João Pereira não escondeu a indignação com a arbitragem do encontro do Alanyaspor frente ao Antalyaspor. O técnico lamentou um golo anulado pelo VAR à sua equipa.
João Pereira analisou o empate do Alanyaspor frente ao Antalyaspor e não deixou de criticar a equipa de arbitragem. O treinador português lamentou o golo anulado pela equipa de arbitragem dirigida por Atilla Karaoglan ao português Nuno Lima, aos 63 minutos:
«Não sei se este árbitro teria anulado um golo destes nos estádios do Fenerbahçe, do Galatasaray ou do Besiktas. De agora em diante, vou assistir aos jogos prestando atenção a isso. O que digo refere-se aos árbitros do VAR. Eles assistem ao jogo sentados numa cadeira, como se estivessem a ver televisão. Não percebo mesmo se não sabem que o futebol é um desporto de contacto», atirou o técnico português.
O Alanyaspor de João Pereira ocupa o 12.º lugar da Liga Turca e está numa série de seis jogos sem vencer.
Corendon Alanyaspor Teknik Direktörü Joao Pereira: "Bu hakem Fenerbahçe, Galatasaray, Beşiktaş stadyumlarında da böyle bir golü iptal edebilir miydi bilmiyorum. Bundan sonra buna dikkat ederek maçları izleyeceğim. Söylediklerim VAR'daki hakemlerle ilgili. Sandalyede oturup… pic.twitter.com/L8NuZxIRwM
O Benfica empatou contra o Famalicão por 2-2. Este foi o 10.º empate do Benfica na mesma edição da Primeira Liga.
Foi com um 2-2 na 32.ª jornada, diante do Famalicão, que o Benfica totalizou o 10.º empate na edição 2025/26 da Primeira Liga. Já são precisos todos os dedos das duas mãos para contar os jogos empatados pelas águias no campeonato.
Esta é a quinta vez na sua história que o Benfica soma pelo menos 10 empates na mesma edição da Primeira Liga. Em nenhuma edição os encarnados foram campeões, tendo terminado duas vezes no segundo lugar e outras duas na quarta colocação.
Ainda assim, esta temporada é a única na qual o Benfica pode, apesar da quantidade de empates, permanecer invicto. Tal dependerá, naturalmente, do resultado nas últimas duas jornadas da prova.
Eis as estatísticas de empates:
2025/26: 10 empates, 2.º lugar (a duas jornadas do fim)
Carlos Vicens analisou o empate do Braga frente ao Estoril Praia, na Primeira Liga. O técnico falou ainda da possibilidade de Ricardo Horta jogar frente ao Friburgo.
Carlos Vicens analisou o empate do Braga frente ao Estoril Praia a um golo. O treinador espanhol foi confrontado com as lesões no plantel e não descartou a possibilidade de Ricardo Horta jogar frente ao Friburgo:
«Vamos ver, são muitos casos e todos são um caso particular. O Victor Gómez foi operado à mão [após o jogo com o Friburgo] e, mesmo com a mão lesionada, não queria sair do campo, estamos relativamente otimistas. O Gabri Martínez também está ansioso por voltar e o Ricardo [Horta] está aí todo o dia a chatear os médicos. Todos querem voltar, mas temos que ser cautelosos e ver dia-a-dia como cada um evolui. Fazemos uma atualização a cada manhã e a cada tarde e não tenho nenhuma dúvida que o staff e todos os jogadores que tenham uma pequena chance [de recuperarem] vão fazer tudo por isso. Mas, não posso garantir nenhum», atirou o técnico espanhol em conferência de imprensa.
O técnico espanhol falou também das dificuldades sentidas pelo Braga frente ao Estoril Praia:
«Vimos uma equipa que vem de muitos esforços, com muitos jogadores indisponíveis e, por isso, tivemos que repetir muitos nas últimas semanas e, independentemente de jogar com um adversário numa meia-final europeia há três dias ou hoje com o Estoril, é sempre um jogo importante. A equipa deu tudo, esforçou-se e foi uma equipa. Faltou algum brilho e frescura, mas não posso reprovar nada à equipa, deu a alma para tentar ganhar, mas não deu, temos que aceitar este ponto».
A próxima Champions League já começou a ganhar forma. Há 12 clubes já qualificados para a prova, entre os quais o FC Porto.
Ao sagrar-se campeão nacional pela 31.ª vez na história, o FC Porto garantiu também o apuramento para a fase de liga da Champions League, a primeira do clube no novo formato da prova.
No total, já há 12 clubes apurados para a fase de liga da prova na próxima temporada, precisamente 1/3 dos 36 finais. O FC Porto é o único representante português já conhecido, sendo que Benfica ou Sporting poderão agarrar a vaga como 2.º classificado (entrando na 3.ª pré-eliminatória ou, mediante terceiros, conseguindo o apuramento direto) e o Braga luta pela qualificação via título Europa League.
«Ele voltou a fazer um jogo fantástico, marcando dois golos magníficos, sendo o líder no ataque da equipa, representando uma ameaça constante sempre que toca na bola, muito agressivo, muito inteligente, muito corajoso, constante. Poupei-o um pouco porque não queria arriscar que ele não pudesse jogar no Clássico e foi por isso que o substituí. Fez um excelente trabalho a ajudar-nos também na defesa, algo que lhe agradeço sempre. Um jogador fantástico, um líder nato, um colega que toda a gente adora, uma grande pessoa. Tenho imensa sorte», afirmou o técnico espanhol.
Álvaro Arbeloa foi confrontado com o compromisso de Vinícius Júnior e de Kylian Mbappé e recusou fazer comparações:
«Não faço comparações entre jogadores. Precisamos de todos. Para ganhar qualquer jogo, é preciso o empenho de todos os jogadores. Fico triste quando vejo que todas as equipas correm mais do que nós, não só quando não temos a bola, mas também quando estamos na posse de bola. Precisamos do empenho de todos para pressionar, para defender e para atacar».
O técnico espanhol deixou também uma mensagem para os jogadores do Real Madrid:
«O talento por si só não basta. Gosto de ver quando os jogadores compreendem que o empenho é importante e que os valores do Real Madrid são os seus próprios valores. Não construímos o Real Madrid com jogadores que entram em campo vestidos de smoking, mas sim com jogadores que terminam o jogo com a camisola cheia de suor, de lama, de esforço, de sacrifício e de perseverança. Quando o talento se alia ao empenho e ao esforço, é isso que nos torna a melhor equipa do mundo».
Álvaro Arbeloa não confirmou ainda as presenças de Kylian Mbappé e de Dani Carvajal no El Clássico frente ao Barcelona.
Há algo que une os quatro últimos campeões nacionais em Portugal. Desde 2022 que, quem vence a Primeira Liga, contratou um dinamarquês no verão.
Premonição, coincidência ou causalidade, a evidência é certa: todos os últimos quatro campeões nacionais da Primeira Liga contrataram, no verão antes do título, um jogador dinamarquês.
Esta tendência foi cumprida pelo Benfica em 2022/23, pelo Sporting em 2023/24 e em 2024/25 e pelo FC Porto, novo campeão nacional, agora em 2025/26. Foi Victor Froholdt o nórdico que chegou ao Dragão no passado verão.
Existem empates que não são neutros. Este 0-0 entre o Académico de Viseu e o Vizela é um desses casos em que o resultado parece calmo, mas a tabela grita em silêncio.
O Vizela sai deste jogo com o destino selado: ficou matematicamente fora da luta pelo segundo lugar e, portanto, da subida direta. Não foi aqui que perdeu a época — foi ao longo dela — mas foi aqui que a matemática se tornou sentença. E isso muda tudo, mesmo quando ninguém admite.
Há uma diferença subtil entre jogar por ambição e jogar por honra competitiva. O Vizela manteve organização, manteve estrutura, mas já não tinha aquela urgência elétrica de quem acredita que ainda pode saltar para cima. O futebol, nestes casos, não se desliga — mas abranda.
Do outro lado, o Académico de Viseu tinha o jogo que tantas equipas sonham nesta fase: em casa, em posição de subida, perante um adversário já sem possibilidade de o ultrapassar. Trata-se do tipo de cenário que pede afirmação, que pede autoridade, que pede a frieza de quem percebe que os grandes objetivos também se confirmam nestes detalhes.
Contudo, o Académico ficou a meio caminho. Controlou, empurrou, tentou instalar-se no meio-campo adversário, mas raramente transformou esse domínio em perigo real e continuado. Faltou-lhe o passo seguinte: a agressividade no último terço, a capacidade de acelerar quando o jogo já está inclinado, a insistência que desmonta blocos já sem a chama da temporada inteira e ultrapassar a muralha Gomis que disse presente na baliza forasteira.
Fonte: Pedro Figueira / Bola na Rede
E é aqui que este empate ganha significado.
Porque não é apenas o Vizela que sai deste jogo com um objetivo encerrado. O Académico também sai com um aviso. A classificação protege, mas não garante. A posição conforta, porém não assegura nada se não for alimentada com vitórias em casa, sobretudo nestes jogos em que o contexto parece favorável.
O 0-0 fica, assim, como um espelho estranho: de um lado, uma equipa que já não chega lá acima; do outro, uma equipa que ainda lá está, mas que percebe — ou deveria perceber — que o caminho até à Primeira Liga não se confirma com empates discretos.
Na Segunda Liga, a fronteira entre objetivo cumprido e objetivo adiado raramente é dramática. Muitas vezes é esta a mensagem: um jogo controlado, um resultado limpo… e um aviso que chega sem fazer barulho.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Académico Viseu
BnR: O Académico fez as primeiras substituições já na perto da entrada no último quarto hora da partida, o que o fez protelar as substituições e o procurou fazer de novo com estas?
Sérgio Fonseca: A ideia foi que nós tínhamos o Luís [Silva] também com o cartão amarelo, tínhamos o Robinho também com o cartão amarelo. Também tínhamos alguns atletas também. A ideia foi tentar refrescar e dar mais pendor ofensivo também à equipa.
A entrada do Ceitil foi numa perspetiva de equilibrar mais o meio-campo e depois com a entrada do Moreno, que é um jogador que tem muita qualidade, qualidade com bola, um jogador que consegue descobrir o último passo. É um jogador que nos aporta mais essa qualidade e procurámos também refrescar também um dos corredores com a entrada do Simão. Foi nessa perspetiva de tentar manter a consistência e depois ir em busca daquilo que poderia ser o golo que nos estava a faltar.
Vizela
Nenhum elemento do Vizela prestou declarações na sala de imprensa, após o jogo.
Vítor Bruno deixou uma mensagem de parabéns para o FC Porto. O antigo técnico dos dragões não esquece os tempos de Dragão ao peito.
Vítor Bruno deixou uma mensagem para o FC Porto, após a conquista do campeonato. O treinador da equipa azul e branca lembrou os oito anos de serviço com a equipa azul e branca e deixou uma mensagem para a estrutura:
«Foram oito anos ao serviço do Clube. Como em tudo na vida, há ciclos que terminam, mas sentimentos que perduram, imagens que não se apagam, Títulos que ficam para a História. Parabéns FCP por mais uma conquista», escreveu o antigo treinador dos azuis e brancos.
Vítor Bruno foi treinador-adjunto de Sérgio Conceição e técnico principal em 2024/25, tendo conquistado a Supertaça Portuguesa. Ao fim de 29 jogos, foi afastado do comando técnico dos azuis e brancos.
Thiago Silva voltou ao FC Porto e à Europa para se sagrar campeão nacional. Defesa ainda não tomou decisão quanto ao futuro.
Thiago Silva sagrou-se campeão nacional pelo FC Porto e somou o 33.º título na carreira ao tornar-se no mais velho campeão nacional da Primeira Liga. Aos 41 anos, o defesa viverá um verão marcado por uma decisão importante.
De acordo com o jornal A Bola, o defesa ainda não tomou uma decisão quanto ao futuro da carreira e há um fator muito importante na sua avaliação: a convocatória para o Mundial 2026, grande sonho do defesa central.
Conta a mesma fonte que, em caso de convocatória, Thiago Silva deverá fazer mais um ano ao mais alto nível pelo FC Porto, onde disputará a Champions League. Caso contrário, o central está mais inclinado para colocar um ponto final na carreira e pendurar as chuteiras.
Recorde-se que Thiago Silva não soma qualquer convocatória para o Brasil desde o Mundial 2022, embora não tenha renunciado à seleção. Carlo Ancelotti ainda não chamou o central que, ainda assim, continua com convicção de que poderá estar na lista dos 26 finais.
Chegado ao FC Porto em janeiro, Thiago Silva realizou, até ao momento, 13 jogos pelo conjunto azul e branco.
O Benfica ainda tem esperança na recuperação de Tomás Araújo. O defesa-central português pode vir a estar presente na receção ao Braga, na próxima jornada.
Tomás Araújo pode estar entre os eleitos do Benfica para o encontro frente ao Braga. Segundo a imprensa nacional, o defesa-central de 23 anos está a trabalhar para estar recuperado para o próximo jogo dos encarnados, na jornada 33 da Primeira Liga.
Depois de ter saído lesionado no dérbi frente ao Sporting, a contas com uma lesão muscular, Tomás Araújo tem estado a fazer trabalho de recuperação para estar presente na reta final do campeonato. Com o recente castigo de Nicolás Otamendi, que foi expulso no jogo frente ao Famalicão, o defesa de 23 anos pode surgir como a alternativa viável para o lugar do capitão das águias.
Com António Silva seguro no onze, a dúvida reside no seu companheiro. Tomás Araújo será o eleito, caso esteja recuperado. Se não conseguir estar apto, surgem outras soluções no horizonte de José Mourinho: o jovem Gonçalo Oliveira ou a adaptação de um dos médios: Enzo Barrenechea ou Manu Silva.
Nesta temporada, Tomás Araújo soma um golo e uma assistência em 36 jogos pelo Benfica.