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Gabriel Veron emprestado pelo FC Porto ao CD Nacional até ao final da temporada

Após regressar ao FC Porto em dezembro, Gabriel Veron será emprestado ao CD Nacional até ao final da atual temporada.

Gabriel Veron vai rumar ao CD Nacional por empréstimo até ao final da temporada, proveniente do FC Porto. Após regressar em dezembro do empréstimo ao Juventude, o extremo de 23 anos tem agora uma oportunidade de mostrar serviço na Primeira Liga.

O brasileiro chegou ao Estádio do Dragão em 2022 por cerca de 10 milhões de euros, nunca sendo capaz de se afirmar na equipa principal. Este será o quarto empréstimo desde a sua chegada ao clube.

O CD Nacional ocupa, atualmente, o 13.º lugar da Primeira Liga com 16 pontos e recebe o Santa Clara, este domingo, pelas 15h30.

Crystal Palace define preço para vender Marc Guéhi no mercado de janeiro

Marc Guéhi termina o contrato com o Crystal Palace no final da temporada e o clube já definiu o preço para o vender durante o mercado de inverno.

Marc Guéhi provavelmente abandonará o Crystal Palace antes do início da próxima temporada. O internacional inglês termina o contrato em junho mas o clube estabeleceu o valor de 40 milhões para a sua venda no mercado de janeiro, segundo o Guardian sport.

O capitão dos eagles leva três golos e três assistências em 33 jogos esta época e tem sido associado a alguns dos maiores clubes do mundo, incluindo o Real Madrid, Bayern Munique, Arsenal e Liverpool. A mesma fonte adianta que o Manchester City é o clube que está mais interessado em avançar por Marc Guéhi em janeiro.

O Crystal Palace conquistou a Supertaça Inglesa em agosto e atualmente ocupa a 13.ª posição da Premier League com 28 pontos.

Vitória SC ganha o 3.º título da sua história: quais foram os outros dois?

O Vitória SC venceu o Braga por 2-1 e conquistou a Taça da Liga. É o terceiro título da sua história, após Supertaça e Taça de Portugal.

O Vitória SC conquistou o terceiro título da sua história, ao ganhar a Taça da Liga. Foi assim uma grande noite para o conjunto de Guimarães, que venceu o Braga por 2-1 com direito a reviravolta e celebrou nova conquista para o seu palmarés.

Das 12 finais que o Vitória SC jogou, a equipa natural de Guimarães ganhou a Supertaça em 1988 e a Taça de Portugal em 2013. A juntar a estes dois troféus, está agora a primeira Taça da Liga da sua história.

O Vitória SC tornou-se no sétimo clube a ganhar a Taça da Liga, depois do Benfica, Sporting, Braga, FC Porto, Moreirense e o Vitória FC. Podes ver todos os vencedores da competição até ao momento.

Eis os troféus do Vitória SC:

  • Supertaça (1988)
  • Taça de Portugal (2013)
  • Taça da Liga (2026)

Beni Mukendi percorreu todo o campo de joelhos após conquistar a Taça da Liga

Depois do triunfo histórico frente ao Braga na final da Taça da Liga, o médio angolano do Vitória SC, Beni Mukendi, fez todo o campo de joelhos.

Após a conquista da Taça da Liga com a vitória por 2-1 frente ao Braga, o médio do Vitória SC, Beni Mukendi, percorreu o campo inteiro de joelhos. O angolano foi titular no triunfo e ajudou o clube vimaranense a levantar pela primeira vez o troféu.

Beni Mukendi tem sido um dos destaques da equipa orientada por Luís Pinto, após custar três milhões de euros no mercado de janeiro da passada temporada, proveniente do Casa Pia. Esta temporada leva um golo em 17 participações.

Vê as imagens da celebração do internacional angolano:

Regresso à vista: Daniel Bragança vai ter os primeiros minutos na equipa principal do Sporting ainda em janeiro

Daniel Bragança está cada vez mais perto de voltar a jogar na equipa principal do Sporting. Médio sofreu uma grave lesão.

Daniel Bragança vai somar os primeiros minutos pela equipa principal do Sporting neste mês de janeiro. A garantia é dada pelo jornal A Bola, que dá novidades sobre a situação física do médio que sofreu uma lesão grave a 15 de fevereiro de 2025.

Nos últimos dias, Daniel Bragança regressou aos relvados, pois jogou cerca de 30 minutos pela equipa B do Sporting no dia 4 de janeiro, frente ao Académico de Viseu. O jogo foi relativo à Segunda Liga e terminou em derrota leonina por 2-1, em Alcochete. O médio de 26 anos esteve também no banco do Sporting x Vitória SC, da meia final da Taça da Liga.

Esta temporada, Daniel Bragança não registou ainda qualquer jogo pela equipa principal do Sporting. Já em 2024/25, o médio alinhou em 29 partidas, marcou quatro golos e fez nove assistências.

Daniel Bragança Sporting
Fonte: Sporting CP

3 clubes onde Ruben Amorim pode continuar a carreira

A saída de Ruben Amorim do Manchester United não deve ser lida apenas como um fracasso isolado, mas como um momento de mistura entre uma rutura e uma clarificação.

Aos 41 anos, embora o treinador português já não viva do estatuto de promessa, igualmente não precisa de provar que tem ideias e de que é resiliente em prol de um projeto desportivo. Tais características estão consolidadas e reconhecidas pelo seu trabalho em Portugal (sobretudo no Sporting) e que procurou aplicar em Inglaterra. Com argumentos a seu favor, mas também contra si, o seu período no Manchester United terminou esta semana.

Apesar de 14 meses ter sido um período curto para mudar um contexto absolutamente particular do futebol inglês e mundial, além de não terem sido dadas ao técnico as melhores condições, algumas questões ficaram expostas. A experiência em Old Trafford expôs limites, mais nomeadamente alguma inflexibilidade técnico-tática, mas também confirmou algo essencial: Amorim não é um treinador ideal de contexto caótico.

O que se impõe a partir de agora na carreira do jovem treinador português é a escolha do contexto certo, num futebol cada vez menos paciente e mais ruidoso, onde nem todos os projetos servem todos os treinadores e vice-versa. Tudo indica que próximo passo de Ruben Amorim não será apenas mais um desafio na carreira, mas uma decisão mais estrutural, capaz de definir se o seu futuro passa por reconstruir, afirmar de vez ou reinventar a sua identidade com vista a regressar aos nomes de topo do futebol europeu. Poderão ser muitos e diversos os clubes onde Amorim poderia vingar, mas ficam três exemplos de projetos onde o técnico português teoricamente encaixaria.

3.

SL Benfica adeptos
Fonte: Zito Delgado / Bola na Rede

Benfica – É uma das opções lógicas e mais faladas, pela ligação antiga ao clube da Luz, conhecimento do ADN dos encarnados e por ser uma das melhores maneiras de hipoteticamente começar um novo projeto com estabilidade. Sendo um treinador que aposta e trabalha jovens jogadores, os sabe valorizar e faz contratações cirúrgicas apenas para completar o seu grupo de trabalho, encaixa quem nem uma luva no antigo clube. Embora pudesse ser um retrocesso, visto que Amorim já triunfou no futebol português e é menos prestigiante que o inglês.

A sua vinda para o Benfica vai começar a ganhar mais peso enquanto o consulado de José Mourinho não apresentar melhorias que satisfaça a uma grande parte da massa adepta da equipa e aparentará ser a última salvação do projeto de Rui Costa para o clube em termos desportivos, a fim de ter sucesso sustentado e continuado. Mas olhando ao contexto atual, Ruben Amorim no Benfica só faria sentido num cenário de rutura profunda e recomeço estrutural, não como solução de curto prazo para apagar incêndios.

2.

Chelsea
Fonte: Chelsea

Chelsea – Seria uma opção muito interessante. Apesar da turbulência que o clube londrino já nos habituou a assistir, um projeto em torno do treinador português e com alicerces na estabilidade, poderia não só levantar o nome de Amorim em Inglaterra como levar o Chelsea novamente a sucessos internos e quiçá externos. Tendo acesso a número (quase) infinito de fundos para reforçar as posições que achar mais necessárias, já conhecendo a realidade do futebol britânico e tendo mais matéria-prima em termos de talento, Amorim teria condições que não encontrou em Manchester.

Caso a experiência Liam Rosenior não surta o efeito desejado e o atual projeto técnico não se estabilize, o treinador português seria uma alternativa de peso. No entanto, um aspeto a ter em conta é que o Chelsea nunca é apenas uma oportunidade, mas também um risco. A questão seria saber se o clube inglês estaria disposto a adaptar-se a um treinador, uma situação que raramente aconteceu durante as últimas duas décadas.

1.

Sporting x Borussia Dortmund
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Borussia Dortmund – Seria um projeto à medida do técnico português. O Dortmund sendo um clube que aprecia a construção de uma identidade própria e a estabilidade, além da aposta em talentos para os valorizar e chegar ao sucesso com isso, Amorim encaixaria como uma luva. Seria um contexto mais que ideal para destronar de vez a superioridade do Bayern de Munique e quebrar um jejum que já dura há 14 anos.

Mais do que ganhar títulos, Amorim poderia ganhar tempo, o que é algo raro e precioso no futebol dos tempos atuais. O estilo do técnico português encaixava perfeitamente no clube germânico. Num campeonato em que se verifica muitas vezes a intensidade, as transições rápidas e um jogo mais vertical, o seu modelo habitual de três defesas e alas projetados para um equilíbrio entre conseguir atacar e saber defender teria terreno mais que fértil para se afirmar, podendo também ser um ambiente algo diferente da rigidez e do ruído mediático da Liga Inglesa.

Depois do desafio na cidade Mancunian e independentemente de qual virá a ser o seu novo passo na carreira, Ruben Amorim não precisa de dar um passo atrás, mas sim de dar o passo certo. Pois, no futebol moderno, escolher bem o projeto é tão decisivo como vencer no dentro das quatro linhas.

José Enamorado assina pelo Grémio de Luís Castro

O Grémio de Luís Castro anunciou, no passado sábado, a contratação do extremo José Enamorado, proveniente do Junior Barranquilla.

O Grémio confirmou, no passado sábado, mais um reforço para Luís Castro. José Enamorado assinou um contrato válido por duas temporadas após abandonar o Junior Barranquilla.

O extremo colombiano de 26 anos teve a sua época de afirmação durante o ano de 2025, terminando com 11 golos e sete assistências em 53 participações. Para além de José Enamorado, o Grémio já garantiu vários reforços para a temporada 2026, incluindo nomes como Willian, Arthur Melo, Fabián Balbuena e o ex-Benfica Carlos Vinícius.

Na madrugada deste domingo, Luís Castro estreou-se no comando técnico com uma vitória por 4-0 no terreno do Avenida, num jogo a contar para a primeira jornada do Campeonato Gaúcho. Na temporada passada, o Grémio terminou na nona posição do Brasileirão.

Pedro Neto | O Ás de Trunfo esquecido

Pedro Neto é um daqueles casos curiosos do futebol moderno: toda a gente reconhece o talento, quase todos gostam do jogador, mas raramente surge no centro do debate quando se fala das grandes figuras da Premier League. E, no entanto, olhando para o que fez nas últimas duas temporadas, é difícil justificar esse silêncio.

Depois de anos em que o talento era questionado pelas sucessivas lesões que lhe davam mais tempo de fisioterapia do que de jogo, Pedro Neto conseguiu provar o seu valor enquanto um dos melhores jogadores portugueses na liga inglesa. Voltou a ser aquele extremo desequilibrador, explosivo, capaz de ganhar metros com bola, de destabilizar defesas organizadas e de criar perigo a partir do nada.

Nos Wolves, Pedro Neto foi claramente o jogador mais influente no último terço; no Chelsea, chegou e não demorou a mostrar por que motivo foi contratado… Não fosse ele dono e senhor da intensidade, verticalidade e uma noção muito clara do que pede o jogo inglês.

Pedro Neto no Euro 2024
Fonte: Filipe Oliveira/Bola na Rede

O que mais impressiona no número sete do Chelsea é a forma como combina velocidade com critério. Ele não é apenas um extremo que corre muito. Há intenção nos movimentos, há leitura do espaço, há capacidade para assistir e para decidir rápido em transição.

Nas últimas duas épocas, os números em assistências e ações decisivas acompanham o impacto visual que Pedro Neto tem em campo. É daqueles jogadores que fazem a equipa jogar mais alta, que empurram o adversário para trás e que libertam colegas em zonas interiores. Um autêntico Ás de Trunfo numa mão na última jogada.

Pedro Neto Chelsea
Fonte: Chelsea FC

Neste Chelsea, que também já teve dias mais felizes, Pedro Neto acabou por ser algo que muitos treinadores valorizam mais do que admitem… é fiável. Apesar de ser um elemento que nem sempre é brilhante, é quase sempre útil. Não é a estrela mediática da equipa, mas é uma peça que encaixa em vários contextos e sistemas, e isso torna-o fundamental num clube que ainda procura uma identidade definitiva. Passando a redundância do nome que ecoa em quase todas as minhas opiniões, faz lembrar um Diogo Jota num clube de Salah, Van Dijk, Luís Diaz e Darwin.

Claro que não é um jogador isento de erros, mau era se assim fosse (significa que atingiria um nível de perfeição superior a Maradona). Por vezes, ainda falha na definição no último toque, especialmente quando procura o golo em vez do passe simples. Há jogos em que Pedro Neto desaparece durante largos períodos, muito por culpa de decisões precipitadas ou de alguma previsibilidade quando é bem marcado, e ainda podia assumir mais vezes o jogo, ser mais “egoísta” quando a equipa precisa de alguém que arrisque.

Pedro Neto Josko Gvardiol
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Mesmo assim, a sensação é que Pedro Neto está a ser, de certa forma, esquecido. Fala-se dos jovens promissores, das contratações milionárias, das estrelas que ainda “vão explodir”, mas raramente se sublinha quem já entrega rendimento real, semana após semana.

Pedro Neto não faz muito barulho, não vive de momentos virais, mas soma minutos, impacto e consistência, algo que é bastante raro num Chelsea em construção.

Não será injusto dizer que não é o rosto do projeto, mas é claramente um dos seus pilares. Um jogador que eleva o nível competitivo da equipa, que entende o jogo e que, finalmente livre de fantasmas físicos, parece pronto para se afirmar de vez.

Talvez não seja esquecido por falta de qualidade, mas porque o futebol, tantas vezes, prefere promessas a certezas. E Pedro Neto, hoje, é muito mais certeza do que promessa.

Roberto Martínez lança Mundial 2026: «Precisamos de um terceiro ponta de lança»

Roberto Martínez falou sobre vários temas em entrevista. Selecionador Nacional quer mais um ponta de lança para levar ao Mundial 2026.

Roberto Martínez deu uma entrevista à agência Lusa, na qual falou sobre vários temas. Entre eles, o técnico de 52 anos abordou o aspeto psicológico de ir ao Mundial, sendo que se prepara-se para participar no seu terceiro Campeonato do Mundo:

«Vai ser o meu terceiro Campeonato do Mundo e aprendi que ninguém chega como uma equipa campeã. É preciso crescer durante os primeiros três jogos e fazer tudo para que os nossos jogadores estejam confortáveis durante o torneio. Não temos história em Mundiais e isso faz parte da nossa preparação psicológica. Ir passo a passo e fazer os jogadores acreditarem que podemos realmente ganhar o Mundial».

Roberto Martínez abre a porta a um novo ponta de lança para o Mundial 2026:

«A porta da seleção está sempre aberta, mas a competitividade que existe faz com que a dificuldade em entrar seja grande. Mas, neste momento, achamos que precisamos de um terceiro ponta de lança e que essa será uma posição importante para Mundial. Temos vários perfis e o estágio de março vai ser muito importante nisso».

«Este Mundial vai ser complexo e exigente para as seleções europeias. Por isso, este estágio vai ser muito importante para primeiro jogarmos em altitude, no México, e depois num estádio fechado, que será com os Estados Unidos. Achamos que devíamos experimentar isso antes do Mundial e para nós é a preparação perfeita», disse ainda.

Roberto Martínez também falou sobre o último mês antes do Mundial:

«Essa é uma altura difícil por causa das lesões, mas faz parte. Acho que uma seleção que consegue ganhar uma taça ou um torneio é porque conseguiu adaptar a equipa nos momentos chave em que há lesões e castigos. Estamos agora mais preparados como equipa para ter soluções. Portugal cresceu muito durante os últimos torneios».

«Queremos fazer um amigável no dia 10 de junho, dia de Portugal, para criar a química perfeita com os nossos adeptos antes de irmos para o Campeonato do Mundo», concluiu Roberto Martínez.

Força da Tática | Vitória SC x Braga

O dérbi minhoto entre Vitória SC e Braga ficou marcado por um jogo de adaptação constante entre as duas equipas, onde as ideias iniciais foram sendo ajustadas ao longo dos 90 minutos. Mais do que um confronto de ritmos elevados ou de ataques continuados, foi um encontro em que ambos os conjuntos dificultaram de forma eficaz o jogo apoiado do adversário, obrigando a soluções mais diretas e a uma leitura permanente dos momentos do jogo.

O resultado foi uma partida taticamente rica, mas com pouco espaço para conforto na construção, em que cada equipa procurou condicionar os pontos fortes da outra e em que a capacidade de reagir e reajustar comportamentos acabou por ter um peso determinante no desenrolar do encontro.

O Vitória apresentou-se desde o início com uma pressão alta bem definida, organizada a quatro homens, com os dois pontas-de-lança a assumirem um papel determinante ao bloquearem as linhas de passe para os médios do Braga.

O objetivo passava por condicionar a primeira fase de construção, forçando a circulação exterior e retirando ao adversário a possibilidade de progredir pelo corredor central. Sempre que a bola regredia, esse passe funcionava como gatilho de pressão, levando o Vitória a subir em bloco e a tentar encurtar o tempo e o espaço de decisão dos centrais minhotos.

Perante esta abordagem, o Braga demonstrou capacidade de adaptação. A equipa passou a usar o guarda-redes como apoio na circulação, atraindo a pressão para depois libertar o jogo, e recorreu com maior frequência a saídas mais diretas, quer através de bolas longas, quer com passes dos centrais diretamente para os extremos.

Dentro desta lógica, o jogo longo procurava muitas vezes Dorgeles em zonas interiores, explorando a sua superioridade física e maior fiabilidade nos duelos, permitindo ao Braga ultrapassar a primeira linha de pressão e disputar segundas bolas em zonas mais altas do terreno.

Com o Vitória em desvantagem no marcador, começaram a notar-se sinais de impaciência na pressão, com timings menos coordenados e menor capacidade para fechar o corredor central de forma consistente. O Braga aproveitou esse momento para encontrar com mais regularidade os seus médios na primeira fase de construção, conseguindo ligar jogo por dentro e estabilizar a posse.

Ainda assim, este período foi relativamente curto, já que o Vitória rapidamente reajustou o seu comportamento, voltando a orientar a pressão para fora e a limitar o acesso dos médios bracarenses à construção.

Em organização ofensiva mais adiantada, o Braga estruturou-se com Dorgeles e Salazar a garantirem largura, enquanto Ricardo Horta e Victor Gómez ocupavam os half-spaces, Pau Victor dava colocava-se também muitas vezes em zonas mais baixas no terrenos para servir como apoio.

Esta disposição trouxe maior presença entre linhas e permitiu ao Braga ligar jogo em zonas interiores, mas teve como efeito colateral uma menor presença de Salazar no corredor contrário para criar superioridade, algo que, ao invés, Horta conseguiu explorar várias vezes pelo lado direito, aparecendo com frequência em zonas de combinação e decisão.

Já nos últimos 15 minutos, e na sequência da entrada de Fran Navarro, o Braga introduziu uma alteração relevante, com uma inversão posicional entre Salazar e Victor Gómez. Esta mudança ofereceu à equipa mais opções interiores no último terço, aumentando a densidade em zonas centrais e a capacidade para encontrar soluções entre linhas, sobretudo em contexto de ataque posicional.

O Vitória apresentou uma estrutura base que oscilava entre um 4+2 e um 3+2, dependendo sobretudo do posicionamento dos laterais. Esta dinâmica procurava dar estabilidade à primeira fase, mas encontrou pela frente um Braga muito organizado defensivamente, que se apresentava num 1x4x4x2, com Dorgeles a posicionar-se alto para condicionar a saída curta e orientar a construção vimaranense para os corredores laterais.

Sempre que necessário, o Braga ajustava a sua estrutura, com Lagerbielke a subir entre linhas, transformando o bloco defensivo num 1x3x2x3x2, ou até num 1x2x3x3x2, garantindo superioridade numérica nas zonas interiores e maior capacidade para controlar o espaço entre linhas. Este comportamento revelava uma preocupação clara em proteger o corredor central e em controlar os apoios do avançado do Vitória.

Neste contexto, tornaram-se evidentes algumas limitações do Vitória, sobretudo no jogo exterior. Os seus extremos não são particularmente fortes nos duelos nem especialmente rápidos, o que reduziu a eficácia das saídas pelos corredores. Essa limitação foi especialmente visível no confronto direto entre Telmo Arcanjo e Arrey-Mbi, onde a vantagem física e atlética do defesa do Braga condicionou fortemente a progressão ofensiva do Vitória por esse lado.

Já em segunda fase de construção e criação, o Vitória procurava manter um equilíbrio posicional, alternando entre uma estrutura em 3+1 e 3+2. Na organização em 3+1, Nelson Oliveira e Nogueira aproximavam-se dos centrais, com a intenção de Nelson Oliveira funcionar como apoio frontal, fixar defesas e permitir que os médios interiores surgissem de trás, de frente para o jogo. Perante este cenário, o Braga optava por baixar o bloco, organizando-se num 1x5x2x3, o que fazia com que Beni surgisse solto nas costas da primeira linha de pressão, assumindo um papel importante na ligação entre setores.

Quando o Vitória se organizava em 3+2, era Strata quem se mantinha entre linhas, oferecendo uma solução mais fixa no corredor central, enquanto Telmo Arcanjo permanecia aberto, tentando dar largura e alongar o bloco defensivo adversário. Ainda assim, a falta de vantagem individual nos corredores continuava a limitar a eficácia destas dinâmicas.

Aos 53 minutos, as entradas de Câmara e Samu marcaram um momento importante do jogo. Apesar de não haver uma influência direta imediata, três minutos depois o Vitória acabaria por beneficiar de um penálti, num momento que também refletiu uma maior presença e agressividade ofensiva da equipa. A partir destas alterações, verificou-se um reajuste claro: Nogueira passou a baixar no terreno, posicionando-se mais próximo de Beni, enquanto Samu assumiu maior liberdade e mobilidade, juntando-se com frequência ao centro do jogo e aparecendo com regularidade em zonas de finalização, sobretudo quando a bola estava em contexto de cruzamento.

A partida acabou por mostrar que o dérbi do Minho é mais que emoção, os dois treinadores montaram as equipas de forma inteligente e adaptada aos pontos fortes dos adversários, Luís Pinto mesmo com menos recursos meteu as suas ideias em prática e provou que o Vitória SC pode e deve investir no seu treinador; Carlos Vicens não conseguiu dominar como gosta, no entanto conseguiu mostrar que se consegue adaotar cada vez melhor ao contexto.