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Os reforços do Boavistão

Cabeçalho Futebol NacionalO Boavista foi um dos clubes portugueses mais ativos neste agitado mercado de transferências, perdendo alguns dos nomes que figuravam no 11 inicial e contratando oito reforços para a temporada 2016/2017. Vejamos as caras novas individualmente.

Fábio Espinho (ex Málaga)

fabio espinho
Fonte: Boavista FC

Começando a análise pelo mais recente reforço, Fábio Espinho é um velho conhecido do campeonato português, onde esteve ao serviço do Moreirense e do Leixões, contando ainda com passagens pelo Ludogorets e pelo Málaga. Sendo um jogador extremamente útil no âmbito colectivo e dotado tecnicamente, o médio ofensivo assumirá a posição deixada por Rúben Ribeiro, que teve na época transata um papel preponderante na organização atacante da formação axadrezada e que se vinculou recentemente ao Rio Ave.

WWE Battleground: The Dude Era

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Cabeçalho modalidades

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Uma das surpresas da noite foi logo desvendada no inicio do PPV. A parceira mistério acabou por ser Bayley, como muitos ansiavam, e fez a sua estreia no main-roster. O combate, apesar de curto, foi bom e uma óptima maneira de começar o PPV. A vitória acabou por ir para Sasha e Bayley, com a Boss a fazer com que Charlotte desistisse. O resultado que se esperava e que legitima ainda mais Sasha como candidata ao titulo. Será também interessante ver o que a WWE irá fazer com Bayley, se sobe já, se sobe depois do TakeOver, em que brand fica.

WWE Battleground: O “dream-match”

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Numa semana de mudanças na WWE, o Battleground apresenta-se como um PPV que marca o inicio do regresso da Brand Split. Depois de um Draft com algumas surpresas mas que acabou por ser o esperado, as mudanças que ocorreram daí fazem com que haja várias hipóteses sobre como vão terminar os combates, principalmente o main-event.

 

Miz (c) vs Darren Young (IC Title)

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Depois de uma pausa para as filmagens do seu novo filme, Miz volta a defender o seu título em PPVs. O seu adversário é um novo Darren Young, acompanhado do WWE Hall of Fame, Bob Backlund e com um novo lema “Lets Make Darren Young Great Again”. A rivalidade, apesar do pouco tempo que teve, foi bem construída. Permitiu mostrar aos mais novos quem foi Bob Backlund, permitiu mostrar Darren Young no ringue e permitiu mostrar o tão bom é Miz como heel. A unica coisa a apontar é o facto de Darren Young ter aparecido do nada e ter sido o candidato ao título. Em vez de se ter mostrado tantas promos com Darren e Backlund, deviam ter apresentado o lutador em ringue mais cedo, credibilizá-lo e depois apresentá-lo como um verdadeiro contender. No entanto, esse aspecto ficou esquecido pela boa construção que Darren Young teve na rivalidade.

A vitória deverá ir para Miz. Darren Young serve apenas para credibilizar o campeão até ao SummerSlam. A vitória que Young teve sobre o Miz na Smackdown é o sinal de que Miz irá sair por cima. No entanto, Darren Young merece continuar a ser aposta, pois tem potencial para ser um bom mid-card.

Leão em construção já mostrou melhor cara

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O Sporting voltou este sábado a Alvalade para inaugurar o novo relvado e fazer a apresentação do plantel aos sócios.

Foi precisamente em relação ao grupo de trabalho que surgiram as primeiras novidades, boas e más, do dia. Jorge Jesus garantiu a presença de Iuri Medeiros, Daniel Podence e João Palhinha na equipa durante a próxima temporada. É sempre bom verificar que o técnico confia na formação do clube e vai trabalhar com mais estes três jovens de elevado potencial formados em Alcochete. Pelo contrário, verificou-se também a ausência de João Mário. Vamos ver no que ainda vai dar esta novela, uma vez que a justificação apresentada pelo clube, “um contratempo de última hora”, não convenceu minimamente os adeptos.

No que toca ao jogo frente ao Lyon, viu-se uma melhor cara do leão, depois da pálida imagem deixada no estágio da Suíça. Marvin Zeegelaar continuou a apresentar algumas falhas, mas Petrovic já mostrou que poderá ser um elemento importante em jogos onde o Sporting tenha maiores preocupações em fechar o seu meio campo. Na frente, Alan Ruiz mostra que tem credenciais para ser uma das figuras da temporada leonina, podendo assumir a vaga que será deixada em aberto pela mais que provável saída de Teo Gutiérrez.

Rui Patrício foi uma das "vitórias" da noite em Alvalade Fonte: Sporting CP
Rui Patrício foi uma das “vitórias” da noite em Alvalade
Fonte: Sporting CP

O Sporting até se apresentou em bom plano, com mais oportunidades de golo que os franceses, incluindo duas bolas de Barcos e Naldo que bateram no ferro da baliza de Gorgelin. Contudo, a vitória sorriu aos franceses, num golo de Lacazette, em lance onde Coates e Rúben Semedo podiam ter ficado melhor na fotografia, pois chegaram atrasados aos momentos decisivos da jogada.

De resto, ficaram mais coisas a reter a propósito da partida. Fiquei desapontado pela não utilização de Paulo Oliveira, pois na segunda parte foram Naldo e Ewerton os centrais que entraram em campo. Parece-me que o internacional português merecia mais oportunidades e até lutar pela titularidade com Rúben Semedo. O Sporting fará um grande erro se o dispensar. Na frente, penso que Podence e Iuri serão mais duas alternativas válidas, a acrescentar às já existentes.

Jogadores que Admiro #55 – Francis Obikwelu

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Hoje não vou falar de um jogador mas sim de um atleta, e dos rápidos! Francis Obikwelu acabou a carreira no passado 9 de julho e merece figurar nesta rubrica de grandes nomes.

É preciso recuar a 1994 para a história do nigeriano Francis Obikwelu se cruzar com Portugal. Neste ano o velocista veio ao Mundial de Atletismo Júnior e decidiu ficar no nosso país em busca de uma vida melhor, mas as coisas não começaram bem e acabou no Algarve a trabalhar na construção civil. Em 1996 volta a Lisboa e é aí que Obikwelu começa a entrar para a ribalta.

Em 1996 sagra-se campeão do mundo júnior e neste mesmo ano estreia-se nos Jogos Olímpicos na que seria a primeira de quatro participações olímpicas – duas pela Nigéria e duas por Portugal (conseguiu ainda qualificar-se para 2012 mas não participou por lesão) – que tiveram como ponto alto a prata de 2004, mas já lá vamos.

Obikwelu torna-se português apenas em 2001, depois de desentendimentos com as entidades federativas nigerianas após uma lesão que teve nos Jogos de Sidney. Em boa altura o fez, pois conquistou o ouro europeu nos 100m em 2002 e 2006, e nos 200m em 2006, tendo ficado com a prata em 2002 nesta categoria. Pelo meio conseguiu a prata nos Jogos Olímpicos de 2004 em Atenas; para isso percorreu os 100m em 9.86seg, ainda hoje o recorde europeu da distância, e a apenas 0.01seg do ouro.

Gatlin "roubou" o ouro olímpico por esta curta distância Fonte: BBC
Gatlin “roubou” o ouro olímpico por esta curta distância
Fonte: BBC

Em 2008 a participação em Pequim não correu como pretendia, e ainda hoje me lembro de o ver em lágrimas por ter desiludido os portugueses ao não lhes ter dado uma medalha. Neste dia a desilusão era tanta que até terminou a carreira, mas felizmente voltou atrás na sua decisão e em 2011 ainda deu mais um título europeu a Portugal nos 60m no Europeu de Atletismo de Pista Coberta.

Tirando o dia 16 de agosto de 2008, as imagens que tenho de Francis Obikwelu é de um homem que se está sempre a rir, alegre e feliz com o que conseguiu fazer. Eu também estou muito feliz por o ter visto correr e por o ter tido a representar o meu país e o meu clube. Francis Obikwelu será daqueles nomes que direi um dia com orgulho aos filhos e netos que vi correr.

Foto de Capa: Sporting CP

5 Regressos Que Gostaria De Ver Na Liga NOS

Cabeçalho Futebol Nacional

Tiago Ilori (F.C.Porto)

Fonte: Mirror
Fonte: Mirror

Um dos mais promissores centrais portugueses da atualidade vê agora os seus três anos em Liverpool chegar ao fim.

Transferido em 2013 por um valor a rondar os 7,5 milhões onde provou ainda que era uma altura precoce para sair do Sporting C.P, tinha ainda 20 anos, disputou três ligas de três países diferentes nos últimos 3 anos onde, em nenhuma delas conseguiu singrar.

As boas exibições que protagonizou na primeira época pelo Sporting e que o fizeram rumar ao estrangeiro, deixaram marca e a isso juntou-se a grande prova no Europeu sub-21 em 2015 ao ser um verdadeiro patrão das quinas. Com isto, é assim justo de se dizer que é o melhor defesa central sub-23 português e a transferência para um clube que carece de centrais com provas dadas na Liga NOS, seria bastante benéfico para o jogador onde, não sendo contratado para primeira opção, podia ganhar o seu espaço, trazendo na bagagem, prestações em ligas mais competitivas e com um nível físico mais exigente.

Convocado para o Rio de Janeiro’16 para representar a Seleção sub-23 de Portugal, a sua pré-epoca está condicionada porém encontra-se na lista de dispensas do Liverpool F.C. e o seu regresso para Portugal seria um futuro possível, mesmo para um clube que conta com cerca de 5 centrais.

Salvio num Toto?

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O craque, o ídolo, adorado e acarinhado por todos os benfiquistas num efeito semelhante ao de Obama na América, na medida em que é aplaudido sempre que faz algo de bom, como os seus dribles e jogadas, mas que boa parte do tempo via os adeptos assobiarem para o lado sempre que o seu rendimento não correspondia. Toto Salvio é o perfeito exemplo do clássico jogador argentino e após a sua chegada à Luz fez muitos de nós pronunciar cada vez menos o nome de Di Maria. Contudo, no início da época anterior, contraiu uma lesão que pôs fim a série de exibições ao mais alto nível e abalou a confiança da massa associativa.

A equipa, fruto da qualidade do plantel e do raciocínio de Rui Vitória, acabou por não sentir a sua falta e realizar uma boa temporada, da qual Salvio só fez parte do trajeto final rumo ao 35, mas não à maneira dele. Há uns tempos atrás já se tinha lesionado embora não tenha sido uma lesão tão duradora quanto esta última e, quando voltou, a recuperação do ponto de vista exibicional também não foi rápida e coincidiu com um alegado interesse do Atlético de Madrid.

A lesão terá evitado a sua ida para Espanha numa venda que implicava encaixe financeiro significativo. O tempo passou-se, mas a pergunta continua a mesma: Ficar com ele, ou vendê-lo? Ficar significa voltar a passar pelo processo de lhe ir dando minutos não tendo a certeza que ele agarra um lugar no e inicial e correr o risco de “queimar” um jogador que pode vir a ter um rendimento melhor. Vender é ver o Benfica deixar sair um jogador que pode voltar a ser o que era e não pelo preço desejado.

O excesso de extremos do plantel encarnado pode abrir a porta à venda de Toto Salvio Fonte: SL Benfica
O excesso de extremos do plantel encarnado pode abrir a porta à venda de Toto Salvio
Fonte: SL Benfica

Nesta altura prefiro que o Benfica deixe sair o homem mesmo que seja por uma quantia que não se adequa aquilo que já vimos dele, mas que se ajusta ao que ele vale agora, e mais a mais, o SLB de Rui Vitória já provou que tem um bom rendimento quando perante a ausência de peças ditas “fundamentais” no onze.

Não sou religioso, mas depois do que vi o ano passado há que ter fé e acredito que esta situação será como um namoro que tive há uns tempos em que a jogadora em causa tinha qualidade, mas após uma lesão, não física mas emocional, ambas as partes chegaram a um entendimento em que o melhor a fazer era seguir jogo e apostar em novas frentes. Se tudo correr bem, tanto Salvio como o Benfica serão felizes e vão mantendo o contacto.

All’Minho espera um Braga forte para este ano

Cabeçalho Futebol Nacional

Uns dias após o término do estágio em terras algarvias, o ingénuo balanço que por mim paira é o seguinte: «All’Minho» espera um Braga forte para o ano que se avizinha! Durante os jogos de preparação, o Braga conseguiu exibir e praticar um bom futebol em variadas ocasiões, mas é no que diz respeito à organização da equipa que a coisa ainda está a dar os primeiros passos. Já estamos no andarilho, o que é bom sinal. Ainda é preciso algum apoio, mas estou certo de que chegaremos rapidamente à forma ideal. Esta é uma situação normal a meu ver quando os conjuntos sofrem algumas mudanças.

Todas estas transformações no que ao treinador, aos jogadores e ao nível táctico dizem respeito necessitam de tempo. José Peseiro quer testar sistemas diferentes de Paulo Fonseca, mas não muito distantes deste Braga. Somente na temporada anterior é que a nossa base de jogo foi amplamente modificada. Durante os últimos anos o 4x3x3 e o 4x2x3x1 foram as opções quase sempre escolhidas. Ora, assim sendo, e visto que estes sistemas implicam jogadores com características bem distintas, é normal que os processos de jogo demorem um pouco a assimilar, tendo em conta as caras novas e as novas indicações. Foi por isso que nesta fase experimental, onde o 4x4x2 da época anterior esteve também presente, é que em algumas situações a surpresa esteve lá. É verdade que trouxemos três golitos na bagagem, com somente um marcado, mas também é verdade que sempre que a equipa mais «rotinada» jogou fomos claramente superiores. Os motivos deverão compensar e levar a compreender a adaptação de um plantel que ainda procura não só o ritmo ideal como o onze de eleição.

José Peseiro ainda está a colocar as suas ideias Fonte: SC Braga
José Peseiro ainda está a colocar as suas ideias
Fonte: SC Braga

O que se segue para Portugal: A defesa

Cabeçalho Seleção Nacional

O país ainda não ressacou. O golo de Éder e o apito final de Mark Clattenburg na final do Europeu foram doses de euforia demasiado altas para que se possa retomar, uma semana depois, os níveis de sobriedade.

“Ainda não acredito nisto”, ouve-se, relativamente ao sucesso da selecção nacional de futebol, pelos cafés, shoppings, praias … e/ou nas ‘pokéstops’ espalhadas pelo país.

O feito é histórico e só mais tarde é que nos aperceberemos, realmente, dele tal como acontece com todas as conquistas épicas, em qualquer desporto, em qualquer ramo. Ou não. Isto pode ser só o início de uma jornada triunfal que dará a Portugal, finalmente, o estatuto definitivo de potência mundial. A primeira de muitas conquistas.

As campanhas dos miúdos, sucessivamente bem sucedidas, legitimam o sonho do país em querer mais que um Europeu. Portugal tem futuro, e não será por falta de “mão-de-obra” que Fernando Santos não poderá dar, ao país, mais uma página dourada.

Quer se mantenha o 4x4x2, com falsos pontas-de-lança, ou se altere o figurino táctico para o 4x3x3, há qualidade em todos os sectores para o Mundial 2018 e o Europeu de 2020, altura em que termina o vínculo (acabado de renovar) contratual do seleccionador nacional.

As redes deverão continuar a ser defendidas por Rui Patrício, que mostrou ser o melhor guardião nacional em actividade com uma exibição estrondosa diante do histórico jogo com a França, sendo dos principais patrocionadores do triunfo nacional, que revelou traquejo para lidar com grandes ocasiões como a final do Europeu. A idade (28 anos) e a longevidade da carreira de guarda-redes “descansarão” Fernando Santos para as próximas grandes competições. Se falhar Patrício, Anthony Lopes (terá 29 anos em 2020) é alternativa seguríssima, como comprovam as exibições monumentais ao serviço do Lyon. Joel Pereira, do Manchester United ou Miguel Silva, do Vitória de Guimarães serão outras opções de grande valor. A sua evolução, aliás, pode até destronar o actual “rei” das redes nacionais.

Rui Patrício continuará a ser o guardião das redes portuguesas Fonte: Facebook de Rui Patrício
Rui Patrício continuará a ser o guardião das redes portuguesas
Fonte: Facebook de Rui Patrício

No eixo da defesa, Ricardo Carvalho nem parece ter 38 anos, mas é improvável que mantenha ritmo e capacidade competitivas para jogar ao mais alto nível até 2020, aliás, isso já ficou evidente neste Europeu, com a perda de titularidade para José Fonte, central que se estreou em grandes competições, mas que revelou grande maturidade e capacidade de liderança. Poderá chegar até ao Mundial 2018, mas esperar que mantenha a competitividade até 2020 será pedir demais. O mesmo se pode dizer de Pepe, apesar do enorme Europeu que protagonizou ao serviço da selecção das quinas.

O desconforto das coisas boas

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Estou terrivelmente mal habituado. Não o digo no sentido tradicionalmente dado à expressão, o que configuraria, futebolisticamente falando, numa quebra emocional perante um resultado negativo e inusitado e imprevisto. Refiro-me, isso sim, à situação inversamente oposta: as dúvidas e os temores surgem, desta vez, na sequência de boas práticas, ansiadas há anos, mas que, até hoje, raramente haviam existido – chegando eu, conspirativamente, julgar isso ocorrer por meio de decreto oficial e secreto. Onde estão, neste defeso, as rotinas capazes de atirar para os níveis mais baixos toda a confiança e ambição trazidas do campeonato precedente? Os costumados maus resultados? As exibições paupérrimas? Onde pára aquele reforço sul-americano, futebolista de DVD, atleta gordinho, com rins de cimento e pés de tijolo e futuro suplente do Paysandu (com o devido respeito pela citada instituição, vítima inocente da aleatoriedade da escrita)?

Não me queixo de barriga cheia. Não se trata de falsa modéstia e muito menos duma prepotência de tricampeão. A reflexão é honesta e despretensiosa – juro-o por Cosme Damião, por Eusébio e por todos os Deuses e Deusas. Obviamente, que me agrada ganhar; que me agradam as boas exibições (as individuais e, sobretudo, as colectivas). Porém, sou incapaz de ignorar a importância que, em anos anteriores, a soma das trapalhadas precoces e involuntárias teve no balanço final. É ridículo requisitar cumprir pré-épocas sofríveis, quanto a transferências e resultados, mas convém, no entanto, admitir que os erros acumulados, tortura estival a que me fui afeiçoando, permitiram sempre compreender quanto era urgente agir, que correcções fazer, quando, onde e como actuar, reduzindo decisivamente a margem para erros e despertando toda a estrutura – de dirigentes a jogadores –, perante o carácter alarmante do momento; garantindo a disposição certa para o futuro.

Viver no melhor dos mundos, mas temos de nos manter alerta Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Viver no melhor dos mundos, mas temos de nos manter alerta
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Para mim, um defeso positivo do Benfica, como aquele em que actualmente nos encontramos, com boas vendas, boas compras e a inalterabilidade da qualidade de jogo, é algo perto do brotar do Dente-de-leão em pleno Inverno, do florescer da Camélia no Verão – e sim, caro leitor, isto foi realmente googlado, pois, lamentavelmente, os meus conhecimentos botânicos roçam a mediocridade –, algo contranatura; sem utilidade prática. Não se trata duma preferência masoquista, duma apetência esquizofrénica, bem pelo contrário, trata-se, somente, da constatação de factos que em muito têm contribuído para que a recente história literária do futebol português seja escrita, por linhas tortas e brilhantemente, em tons de ouro e encarnado.

Trago-lhe agora ao texto três breves exemplos, um para cada título consecutivo, capaz, cada um por si, de comprovar a minha modesta teoria e de, espero eu, minimizar o estatuto de palerma que, aos seus olhos, três parágrafos me devem já ter garantido: foi a péssima pré-época que evitou a saída de Óscar Cardozo (em 2013), a entrada de Jonas (em 2014) e, no defeso dos defesos, na pré-época das pré-épocas, a promoção de Renato Sanches (em 2015).

Por mim, inverter-se-ia, de imediato, a situação. Contudo, se é para insistir nesta qualidade, se os resultados e exibições persistirem, se os reforços garantirem, como assim parece, soluções de primeira, então, agradeço desde já que não adormeçam – dirigentes a jogadores –, nem caiam num registo de relaxamento e ingenuidade. Na verdade, os nossos bons resultados, as nossas boas exibições, importam tanto, por esta altura, como os maus resultados e as más exibições dos nossos adversários. Rui Vitória sabe, por experiência própria, que isto não é como começa, mas sim como acaba – o problema é que, neste capítulo, só Jorge Jesus o sabe melhor (e por se ter esquecido há um ano, não significa, necessariamente, que repetirá o erro).

Concluindo, e apesar da bonança que marca a estação, deixo o alerta, apontando ao que importa, ou se preferir, ao que está menos bem: há jogadores do Benfica que são intransferíveis; e há um médio-centro, substituto de Renato Sanches, que deve ser contratado – o resto, são, na minha opinião, lirismos dos que crêem que quando tocam o rio, tocam sempre na mesma água.