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Revista do Euro’2016: Ucrânia

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É a primeira vez que a Ucrânia vai participar num campeonato europeu de futebol sem contar com aquele que terá porventura sido o seu maior jogador de sempre. Andriy Shevchenko é o melhor marcador de todos os tempos da selecção ucraniana, mas desta vez não poderá dar o seu contributo aos Жовто-Сині (amarelos e azuis) dentro das quatro linhas, algo que, no entanto, não o impede de estar presente, uma vez que compõe a equipa técnica da Ucrânia liderada pelo experiente Mykhaylo Fomenko.

Após ter terminado o Grupo C de apuramento para o Euro 2016 no terceiro lugar atrás de Espanha e Eslováquia, a formação ucraniana viu-se mais uma vez a braços com o habitualmente nefasto playoff de qualificação, onde teve de medir forças com Eslovénia. A selecção dos Balcãs era de má memória para o conjunto liderado por Mykhaylo Fomenko, depois de os ter eliminado precisamente no playoff de qualificação para o Euro 2000. Desta vez, no entanto, a equipa ucraniana foi mais forte e, após ter vencido em Lviv por 2-0, conseguiu impor um empate a uma bola na sua deslocação a Maribor.

O registo do conjunto ucraniano em fases finais de campeonatos europeus é extremamente modesto, tendo apenas conseguido um 13º lugar na sua única participação, que foi curiosamente conseguida enquanto país organizador. Todas as outras presenças em campeonatos da Europa tiveram lugar como parte integrante da União Soviética e não são, na conjuntura actual, tidas em conta por uma grande franja da população ucraniana.

Revista do Euro’2016: Suécia

Com uma seleção que mistura experiência com a irreverência de jovens jogadores, que venceram o Europeu sub-21 em 2015, a Suécia parte para o Euro 2016 com a esperança de melhorar o resultado da última fase final em que participaram, o Europeu 2012, no qual foi eliminada na fase de grupos.

 

Na fase de qualificação, a seleção sueca, que não surpreendeu pela positiva, ficou no terceiro posto do seu grupo, o que valeu um lugar no play-off de apuramento. Face à Dinamarca, com Zlatan Ibrahimovic inspirado ao seu melhor nível, a Suécia conseguir vencer a eliminatória e marcar, assim, presença neste verão em França. Tanto na fase de qualificação, como nos jogos particulares que se seguiram, os suecos não conseguiram mostrar um futebol particularmente interessante nem ao nível exibicional, nem de resultado. No entanto, os valores individuais podem fazer a diferença, para um triunfo, a qualquer momento.

Com Zlatan Ibrahimovic, o herói da seleção sueca, em foco de destaque, não só pelos golos que marca, mas por tudo o que oferece à equipa dentro das quatro linhas, aliado à coesão defensiva e ao surgimento emergente de jovens valores de alta qualidade, a Suécia parte para este Europeu com a esperança de conseguir surpreender o mundo do futebol e chegar o mais longe possível na competição, tarefa que aparenta ser bem difícil.

A inter-relação das espécies: Clubismo versus Falta de carácter

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Várias glorias do futebol têm falecido nos últimos tempos, algo que os jornais desportivos costumam dar o respectivo ênfase. É normal e compreensível, meritório até.

No entanto, e tratando-se de futebol, como é costume isto traz sempre associado uma doença patológica que revela sintomas como egoísmo, raiva e desrespeito.

Há quem apelide de “clubismo”, o que considero simplesmente uma definição redutora de má formação pessoal de algumas pessoas.

Porque para mim, “clubismo” é amar o seu clube e defendê-lo contra tudo e todos. Clubismo é considerar que só existe um clube – o seu – e que os outros são meros acessórios. Não acho que isso seja mau, porque em determinados momentos todos nós que adoramos o nosso clube teremos momentos desses… muitos momentos desses até.

Galaz Pimenta
Uma das últimas vitímas desta falta de carácter foi Galaz Pereira, antigo defesa do Sporting
Fonte: Sporting Canal

Há então os que sofrem de “clubismo”, os que não sofrem com futebol (poucos), e os outros tais que só são mal formados. Não estou a falar de mal formação física, é mesmo de carácter.

Quero então chegar ao momento em que “pessoas” (vamos considerá-los isso apenas e somente por mero comodismo) ao lerem que alguém desapareceu, alguém reconhecido como sendo sportinguista, fazem comentários do tipo: “quem era o animal?”, “olha, menos um que vai passar a vida a perder campeonatos”, ou até a que mais me tocou o coração: “Só morreu um? Deviam ter morrido todos”.

A este último comentário, e ao seu autor, espero sinceramente que em alguma realidade paralela isso se torne realidade e que um dos seus antecessores seja efectivamente Sportinguista. Talvez porque assim também se tivesse perdido algumas “pérolas” como estas.

O meu problema, no entanto, nem é ver adeptos de outros clubes a ter este tipo de reacção (até porque cada espécie terá lá os seus hábitos/costumes, e há valores que vivem e morrem com cada um), é ver supostos sportinguistas adoptarem o mesmo modus operandi (agora sou eu e o meu “clubismo”).

Revista do Euro’2016: Islândia

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A selecção de futebol da Islândia representa, fielmente, o seu pequeno país, distante e misterioso, embora, lenta e inevitavelmente, desejoso de se mostrar ao mundo – e à sua beleza rara e esmagadora. A estreia da Islândia numa grande competição não surge por acaso; os islandeses, embora suis generis (nem sempre se encontra um povo que acredite, genuinamente, em elfos e noutros seres das montanhas), têm espírito nórdico, naquilo que é uma herança de eficiência resultante da sua ligação cultural e histórica à Noruega e Dinamarca. O aumento do investimento na actividade desportiva, com ênfase na melhoria de infra-estruturas e num paciente projecto de formação, iniciou-se há aproximadamente 20 anos e, actualmente, colhem-se os frutos dessa aposta.

Há quatro anos, a selecção da Islândia ocupava a (modesta) 131.ª posição no ranking FIFA; desde então, os islandeses galgaram patamares chegando, inclusivamente, a figurar no top-30 (28.º lugar, em 2015) – neste momento é 35.ª classificada. Para essa marca, muito contribuiu a prestação nas fases de apuramento para o Mundial’ 2014 e Euro’ 2016. No primeiro caso, a Islândia ficou às portas da fase final, caindo somente no play-off, frente à Croácia. Desta vez, os islandeses – ou Vikings, como também são conhecidos – confirmaram a evolução na modalidade, graças a uma performance notável que, entre resultados históricos, incluiu um triunfo na visita à Holanda (1-0, golo de Sigurdssson, em Setembro de 2015).

Esta geração colocou no mapa do futebol europeu um país com cerca de 300 mil habitantes  Fonte: UEFA
Esta geração colocou no mapa do futebol europeu um país com cerca de 300 mil habitantes
Fonte: UEFA

Os méritos da Islândia assentam, sobretudo, na experiência do seu treinador – o veterano sueco Lars Lagerback (67 anos) – e dos seus jogadores (a média de idades do “onze” habitual é superior aos 30 anos e Gudjohnsen, com 37, é o jogador de campo mais velho da competição). Uma equipa que mistura a veterania do sector mais recuado, com a juventude madura nas zonas mais adiantadas. De realçar, o facto de todos os jogadores actuarem fora do campeonato local – conhecido mundialmente, e quase em exclusivo, pelas divertidas comemorações dos golos do Stjarnan – numa prova de evolução do jogador profissional islandês, figura que, até há bem pouco tempo, de tão rara, merecia uma estátua frente ao estádio do maior clube do país: o KR Reykjavík.

Fazendo jus à “escola” sueca, a Islândia privilegia a consistência defensiva e o futebol directo, com rápidas transacções em contra-ataque, normalmente, conduzidos pela “estrela” Sigurdsson. A capacidade física dos seus jogadores é a principal “arma” a ter em conta – com destaque para o ponta-de-lança Sigthórsson, que dá sempre muito trabalho aos “centrais” contrários –, aproveitada, sobretudo, em lances de bola parada: cantos, livres e lançamentos laterais (o médio Gunnarsson é, a exemplo de Maxi Pereira, especialista em colocar longo na área, com as mãos) são potencialmente perigosos para qualquer adversário.

A estreia da Islândia na fase final do Euro’ 2016 é frente a Portugal, em Saint-Étienne, a 14 de Junho.

Entrevista a Maria Heitor – Da estreia pela seleção à conquista do campeonato francês

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Maria Heitor, 27 anos, é atleta do clube francês LMR Club Villeneuvois e presença assídua na Selecção Nacional de 7s, pela qual fez a estreia em 2015. Depois de passagens pela Agronomia, RC Loulé e SL Benfica, a avançada não pensou duas vezes quando recebeu uma proposta do clube LMR Club Villeneuvois, sediado em Lille, e tornou-se numa das primeiras atletas femininas portuguesas a sair do país para jogar rugby num campeonato estrangeiro. Na época de estreia passou por fases delicadas (a contas com lesões), mas no final sorriu com a conquista do campeonato francês – Élite TOP-8.

Bola na Rede (BnR): Quando, e de que forma, entrou o rugby na sua vida?

Maria Heitor (MH):O rugby apareceu na minha vida quando tinha quinze anos e uma amiga, que jogava na Agronomia, me desafiou para experimentar. Na altura não estava muito interessada, mas depois de pesquisar um bocadinho sobre a equipa e, mesmo antes do primeiro treino, fui comprar um par de chuteiras e aventurei-me.

BnR: Como analisa o nível do rugby feminino em Portugal?

MH: É uma pergunta que me divide sempre. Se por um lado há um conjunto de atletas que evoluíram muito nos últimos anos, por outro, o nível competitivo baixou significativamente. O rugby de XV desapareceu e as atletas passam uma época entre torneios de X ou de VII. Penso que o rugby feminino precisa de ser reestruturado. Desde sempre me ensinaram que no rugby todos tinham o seu lugar, infelizmente com o rugby de VII isto não se verifica.Com o fim da Supertaça, Campeonato nacional e Taça de Portugal de 13 (versão adaptada do rugby de XV) as equipas perderam muitas jogadoras, que o digam equipas como Agrária, Agronomia, Bairrada, SL Benfica, CDUP, CRAV, RC Loulé e Técnico, grandes potências do rugby de 13.

BnR: No ano passado, 2015, estreou-se oficialmente pela Selecção Nacional. Quais as ambições com a camisola das quinas?

MH: Após um torneio de qualificação europeia em que poucos acreditavam em nós, acredito que temos uma equipa que pode bater-se contra as melhores. Claro que o meu sonho este ano será a qualificação olímpica. Difícil sim… Mas se fosse fácil o encanto não era o mesmo.

BnR: O que a motivou a ir jogar num clube (LMR Club Villeneuvois) de outro país (França)?

MH: Sempre sonhei em ir jogar para fora de Portugal. Como avançada que sou, a falta de rugby de XV foi o grande motivo para a minha vinda para o LMRCV. No ano passado, numa digressão com o SL Benfica à Bélgica, defrontámos a final do torneio contra a minha actual equipa. Ao longo do jogo só desejava que os jogos em Portugal tivessem o mesmo nível e a mesma intensidade que aquele. A partir daquele momento percebi para onde queria ir jogar.

BnROnde residem as principais diferenças encontradas entre o nível de rugby português e o francês?

MH: Penso que as grandes diferenças passam pela organização de cada equipa, clube, comité, federação e a importância do desporto na sociedade francesa.

Inglaterra 1-0 Portugal: Coesos e seguros, mas sem cobrir golpes de Kung Fu

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Clica aqui para veres as estatísticas.

A FIGURA

Rooney foi o melhor inglês Fonte: Wayne Rooney
Rooney foi o melhor inglês
Fonte: Wayne Rooney

Rooney não é só o jogador mais popular da equipa inglesa. Não é só o jogador com mais internacionalizações e mais golos. É também um poço de força e de esforço na formação inglesa. A sua posição inicial era atrás dos avançados, mas fez muito mais que isso, sendo o elemento fundamental para que a circulação de bola portuguesa não escoasse de forma fluída e um dos maiores dinamizadores da sua equipa, nem que tivesse de vir atrás (como fez tantas vezes) buscar jogo.

Espírito voluntarioso, omnipresente… Rooney encheu o campo.

Grandes momentos Sporting: Reviravolta “mágica”

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José Peseiro está hoje novamente na boca do mundo, mais pela sua substituição do que pelo seu bom trabalho enquanto treinador.

O ex-treinador do FC Porto ficou conhecido em Alvalade como o treinador do quase… quase ganhava tudo, mas acaba por perder tudo. No entanto, há um momento que não consigo esquecer, liderado pelo “mister” Peseiro!

Corria a época de 2004/2005 e o treinador da equipa leonina era José Peseiro. O Sporting estava a fazer uma grande época quer no campeonato nacional, quer na “antiga” Taça UEFA e tinha por adversário neste dia o forte Newcastle, que na primeira mão em Inglaterra, tinha levado de vencida a turma verde-e-branca por uma bola a zero.

Nessa partida, para complicar ainda mais, o goleador Liedson não pôde dar o seu contributo à equipa.

Começa o jogo e o Sporting vai para cima dos ingleses sem dó nem piedade. Mas, aos 20 minutos,  Rui Jorge e Polga num erro defensivo permitem que Kieron Dyer marque golo para a equipa inglesa.

O Sporting não se atemoriza e continua a dar em cima do adversário, mas até ao intervalo, o melhor que conseguiu foi o empate, com o golo do romeno Marius Niculae.

Ao intervalo, Sporting estava fora da Taça UEFA com um resultado “agregado” de 1-2 para os ingleses, com a agravante que eles tinham marcado fora.

José Peseiro, o treinador do quase em Alvalade, também liderou a equipa em momentos mágicos. Só foi pena o desfecho de todas as competições. Fonte: www.pontapedesaida.com
José Peseiro, o treinador do quase em Alvalade, também liderou a equipa em momentos mágicos. Só foi pena o desfecho em todas as competições
Fonte: www.pontapedesaida.com

O jogo recomeça, e apesar do Sporting estar a jogar com raça, os golos não surgiam, entrámos nos últimos minutos da partida e o Sporting continuava fora das meias-finais.

Até que, aos 71 minutos, Ricardo “Coração de Leão” Sá Pinto após uma recarga a um remate de Pedro Barbosa faz o 2-1 para o Sporting. Mas os leões precisavam de mais.

Maurício Pinilla ganha um canto e na sequência deste, o “nosso” Beto, de cabeça, coloca o Sporting aos 78 minutos pela primeira vez em vantagem na eliminatória.

No entanto, os leões não ficaram por aqui e Fábio Rochemback, já após o minuto 90, aproveita um erro da defensiva do Newcastle e estabelece o resultado final: 4-1!

Foi uma das reviravoltas mais fantásticas de sempre de uma equipa portuguesa nas competições europeias.

Na eliminatória seguinte, batemos o AZ Alkmaar, com Miguel Garcia, a marcar o golo que deu a final já no último minuto.

Voltando aos dias de hoje, José Peseiro não é o culpado do estado actual do FC Porto, mas tinha que se encontrar um “bode expiatório”.

Boa sorte para o futuro, Mister!

Foto de Capa:  www.megafone.blogs.sapo.pt 

Revista do Euro’2016: Inglaterra

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As esperanças inglesas para este Europeu estão renovadas, tal como está renovado o balneário da equipa, depois das saídas de jogadores como Lampard ou Gerrard, eternos capitães. O núcleo mudou, mas a equipa não se ressentiu, e a ilustrá-lo está uma fase de qualificação irrepreensível para o Euro 2016, na qual venceu os dez jogos que disputou, marcando 31 golos e sofrendo apenas 3, mesmo com um adversário como a Suiça e deslocações complicadas como as que fez à Eslovénia, Estónia e Lituânia.

Depois desta fase de qualificação perfeita, defrontou só equipas de topo em jogos amigáveis. Perdeu com a Espanha e a Holanda, mas derrotou França e Alemanha.

Fase de qualificação praticamente irrepreensível e jogos amigáveis onde a equipa demonstrou competitividade. Factores que servem de base para o optimismo generalizado que se vive em Inglaterra quanto àquilo que pode fazer a sua selecção, na esperança de evitar o autêntico carrasco desta equipa nos últimos europeus – desde 1996, inclusivé, ano em que foi anfitriã do Europeu, só por uma vez não saiu da competição sem ser por “grandes penalidades” (aconteceu em 2000, e foi eliminada na fase de grupos).

A Inglaterra nunca ergeu o trófeu Henri Delaunay – a única selecção que conquistou um Mundial sem vencer a maior prova do seu continente.

Copa América Centenário: O que esperar?

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A competição internacional mais velha do Mundo comemora 100 anos de existência. A Copa América Centenário, acontece de 3 a 26 de Junho e, pela primeira vez, é organizada por um país fora da América do Sul – os Estados Unidos.

A competição terá frente a frente 16 seleções das Américas na disputa de um troféu especial que qualquer uma das federações desejaria ter na vitrine da sua sala de troféus. A Copa América vai adotar o formato de 4 grupos de 4 equipas, com apuramento dos 2 primeiros classificados do grupo.

De antemão, o Grupo A (EUA, Colômbia, Costa Rica e Paraguai) parece ser o grupo mais equilibrado, sem um favorito declarado, na minha opinião. Embora possamos apontar para a Colômbia como a presumível equipa “mais forte” do grupo. O Grupo B, conta com um sempre favorito de qualquer competição – o Brasil e, duas equipas que em caso de derrota com o Brasil brigarão pelo 2º lugar, Equador e Peru. O inexperiente Haiti talvez seja um mero participante para o desempate, entre adversários, no saldo de golos. O Grupo C e D, parecem ser onde o estatuto e o nome das federações poderá coincidir certeiramente com os apurados para a fase a eliminar. Uruguai e México no Grupo C (não creio que Jamaica e Venezuela possam fazer frente dura) e Argentina e Chile no Grupo D (para um Panama e Bolívia bem distantes a nível de argumentos futebolísticos). Entre si discutirão o 1º e 2º classificados. Todavia, importa referir que isto são apenas palpites, prognósticos. Na prática, acredito que esta competição possa reservar algumas surpresas.

Desde a virada do Milénio, já foram realizadas 5 edições da CA e apenas 3 das 16 seleções passaram sempre à fase seguinte, ou seja, aos quartos-de-final. São elas: Brasil, Uruguai e o… Peru!

Ainda a título de curiosidade, desde 2001 a seleção que mais vezes terminou nos quatro primeiros lugares foi o Uruguai, que é o maior detentor de troféus (15). Seguido da Argentina (14), que não vence desde 1993, mas conseguiu o 2º lugar por três vezes. A fechar o top 3, destacados de todas as outras seleções, vem o Brasil com 8 troféus, sendo a equipa que mais vezes a venceu desde 2001 (2).

Neste artigo, destacarei algumas das seleções com base no seu ranking mundial, planteis, experiência ou histórico competitivo e favoritismo para chegarem nas meias-finais ou serem campeãs. Assim, antes da caracterização mais detalhada dessas seleções apostaria numa final entre Uruguai e Argentina, que o próprio formato de jogos já definido pode ocasionar. Outros candidatos a estarem presentes na final são o Chile, a Colômbia e, claro, o Brasil. Como outsiders ou equipas surpresa vou destacar o Equador e o México. Será que EUA, jogando perante seu público, e o surpreendente Peru, 3º lugar das últimas 2 edições da Copa América (CA) terão algo a dizer até às meias-finais?

Carta aberta a: Paulo Fonseca

cartaaberta

A 31 de Maio de 2016, Paulo Fonseca despediu-se da estrutura bracarense. Depois de uma época fantástica, penso não estar enganado quando te digo que se um dia pretenderes voltar a porta está aberta.

Depois de ajudar a escrever mais uma epístola no evangelho bracarense, segue-se o Shakthar em terras de leste. Os Bracara Augustanos ficaram encantados e agradecidos com a tua simpatia e coragem, que acabou por nos conquistar a todos e à Taça de Portugal. Por Braga, desejam-se as maiores felicidades para ti, já que nos deste muitas durante o ano, chegando a culminar com misticismo e alegria, e num jogo de Guerreiros, a temporada do mágico Braga. Numa época em que vimos um pouco de tudo em todas as competições, compreende-se a tua partida. Revelaste que um grupo de trabalho é superior às individualidades, e que estas a existirem são potenciadas pela união. A verdade é que não queríamos a tua ida. A maldosa mentira, é que já seguiste o teu caminho.

A porta está sempre aberta para Paulo Fonseca Fonte: SC Braga
A porta está sempre aberta para Paulo Fonseca
Fonte: SC Braga

Não te esqueças de onde sais. Foi aí que reapareceste para o mundo do futebol. Fizeste o teu caminho acompanhado de uma massa associativa que sempre te apoiou e te acalorou. Essa, que no momento da despedida se sentiu feliz por ouvi-lo da tua boca. Não te percas, e vê por onde e para onde vais. Desejamos-te as maiores alegrias do mundo, e se voltares a defrontar-nos, agora com a camisola do inimigo, vai custar, mas esperemos que neste caso único percas. (A não ser que seja a duas mãos – queremos que percas as duas partidas). Pelo que sei, a escolha que fizeste foi acertada na medida em que todos temos de precaver o nosso futuro.

Foram razões económicas que pesaram e de facto, frente a ucranianos só mesmo os russos. Bem podias ter aguardado este ano de contrato para no fim saltares. Mas compreendemos a tua decisão e acima de tudo respeitámos. Não cedeste ao mesmo dinheiro que movimenta o futebol, e te poderia ter colocado num rival da mesma Liga. Para nós foi bom, e um acto de respeito ter visto isso. Se tu reconheces o nosso valor e dás o exemplo, é porque o merecemos. És um vencedor e que assim continues.

Agora falando mais a sério, de Pedro para Paulo. Numa conversa apostólica vou tentar explicar esse paulinismo que tentaste imprimir na equipa bracarense. Revigoraste o nosso estilo de jogo e tornaste-o apelativo e desejado no futebol ao ponto de seres reconhecido por isso.

Deixaste-nos no nosso lugar mínimo e aceitável na liga é verdade, mas privilegiando outras competições. Fizeste-nos conquistar algo. Algo que até nos fugia há muito tempo. Encontraste Jesus pelo caminho, no intitulado melhor jogo do ano, e festejaste. Colocaste-nos no lote europeu em destaque e com um valor muito próprio e sem repetição. Mostraste que o Braga é um clube enorme e que merece crescer pelo esforço que tem vindo a fazer ao longo do tempo. Enfim, ajudaste a escrever o novo testamento do Braga. Em situações demasiado normais prevalecia a realidade e o sonho estaria distante. O que fizeste foi o contrário de tudo isto. Colocaste-nos no sonho e afastaste a realidade quente/fria que há muito vivíamos. As maiores felicidades para ti e para os teus e que o futebol esteja sempre contigo como esteve no meio de nós!!

Força, Paulo Fonseca!