📲 Segue o Bola na Rede nos canais oficiais:
Início Site Página 9847

A primeira goleada do Sporting 2016/17

sporting cp cabeçalho 1

Bruno de Carvalho acaba de anunciar a renovação do contrato com Jorge Jesus. A ligação do técnico ao Sporting era até 2018; contudo, JJ prorrogou mesmo o vínculo aos leões por mais um ano, tendo assim a ligação assinada até 2019.

Este anúncio é o coroar de uma época de muito trabalho e de verdadeiro ressurgimento de um leão vigoroso no campeonato português, onde apenas faltou a conquista do título, que falhou por míseros dois pontos. Contudo, Jesus bateu o recorde de pontos do clube na Liga, atingindo até os números alcançados por Mourinho na sua estadia vitoriosa pelo Dragão. O Sporting foi a equipa que praticou melhor futebol e foi a defesa menos batida da Liga. Além disso, o técnico conseguiu ter a melhor defesa da Liga com (imagine-se) duas estruturas defensivas totalmente diferentes! João Pereira, Paulo Oliveira, Naldo e Jefferson (os mais utilizados na primeira metade da época) deram lugar a Schelotto, Coates, Rúben Semedo e Zeegelaar/Bruno César, todos chegados ao clube na reabertura do mercado, em janeiro. Apenas o guardião Rui Patrício foi titular durante toda a temporada.

A forma como o amadorense revolucionou o futebol do Sporting, colocando como tónicos fortes a segurança defensiva e a dinâmica atacante, com João Mário e Bryan Ruiz a serem os maestros da orquestra, apaixonou os adeptos do Sporting, que bateram recordes de assistência e seguiram a equipa durante toda a época de forma fiel e efusiva, tendo inclusivamente dedicado uma calorosa receção à equipa no estádio de Alvalade no dia em que o rival ganhou o título, que estava a ser festejado apenas uns quilómetros ao lado. Sempre ao lado dos adeptos e com estes ao seu lado, Jorge Jesus quase guiou o clube ao lugar que merece nesta época e estou plenamente confiante de que o vai conseguir em 2016/17.

Jorge Jesus e Bruno de Carvalho anunciaram renovação de contrato até 2019 Fonte: Sporting Clube de Portugal
Jorge Jesus e Bruno de Carvalho anunciaram renovação de contrato até 2019
Fonte: Sporting Clube de Portugal

 

O Sporting tem tudo a ganhar com a renovação deste projeto e deste casamento “tripartido” entre o clube, Bruno de Carvalho e Jorge Jesus. Estes dois homens transformaram completamente o clube, afastando fantasmas de décadas recentes. O exemplo de Jorge Jesus a cantar “O Mundo Sabe Que” antes dos jogos é apenas mais um sinal de que se sente verdadeiramente em casa, a orientar o seu clube do coração, o Sporting Clube de Portugal.

Quem conquista o Norte de Portugal?

Cabeçalho modalidades

A última vez que escrevi sobre o WRC dizia que Sébastien Ogier estava a dominar como queria o campeonato. Se é certo que o francês continua confortável na liderança do campeonato – 39 pontos para Hayden Paddon – a verdade é que o campeão do mundo não venceu as duas últimas provas, México e Argentina.

A próxima prova é no norte do nosso país e apesar de já não fazer parar o país como antigamente a prova ainda consegue mover muita gente sendo a única vez que aparece nos meios de comunicação nacionais se excluirmos acidentes.

Para Portugal não se espera outra coisa que muita emoção nas estradas. Dizer quem vai sair vencedor da prova portuguesa – novamente no Norte – é impossível, apesar de a minha aposta ir para Ogier que vai querer voltar aos triunfos numa prova em que conseguiu a sua primeira vitória no WRC em 2010.

Mas temos vários outros pilotos que podem voltar a casa com uma vitória no bolso. Latvala vai querer repetir o triunfo de 2015, mas o finlandês está a ter uma temporada difícil e ainda só terminou uma prova nos pontos com a particularidade de a ter vencido (México). Fora o segundo homem da Volkswagen aponto mais dois candidatos à vitória, o regressado Kris Meeke e o vencedor da última ronda, Paddon.

Isto não é para predestinados; é para profissionais…

0

sporting cp cabeçalho 1

Muito se tem falado da formação da academia Sporting e do menor fulgor que a mesma vive. É verdade que houve tempos em que só nós apostávamos na formação de jovens, mas o tempo de “vacas magras” – ou “menos gordas” – que o futebol tem passado levou alguns clubes a apostar também nos jovens das academias, tendo muitos deles tentado copiar o nosso modelo.

O nosso modelo é dos melhores do mundo e não é por ter um ou outro ano menos bom que se pode colocar tudo em causa. Tem é que se ir inovando e melhorando sempre.

O futebol de formação é bastante comparável ao processo de educação de um filho. Só saberemos se foi o correcto quando eles chegarem à maioridade e mostrarem a sua personalidade e a forma como põem em prática a sua educação e formação.

Como os filhos, no futebol de formação é preciso também que eles sintam a frustração da derrota, de um não para aprenderem a responder às adversidades.

Devemos incutir-lhes a ideia de vitória, mas nunca esquecendo que em algum momento irão perder. Têm é que corresponder  ganhando logo a seguir – ou pelo menos lutar por tentar.

O profissionalismo e o carácter são também características que ajudam a moldar grandes jogadores e homens. E isso por vezes falta a alguns miúdos (ou aos seu tutores) que tentam crescer mais depressa. E dar um passo maior que a perna pode arruinar o salto. Ultimamente temos alguns casos, de jogadores que se consideravam já “os maiores do mundo”, e não tenho ouvido falar deles. Mas é também uma forma de crescer e aprender. Podem é já não ir a tempo de emendar a mão e poderem ter o êxito que teriam com outro tipo de evolução.

A Academia de Alcochete já deu algumas alegrias aos Sportinguistas Fonte: Instagram Oficial de Matheus Pereira
A Academia de Alcochete já deu algumas alegrias aos Sportinguistas
Fonte: Instagram Oficial de Matheus Pereira

Ser campeão é também saber ganhar e perder. Temos é que ganhar muitas vezes e perder poucas. E é isso que tem acontecido.

Continuamos a ter a melhor formação, porque ainda é a que ganha mais, a que erra menos no recrutamento e o que tem associados mais bolas de ouro. Ou seja, tem um passado de exito, mas tem também um presente e certamente um futuro.

A nossa academia tem associada a si dois jogadores que ganharam a bola de ouro, mesmo competindo contra jogadores de enorme talento. Isso aconteceu porque trabalharam e se dedicaram ao seu trabalho. No fundo, são verdadeiros profissionais e isso também advém de uma boa formação de atletas e homens.

O mesmo está a passar-se com os jogadores do presente, como Rui Patrício, William Carvalho, Adrien Silva, João Mário. Jogadores que são referências da equipa principal do Sporting, ajudando a apresentar um dos “futebóis” mais bem jogados que equipas do Sporting já alguma vez apresentaram.

Para o futuro mais próximo temos ainda Gelson Martins, Matheus Pereira, Iuri Medeiros, Palhinha, Rúben Semedo e Esgaio, assim como alguns que podem subir da equipa B e demonstrar qualidade para poder evoluir para a equipa principal.

Liverpool FC 1-3 Sevilha FC: O mágico (e horrível) número 3

Cabeçalho Futebol Internacional

O número três tem, desde o início da História, uma importância vital na Humanidade. Passando pela religião –  Trindade Católica e Hindu – até às formas geométricas  – o triângulo é a primeira figura que se consegue fazer –, muito do que se passa no Mundo tem por base este mágico número. Ainda assim, e para os adeptos do Liverpool, este três passará a ser um número malogrado e a evitar.

Antes do início do jogo já o referido três seria o alvo a abater por parte da equipa de Liverpool. Os reds queriam evitar que o Sevilha vencesse a sua terceira final consecutiva após as vitórias do clube andaluz frente ao SL Benfica e ao FC Dnipro Dnipropetrovsk nas últimas duas edições.

A equipa de Jurgen Klopp comandou as acções durante toda a primeira parte, banalizando uma equipa sevilhana amorfa e sem qualquer argumento para assustar Mignolet. À passagem dos primeiros dez minutos valeu Carriço à equipa espanhola, evitando o golo inaugural de Sturridge.

Galvanizados pelo momento, os ingleses continuaram a pressionar, e pouco depois surgiu o primeiro – de três – momentos polémicos na área de David Soria. Roberto Firmino ultrapassa Carriço, que coloca o braço na direcção da bola. O árbitro da partida e o árbitro auxiliar nada viram, e o jogo seguiu com o internacional brasileiro a contestar veementemente a decisão do juiz da partida.

Perto da meia-hora de jogo Rami toca com a mão na bola de forma subtil, dando motivo aos reds para voltarem a pedir grande penalidade. De novo, Jonas Eriksson nada viu e mandou seguir a partida.

Cinco minutos depois, e num portentoso remate de trivela, Sturridge acaba mesmo por marcar e dar justiça ao marcador no Estádio St. Jakob-Park, em Basileia. As bancadas, completamente preenchidas de vermelho, entraram em erupção e Klopp parecia destinado a acabar em beleza a sua primeira época em Liverpool.

Mas, e como não há duas sem três, a polémica voltou a aparecer dentro da área do Sevilha com a equipa inglesa a reclamar – e com razão – uma mão na bola. De novo, Firmino na jogada, desta vez a tentar a assistência para golo, mas com Krychowiak a cortar com a sua mão esquerda. Nova grande penalidade por assinalar, novos protestos junto de Jonas Eriksson. O prenúncio do número três estava a chegar, e para fazer danos avassaladores.

Coke foi o herói improvável desta final em Basileia Fonte: UEFA
Coke foi o herói improvável desta final em Basileia
Fonte: UEFA

Ainda o apito do árbitro sueco para o início da segunda parte ecoava nas bancadas e já os adeptos do Sevilha festejavam o golo do empate espanhol, apontado por Gameiro. O internacional francês apanhou a defesa red adormecida e restabeleceu a igualdade na partida. Um golpe profundo para a formação inglesa, que acusou em demasia o golo sofrido e não mais se encontrou em campo.

O segundo golo sevilhano veio dar ainda mais ênfase à “fúria” espanhola, numa jogada em que Vitolo foi o maestro que permitiu o golo do capitão Coke. O mesmo Coke viria a completar o círculo – ou o triângulo –do número três, ao bisar na partida e aumentar para 3-1 o resultado na partida. Curiosamente, o último jogador espanhol a bisar numa final europeia tinha sido Javi Moreno, jogador do Deportivo Alavés, frente ao mesmo Liverpool FC.

Unai Emery tem que ser valorizado por ter percebido onde falhou a equipa durante o primeiro tempo, sendo perfeitamente recompensado por isso no segundo. A equipa sevilhana foi buscar forças onde não parecia tê-las e acabou por fazer uma remontada histórica. Já Klopp acaba por perder a segunda final europeia da sua carreira, naquilo que parecia ser o seu (quase destinado) primeiro grande momento à frente do histórico clube inglês.

O Sevilha é o verdadeiro dono e senhor desta Liga Europa.
Figura:

Adeptos do Liverpool – É incrível pensar que, em 45 minutos, todo um sonho desmorona, tudo cai por terra e que, ainda assim, houve força e vontade de cantar que o Liverpool will never walk alone. Há magia onde se encontrem os adeptos reds, seja no “The Kop” ou em qualquer outro lugar. Liverpool é e será sempre um clube diferente, independentemente de quantos três lhe aparecerem pela frente.

 

Fora de Jogo:

Jonas Eriksson – Mau demais para uma grande final europeia. Nunca soube serenar os ânimos e durante a primeira parte pareceu mais nervoso do que alguns dos jogadores em campo. Errar três grandes penalidades com seis árbitros em campo é demasiado mau para ser verdade.

 

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Mafalda Carraxis

“Se não fomos campeões este ano, quando seremos?”

sporting cp cabeçalho 1

Agora que passaram uns dias desde a decisão do título, e um pouco mais a frio, decidi fazer o meu rescaldo do campeonato.

Se este ano não fomos campeões, e a jogar desta forma, quando o seremos?

Ganhas no Dragão (1-3), ganhas na Luz (0-3), ganhas em Braga (0-4), tudo categoricamente. Marcas dez golos em três jogos; sofres apenas um.

Fazes 86 pontos, tens a defesa menos batida do campeonato (21 golos sofridos) e o segundo melhor ataque (79 golos marcados) e és, também, a equipa com menos derrotas (duas).

Em seis jogos contra Porto e Benfica, ganhas cinco; perdes um, e injustamente (se é que há justiça no futebol), e é logo esse que dá o título aos nossos rivais?

Tens, também, o melhor jogador da Liga Portuguesa de Futebol, João Mário.

Podia estar aqui a enumerar factores “insignificantes” e não me calar, porque a soma destes “pequenos nadas” poderia e deveria ter sido suficiente para ganhar! Mas futebol é isto. Nem sempre ganha quem é bom; ganha, sim, quem tem mais pontos.

João Mário foi o melhor jogador deste campeonato, mas o Sporting foi muito mais que um Jogador Fonte: Sporting CP
João Mário foi o melhor jogador deste campeonato, mas o Sporting foi muito mais do que apenas um jogador
Fonte: Sporting CP

Posto isto, o sentimento dos sportinguistas deste ano não é de raiva, nem de tristeza, mas sim meramente de desilusão. Este deveria ter sido nosso!

Alguns chamaram-me “aziado” e talvez até concorde. Fiquei com uma dor de estômago e uma sensação de mal-estar ao pensar que este campeonato estava a acabar como acabou, mas creio que essa sensação é partilhada por muitos. Quem não é ferrenho sabe que este ano… Este ano a história talvez merecesse ser diferente!

Com isto, fica a minha “Ode ao Sporting Clube de Portugal”:

 

Durante anos desaparecido,

Eis que o Sporting de novo se levanta…

Bruno de Carvalho, o convencido,

Leva a uma crença que se agiganta!

“Trinca-bolotas” lhe chamam,

O homem que veio destruir o futebol…

Mas até os tímidos o difamam

E escondem a verdade debaixo do lençol.

Comparam esta presidência

A qualquer ditadura do passado…

Mas foi a única a pedir transparência

No nosso futebol (muito) minado.

Fala demais, por vezes, é certo…

E muito discurso poderia ser evitado…

Mas, no passado, quando o Sporting fez o correcto,

Por todos era “enxovalhado”.

Dizem que Leicester foi campeão,

Simplesmente dentro das quatro linhas…

Isso em Portugal seria uma inovação.

Porquê? Será que adivinhas?

Orgulho em tudo o que foi feito,

No passado, no presente e no futuro…

Não é uma derrota que deixa desfeito

Todo o trabalho, que tem sido duro.

 

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

O XI de Portugal que falha o Euro’2016

Cabeçalho Seleção Nacional

Como em toda e qualquer convocatória, escolhidos os 23 portugueses a envergar as cores nacionais no próximo Euro’16, a decorrer em França, algumas críticas e discordâncias invadiram as redes nacionais questionando algumas das preferências de Fernando Santos.

A verdade é que desde lesionados, a jogadores que não se encontram na melhor forma, a jogadores que não disputam as ligas mais competitivas ou até a jogadores que provavelmente irão representar Portugal nos Jogos Olímpicos, a tarefa do Selecionador Português nunca será fácil, dada a qualidade no lote de jogadores elegíveis para este europeu.

Como prova disso, decidi elaborar um XI de jogadores que ficaram de fora do Europeu pelas mais diversas razões e a qualidade deste onze é realmente incrível. No banco de suplentes estão jogadores como Marafona, André Almeida, Rúben Semedo, Miguel Veloso ou Hélder Postiga.

NOTA: Foram incluídos jogadores lesionados no onze

Queria mesmo… Mas não consigo

0

sl benfica cabeçalho 1

Honestamente quis a conquista deste título de campeão nacional para poder responder à letra a todos os impropérios, dislates e disparates que li contra o meu clube. Queria percorrer uma a uma todas as conversas de Facebook ou bate-boca de café para esfregar três dedos na cara desse pessoal. Queria reler os disparates na caixa de comentários dos textos que deixo no nosso site/Facebook e responder-lhes com o mesmo tom. Com má educação e medieval sentido argumentativo. Mas não consigo…

Durante os últimos meses quis saborear este título. Porque os nossos homens mereciam, pois sofreram como poucos. Aguentaram os insultos de gente demente e cega, constantemente! Os nossos adeptos foram alvo de vilipêndio semelhante. Enquanto bandalhos de TV inventavam e insinuavam no campo desportivo (claro, sem a coragem de provar nada), adeptos instigavam um ambiente de ódio, com mais insinuações e provocações constantes. Como gente de coragem que são, implicaram com um puto de 18 anos e repetiam a sua própria ignorância à exaustão, ao falarem de portas 18… E eu só quis vencer este título para poder responder com três singelos dedos levantados.

Mas hoje, com mais um título no bornal, não consigo fazer isso… Seria descer a um nível similar. Incapaz de reconhecer mérito a quem também o teve nas quatro linhas, refugiar-me-ia apenas no insulto. Tenho de ser diferente. Acima disso tudo. Não me contagiar por gente assim. E por estranho que pareça, faço-o sem esforço! E não me custou, nem um bocadinho, momentos depois do apito final da Liga em dar os parabéns aos jogadores do Sporting. Porque só um clube me preocupa: o meu…

A festa benfiquista do tricampeonato Fonte: SL Benfica
A festa benfiquista do tricampeonato
Fonte: SL Benfica

Como ficaria preocupado se num clube que apregoou modéstia e humildade a tónica dominante tenha sido o do ataque cobarde. E se o líder desses ataques faltasse a um jantar de um grupo tão “unido e merecedor de ser campeão”? Isso sim, deixar-me-ia apreensivo… O mesmo líder, rodeado de capangas de ocasião, que foi provocar adeptos do meu clube a um restaurante de fast food… Isso sim, é de homem. Ao nível de todos aqueles que usaram a baixaria para dialogar sobre o Sport Lisboa e Benfica, atrás de um teclado. Por esses quis mesmo ser campeão; só para lhes dar troco. O devido. Mas hoje, com quase o dobro dos títulos de campeão nacional, não consigo… Nem quero. Não sou dessa massa. Não somos. E viu-se nos festejos…

O Sporting comportou-se como um vilão de um mau filme de Hollywood dos anos 80. Enquanto teve o herói preso não foi capaz de sentenciar o seu destino. Não nos conseguiu “matar”. Preferiu a bazófia cobarde. Preferiu humilhar-nos. Explicar-nos o seu plano… E lá está, quem já viu esses filmes, sabe o que acontece: o herói liberta-se. E o Benfica libertou-se. E perante a bazófia, a humilhação, libertou-se em fúria e a tempo de se salvar; salvar o dia e de dar ao vilão aquilo que ele merece. E assim como um herói não sujeita um vilão a humilhações, também não consigo ser vil como o foram comigo, com os demais adeptos e o Benfica….

Honestamente, perante o ror de disparates que li ao longo do ano, vindo de gente que vive para o ódio – frustrados que são na vida ou pela pura inveja de ver o sucesso que lhes é sempre alheio – apeteceu-me repetir-lhes o mesmo tipo de argumentação. Mas não consigo… Não merecem mais que um silencioso desprezo e um sorriso de campeão. Ao fim ao cabo, queria ser como vocês. Mas não consigo. E ainda bem…

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Bárbara Mota

Uma volta rápida à primeira parte do Mundial de Motociclismo

0

Cabeçalho modalidades

A época começou no Qatar, onde todas as expectativas se concentravam no campeão do Mundo, Jorge Lorenzo, e na Yamaha Movistar, que tinham registado os melhores tempos nos vários testes de Inverno. E, apesar das dificuldades criadas por Marc Marquez e Andrea Dovizioso, o piloto espanhol conseguiu inaugurar a sua temporada com uma vitória. Já Valentino Rossi, companheiro de Jorge Lorenzo, não foi além do quarto lugar.

Jorge Lorenzo  Fonte: MotoGP
As expectativas estavam todas em Jorge Lorenzo
Fonte: MotoGP

Os pilotos das duas rodas viajaram do circuito de Losail para a Argentina, naquele que foi o segundo Grande Prémio da temporada. E, aqui, os protagonistas foram outros. A equipa da Honda Repsol dominou, por completo, todo o fim-de-semana, e Marc Marquez conseguiu alcançar a primeira vitória de 2016. E a tentar esquecer a má época de 2015, em que ficou muito aquém das expectativas.

Das Termas de Rio Hondo directamente para Austin… E para o Grande Prémio das Américas, onde Marc Marquez mostrou estar no seu bom momento e a conseguir a segunda vitória consecutiva. Jorge Lorenzo ficou no segundo lugar do pódio, e Valentino Rossi acabou por sofrer uma queda e não terminou a corrida.

Entre o Grande Prémio das Américas e o Grande Prémio de Jerez de la Frontera foram anunciadas mudanças no seio da equipa da Yamaha Movistar: Valentino Rossi prolongou o seu contrato e Jorge Lorenzo – vou apelidá-lo de Jorge Jesus, porque esta mudança assemelha-se muito à mudança do ex-treinador do Benfica para o Sporting – assinou pela Ducati.

Fyodor Smolov: O improvável melhor marcador da Liga Russa

Cabeçalho Futebol Internacional

No passado dia 11 de Maio, o FC Krylya Sovetov do antigo técnico leonino Frank Vercauteren deslocou-se ao Kuban Stadium para medir forças com o FC Krasnodar e levava consigo uma racha de jogos extremamente positiva, na qual se contavam quatro vitórias e dois empates nas últimas seis partidas disputadas. O histórico emblema russo procurava assim incomodar uma das equipas mais regulares da segunda metade da liga russa e que contava por vitórias seis dos seus últimos sete jogos. Apesar do entusiasmo reinante entre as hostes do FC Krylya Sovetov, os pupilos de Frank Vercauteren foram incapazes de contrariar o ascendente da formação da casa muito por causa de Fyodor Smolov, que apontou os três golos da vitória do FC Krasnodar nessa partida e cimentou a sua posição como melhor artilheiro da Liga Russa (Росгосстрах — Чемпионат России по футболу).

Não é necessário recuarmos muito no tempo para darmos de caras com um Fyodor Smolov que vagueava pelas reservas do FC Dynamo Moscovo e que contribua pouco, ou até mesmo nada, para fazer jus ao rótulo de jovem promissor que lhe havia sido atribuído uns anos antes. Nascido em Saratov, uma cidade com perto de 820 mil habitantes a norte de Volvogrado, Fyodor Smolov mudou-se para o oblast de Moscovo para representar as academias do já extinto FC Saturn Ramenskoye e aquilo que lá aprendeu serviu-lhe de rampa de lançamento para o outrora gigante soviético FC Dynamo Moscovo, clube ao qual se juntou em 2007.

Versátil, dotado de uma técnica refinada e de uma colocação de remate verdadeiramente assinável, o jovem Fyodor começou por jogar na segunda equipa dos Musora, mas nos anos que seguiram conseguiu somar alguns minutos de primeira liga ao participar em cerca de duas dezenas de jogos. Os responsáveis do FC Dynamo entenderam, no entanto, que Smolov não reunia ainda as características necessárias para ser um titular indiscutível da primeira equipa e optaram por cedê-lo por empréstimo ao Feyenoord durante um ano, algo que não teve, contudo, os resultados inicialmente esperados.

Os dias difíceis de Fyodor Smolov no FC Dynamo Moscovo Fonte: Live-Football.ru
Os dias difíceis de Fyodor Smolov no FC Dynamo Moscovo
Fonte: Live-Football.ru

Fyodor regressa à Rússia no final de 2010 e consegue, desta vez, mais algum tempo de jogo num FC Dynamo Moscovo que andava um pouco à deriva no escalão maior do futebol russo, dominado à época pelo FC Zenit, o FC Rubin Kazan e os restantes grandes emblemas moscovitas. Com o seu instinto goleador muito pouco apurado, Smolov foi perdendo espaço e oportunidades no FC Dynamo e a direcção do clube decidiu voltar a emprestá-lo, desta vez aos novos milionários do Daguestão, o FC Anzhi do auto-proclamado filantropo Suleyman Kerimov.

Apesar de ter minutos e fazer parte da equipa principal com alguma frequência, faltavam os golos e as boas exibições àquele que tinha sido indicado, anos antes, como uma das maiores promessas do futebol russo. Após duas temporadas no emblema de Makhachkala, onde apontou apenas 3 golos, Smolov regressa a Moscovo, onde o seu promissor passado havia já sido atirado para baixo do tapete e onde seria apenas mais um jogador de recurso num clube onde, desde há muito tempo, não havia lugar para ele.

A revolução esperada

Cabeçalho Seleção Nacional

Cheira a novo! O seleccionador nacional de futebol anunciou, à hora de jantar de hoje, os 23 convocados para o Euro 2016. Fê-lo no novíssimo auditório da também novíssima Cidade das Selecções, e adoptou um discurso diferente dos anteriores, afirmando-se crente (pela qualidade) no primeiro triunfo do nosso país numa grande competição, mas sem tirar “os pés do chão”.

As novidades não ficam por aqui, pois há muita gente a estrear-se em certames deste género. Uma espécie de revolução esperada face a convocatórias anteriores, com nada mais nada menos que 10 “caloiros” e o regresso de jogadores como Ricardo Carvalho, que não contava para o seleccionador anterior.

Também o sistema táctico sofrerá alterações face ao que antes parecia estar estabelecido, passando-se de um 4x3x3 para um 4x4x2 que só o é “no início da partida”, conforme frisou Fernando Santos. Nesse sentido, e pela necessidade da envolvência ofensiva dos laterais, compreende-se a ausência de André Almeida, mesmo tendo em conta a polivalência do jogador do Benfica e a chamada de jogadores mais ofensivos para o seu lugar como Cedric ou Vieirinha, assim como a chamada de Eliseu e Raphael Guerreiro para o flanco contrário.

Continuando na defesa, o trio de guarda-redes foi o esperado (Anthony Lopes, Rui Patrício e Eduardo), numa óptica de continuidade e de ritmo de jogo. Falou-se em Beto, mas este não tem tido minutos e mesmo em Marafona para este posto, mas terá pesado o facto de não estar tão ambientado quanto os seus colegas aos grandes ambientes e responsabilidades de competições deste calibre.

No ataque, e face à ausência de Danny, entende-se a chamada de Quaresma, porém, é um extremo puro, e muito provavelmente não se dará bem fora de zonas junto à linha lateral, pelo que um papel como avançado-móvel será de descartar. Ou seja, o experiente jogador do Besiktas deverá entrar, apenas em situações de recurso tal como, aliás, Éder, em alturas em que o rasgo nas laterais não funcione e em que seja necessário um extremo e/ou uma referência ofensiva fixa. Lamenta-se Hugo Vieira, que encaixaria muito bem no 4x4x2, mas também aqui se compreende o conservadorismo de Fernando Santos- é um jogador que não tem cheiro de balneário da Selecção e que não sabe o que é estar perante ambientes e responsabilidades de grande monta. De resto, a chamada de Nani, Rafa e, obviamnete, de Cristiano Ronaldo, entendem-se.

Renato Sanches irá mesmo ao Euro Fonte: Facebook Oficial de Renato Sanches
Renato Sanches irá mesmo ao Euro
Fonte: Facebook Oficial de Renato Sanches

Acabando no meio, porque é lá onde está a virtude… e a polémica, Renato Sanches foi chamado à Selecção Nacional. Havia muita gente a pedir a chamada do médio do Benfica e Santos acabou por lhes fazer a vontade, entrando, alegadamente, para o lugar de Bernardo Silva, embora ambos tenham características completamente diferentes, pois Renato é um miúdo que joga de trás para a frente, com um futebol musculado e aguerrido, enquanto Bernardo é mais fantasista e menos corpulento que o seu antigo colega no Benfica.

Entende-se que Bernardo seja preterido por motivos físicos, mas, perante a sua ausência, Pizzi, pela dimensão táctica que confere ao jogo e pela forma como expande o seu jogo do centro para o meio, encaixaria melhor no esquema de Fernando Santos do que propriamente Renato Sanches. Até pela maior experiência do trasmontano. As restantes chamadas entendem-se perfeitamente, e saúda-se o início de um novo ciclo com nomes que podem articular o meio-campo pelas rotinas estabelecidas no seu clube, nomeadamente Adrien, William e João Mário, possíveis titulares e que confeririam uma dinâmica interessante à equipa pelo seu entrosamento.

Sangue novo, ambição renovada. Estes são os 23 escolhidos para serem heróis. Que os exaltemos como tal no próximo 10 de Julho.