Início Site Página 514

Lionel Messi em modo arrasador ultrapassa recorde de Cristiano Ronaldo

Lionel Messi passou a ser o jogador mais velho a completar um hat-trick num Mundial, depois de marcar três golos à Argélia.

Lionel Messi é oficialmente o jogador mais velho a marcar um hat-trick num Mundial. O avançado da Argentina marcou os três golos da vitória do seu país contra a Argélia, num encontro da primeira jornada, aos 38 anos e 357 dias.

O jogador ultrapassou assim a marca de Cristiano Ronaldo, que fez três tentos no Portugal 3-3 Espanha, durante o Mundial 2018. Na altura, o astro luso tinha 33 anos e 130 dias.

O jogador do Inter Miami igualou também Miroslav Klose na lista de melhores marcadores de Mundiais.

Portugal x RD Congo: eis os onzes prováveis

Portugal e RD Congo enfrentam-se a partir das 18 horas desta quinta-feira, num encontro da primeira jornada da fase de grupos do Mundial 2026.

Portugal estreia-se esta quarta-feira na fase de grupos do Mundial 2026, enfrentando em Houston a seleção da RD Congo, num encontro da primeira jornada. As duas equipas estão em busca de arrancar a competição com o pé direito.

Eis os onzes prováveis:

Portugal: Diogo Costa; Diogo Dalot, Tomás Araújo, Renato Veiga e Nuno Mendes; Vitinha, João Neves e Bruno Fernandes; Bernardo Silva, Pedro Neto e Cristiano Ronaldo

RD Congo: Mpasi-Nzau; Aaron Wan-Bissaka, Axel Tuanzebe, Chancel Mbemba e Joris Kayembe; Theo Bongonda, Samuel Moutossamy, Noah Sadiki, Ngalayel Mukau e Nathanael Mbuku; Yoane Wissa

Podes ler a antevisão completa.

Lionel Messi: «Sim, chorei depois do primeiro golo…»

Lionel Messi já reagiu à vitória da Argentina contra a Argélia por três bolas a zero, partida na qual acabou por fazer um hat-trick.

Lionel Messi analisou a vitória da Argentina sobre a Argélia por 3-0, num encontro em que fez um hat-trick e igualou Miroslav Klose na lista dos melhores marcadores de sempre nos Mundiais. O astro argentino justificou as lágrimas no festejo do primeiro golo do jogo:

«Sim, chorei depois do primeiro golo… Mas foi algo que nada teve a ver com futebol. Passei por uns dias difíceis, mas estou grato a toda a comitiva e aos meus companheiros de equipa, porque estiveram sempre ao meu lado e deram-me muita força».

O avançado do Inter Miami afirmou que jogador futebol é a sua paixão:

«Gosto de jogar futebol, é a minha paixão desde criança. Quando estou em boa forma, dou o meu melhor. Os primeiros jogos num Campeonato do Mundo são sempre difíceis e é óbvio que ninguém nos dá nada de mão beijada. É um Mundial muito competitivo, com equipas excelentemente preparadas».

Benfica define valor de venda de Anatoliy Trubin

O Benfica está disponível para vender Anatoliy Trubin no mercado de transferências de verão por 40 milhões de euros.

O Benfica não fecha as portas a uma saída de Anatoliy Trubin no mercado de transferências de verão. Porém, de acordo com o jornal Record, o emblema da Luz não está disponível para vender um jogador por um preço baixo, pedindo 40 milhões de euros pelo internacional ucraniano.

Os encarnados têm que dividir o dinheiro que receberem pelo jogador, com 40% a estar nas mãos do Shakhtar Donetsk. Assim sendo, o Benfica nunca conseguirá receber a verba completa, a não ser que compre a cláusula que pertence à equipa da Europa de Leste, cenário que aparenta ser improvável.

Anatoliy Trubin tem 24 anos e chegou a Lisboa em 2023, assumindo a titularidade nas águias. Na última temporada fez 59 partidas e sofreu 59 golos, além de ter feito um tento ao Real Madrid.

O sonho mundial começa frente a um regresso histórico | Portugal x RD Congo

Mundial 2026, 1ª jornada Grupo K: quarta-feira, 17 de junho de 2026, 18h

A ANTEVISÃO: UMA ESTREIA ENTRE SONHOS DIFERENTES, MAS COM O MESMO DESTINO

Portugal inicia frente à República Democrática do Congo a sua participação no Campeonato do Mundo 2026, numa competição onde a Seleção Nacional alimenta legítimas aspirações a chegar muito longe. Com uma das gerações mais talentosas da sua história, a equipa orientada por Roberto Martínez entra em campo com a responsabilidade de confirmar o favoritismo e somar os primeiros três pontos no Grupo K.

A seleção das quinas apresenta um lote impressionante de jogadores, com vários dos melhores futebolistas do mundo nas respetivas posições. Vitinha chega ao torneio como uma das principais referências da equipa portuguesa, após mais uma temporada de rendimento superlativo nos franceses do PSG bicampeões europeus, mas as atenções estarão inevitavelmente também centradas em Cristiano Ronaldo, que disputará o seu sexto Campeonato do Mundo com 41 anos (!), um feito histórico apenas igualado pelo mexicano Guillermo Ochoa e pelo astro argentino Lionel Messi.

Apesar da qualidade individual do plantel, permanece a dúvida relativamente à verdadeira identidade coletiva da equipa. A conquista da última Liga das Nações reforçou a confiança no trabalho de Roberto Martínez, mas continua a existir a sensação de que Portugal tem condições para apresentar um futebol ainda mais consistente e dominador. A componente emocional será igualmente importante, numa competição inevitavelmente marcada pela memória de Diogo Jota, que faleceu tragicamente num acidente de viação em julho do ano passado, poucas semanas após ajudar Portugal a conquistar mais um título internacional.

Do outro lado estará uma República Democrática do Congo que regressa a um Mundial 52 anos depois da sua única presença, então sob a denominação de Zaire. Os congoleses chegam moralizados depois de eliminarem a Nigéria no play-off africano e posteriormente a Jamaica na decisiva eliminatória intercontinental. Fisicamente muito forte e competitiva, a seleção africana tentará surpreender um dos candidatos à conquista do troféu mais desejado.

O árbitro da partida será o qatari Abdulrahman Al Jassim.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Este será o primeiro confronto entre Portugal e a República Democrática do Congo.
  2. Portugal disputa o seu nono Campeonato do Mundo.
  3. A República Democrática do Congo regressa a um Campeonato do Mundo 52 anos depois.
  4. Cristiano Ronaldo é um dos primeiros jogadores da história a marcar presença em seis Mundiais.
  5. A Seleção Nacional venceu recentemente a Liga das Nações pela segunda vez, em junho do ano passado.
  6. Portugal integra o Grupo K juntamente com RD Congo, Colômbia e Uzbequistão.
  7. A única participação congolesa aconteceu em 1974, quando competia como Zaire.
  8. Portugal marcou 20 golos no seu grupo de qualificação para o Mundial.
  9. RD Congo ficou em segundo lugar no seu grupo de qualificação da zona africana para o Mundial, apenas atrás do Senegal.
  10. Os congoleses garantiram posteriormente o apuramento ao derrotarem a Jamaica na eliminatória intercontinental.

JOGADORES A TER EM CONTA

Vitinha Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Vitinha – Indubitavelmente um dos melhores médios do mundo. Um jogador que dispensa apresentações. Com uma inegável qualidade de passe, com uma superior visão de jogo e com uma enorme capacidade para gerir ritmos de jogo, será certamente um dos motores de um meio-campo de Portugal de enormíssima qualidade. Vitinha será essencial para desmontar a bem organizada seleção congolesa, e é um dos maiores talentos desta equipa. O médio do PSG também sabe que se este for o seu Mundial (apesar de privilegiar sempre o colectivo), tem legítimas aspirações a ganhar a Bola de Ouro. Muitas das esperanças de Portugal neste Mundial passam pelos pés deste talentosíssimo médio todo-o-terreno.

Chancel Mbemba RD Congo
Fonte: Federação Congolesa de Futebol

Chancel Mbemba – Herói da sua seleção nos dois jogos de qualificação para o derradeiro jogo que decidiu que o Congo pudesse disputar contra a Jamaica um lugar nesta competição, e garantir que a sua seleção voltasse a uma fase final de um Mundial 52 anos depois, como já mencionado anteriormente. Autor do golo decisivo nas meias-finais da zona africana contra Camarões já em período de descontos e igualmente decisivo, marcando o penalty que permitiu à RD Congo derrotar a Nigéria na final do play-off na zona africana de apuramento. Um defesa-central bastante possante e bem conhecido dos adeptos portugueses (com uma excelente passagem pelo FC Porto). Dono de um excelente jogo aéreo, grande sentido posicional e muito perigoso em lances de bola parada ofensiva. Portugal terá de vigiar muito bem o defesa-central congolês, para evitar males maiores.

XI´s PROVÁVEIS

Portugal: Diogo Costa; Diogo Dalot, Tomás Araújo, Renato Veiga e Nuno Mendes; Vitinha, João Neves e Bruno Fernandes; Bernardo Silva, Pedro Neto e Cristiano Ronaldo

Treinador: Roberto Martínez

«Temos de respeitar muito o que a RD Congo está a fazer com o seu selecionador. As equipas africanas estão muito bem desenvolvidas. Conseguem fazer uma pressão em bloco médio, alto. São agressivos, gostam dos duelos físicos, de um jogo vertical. Exploram muito bem os espaços. Respeitamos muito o que a RD Congo é enquanto seleção. São flexíveis, têm muitos jogadores na zona central. São uma equipa que gosta do duelo físico e é muito vertical».

RD Congo: Mpasi-Nzau; Aaron Wan-Bissaka, Axel Tuanzebe, Chancel Mbemba e Joris Kayembe; Theo Bongonda, Samuel Moutossamy, Noah Sadiki, Ngalayel Mukau e Nathanael Mbuku; Yoane Wissa

Treinador: Sebastien Desabre

«Estamos focados naquilo que fazemos melhor. É uma maratona de três jogos. Amanhã [quarta-feira], jogamos contra uma das melhores equipas do mundo.Conhecemos a equipa, temos muito respeito por Portugal, é das melhores equipas do mundo, mas temos muita força e vamos começar pelo nosso estilo de jogo.Os jogadores estão prontos, temos 100 milhões de congoleses a ver-nos, queremos mostrar coragem e faremos tudo o que for possível ».

PREVISÃO DE RESULTADO: Portugal 2-1 RD Congo

Messi, Mbappé e Haaland: deixaram os crescidos entrar no parque das surpresas – Diário do Mundial 2026 #6

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026. 

Kylian Mbappé e o amor correspondido com Mundiais | França 3-1 Senegal

Kylian Mbappé França
Fonte: Federação Francesa de Futebol

A relação de Kylian Mbappé com o Mundial é uma lição para todas as grandes histórias de amor que buscam a perfeição. Esta é uma miragem distante, uma impossibilidade nefasta e a sua procura incessante acaba por, não só não permitir lá chegar, como tornar a relação ainda mais imperfeita. 

Foi esta a história da estreia de Kylian Mbappé no seu terceiro Mundial. Chegou a duas finais, ganhou uma delas e agora é a maior figura de uma França repleta de figuras maiores. A temporada no Real Madrid foi complicada, para lá dos muitos golos, com críticas relativas a um ego maior que o permitido no clube que mais egos permite no mundo e a um período de férias paradisíacas, com uma lesão já na reta final da temporada, enquanto o inferno se abatia sobre o Santiago Bernabéu. Chegou à seleção e voltou a ver mais críticas do que elogios.

Ser um dos melhores jogadores do mundo não chega para Kylian Mbappé escapar a um mar de críticas, tão grande como a sua qualidade. No meio de tudo, o Mundial é uma espécie de porto de abrigo para o avançado. Já o foi em 2018, já o foi em 2022, quer como protagonista, quer como um dos protagonistas. Em 2026, a história de amor começou com uma profunda discussão, rapidamente sanada com dois golos. No seu terceiro Mundial, a tartaruga ninja também vai ser protagonista.

Kylian Mbappé França
Fonte: Federação Francesa de Futebol

Os primeiros 60 minutos de Kylian Mbappé, para um qualquer ET aterrado por acaso no Planeta Terra, seriam de um jogador banal. Falhou quase todas as ações, não foi capaz de funcionar como avançado central, a atacar o espaço sem uma referência fixa, não deu sequência aos lances e, das receções aos passes, não esteve bem em campo. Aos 66 minutos, e já depois de um lance relativamente semelhante, com os mesmos protagonistas, recebeu um passe magistral de Olise e marcou. Aos 90+6, depois de um golaço de Ibrahim Mbaye, que poderia instabilizar os últimos minutos do jogo francês, pegou na bola ainda bem longe da baliza e marcou um dos golos deste Mundial. Há histórias de amor assim.

A França foi muito melhor na segunda parte que na primeira e há uma razão que o explica: o espaço. Na primeira metade, Senegal fechou os espaços e não deu qualquer possibilidade dos franceses chegarem à profundidade. Na segunda, abriram-se brechas no sistema defensivo e os gauleses tiveram o jogo no seu cenário ideal. Contra blocos baixos, será sempre mais complicado. Não há um médio organizador nem um jogador capaz de gerir ritmos na construção. Com espaço, já há muita gente capaz de meter a bola perfeitinha.

Foi o que fez Michael Olise – não sendo médio, tem uma precisão no lançamento que o torna fundamental -, do onze inicial o jogador com o pé mais calibrado e com maior precisão na batida na bola, e foi o que fez Adrien Rabiot, um dos jogadores que vive uma nova juventude cada vez que joga com o galo ao peito. Fora disso, a França foi competente e nem precisou das melhores versões de Desiré Doué ou de Ousmane Dembélé. Didier Deschamps montou a equipa para privilegiar os desequilibradores da frente contando que, lá atrás, a solidez imperasse. Foi isso que Dayot Upamecano, William Saliba e Aurélien Tchouaméni permitiram. Também por aí se vê a qualidade e a profundidade do plantel. A falta de um organizador pode, por agora, ser desvalorizada. 

Pape Gueye Senegal Désiré Doué França
Fonte: Federação Senegalesa de Futebol

Senegal fez um jogo competente, mas precisava de ser perfeito. Quando começou a deixar espaços, deixou de conseguir controlar tão bem o adversário mais temível do mundo, o que não apaga os sinais positivos deixados. Kalidou Koulibaly está longe dos grandes centros do futebol mundial, mas apareceu em grande nível. É um dos melhores centrais da geração, por muito que a sua carreira não tenha atingido esse estatuto e é um dos nomes que permite estabilizar a equipa. Para a frente há qualidade de sobre.

Com lançamentos de El Haji Malick Diouf e Pape Gueye, Nicolas Jackson conseguiu aparecer várias frentes em situações de exploração de espaço. Desta vez, apareceu na sua versão mais completa, deixando para trás as desconfianças que resistem pela apatia ocasional à arte do golo. À direita, Krépin Diatta foi-se metendo por dentro e criando desequilíbrios, com Lamine Camara a compensar e Ismaila Sarr a movimentar-se a toda a largura e a ameaçar no espaço. Tivesse tido outro acerto no lance que antecipou a chegada do intervalo e o jogo poderia ter sido bem diferente. Quando a baliza mexeu, foi por Ibrahim Mbaye. Tem 18 anos, optou por representar Senegal em detrimento da França e tem um mundo pela frente onde será protagonista. Que bela carta de apresentação deixou a quem não o conhecia. 

O barco norueguês viciado em mandar outros ao fundo | Iraque 1-4 Noruega

Noruega Jogadores Kristian Thorstvedt
Fonte: Federação Norueguesa de Futebol

Há milhares de anos que não chegavam às Américas de barco europeus tão perigoso ao ecossistema local como estes vikings noruegueses. De resto, já têm garantida a celebração mais icónica do Mundial 2026, num movimento de comunhão que simula um trabalho braçal na arte do remo. A palavra certa para o caracterizar deve ser aura.

«Rema, rema, rema o barco num dia risonho. Rio acima, rio abaixo, a vida é um sonho», entoa a música do cancioneiro popular que remete à infância. Para a Noruega, o dia de estreia no Mundial, o primeiro neste século, não poderia ter sido mais risonho. Com vitórias assim, o sonho é real.

O que mais assusta na Noruega é a facilidade com que se constroem resultados volumosos com superioridades nem assim tão evidentes. Não há muitos segredos no jogo norueguês. David Moller Wolfe vai ficar mais baixo, à esquerda, embora até tenha sido numa altura em que projetou que ajudou a Noruega a construir o primeiro golo. Um posicionamento que quer dar o corredor ao veloz Antonio Nusa. À direita, Julian Ryerson procura subir bem alto, ocupar o corredor e permitir quer a Martin Odegaard, no meio, quer a Alexander Sorloth, que parte da direita para dentro, jogar mais perto da baliza. No meio, há Sander Berge a facilitar saídas e a limpar e Fredrik Aursnes, na sua versão faz tudo. Este cocktail de bons jogadores é liderado por Erling Haaland.

Erling Haaland Noruega
Fonte: Federação Norueguesa de Futebol

Há no cyborg norueguês um caráter místico que continua bem presente com o passar dos anos. Mostrou-se ao mundo pela primeira vez como o jovem avançado que, em 2019, marcou nove dos 12 golos com que a Noruega dizimou as Honduras no Mundial Sub-20. Sete anos depois estreou-se no Mundial 2026 com um bis aparentemente simples. Um golo à boca da baliza e um movimento de pressão que encontrou uma bola mal batida pelo guarda-redes. Ainda bem que, para Erling Haaland, a tarefa do golo é diária, uma daquelas que aparece algures entre a limpeza do pó e o passeio do cão. Seria estranho se assim não fosse.

O Iraque foi um adversário bem mais complicado do que se poderia perspetivar. A capacidade competitiva iraquiana é uma realidade conhecida, exponenciada por Graham Arnold um dos bons treinadores do panorama asiático de seleções. Ainda assim, era impensável pensar que detalhes decidiriam um jogo diante da Noruega, unanimemente uma das seleções candidatas a ser uma surpresa na América do Norte. A goleada é uma mentira de diferenças futebolísticas que não existiram de forma tão expressiva.

Ayman Hussein Iraque
Fonte: Federação Iraquiana de Futebol

Desde logo, há uma palavra de reconhecimento para a estratégia do Iraque. Diante de uma equipa com uma média de alturas a roçar o 1,90m, a seleção asiática resistiu à norma de se defender em bloco baixo, procurou encaixar nos noruegueses e enfrentou mesmo situações de 1×1 na última linha contra Erling Haaland e Alexander Sorloth, sempre que Ali Jasim foi buscar Martin Odegaard e moveu as peças no tabuleiro norueguês. Mesmo quando baixou ligeiramente o bloco, primou a organização e o sentido coletivo nos movimentos. 

Com bola, houve também capacidade para chegar com perigo, principalmente no bom lado esquerdo do Iraque. Ali Jasim está, contratualmente, ligado ao Como 1907 e percebe-se o porquê. Além da qualidade técnica, tem um sentido de envolvimento coletivo importante. Relacionou-se facilmente com Doski, Al-Ammari e Al-Hamadi para conseguir criar condições de chegar à linha de fundo ou de encontrar o espaço interior. Num dos lances de envolvimento coletivo, tudo resultou num cruzamento para Aymen Hussein, a grande referência do Iraque. Além da história de superação pessoal, há uma história de envolvimento com o público iraquiano que tem a maior recompensa no maior palco do mundo. Nem sete horas detido para um interrogatório com base numa mão cheia de nada resultaram para retirar ao futebol a sua magia mais pura.

Lionel. Andrés. Messi | Argentina 3-0 Argélia

Lionel Messi Argentina
Fonte: Federação Argentina de Futebol

Não será totalmente certo dizer que a Argentina venceu a Argélia por 3-0. O Polígrafo não deixará mentir: foi Lionel Messi quem venceu a Argélia por 3-0. Não que a Argentina não tenha sido superior e merecido ganhar à seleção africana, num duelo com um verdadeiro viveiro de talentos, mas a diferença real entre as duas seleções não foi assim tão grande. Apenas a diferença de ter ou não Lionel Messi.

Mal o apito inicial soou, o 10 argentino passou a vestir por 200 vezes a camisola albiceleste e tornou-se, por algumas horas apenas, no único jogador do mundo a jogar o Mundial por seis ocasiões diferentes. Com o passar dos minutos e com os três golos, atingiu um registo ainda mais especial. Dos 13, passaram a ser 16 os golos de Lionel Messi na maior prova do mundo das seleções, precisamente os mesmos de Miroslav Klose, até então destacado na liderança do registo. Kylian Mbappé tem 14 e está na luta, mas a primeira aproximação ao alemão foi de Lionel Messi. 

Há um mundo de possibilidades para a Argentina enquadrar o seu principal astro. Quando enquadrado naquela zona específica, à entrada da área em zona frontal e de frente para a baliza, não há ainda no mundo nenhum jogador com tantas ferramentas, quer no passe, quer no remate. Mostrou-o novamente ao mundo. 

Lionel Messi Argentina
Fonte: Federação Argentina de Futebol

Como um cômputo geral, a Argentina é o terreno mais fértil para enquadrar Lionel Messi e os jogadores argentinos. Do ponto de vista cultural, não há nenhum futebol no mundo, nem mesmo o dos triângulos espanhóis, que represente tão bem uma nação quanto as combinações e tabelas que os argentinos vão somando ao longo do campo. Nesta fase, são cinco jogadores por dentro a combinar, com Lautaro Martínez importante a fixar a linha defensiva e os laterais, por mais que as limitações sejam reconhecidas, a procurar garantir largura. Há Enzo Fernández perto da bola, há tabelas por todo o lado e há um futebol identificado pelos jogadores. Nem mesmo as limitações defensivas, ainda assim evidentes, causaram estragos.

Foi um resultado profundamente inglório para a Argélia, apenas sem condições para lidar com o tal nome maior que todos os outros. Estilisticamente, há uma aproximação, até, com o futebol argentino. É este o estado atual do panorama do Norte de Áfrico, um autêntico viveiro de talentos tecnicistas, com capacidade no drible e invenção no passe. 

Contra a Argentina, Vladimir Petkovic deixou no banco Riyad Mahrez, Mohamed Amoura, Houssem Aouar ou Ramiz Zerrouki, mas houve outro nome em destaque. Ibrahim Maza é um talento em bruto, daqueles com um teto tão alto que só aos outros será preciso um escadote para lá chegar. Para o médio do Leverkusen, o céu é um limite ao alcance. Esconde o passe até ao fim, tem capacidade técnica no drible curto e criatividade na forma como descobre os colegas através de linhas invisíveis ao olho humano. Não foi um jogo de grande sequência, apesar da competitividade e da capacidade de manter a posse de bola, mas foi uma exibição de mão cheia do mais novo dos muitos talentos argelinos.

Mais um ponto para a história dos estreantes | Áustria 2-1 Jordânia

Konrad Laimer Áustria Yazan Al-Arab Jordânia
Fonte: Federação Austríaca de Futebol

Apenas o Uzbequistão ainda não entrou em campo entre os estreantes no Mundial 2026. Depois da história de Curaçau, que celebrou com a vida o golo de um empate contra a Alemanha, ainda que passageiro antes de uma goleada que equipara a modesta seleção das Caraíbas ao Brasil, e da epopeia de Cabo Verde, capaz de travar a poderosa Espanha e de garantir um empate tão saboroso como uma vitória, foi a vez da Jordânia mostrar que, se há problemas na ampliação do Mundial 2026, a competitividade não é um deles. Que o diga a Áustria.

A Jordânia terá sempre capacidade de complicar a vida aos adversários. É uma seleção cheia de energia no processo defensivo, com muita vontade de jogar na antecipação e de dificultar a vida aos adversários. Não é uma equipa com um processo defensivo típico pela organização das linhas baixas, mas que vive numa espécie de caos intencional, onde a vontade é mais importante que qualquer outro compromisso.

Nesse sentido, há um nome acima dos demais: Yazan Al-Arab. Fica ligado ao autogolo que acaba por dar a vitória à Áustria, sem grandes culpas no cartório, mas é a referência inequívoca de um setor defensivo marcado pela imposição nos duelos e pelo risco nas ações. Também ofensivamente, tem a tendência mais ou menos saudável, dependendo dos cenários e de quão apertado esteja o coração, de incorporar transições e avançar em campo. 

Romano Schmid Áustria
Fonte: Federação Austríaca de Futebol

Nessas transições, a sua presença é, ainda assim, de um coadjuvante silencioso. É o trio da frente quem mais importa nesse sentido e aí há uma boa notícia para o conjunto jordanio. Sem Al-Naimat, um avançado muito importante como falso 9, baixando para permitir aos extremos que ataquem esse espaço – ele que foi lembrado por Ali Olwan no golo – Odeh Fakhoury foi lançado como avançado pela direita e Ali Olwan, habitualmente por dentro, deslocado para a esquerda. Mousa Al-Tamari, estrela maior da equipa, ficou por dentro, protegido de tantas obrigações defensivas e com o GPS ligado para a transição. Foram várias as vezes que a sensação de perigo se sobrepôs à de tranquilidade para a Áustria. Ainda dizem que as estreias são só para inglês e austríaco ver.

Se Al Naimat é baixa de peso na Jordânia, Christoph Baumgartner deixa saudades na Áustria. Sem o seu 10 de chegada, Ralf Rangnick aproveitou tudo o que Konrad Laimer pode oferecer por todo e colocou-o, depois de lateral em qualquer lado e médio centro, como médio mais ofensivo, nas costas de Sasa Kalajdzic. É um dínamo de movimento constante e, nessa energia, simboliza tudo o que a Áustria quer ter.

Romano Schmid é uma espécie de contratempo ao acumular de médios por todo o lado que os europeus metem em campo. Também joga pelas mesmas bandas, mas pensa como um avançado e foi assim que meteu a bola na baliza. Depois, até foi a Jordânia quem aproveitou as debilidades extremas da Áustria em transição para se superar e voltar a obrigar os austríacos a correr mais e mais. Do banco chegou, mais do que a energia, a capacidade de meter a equipa a correr melhor. Paul Wanner e Carney Chukwuemeka deram mais pensamento e estrutura e Marko Arnautovic outra capacidade de envolvimento na área. Sorriu a Áustria, até com um resultado maior do que o futebol ditou.

Áustria estraga o sonho da estreante Jordânia e garante vitória sofrida no Mundial 2026

A Áustria não viveu uma noite – madrugada em Portugal – nada fácil, mas conseguiu o mais importante: os três pontos. Vitória sobre a Jordânia no Mundial 2026.

A Áustria conseguiu uma vitória muito complicada, mas importante na estreia no Mundial 2026. Diante da Jordânia a fazer o seu primeiro jogo na história dos Mundiais, triunfo dos europeus por 3-1.

Foi a seleção europeia quem começou melhor e quem se adiantou na partida. Romano Schmid (20′) com um belo remate de fora da área assinalou o primeiro golo do encontro.

Na segunda metade, a Jordânia prosseguiu a sua busca pelo golo do empate e conseguiu chegar ao destino. Ali Olwan (50′) marcou também ele um grande golo e não esqueceu Al Naimat, colega de seleção que falhou o Mundial lesionado. A Áustria ainda viu um golo anulado (69′), mas celebrou quando a bola bateu nas costas de Yazan Al-Arab (76′) e entrou na baliza. De penálti, Marko Arnautovic (90+12′) selou o resultado final.

Com este triunfo, a Áustria chega aos três pontos no grupo. Mais cedo, a Argentina venceu a Argélia por 3-0 e assumiu, portanto, a liderança do grupo J. Jordânia e Argélia continuam sem pontuar.

Lionel Messi apanha Miroslav Klose como o máximo goleador da história dos Mundiais e marca hat-trick na vitória da Argentina sobre a Argélia na estreia

A Argentina venceu a Argélia na estreia no Mundial 2026, onde procura revalidar o título. Lionel Messi fez um hat-trick e foi o herói dos argentinos.

A Argentina iniciou o seu caminho na defesa do título do Mundial, conquistado em 2022 e que pretende ver renovado em 2026, com uma vitória. Diante da Argélia, Lionel Messi foi soberano e a albiceleste venceu por 3-0… três golos de Messi.

Foi jogo 200 de Lionel Messi pela seleção e coroado de forma perfeita. No seu 6.º Mundial – o primeiro jogador a atingir tal registo – foi com um hat-trick (17′, 60′ e 78′) que o argentino brilhou.

Os três golos não deixam margem para dúvidas. Agora, são 16 nos seis Mundiais jogados por Lionel Messi. Com 16 golos apontados, o argentino apanha Miroslav Klose como o melhor marcador na história da competição. Kylian Mbappé, que bisou esta noite, tem 14 e também pode ameaçar este recorde.

Contas feitas, início perfeito para a Argentina, que chega aos três pontos no Grupo J. Mais tarde, a partir das 5h, Áustria e Jordânia encerrarão as contas do grupo.

Erling Haaland apresenta-se ao Mundial 2026 com 2 golos e guia Noruega a goleada contra um Iraque que não aceitou o papel secundário

A Noruega estreou-se no Mundial 2026 com uma vitória contra o Iraque. Jogo marcou a estreia de todos os jogadores em campo na maior competição do mundo.

Desde 1998 que a Noruega não ia ao Mundial e desde 1986 que o Iraque não era capaz de tal proeza. No jogo de estreia para todos os talentos em campo, no Mundial 2026, vitória da formação europeia por 4-1 num jogo muito competitivo.

Primeira parte muito entretida e com boa réplica das duas equipas. O Iraque marcou por Aymen Hussein (39′), a recompensar um futebol positivo praticado pelos asiáticos, mas Erling Haaland (29′ e 43′) fez o mesmo em dose dupla.

Na segunda parte, houve menos oportunidades e a formação norueguesa até caiu de produção, mas viria a resolver o jogo. Leo Ostigard (77′) saltou do banco para, de canto, marcar o golo que confirmou o triunfo do conjunto europeu. Kristian Thorstvedt (90+6′) ainda marcou mais um. Fredrik Aursnes foi titular e Andreas Schjelderup suplente utilizado.

Com este resultado, com mais um golo do que o com que a França venceu Senegal, a Noruega ultrapassa a seleção europeia no topo da liderança do Grupo I, ambas com três pontos. Iraque e Senegal continuam à procura do primeiro ponto.

Nuno Dias responde ao Bola na Rede após vitória esmagadora do Sporting: «Não houve aqui nenhuma magia, com o avanço do resultado, conseguimos nos tornar menos ansiosos e mais frios»

Nuno Dias respondeu, em conferência de imprensa, a uma pergunta do Bola na Rede, após a vitória por 8-2 frente ao Benfica.

O Sporting venceu o Benfica por 8-2, no jogo 2 da final do campeonato, disputado no pavilhão João Rocha. Nuno Dias respondeu a uma questão colocada pelo Bola na Rede em conferência de imprensa.

Bola na Rede: No jogo 1 disse que faltou eficácia. Hoje o Sporting marcou oito golos. O que é que mudou em três dias? Foi sobretudo a finalização ou houve uma alteração do plano de jogo?

Nuno Dias: A eficácia na primeira parte foi ao nível do que fizemos no jogo 1. O número de oportunidades que criamos foi ao nível do que fizemos no jogo um. Naquilo que diz respeito à quantidade de vezes que tivemos na cara do Léo, a quantidade de vezes que tivemos situações claras com baliza para finalizar. que não conseguimos marcar e se tivéssemos marcado o resultado ao intervalo, teria sido bem mais dilatado do que aquele que estava de 2-1. Não fomos, não fomos. E eu acho que o que aconteceu foi que depois na segunda parte melhoramos essa eficácia e conseguimos marcar e conseguimos dilatar para dois, três golos de diferença. E aí acho que a ansiedade diminuiu, a segurança como fizemos as coisas foi maior. Não acho que acima de tudo a ansiedade na hora de finalizar procurarmos melhor a finalização, procuramos melhor o colega se tínhamos que procurar, procuramos a melhor finalização que tínhamos que procurar e mesmo assim ainda continuamos a desperdiçar, mas fizemos bastante, acertamos melhor na baliza também e acho que melhoramos esse aspeto. Não houve aqui nenhuma magia, nem houve aqui nada de extraordinário que se tenha feito. Não fizemos nada de extraordinário de sexta até hoje. Não houve aqui nenhuma magia, nem houve aqui nenhuma forma mágica para marcarmos mais golos do que tínhamos feito. Porque é difícil produzir em treino situações de finalização reais, aquilo que acontece em jogo. Os adversários no treino são outros, a ansiedade é outra, a pressão é outra, a emoção é outra. Podemos melhorar o gesto técnico, mas tudo aquilo que tá à volta do gesto técnico que envolve o homem, a pessoa e o atleta é difícil de produzir e conseguimos melhorar. Eu acho que, com o avanço do resultado, conseguimos nos tornar menos ansiosos e mais frios e se calhar a encontrar a melhor situação.