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Turquia 0-1 Croácia: Muito além de uma margem mínima

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Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Modric – Normalmente, a figura de um jogo que termina com um golo marcado será o marcador desse mesmo golo. Neste caso, não se foge àquilo que é vulgar fazer-se, porém, mesmo que não tivesse marcado o golo, Modric seria eleito o melhor homem em campo.

Teve uma performance fantástica, com plena noção de todos os momentos de jogo, encostando ao duplo-pivô quando era preciso defender e saindo em velocidade quando se pedia organização ofensiva.

Recuperou muitas bolas no meio-campo turco e deu vida à circulação de bola croata. E claro, marcou um golaço!

Inglaterra 1-1 Rússia: Nova Geração, Pecados Antigos

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Fonte: UEFA
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Akinfeev sempre teve condições para ser um dos grandes guarda-redes europeus – e não o será? Falta-lhe, todavia, constância exibicional para ser mais vezes recordado por entre o lote dos maiores especialistas. Contra a Inglaterra mostrou segurança, pelo ar e pelo chão, adiando, por diversas ocasiões, o golo inaugural. Protagonizou o momento individual da noite quando, aos 70 minutos, fez uma defesa “impossível” a remate de Wayne Rooney, desviando um remate rasteiro, forte e colocado para a barra da sua baliza.

Apenas Eric Dier, num livre superiormente executado, o conseguiu bater – no entanto, este empate (e precioso ponto) tem, invariavelmente, a sua marca de qualidade.

País de Gales 2-1 Eslováquia: O dragão acordou

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Fonte: UEFA
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Bale – É a figura maior desta selecção e hoje voltou a provar isso. Marcou o primeiro, foi um dos desbloqueadores do jogo e é o rosto da esperança gaulesa

Albânia 0-1 Suíça: Quando a garra não compensa a experiência

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Shaqiri carregou a equipa da Suiça Fonte: UEFA
Shaqiri carregou a equipa da Suíça
Fonte: UEFA

Shaqiri – 1,69 metros de poder. Destemido, pegava na bola e trazia a equipa consigo rumo à àrea albanesa. O jogo podia estar de feição, mas ele nunca se conformou com aquilo que a partida lhe ia dando, desconfiado do que pudesse fazer o advesário.

Teve apoios importantes, como a experiência de um lateral inteligente (Lichtsteiner) ou a noção táctica do duplo-pviô (Xhaka – Behrami), que lhe permitiram brilhar mais, mas não lhe tiram o mérito de uma exibição fantástica, coroada com a assistência para o golo da equipa.

O Mercado do FC Porto: Questão Central

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fc porto cabeçalhoDurante estas últimas duas semanas o FC Porto decidiu começar a movimentar-se no mercado e a tratar definitivamente da questão “treinador”. Agora que o rosto que vai representar o clube durante a próxima época está escolhido é tempo de começar a arrumar a casa e tratar de reforçar um plantel que se encontra enfraquecido.

Primeiramente, devo confessar que fiquei contente com a escolha de Nuno Espírito Santo. Nada melhor que um treinador que aprendeu a ganhar no clube para devolver a confiança e a esperança à equipa e aos seus adeptos. Na sua curta carreira como treinador, o antigo guarda-redes desempenhou funções no Rio Ave FC e no Valência CF. Conseguiu levar o clube nortenho à final da Taça de Portugal, à final da Taça da Liga e às competições europeias. Já na sua passagem por Espanha, levou o Valência à Liga dos Campeões, e na sua primeira época acabou na quarta posição, atrás de equipas como Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid. Tendo em conta o historial de escolhas que a direção do FC Porto tem feito ao longo dos anos, Nuno Espírito Santo é um dos treinadores com maior currículo ao chegar aos Dragões.

Nuno Espírito Santo FC Porto
Nuno Espírito Santo já trabalha no Olival
Fonte: Facebook Nuno Espírito Santo

Depois de escolhido o treinador, a direção dos Dragões tem apontado baterias para o reforço da defesa. Vários foram os nomes que foram surgindo ao longo das últimas semanas e confesso que não estou por dentro da qualidade de muitos dos que foram apontados. Ao que tudo indica, o único defesa já confirmado é Felipe. Um central “feito”, já de 27 anos, que está desde 2011 no SC Corinthians Paulista, e um dos jogadores cuja qualidade eu desconheço. Confio na equipa de observação dos azuis e brancos, que já nos deu grandes defesas centrais, como Otamendi e Mangala. Ao contrário destes últimos, Felipe chega ao futebol europeu um jogador feito, e não pode ser de outra maneira. O sector central da defesa está tão enfraquecido que é essencial apostar em jogadores que já demonstraram a sua qualidade e que já atingiram o pico da sua progressão.

Resta agora tentar perceber quem é que vai fazer companhia a Felipe no eixo central da defesa. Maxi Pereira e Layún devem acompanhar nas alas, sempre atentos a uma futura concorrência. Maicon está mesmo de saída dos Dragões e só resta saber que valores vão estar envolvidos. Para o eixo central da defesa ainda é importante realçar Diego Reyes. O mexicano fez uma boa época em Espanha e pode aproveitar estas fragilidades defensivas para se afirmar de vez e justificar o investimento. Já Martins Indi e Marcano também devem seguir o mesmo caminho que Maicon.

Nuno Espírito Santo tem assim a primeira contratação quase anunciada. O treinador natural de São Tomé e Príncipe terá de tentar perceber se terá a capacidade de potenciar centrais que estiveram muito aquém das expectativas na época passada e se Diego Reyes ou Abdoulaye vão fazer parte deste novo FC Porto.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

Volta à Suíça – Rui Costa no caminho da história?

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Enquanto Froome, Contador e Porte lutam pela camisola amarela no Critérium du Dauphiné, o ciclismo continua a rolar por mais estradas afora e o próximo caminho é em terras suíças. A Volta à Suíça, tal como o Dauphiné, é uma das provas mais importantes do circuito mundial, fora as três Grandes Voltas.

Tal como a corrida em França (ainda mais, tendo em conta a lista de presenças), esta corrida na Suíça mostra um pequeno vislumbre do que poderemos vir a ter no Tour entre os mais variados candidatos. Provavelmente, os ciclistas mais mediáticos presentes nesta edição da Volta à Suíça lutarão, no Tour, por um possível pódio ou um top’5/10, mas não deixarão de dar o devido espetáculo nesta prova que antecede, então, a mítica Volta à França.

Antes, esta era mesmo a corrida de eleição para provas de uma semana. Perdeu um pouco deste seu prestígio mas continua a apresentar uma grande qualidade, quer em termos de perfis de etapas, quer em termos de inscritos para a corrida e das respetivas equipas presentes. Por exemplo, figuras como Scarponi, Siutsou, Atapuma, Dupont ou Dombrowski, que marcaram, juntamente com outros ciclistas, o Giro d’Itália deste ano, estão igualmente na lista para esta volta.

No meio disto tudo, um português poderá fazer história. Estou a falar, claro, do próprio Rui Costa! Depois de ter ganho três edições seguidas, no ano passado decidiu mudar um pouco a sua preparação para o Tour e fazer o Dauphiné. Pode discutir-se a decisão, mas a verdade é que os resultados apareceram e um pódio na prova francesa foi conseguido justamente. Neste ano, volta para tentar o “tetra campeonato” e ficar na história da prova como o ciclista que mais vezes venceu o Tour de Suisse (juntamente com outros três nomes importantes que marcaram um pouco o ciclismo e, principalmente, esta prova, com quatro conquistas cada um).

França 2-1 Roménia: O individual venceu o colectivo

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payet
Fonte: UEFA

Dimitri Payet – Foi o francês que mais remou contra a maré e acabou recompensado. Muito dinâmico no que diz respeito às trocas posicionais com os seus colegas, Payet mostrou sempre, contudo, a clarividência e objectividade que faltou a Pogba, Griezmann ou Matuidi. Quase todas as jogadas do ataque francês passaram pelos seus pés: aos 10’ assistiu Giroud, que cabeceou ao lado, aos 35’ quebrou a letargia da sua equipa descobrindo Griezmann, que não marcou por centímetros e, no início da segunda parte, foi o principal rosto do melhor período da França em todo o jogo, nuns cinco minutos electrizantes que culminaram com a sua assistência para o golo de Giroud. Com uma carreira construída a pulso, o médio de pés de veludo já seria a figura da partida inaugural deste Europeu se o jogo tivesse terminado 1-1; depois do golão que marcou aos 88’, num remate perfeito ao ângulo, essa escolha deixou sequer de oferecer discussão.

Revista do Euro’2016: Áustria

Cabeçalho Futebol Internacional Depois de um quarto lugar no Mundial de 1934, de um terceiro lugar no Mundial de 1954 e de mais quatro participações em Campeonatos do Mundo nas décadas de 70, 80 e 90, a Áustria precisou de organizar um Campeonato da Europa para conseguir finalmente participar numa fase final da grande competição de selecções da UEFA. A história da Áustria em Europeus até agora conta-se com os três jogos disputados na edição de 2008, quando partilhou com a Suíça o papel de anfitriã: duas derrotas por 0-1 com Croácia e Alemanha na fase de grupos, com um empate a uma bola com a Polónia pelo meio.

Este ano promete ser muito diferente. A um conjunto de jogadores talentosos e experientes, a selecção austríaca soma a força colectiva demonstrada na fase de qualificação aos seus argumentos . Ao todo, fizeram 28 pontos em 30 possíveis. Empataram com a Suécia no jogo inaugural (1-1) e o que se seguiu foi uma série surpreendente de nove vitórias consecutivas. Os cinco golos sofridos em dez jogos demonstram a solidez defensiva de uma equipa que assenta o seu jogo num 4-2-3-1 muito dinâmico e bem oleado. Portugal que se cuide!

Revista do Euro’2016: República da Irlanda

A vitoria em Outubro frente à Alemanha que permitiu dar um passo gigante rumo ao apuramento teve também o condão de aumentar o animo e as expectativas em relação à participação no Euro. 4 anos depois da participação no Euro 2012, os irlandeses aparecem bem mais motivados para a prova. Há 4 anos e mesmo com um grupo com mais qualidade do que o deste ano, Trapattoni deixou passar a ideia de que a Irlanda pouco tinha a alcançar no Euro 2012. Este ano, Martin O´Neil passa para os seus jogadores a ambição de que é possível surpreender.

A Irlanda de O´Neil é uma equipa aguerrida, ousada que, apesar de dar a bola ao adversário, não tem medo de procurar a baliza adversária, apostando no jogo aéreo e nas bolas paradas, claramente os pontos mais fortes. É na defesa que existem as grandes preocupações. Apesar de ter sido a equipa com menos golos sofridos no seu grupo, o eixo defensivo não dá garantias de segurança, principalmente pela forma em que se encontram os centrais e tendo em conta que do outro lado estão jogadores como Ibrahimovic, Lukaku ou Hazard.

Revista do Euro’2016: Polónia

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Apesar de estarmos a falar de um país que teve grandes equipas nos anos 70 e 80, com resultados notáveis em Mundiais e Jogos Olímpicos, esta é apenas a terceira participação da Polónia num Europeu, curiosamente de forma consecutiva. Depois de em 2008 e 2012 os resultados terem ficado aquém das expectativas, sobretudo na prova que organizaram, os polacos têm como objectivo mínimo uma chegada à fase a eliminar. A equipa parece ter mais qualidade do que nos Europeus anteriores e a vitória sobre a Alemanha na fase de qualificação prova que, num dia de inspiração, a Polónia tem capacidade para bater o pé a selecções teoricamente mais fortes. Adam Nawalka guiou o conjunto de Lewandowski e companhia a uma qualificação tranquila, onde se destaca precisamente o triunfo sobre os germânicos. Para se perceber a importância do feito, basta dizer que, em 81 anos, os polacos nunca tinham derrotado a Mannschaft. Mas nem só desse resultado se fez o percurso das Águias Brancas. Apesar de terem ficado atrás da Alemanha, tiveram de superar Irlanda e Escócia para marcar presença na competição francesa e terminaram com o melhor registo ofensivo entre todas as selecções, com 33 golos marcados. Mesmo tendo Gibraltar no grupo, estes números não surgem por acaso e resultam de um estilo de jogo positivo e que valoriza as qualidades dos jogadores do ataque. É deles que a Polónia depende em grande parte para conseguir a melhor prestação de sempre num Europeu.