cedo no grupo, Inglaterra venceu a Croácia por 4-2. A seleção inglesa lidera, portanto, o Grupo L com três pontos, os mesmos do Gana. O Panamá, tal como os croatas, continua sem pontuar.

Grátis, em canal aberto e não só: onde ver todos os jogos do Mundial 2026 nesta quinta-feira, 18 de junho?

O Mundial 2026 continua com quatro partidas por dia. Sabe onde ver os jogos da noite (e madrugada) desta quinta-feira, 18 de junho.

Vai começar a segunda jornada da fase de grupos do Mundial 2026. Esta quinta-feira, 18 de junho, disputam-se os encontros do Grupo A e Grupo B.

No primeiro, duelo de derrotados entre Chéquia e África do Sul, e de vencedores, com México e Coreia do Sul. No segundo grupo, há espaço a um Suíça x Bósnia e Herzegovina e a um Canadá x Catar.

Eis os horários e transmissões dos jogos:

  • Chéquia x África do Sul (17h, 18 de junho): Sport TV 5
  • Suíça x Bósnia e Herzegovina (20h, 18 de junho): RTP 1, LiveMode TV e Sport TV 1/5
  • Canadá x Catar (23h, 18 de junho): Sport TV 5
  • México x Coreia do Sul (02h, 19 de junho): Sport TV 5

Recorda todos os grupos do Mundial 2026. Acompanha também as análises aos restantes grupos nas redes sociais do Bola na Rede.

Mundial 2026 Trionda Bola
Fonte: FIFA