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De passeio em passeio até à glória

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Já está!! A espera acabou!! Desde 1998 que Portugal ansiava por este momento. E a jogar em casa, este tinha de ser o momento certo. A verdade é que Portugal nunca baixou os braços e passeou durante a prova toda até à conquista do tão desejado título.

A festa dos jogadores portugueses Fonte: Ursos/ FPP
A festa dos jogadores portugueses
Fonte: Ursos/ FPP

De goleada em goleada, Portugal não vacilou. Suíça, Áustria e Inglaterra não mostraram ser adversários à altura para a selecção, ao serem despachados com goleadas. Mas no meio destas selecções está uma que durante anos foi o carrasco de Portugal e a rainha da Europa. A Espanha, que venceu 6 europeus seguidos, também não resistiu e caiu com estrondo. 6-1 foi o resultado num jogo mais importante do grupo B e percebeu-se que este podia ser realmente o ano de Portugal.

Por falar em Espanha, depois de dominar durante anos e anos o panorama do hóquei em selecções, o ciclo parece ter chegado ao fim. Em 2014, a final foi perdida, em casa, para a Itália. E este ano voltou  a confirmar-se que o ciclo da Espanha vê os seus dias a chegar ao fim. A juntar à goleada sofrida contra Portugal, a eliminação nas meias-frente à Itália. A Espanha continuará sempre a ser uma das favoritas, mas a facilidade com que ganhava já não se repetirá.

E foi com a Itália que Portugal discutiu a final. Já tinha referido na antevisão que a Itália há muito tinha deixado de ser considerada um “outsider” para ser um forte candidato. Se a Espanha tem perdido fulgor, a Itália tem crescido imenso. E colocou o pavilhão em sentido, ao entrar a ganhar por 2-0. Portugal não entrou bem, talvez acusado a pressão de jogar a final em casa e cedo teve de correr atrás do prejuízo.

Mas a selecção não tremeu e partiu para uma segunda parte de sonho. Jogando como sabe, dominando completamente a Itália, Portugal mostrou ser o Portugal de toda a competição e deu a volta ao resultado, vencendo por 6-2.

A espera acabou!! Depois de anos a perder por causa de arbitragens duvidosas, por golos nos últimos segundos, o prémio mais do que merecido para estes jogadores. Oliveira de Azeméis volta a ser cidade-talismã para Portugal , num ano de ouro para o hóquei português(não esquecer as conquistas europeias de Benfica e Óquei de Barcelos) e Portugal tem uma geração para nos próximos anos ser bastante feliz.

A melhor liga do mundo está de volta!

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Cristiano Ronaldo a dar meia volta no ar e a aterrar de braços abertos ao longo do corpo: SIIIIIIII!, gesto repetido 50 vezes por época, apenas intercalado por aqueles dias especiais em que aponta o indicador, não a outros, mas a si mesmo: eu estou aqui!. Messi a pegar na bola e fintar um, dois, três antes de marcar ou, simplesmente, a fazer um passe desde o meio campo que, inexplicavelmente, deixa um colega na cara do guarda-redes. Neymar a controlar de calcanhar aquela bola que vem pelo ar desde o outro lado do campo e a arrancar para cima do adversário com ar gozão; Bale a fazer jus à alcunha de Expresso de Gales e a percorrer 50 metros em apenas três ou quatro passadas; o “tosco” Suárez a ganhar três ressaltos antes de marcar mais um golo e dar três beijinhos na mão, sorrindo com os seus tão famosos dentes; e Iniesta a rodar sobre si próprio, escondendo a bola de cinco adversários.

Que este gesto se repita mais vezes Fonte: Facebook de Cristiano Ronaldo
Que este gesto se repita mais vezes
Fonte: Facebook de Cristiano Ronaldo

Mas haverá mais! Oblak a agarrar uma bola como se tivesse cola nas luvas, Navas a atacar o esférico felinamente, Sergio Rico a fazer uma enorme defesa a um tiro à queima-roupa, Diego Alves a travar mais um penálti e Ter Stegen a reclamar o papel de novo Neuer. Pepe a fazer um corte genial, seguido de um enorme disparate, algo em que Sergio Ramos também é especialista. Godín a comandar a defesa e a ter tempo ainda de ir lá acima marcar de cabeça; Piqué a mostrar que é tão bom dentro de campo como polémico no Twitter. Mustafi a sair com classe, Rami a limpar tudo e Marcelo a fintar dois adversários, sem sequer precisar de acelerar. Busquets sempre a aparecer no caminho da bola e a entregá-la redondinha, tal e qual como faz o seu irmão gémeo Bruno Soriano. O pequeno grande Modric, de cabelinho ralo, a comandar o meio campo e Saúl Ñiguez a crescer de dia para dia. Carlos Vela a fazer magia, Paco Alcácer a mostrar toda a sua inteligência, Soldado e Bakambu a destruírem uma defesa, Gameiro a ultrapassar o central em velocidade, Iago Aspas a combinar com Orellana, o jovem Aduriz a tentar bater o seu recorde de golos aos 35 anos, e Griezmann, teimoso, a querer entrar na luta pelo pichichi.

Fora do relvado, veremos Zidane a sorrir muitas vezes, porque se sente bem mais confortável assim do que a falar, e nunca veremos os dentes a Luís Enrique, empenhado em manter a sua relação difícil com a imprensa (e com o resto do mundo, aparentemente). Ouviremos, semana a semana, Simeone repetir os seus mantras: “jogo a jogo” e “o esforço não se negoceia”. Aliás, não só ouviremos, como veremos isso mesmo, com aqueles onze jogadores de vermelho e branco a correrem que nem loucos, mas em perfeita harmonia, com outro louco no banco a dar instruções lá para dentro, mas também para a bancada. Veremos Quique Flores, sempre cavalheiro e cortês, e veremos Paco Jémez, o fundamentalista do tiki-taka, o Guardiola dos pequeninos, sempre polémico e sempre fiel às suas convicções, a tornar o Granada na segunda equipa com mais posse de bola na competição, só superada pelo Barcelona.

Simeone volta a fazer acreditar os "colchoneros" Fonte: Facebook de Diego Simeone
Simeone volta a fazer acreditar os “colchoneros”
Fonte: Facebook de Diego Simeone

Sabemos que tudo isto vai acontecer. Não sabemos o momento exato, mas já sabemos os dias. É que já é conhecido o calendário da Liga Espanhola. De 21 de agosto a 21 de maio, a melhor liga do mundo estará de volta!

Pouco importa, pouco importa… queremos é o 36!

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A cada defeso regressam e recrudescem nos corações benfiquistas sensações de desconfiança e temor – é um sinal positivo e, sobretudo, frutífero. Significa, essencialmente, que o benfiquista comum continua atento e que ainda não se cansou de vencer (e alguma vez se cansará?). Significa que o benfiquista comum compreende a natureza do seu clube, os seus princípios e objectivos fundadores e tudo aquilo que o rodeia; que conhece as verdades indesmentíveis e universais quanto à existência de campeões antecipados, permanecendo consciente do quão indispensável é, a cada ano e momento da competição, colocar ênfase em critérios de sucesso transversais e intemporais: humildade, dedicação, trabalho e superação.

Há um ano, por esta altura, o Benfica alterava o seu rumo – drástica e grosseiramente –, abdicando dum paradigma alicerce de vitórias, com futebol dominador e tantas vezes avassalador. Uma alteração com a qual, à época, discordei com veemência. Hoje, felizmente, permito-me confessar alegremente tais estrondosos equívocos, pois, ao contrário daquilo que prognosticava (tal como a esmagadora maioria dos benfiquistas), as coisas correram pelo melhor. O Benfica provou, em Portugal e na Europa, como divergem os misteriosos caminhos para o sucesso; e como no futebol não há bons e maus modelos, mas apenas aqueles que ganham e aqueles que perdem.

Luís Filipe Vieira ganhou a aposta, calando os críticos (onde lamentavelmente me incluo), com uma estratégia economicamente viável, financeiramente rentável e – atentando ao que realmente importa – desportivamente bem sucedida. Aos títulos alcançados, somaram-se as receitas milionárias obtidas através da prestação na Liga dos Campeões e das vendas de Gaitán e Renato Sanches. No espaço de um ano, o Benfica reduziu a despesa e aumentou a receita não precisando, para tal, de abdicar do seu estatuto competitivo, apresentando-se como candidato/favorito em todas as provas onde está inserido, seja no desporto rei, como noutras modalidades com verdadeira relevância no panorama desportivo nacional.

Os resultados alcançados justificam a política e, por conseguinte, a continuidade da estratégia usada. A diferença, largamente positiva, reside na capacidade que o clube demonstra, no presente, em manter a parte significativa do plantel (tri)campeão em título, ao contrário do sucedido em defesos anteriores. Jamais se poderá ignorar o impacto imediato das saídas de Gaitán e Renato Sanches, porém, em comparação com as habituais revoluções às portas do Estio, Rui Vitória terá, neste defeso, mais certezas quanto à construção do colectivo. Com outra significativa vantagem: desta vez, terá à disposição o tempo e o espaço de uma pré-época digna de um clube profissional, responsável e ambicioso, resumidamente, ao nível do Benfica, em contraponto com a experiência amadora pelas Américas surrealistas que estoicamente suportou no seu ano de estreia.

Rui Vitória tem, desta vez, uma pré-época à sua medida Fonte: SL Benfica
Rui Vitória tem, desta vez, uma pré-época à sua medida
Fonte: SL Benfica

O Benfica dispõe de jogadores experientes e talentosos, embora, na verdade, algo mais justifica a fome por títulos que tão bem tem sido saciada: o grupo está polvilhado de mística; um ingrediente que não se compra e muito menos se vende. Neste plantel, existem homens conscientes da grandeza do símbolo que carregam, da responsabilidade que lhes cabe, que assumiram com coragem e determinação, desde o primeiro dia de águia ao peito, a dimensão histórica deste clube, tão bem reflectida nos milhões vibrantes espalhados por todo o mundo. O compromisso assumido perante os objectivos colectivos e a sintonia com os adeptos – força fundamental, não só na Luz, como nos estádios espalhados pelo país – afiança a vontade de chegar sempre primeiro e mais alto. Para isso, o Benfica tem muitos capitães, não só Luísão, empunhando a braçadeira, mas também Júlio César, Jardel, Samaris ou Jonas, sem ela.

Faça-se justiça a Aurélio Pereira

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“É preciso jogar sem jogadores da formação do Sporting para ganharmos alguma coisa”. Este tipo de piadas foram ditas e repetidas em Maio, quando Portugal se sagrou campeão europeu de sub-17 com uma maioria de jogadores de Benfica e Porto no onze. Após os três empates na fase de grupos do europeu de França, sempre que um Sportinguista mostrava orgulho pela presença massiva de jogadores do clube na selecção (e às vezes nem era preciso isso), a frase passava a algo como “por estarem lá tantos do Sporting é que não ganhamos a ninguém”. Portugal avançou na competição e o gozo foi desaparecendo, tendo sido substituído por uma muitas vezes mal disfarçada tentativa de mostrar indiferença.

Mas a verdade é que foram 10 em 23. Dez jogadores formados em Alvalade integraram o lote dos vinte e três melhores jogadores portugueses – entre os quais Cristiano Ronaldo, um dos melhores futebolistas de todos os tempos. Não há volta a dar: a formação do Sporting contribuiu mais para este título do que a de todos os outros – e isto não é arrogância nem desprezo, mas sim felicidade. Todas as fotografias, vídeos e crónicas deste europeu estarão para sempre relacionadas com o clube verde-e-branco, porque o sucesso da formação leonina e da selecção em França estão umbilicalmente ligados.

Ainda assim, após a conquista do Europeu, os artigos que mais fizeram justiça à Academia do Sporting são estrangeiros. É o caso do britânico Daily Mail, que refere que “Portugal pode agradecer ao Sporting” pelo facto de 10 dos 14 jogadores usados na final terem sido formados no clube, da estação televisiva francesa TF1, que fez uma peça com o título “França-Portugal: o grande vencedor é o Sporting” (quantas vozes acusatórias não se ouviriam se Bruno de Carvalho ou o Facebook leonino ousassem escolher semelhante título?), e ainda do site desportivo espanhol Panenka, que destaca a injustiça de o guardião português não ter sido captado pelas imagens no momento em que Ronaldo ergue a taça, dando à peça o sugestivo título “Ruipatricismo”. Por cá, elogiar a formação leonina é quase tabu. O papel dos jornalistas não deveria ser procurar histórias com valor-notícia? Pois aqui têm uma situação de grande interesse e com potencial para ter eco no estrangeiro, como se viu. Mas, se não fosse Bruno de Carvalho a puxar a brasa à sua sardinha, como compete ao presidente de um clube, este assunto seria ainda menos mencionado. E, claro, por vir de quem vem, é um inaceitável acto de propaganda, de fanatismo, de tentativa de apropriação de um título da selecção, do que calhar.

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Para a francesa TF1, “o grande vencedor” da final “é o Sporting”. Claro que há exagero. Mas quem duvida que haveria polémica caso fosse o Sporting a dizê-lo?

As redes sociais do Sporting sugeriram a utilização do meio-campo leonino na selecção, baseando-se num artigo muito bem sustentado no Jornal Sporting acerca das vantagens das rotinas entre futebolistas. Gerou-se o caos. “Ai, que o Sporting está a condicionar o seleccionador!”. Pouco depois, quando Renato Sanches ainda era suplente, A Bola fez uma capa a pressionar para que o médio do Benfica fosse titular. Argumentos? Nenhum, a não ser que Renato e Ronaldo começam pela mesma letra (!). O jornal chamou-lhe “Fórmula RR”. Notável! Mas os mesmos que criticaram o Sporting por promover os seus jogadores, como qualquer clube nacional ou estrangeiro faz, aplaudiram a iniciativa. De igual modo, após ter celebrado um título graças a Rui Patrício, o vice-presidente do Benfica Rui Gomes da Silva disse que se fosse presidente das águias não escolheria o leão para guarda-redes. Estas declarações tiveram destaque. Estranho país este em que as redes sociais de um clube não podem falar dos seus próprios jogadores, mas em que o vice de um outro clube já pode provocar o rival e ainda lhe dão palco.

Sobre a Terra, sobre o (M)ar!

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sporting cp cabeçalho 1 Dez de junho: Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas. Dez de junho de 2016: início do UEFA Euro 2016, em Paris. Dez de julho de 2016: Dia de Portugal e da Comunidade Portuguesa em França, Dia de Portugal Campeão Europeu. O primeiro título, o título festejado de norte a sul do País, em cada canto onde reside um português. Dia do caneco. O europeu foi um prolongar do festejo do nosso dia. Do dia em que somos mais que um país pequeno, mais que uma seleção em que só um jogador conta e que baixamos a cabeça frente aos que se dizem grandes. Dia 10 de julho fomos «grandes gigantes/com 10 metros de altura» (Desculpem, Da Weasel, pelo “roubo” da frase) e mostrámos a cada um deles o que é ser português e que David derrota sempre Golias, mesmo quando este mesmo Golias tem mais 20 aliados para o apoiar.

Um dos grandes momentos deste Euro 2016 Fonte: AP
Um dos grandes momentos deste Euro 2016
Fonte: AP

Sou patriota, mas não cega: nem sempre jogámos como deveríamos (aliás, neste caso, jogámos como sempre e ganhámos como nunca), mas a raça lusitana falou sempre mais alto e o coletivo sobrepôs-se ao individual; jogámos como uma equipa, não como dez mais um. Não posso também, como Sportinguista, deixar de sentir orgulho por todos os jogadores que em campo, quer sejam da formação, quer estejam ainda no clube, deixaram tudo o que podiam para levar o nome português mais além. Depois da grande época que fizeram, conseguiram reunir forças por mais um jogo, por mais um objetivo! Claro está, e apesar de querer apenas destacar um só jogador, não o poderei fazer: acho que tanto Rui Patrício como João Mário estiveram à altura dos campeões e impulsionaram o jogo para passar mais uma fase.

Um guerreiro sérvio para o meio-campo do Málaga CF

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Foi considerado um dos jovens mais talentosos a actuar no futebol europeu pela UEFA  há apenas uma década atrás, mas nos últimos anos a sua carreira tem sido algo discreta. Zdravko Kuzmanovic foi apresentado na passada semana como o novo reforço do renovado Málaga CF de Juande Ramos e acrescenta assim mais um clube ao seu já extenso currículo. O internacional sérvio de 28 anos chega a La Rosaleda por empréstimo do FC Basel e vê nesta sua nova aventura uma grande oportunidade para se dar a conhecer numa liga pela qual nunca havia passado. No dia da sua apresentação como reforço dos Boquerones, Kuzmanovic afirmou não ter pensado muito quando lhe foi apresentada esta proposta.

O poderoso médio sérvio acredita que irá representar um “grande” do futebol espanhol e que, por esse motivo, não havia muito a pensar, nem a decidir no momento em que lhe foi endereçada a proposta. Zdravko descreveu-se a si próprio como um médio centro, forte fisicamente, que gosta de actuar à frente da defesa, mas que também gosta de construir jogo e participar nas manobras ofensivas. O internacional sérvio desvalorizou ainda uma eventual necessidade de adaptação ao futebol espanhol, afirmando que o “futebol é futebol” e é “igual em todos os lados”. A respeito do seu novo treinador, o experiente Juande Ramos, Kuzmanovic frisou que, embora não o conhecesse pessoalmente, já se havia cruzado com ele numa partida a contar para a Liga Europa, quando este estava ao serviço do FC Dnipro.

Kuzmanovic: O novo homem forte do meio-campo do Málaga CF Fonte: Málaga CF
Kuzmanovic: O novo homem forte do meio-campo do Málaga CF
Fonte: Málaga CF

Zdravko Kuzmanovic nasceu em Thun, no cantão de Berna na Suíça em 1987 e representou o país na categoria de Sub-21 durante dois anos. Filho de país sérvio-bósnios, começou a sua carreira como profissional no FC Basel em 2005 e era tido à época como um dos jogadores mais promissores a actuar na sua posição no velho continente. As boas prestações ao serviço do actual campeão suíço valeram-lhe um bom contrato com a ACF Fiorentina em 2007. Aos 19 anos de idade, Kuzmanovic teve algumas dificuldades, naturais, nos primeiros tempos passados em Florença, mas viria a tornar-se num elemento de vital importância para a equipa até à sua saída para a Bundesliga em 2009.

Tour de France 2016: Froome já é líder, Rui perto de uma vitória

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Após o primeiro título europeu de futebol de seniores chegar finalmente ao nosso país, é altura de atualizarmos um pouco como está outra competição importante a ser realizada igualmente em solo francês. Refiro-me, pois, ao Tour de France.

Já se passaram 9 etapas e já temos Chris Froome, o favorito à partida para esta prova, como o camisola amarela da corrida, por agora. Como tem sido seu apanágio, existe uma altura nesta primeira metade da corrida em que o britânico gosta de marcar a diferença. Um facto é que poucos esperavam que ele o fizesse em descida e não em subida. Para quem não viu, já explicarei melhor.

O português Rui Costa confirmou, na estrada, que realmente o seu objetivo principal é vencer etapas e não a classificação geral individual. Já tentou integrar algumas fugas, mas só foi bem-sucedido numa e quase que vencia nessa primeira oportunidade. Esteve tão perto, mas um pequeno “deslize” para com um fenomenal contrarrelogista e seguro trepador foi “fatal” para as suas aspirações.

Por fim, em relação aos sprints, Mark Cavendish “renasceu” e já fez um “hattrick”, superando Bernard Hinault em termos de número de vitórias na Volta à França. Com 29 vitórias, o britânico está a “apenas” 5 vitórias de igualar o lendário Eddy Merck.

A correr, a saltar, a lançar…Portugal fez história

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Em Amesterdão, na Holanda, cinco atletas portugueses trouxeram para casa as tão desejadas medalhas. Nem todas de ouro, mas todas com sabor a história e a vitória. Foi o dia de todos os sonhos; o dia de cravar na história da Europa o nome de Portugal.

Nasceu a 17 de outubro de 1985, na cidade de Santo-Tirso. Aos 30 anos, Sara Moreira fez história no Campeonato da Europa, que está a acontecer em Amesterdão, na Holanda, e trouxe para casa o Ouro na meia-maratona. Foram 21km numa 1h10m19s. A estrear-se com as cores de Portugal, Sara fez história ao vencer o Campeonato da Europa, ainda o sol estava a nascer.

Ao seu lado, no pódio, ficou Jéssica Augusto, com a medalha de bronze. Entre as duas ficou a italiana Veronica Inglese, com um tempo de 1h10m35s. Jéssica Augusto acabou por fazer mais 20 segundo que a italiana (1h.10m55s).

Com um recorde pessoal de 1h09m18s, Sara não fez o seu melhor resultado, mas conseguiu arrecadar a medalha e trazê-la para casa, ao lado das suas colegas – também elas medalhadas.

Dulce Félix, aos 33 anos, conseguiu a medalha de prata nos 10.000 metros. Em 2012 havia conseguido a medalha de ouro, que lhe deu o título de campeã europeia, mas a verdade é que a carreira da atleta passou por momentos complicados que fizeram com que deixasse de estar ao nível que tinha habituado os portugueses. No seu regresso às grandes competições, a atleta conseguiu bater o seu recorde pessoal e fazer um tempo de 31.19,03 minutos. Esta foi a 30.ª em todas as edições da prova.

A vimaranense superou-se Fonte: Dulce Félix
A vimaranense superou-se
Fonte: Dulce Félix

No seu regresso às grandes competições, a atleta conseguiu bater o seu recorde pessoal e fazer um tempo de 31.19,03 minutos. Esta foi a 30.ª em todas as edições da prova.

Para além da corrida, Sara e Dulce têm algo que as liga: ambas foram mães. As paragens prolongadas obrigatórias que tiveram de fazer nos treinos há dois anos tornavam quase impossível estes resultados no Campeonato da Europa, tão competitivo. Mas a verdade é que as atletas conseguiram mostrar os resultados do árduo trabalho que têm feito e venceram nas suas categorias.

Mas não foi só na corrida que as medalhas apareceram. Tsanko Arnaudov conquistou o bronze ao fazer a sua segunda melhor marca de sempre, com 20,59 metros. Melhor que Arnaudov só o polaco Michal Haratyk, com 21,19 metros, e o alemão David Storl, com 21,31 metros. Aos 24 anos e natural da Bulgária, Tsanko já o recordista nacional, ultrapassando o colega Marcos Fortes e pode este ano estrear-se no Rio de Janeiro.

A festa continuou para o Triplo Salto, com a Patrícia Mamona a fazer um novo recorde nacional em Amesterdão, com 14,58 metros. O seu recorde anterior era de 14,52, alcançado nos Europeus de Helsínquia, em 2012. Depois de Nelson Évora ter sido eliminado contra todas as expetativas, Patrícia conseguiu trazer para casa o Ouro e derrotar a ucraniana Hanna Knyazyeva-Minenko e a grega Paraskevi Papachristou.

Trabalho é agora mais importante do que nunca. Em Agosto, é no Rio de Janeiro que veremos estas e outros atletas a lutarem pelas medalhas e a tarefa não é fácil. No aeroporto Humberto Delgado, onde foram euforicamente recebidas, as atletas reforçaram a ideia de que este Europeu foi um teste mas que o Rio’2016 será mais difícil. Deixaram a promessa de lutar pelas medalhas, sabendo que em jogo está uma competição de elevada dificuldade e com muitos atletas para bater.

Mas o que contou ontem foi a alegria na cara das atletas, o orgulho na cara dos portugueses, que juntos celebraram estas e outras vitórias. As cores de Portugal chegaram ao céu. Portugal cumpriu-se em todas as frentes e não deixou nada por dizer, nem por fazer.

Foto de capa: Sara Moreira

E se o Campeonato alemão ajudar Portugal a ser campeão mundial?

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Renato Sanches e Raphael Guerreiro vão jogar por terras alemãs na próxima época. Os dois jogadores vão protagonizando um percurso ascendente, que tem o próximo ponto alto depois do verão, em Munique e Dortmund. Depois de um europeu onde os dois estiveram em destaque, em 2016/2017 é altura de subir o nível e começar a evolução que, provavelmente, será crucial no futebol que a selecção nacional portuguesa jogará no futuro.

O Benfica sagrou-se campeão nacional e no meio teve uma força – física e psicológica – que moveu uma equipa inteira para a frente, mesmo que apenas 18 anos – um número que chateou muito boa gente – tivessem sido responsáveis pela maré positiva. O futebol irreverente do “Bom Rebelde” é um reflexo da sua irascibilidade, algo que, para já, é ambíguo no que toca à sua compreensão do jogo. Na Alemanha houve um interessado que não se fez rogado: 35 milhões pelo novo talento a sair da Academia do Seixal.

O Bayern Munique foi o responsável por oferecer o que o Benfica queria pelo diamante e agora é altura de Carlo Ancelotti lhe dar as armas que lhe faltam. O futebol do Benfica é – na versão de Rui Vitória – muito mais anárquico do que a máquina bem oleada por Pep Guardiola – e que, na próxima temporada, estará nas mãos de Carlo Ancelotti. O pragmatismo e o cérebro são privilegiados na manobra do técnico italiano: basta lembrar que foi ele o responsável por puxar Andrea Pirlo da posição dez para um papel de construção como médio-defensivo. Vai ser interessante perceber como é que a equipa da Baviera vai estar disposta em campo, e de que forma Renato se pode encaixar num meio-campo onde podem jogar Thiago, Alaba, Kimmich, Vidal, Javi Martinez, Gotze ou Xabi Alonso.

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Renato Sanches assinou contrato com o FC Bayern Munique antes do Euro’2016
Fonte: FC Bayern Munique

Desviamo-nos um bocado da nossa rota e vamos até Dortmund. Raphael Guerreiro muda-se da França para a Alemanha, de um clube pequeno para o segundo maior clube alemão. O defesa/lateral/médio esquerdo é o maior talento a brilhar a partir da parte de trás do campo desde Fábio Coentrão, e foi, no Euro 2016, um jogador bastante competente a defender e a atacar.

A inclusão numa equipa que privilegia um futebol de controlo e de ataque será uma mais-valia para o futebol de alta voltagem exercido por Guerreiro pela linha esquerda inteira. Thomas Tuchel poderá ser o treinador mais importante na carreira do lateral-esquerdo, assumindo um papel que – apesar das diferenças – tem paralelos com o de Jorge Jesus com Fábio Coentrão – jogador que, com o potencial que Raphael vem demonstrando, pode superar. A diferença entre ser mais um e ser o tal estará exactamente na forma como o ex-Lorient irá compreender aquilo que o treinador exige.

Sem saber o que o futuro reserva aos dois protótipos de craque, Bayern Munique e Dortmund são os dois maiores clubes do país campeão do mundo, e a exigência do campeonato alemão tem todos os ingredientes para que Renato Sanches e Raphael Guerreiro integrem o primeiro passo para uma viragem de paradigma no futebol da selecção nacional.

É importante notar que temos uma fornada de jogadores talentosos a soltarem o seu perfume com a camisola nacional, mesmo que o nosso seleccionador não aproveite 20% do seu potencial. A contratação de Guerreiro e Sanches vem ajudar à construção de uma equipa forte e que se pode assumir como o tubarão que é (basta olhar para os resultados neste século), e que muito deve à inclusão de um dos melhores jogadores de sempre: Cristiano Ronaldo. O futebol de pequenos guerreiros pode e deve ser largado para assumirmos um futebol revigorado e de equipa grande, focado numa equipa onde jogadores como William, João Mário, Bernardo Silva ou Renato Sanches serão pontífices.

Foto de capa: FPF

Vamos lá ganhar isto!

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Portugal inicia esta segunda-feira a participação no Europeu de Hóquei em Patins. A edição de 2016 realiza-se em Oliveira de Azeméis e é uma motivação extra para a selecção portuguesa conquistar o tão desejado título.

Os grandes favoritos à conquista do Euro são, obviamente, Portugal e Espanha. Pela qualidade que possuem, as duas selecções partem à frente de todas as outras, como é habitual nestes torneios, e principalmente Portugal, a jogar em casa, pode ser considerada a grande favorita. Mas a juntar a este lote de favoritos está a campeã em título, Itália. Os italianos surpreenderam o mundo do hóquei ao conquistar o Euro em 2014 e estão motivados para fazerem uma nova gracinha. A Itália há muito que já deixou de ser vista como um “underdog”, uma equipa que corre para fora. Com um conjunto de jogadores ainda jovens e com bastante qualidade, é de se estar atento ao que esta equipa, que se intrometeu na luta ibérica, pode fazer.

Poderá Portugal conquistar o título em casa?
Poderá Portugal conquistar o título em casa?
Fonte: Ursos/FPP

Num outro patamar encontram-se as selecções da Alemanha e da França. A França surge em Oliveira de Azeméis com, provavelmente, a melhor geração de hóquei de sempre. A modalidade tem crescido em França e os gauleses querem consolidar esse crescimento com uma participação positiva neste Europeu. O mesmo se pode dizer da Alemanha, que depois do quarto lugar no ultimo Mundial, chega a Portugal com a capacidade de querer fazer melhor. Estas duas selecções correm por fora, têm crescido bastante no hóquei mundial e serão uma agradável surpresa neste Euro.

Noutro patamar completamente diferente do resto das selecções, estão a Inglaterra e a Suíça. As duas selecções pouco podem conquistar neste Euro e olham para a prova como mais uma etapa no seu crescimento. Ainda muito longe da qualidade que as restantes selecções apresentam, ingleses e helvéticos aproveitam a prova para irem ganhando experiência.

Uma modalidade que já deu tanto a Portugal e uma equipa cheia de valor. Em casa é tempo de voltar a dar alegrias aos portugueses, continuando o que têm sido os últimos dias para o desporto português.