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Giro d’Itália 2016: Nibali de vilão a herói

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Finito! Terminou aquela que é, para muitos, considerada a Grande Volta mais difícil e espetacular das 3 existentes. Diferente da “cotação” e do sentimento de “épico” que tem o Tour de France, obviamente, não deixa de ser uma corrida extremamente incrível tendo em conta todo o tipo de etapas que existem e a mentalidade que os ciclistas apresentam nesta volta.

No meu artigo de antevisão, Nibali/Valverde/Landa eram, teoricamente, o trio mais forte para ocupar os lugares do pódio final. Se Nibali e Valverde não desiludiram no final, Landa, devido a uma gastroenterite, teve de abandonar a meio este Giro. No fim de tudo, o Tubarão como que renasceu das cinzas (à 18.ª etapa estava a quase 5 minutos da liderança) e arrecadou mais um GT e o seu segundo Giro d’Itália!

Mas vamos por etapas e comecemos pelo contrarrelógio inicial e que abriu as hostes para o que viria a ser uma Volta a Itália bastante discutida e apenas decidida no penúltimo dia de prova. Tal como previsto, Tom Dumoulin não deixou escapar a oportunidade de ter a maglia rosa no seu corpo e venceu este “prólogo”. Ainda assim, o surpreendente Primoz Roglic ia tirando a rosa ao holandês, sendo que não o fez por meras centésimas…mas o ciclista esloveno não ia ficar por aqui, tal como veremos mais há frente.

Em terras holandesas, Marcel Kittel foi rei. Duas vitórias seguidas para o homem da Etixx e a camisola rosa chegou como um bónus muito bem-vindo para o alemão depois de ter conseguido fazer um contrarrelógio que lhe dava as esperanças de conseguir chegar a tão desejada camisola. As melhores perspetivas concretizaram-se mesmo e o alemão, sabendo que as bonificações de uma vitória nos sprints lhe davam a camisola, não permitiu veleidades a ninguém e arrecadou para si, durante um dia, a rosa.

O alemão da Etixx fez jus ao reconhecimento de “melhor sprinter do mundo”  FONTE: cyclingweekly.co.uk
O alemão da Etixx fez jus ao reconhecimento de “melhor sprinter do mundo”
Fonte: cyclingweekly.co.uk

Chegou a quarta etapa e tivemos um Diego Ulissi de volta às vitórias no solo do seu país. Foi uma etapa bem à sua medida e que voltou a ter, no fim do dia, Tom Dumoulin com a liderança da geral. Na quinta etapa, André Greipel aproveitou o perfil da etapa (Kittel ficou fora da luta) para conseguir ter mais uma vitória em Grandes Voltas. No Giro, em cada participação, tem tido sempre pelo menos uma vitória e voltou a não vacilar nesse aspeto.

Revista do Euro’2016: Croácia

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A Croácia é uma das boas seleções do futebol europeu desde que alcançou a independência da Jugoslávia, em 1991. Não sendo nenhuma grande potência como Alemanha ou Espanha, os croatas têm sido presença constante nas grandes competições de seleções. Em Europeus, vão para a sua quinta participação em seis possíveis. As melhores prestações foram conseguidas em 1996, ano de estreia, e em 2008, com presenças nos quartos de final.

Já se ampliarmos o raio de análise aos Mundiais, verificamos que desde o Euro’96, os balcânicos apenas falharam dois grandes torneios de seleções: o Euro’2000 e o Mundial’2010, ambos em clara fase de “transição de gerações”. De todas estas participações, fica na retina o brilhante terceiro lugar alcançado no Mundial de França, em 1998. Após garantir a passagem da fase de grupos, em conjunto com a Argentina, a Croácia, orientada na altura por Miroslav Blazevic, derrotou a Roménia nos oitavos de final e deu uma tareia aos alemães. Despachou os germânicos por 3-0 e só caiu aos pés da seleção anfitriã, perdendo por 2-1, num jogo marcado por dois golos do improvável Lilian Thuram. Além disso, o melhor marcador da competição foi um croata, Davor Suker, com seis golos apontados. Agora, voltam ao palco onde foram felizes há 18 anos. O atual presidente da federação é precisamente Davor Suker, o goleador do França’98.

Na fase de qualificação para este Europeu, a Croácia viu-se envolvida no Grupo H, juntamente com Itália, Noruega, Bulgária, Azerbaijão e Malta. Aparentemente, os croatas eram, juntamente com os italianos, os principais favoritos às duas vagas de apuramento direto, contudo, a tarefa foi bastante dificultada pela seleção nórdica, que terminou a um ponto dos croatas. A equipa balcânica, ainda orientada por Niko Kovac, teve um início bastante positivo com quatro vitórias e um empate (com a Itália) nos primeiros cinco jogos. Além disso, duas dessas vitórias foram goleadas a Azerbaijão e Noruega.

A segunda volta da qualificação começou com mais um empate frente aos italianos, um resultado até positivo, mas o empate com o Azerbaijão e o desaire na Noruega fizeram a equipa cair para o terceiro lugar do grupo e levaram à saída do selecionador Niko Kovac. Veio Ante Cacic para o seu lugar e os “axadrezados” venceram as duas últimas partidas, frente a Bulgária e Malta. Para garantirem a qualificação direta, os croatas precisaram da derrota da Noruega em Itália, num jogo em que os italianos consumaram a reviravolta apenas aos 82 minutos. Foi, por isso, uma qualificação tirada a ferros para a equipa nacional da Croácia. O principal destaque neste período foi Ivan Perisic, que marcou seis golos e fez três assistências nos nove encontros em que participou na fase de apuramento.

Venham mais dez!

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Com a época dos clubes já terminada, vem aí o tempo da seleção. Neste momento, as atenções dos adeptos dividem-se entre as aquisições e projetos de aquisições das suas equipas, com os pesadelos das saídas também em pano de fundo, e a seleção nacional, que prepara a participação no Europeu de França.

Tendo em conta que ainda não existiram muitas mudanças confirmadas no Sporting (apesar de já terem sido especuladas várias dezenas delas), vou utilizar este espaço para uma homenagem, que ao mesmo tempo é um pedido, a um dos jogadores mais carismáticos do Sporying Clube de Portugal na atualidade e na última década: Rui Patrício.

Vão passar dez anos em novembro desde a estreia de Rui Patrício com o leão rampante na Primeira Liga. Ricardo, habitual dono da baliza leonina, estava lesionado, e Tiago, uma das maiores referências do sportinguismo de que me recordo, estavam lesionados, e Paulo Bento chamou o jovem Rui para defender as redes leoninas num dos terrenos, geralmente, mais difíceis do campeonato português: o Estádio dos Barreiros. Frente ao Marítimo tivemos o primeiro capítulo da lenda de São Patrício. Apesar de alguns calafrios, o miúdo aguentou-se bem e defendeu uma grande penalidade, decisiva para manter a vantagem mínima com que os “leões” venceram a partida.

Contudo, depois Rui voltou aos juniores e só voltou no ano seguinte após Ricardo ter abandonado e para corrigir o camião de erros que Stojkovic, guarda redes contratado, estava a cometer. O primeiro grande jogo de que me recordo de Rui Patrício foi em Old Trafford, frente ao poderoso Manchester United de CR7. Aí, Rui começou a evidenciar um dos seus pontos muito fortes: a capacidade de tapar a baliza em confrontos 1×1 com os dianteiros contrários.

Revista do Euro’2016: Rússia

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Após uma presença muito pouco dignificante no Mundial de Futebol do Brasil em 2014 (os comandados de Fabio Capello terminaram o torneio no 24.º lugar) a selecção russa prepara agora o assalto ao Campeonato Europeu de Futebol, que terá lugar em França a partir do próximo dia 10 de Junho.

Uma fase de apuramento altamente atribulada marcou o final da jornada do técnico italiano ao leme do couraçado russo e precipitou, de certa forma, a chegada de Leonid Slutsky ao comando da Sbornaya em Agosto de 2015. O técnico russo de 45 anos, que divide os seus afazeres na selecção nacional com a função de treinador do CSKA Moscovo, herdou uma equipa sem ideias e sem ritmo, mas ainda foi a tempo de garantir um lugar na fase final do Europeu de Futebol, garantindo o segundo lugar do Grupo G atrás de um conjunto austríaco altamente inspirado que passeou a sua qualidade durante toda a fase de qualificação.

O registo da formação russa em fases finais de europeus de futebol não é particularmente brilhante, com a excepção da fantástica prestação de 2008, onde Andrey Arshavin e companhia fizeram as delícias dos apaixonados por futebol do velho continente, conseguindo alcançar o 3.º lugar. Uma vez que é impossível fazer-se uma dissociação total da era soviética, o melhor registo do futebol russo provém precisamente do período em que competia em conjunto com as restantes repúblicas sob o nome de União Soviética e em que registou um 1.º lugar em 1960, precisamente em França, três segundos lugares em 1964, 1972 e 1988, respectivamente, e um 4.º lugar em 1968, num torneio que teve lugar em Itália.

Revista do Euro’2016: República Checa

Cabeçalho Futebol Internacional

9 de Setembro de 2014. O primeiro jogo da República Checa para a qualificação do Euro 2016 começou com a favorita do Grupo A, a Holanda. A vitória sobre a laranja mecânica foi um bom prenúncio para o que viria a concretizar-se no dia 6 de Setembro de 2015: a qualificação garantida. Os checos acabaram por ser os principais carrascos da Holanda, tendo afastado a selecção treinada por Danny Blind.

Throwback e voltamos a 2004. A fantástica prestação no Euro desse ano teve o dedo de uma das melhores selecções de sempre do país: Cech, Rosicky, Poborsky, Nedved ou Jan Koller e Milan Baros, os dois melhores marcadores de sempre. Foi o último brilharete em termos de participações em Campeonatos da Europa. O pós-Nedved foi difícil, mas mesmo assim chegou para ultrapassar a fase de grupos em 2012 e cair nos quartos-de final aos pés de Portugal.

Um segundo lugar no Euro 1996 – numa equipa onde despontavam Poborsky e Nedved – é o mais perto que tiveram de levantar o troféu, mas a Alemanha de Klinsmann, Scholl e Bierhoff tinham uma ideia diferente para esse dia. O único título conquistado foi ainda com a denominação de Checoslováquia em 1976 com o famoso penálti de Panenka a dar um dos ceptros mais desejados por qualquer país participante.

Portugal 3-0 Noruega: Golaços animaram a noite no Dragão

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A seleção nacional disputou hoje o primeiro de três jogos de preparação para a fase final do Euro’2016.

Fernando Santos estava impedido de utilizar alguns dos habituais titulares, como Pepe, Nani ou Cristiano Ronaldo. Assim, o selecionador optou por colocar Cédric, Fonte, Ricardo Carvalho e Raphael Guerreiro no quarteto defensivo à frente de Anthony Lopes, que ocupou hoje o lugar que é de Rui Patrício. Depois, João Mário, William Carvalho, Moutinho e André Gomes ocuparam o meio campo, no apoio a Ricardo Quaresma e Éder. Todo o jogo foi muito sossegado, jogado a um ritmo algo lento e sem grandes fogachos por parte dos jogadores nacionais. Apesar de tudo, Portugal esteve melhor, jogando confortavelmente no meio campo norueguês. João Mário e André Gomes foram dois dos elementos mais esclarecidos, mas o destaque foi, sem dúvida, Ricardo Quaresma. O extremo do Besiktas foi o melhor em campo na partida desta noite, mesmo tendo jogado apenas 60 minutos. Foi dinâmico, procurou zonas mais laterais do campo para depois fazer os seus movimentos diagonais, e foi a figura de referência da equipa lusa em momentos ofensivos.

A seleção nacional dominava, porém foi difícil ter oportunidades de golo, por dois motivos: por um lado, o esquema defensivo da Noruega, com linhas muito juntas e recuadas; por outro, a inoperância de Portugal nos últimos trinta metros, onde os cruzamentos perigosos foram raros e os movimentos de rotura não foram abundantes. Aos treze minutos, Quaresma sacou um coelho da cartola. Movimento diagonal da ala esquerda para a quina da área, e remate em arco a sobrevoar o guardião Jarstein. Um golaço do extremo português no Estádio do Dragão, onde foi o jogador mais acarinhado pelos adeptos.

Raphaël Guerreiro marcou um grande golo Fonte: Raphaël Guerreiro
Raphaël Guerreiro marcou um grande golo
Fonte: FPF

De resto, merece registo nesta primeira metade um lance do ataque norueguês, em que José Fonte perdeu em velocidade para King, que depois não conseguiu desfeitear Anthony Lopes. Os ataques rápidos dos nossos adversários podem ser bastante venenosos, olhando para as características dos nossos defesas centrais.

GP do Mónaco: Hamilton e a serenata à chuva

Cabeçalho modalidadesO fim-de-semana mais aguardado do Mundial de F1 chegou e com ele, a emoção a que já nos habituou. O Grande Prémio do Mónaco pauta por não desiludir e manter a adrenalina em todas as curvas apertadas, rectas levadas ao máximo e ultrapassagens perigosas. Na edição deste ano, a chuva foi protagonista e causou muitos dos incidentes que fizeram este GP. Hamilton saiu vencedor; mas não foi fácil.

Daniel Ricciardo confirmou o bom momento da Red Bull e garantiu a pole-position logo na primeira tentativa. Nico Rosberg e Lewis Hamilton não foram capazes de superar o australiano e completaram o pódio da grelha. Já a Ferrari, voltou a desiludir: Sebastian Vettel não conseguiu melhor do que o quarto melhor tempo e Raikkonen deixou-se ficar pela sexta posição. Os dois pilotos da scuderia italiana queixaram-se de um decréscimo de rendimento do carro.

Hamilton garantiu a primeira vitória do ano Fonte: Mercedes AMG Petronas
Hamilton garantiu a primeira vitória do ano
Fonte: Mercedes AMG Petronas

O Grande Prémio começou debaixo de chuva e atrás do safety-car. A corrida só começou, em boa verdade, à oitava volta. Ricciardo aguentou-se e manteve a liderança, perseguido bem de perto pelos dois Mercedes. Hamilton atirou-se a Rosberg desde logo, e acabou por ser beneficiado pela estratégia da equipa. Depois de o inglês ter finalmente ultrapassado o colega de equipa, a Mercedes confirmou que pediu a Rosberg que deixasse passar Hamilton. Segundo a equipa das “flechas de prata”, o bicampeão estava mais rápido naquela altura da corrida, e a decisão de o colocar numa posição mais avançada era uma aposta a longo prazo. Aposta essa que, como se veio a confirmar, era a acertada.

E se uns parágrafos acima disse que a Red Bull está a atravessar uma boa fase, já Ricciardo não deve partilhar da mesma opinião. Ainda antes da 30ª volta, Hamilton adiava a primeira paragem para manter o australiano atrás de si durante o maior período de tempo possível; assim, frustrava Ricciardo e criava uma margem de tempo para que a pista secasse. Quando, finalmente, parou, o piloto da Red Bull aproveitou e voltou à liderança da corrida – mas o impensável aconteceu. Já em primeiro, Daniel Ricciardo foi chamado à box para mudar para ultramacios. Mas quando chegou, a equipa não tinha os pneus preparados e causou, tal como os pneus, um pit-stop ultra demorado. Lewis Hamilton aproveitou e recuperou o primeiro lugar, para nunca mais o deixar fugir.

Real Madrid CF 1-1 Atlético de Madrid (5-3 g.p.): A sorte nem sempre protege os audazes

Cabeçalho Futebol Internacional

“O Atlético é um clube amaldiçoado e está destinado a perder a sua terceira final. No final do jogo, até o leitor mais cético será forçado a concordar comigo”, escrevi eu na antecipação da partida, aqui no Bola na Rede, lembrando a forma como o Atlético de Madrid perdeu as outras duas finais da sua história, ambas no último minuto.

Mas, não confiando muito no meu próprio palpite, fiz a ressalva de que, depois dos milagres já feitos para chegar até aqui, não ficaria admirado se Simeone fosse capaz de fazer mais um. E a verdade é que, quando Carrasco fez o empate, cheguei a acreditar que sim, que estávamos a assistir a mais um milagre, não devido a nada de sobrenatural, mas um milagre feito do suor e da determinação dos jogadores do Atlético e da inteligência de Simeone. Afinal, sabemos agora, aquele golo foi só mais um requinte de malvadez que o destino reservou para os colchoneros, que passam, assim, a ser o único clube a ter perdido três finais da Liga dos Campeões, sem nunca ter vencido nenhuma.

Sergio Ramos, o homem que decide finais Fonte: UEFA Champions League
Sergio Ramos, o homem que decide finais
Fonte: UEFA Champions League

Mas vamos ao jogo. O Real entrou bem e chegou justamente à vantagem. Aos cinco minutos, Oblak já tinha evitado, sobre a linha, o golo de Benzema, que desviara um cruzamento de Bale, e aos 15’ o Real marcou mesmo. Sergio Ramos, o herói da final de Lisboa há dois anos, voltou a marcar na final da Champions. Há tipos assim. Por mais expulsões e disparates que já tenha acumulado ao longo da carreira (o que não aconteceu neste jogo), Ramos tem alguma coisa de especial, disso não há dúvida.

O jogo mudou a partir dos 25 minutos. Em parte, porque o Real não podia aguentar o ritmo inicial; em parte porque o Atlético reagiu e passou a dominar o jogo e a posse de bola. E se, até ao intervalo, esse domínio não trouxe oportunidades de golo, na segunda parte não foi preciso esperar muito para que elas surgissem. Logo no primeiro minuto, Pepe fez falta sobre Torres dentro da área. Antoine Griezmann rematou com força, mas acertou na trave. Maldição. Minutos depois, Saúl Ñiguez rematou ao lado após cruzamento de Carrasco. Maldição. De seguida, Savic desviou a bola num canto, a rasar o poste. Maldição, maldição. O Real começava, finalmente, a criar perigo no contra-ataque. Primeiro, foi Benzema, aos 70 minutos, que, desmarcado por Modric, permitiu a defesa de Oblak. Oito minutos depois, uma dupla oportunidade: primeiro, Oblak defende o desvio de Ronaldo, e, na recarga, é um defesa que corta o remate de Bale.

Uma final de outro mundo

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Gary Lineker nunca rematava à baliza durante o aquecimento e, caso não marcasse qualquer golo na primeira parte, trocava de camisola ao intervalo. Cruyff cuspia sempre a pastilha para o meio-campo adversário antes do pontapé de saída. Lucescu não deixa que o condutor do autocarro faça marcha atrás com os jogadores lá dentro. Pequenas ações que vão passando despercebidas mas que são determinantes. A França deve o seu título mundial àqueles beijinhos que Laurent Blanc dava na careca de Barthez antes do início de cada jogo e o Benfica não vence competições europeias devido à maldição de Bella Guttman.

O mundo do futebol rege-se por leis diferentes das do mundo terreno. Diego Simeone sabe-o. Quando sai do balneário para o campo, o treinador do Atlético de Madrid aponta o indicador e o mindinho da mão direita para o chão para afastar o azar. Antes do apito inicial beija os pulsos. Nos jogos importantes, vai de camisa negra, tal como quando venceu a Liga Europa em 2012, porque em equipa que ganha não se mexe.

Os 10 melhores da Liga dos Campeões 2015/16

10.º Danijel Milićević

 danijel

O Gent foi a grande surpresa da fase de grupos. Rompeu entre o Lyon e o Valência para conseguir chegar aos oitavos-de-final, onde acabaria por tombar aos pés do Wolfsburgo. Cada surpresa tem, normalmente, um bom motor. O dos belgas era um motor suíço: Danijel Milicevic. O avançado de trinta anos está a ter a recompensa de uma carreira. Após vários anos a alinhar em clubes de segunda linha na Suíça e na Bélgica encaixou bem no Gent, há 3 anos. Desde aí que se tem assumido uma figura preponderante no clube e tem contribuído para as suas conquistas. Este ano venceu o campeonato e teve uma boa prestação na Liga dos Campeões. Uma época memorável de um jogador que marca nos momentos decisivos e que faz muito bem o trabalho de bastidores dentro de campo.