Início Site Página 99

O que pode dar Gonçalo Ramos ao Milan de Ruben Amorim

Gonçalo Ramos chega ao Milan como muito mais do que um reforço para o ataque. Chega como uma das primeiras grandes afirmações da nova fase do clube, depois de um período conturbado em que a equipa procura recuperar estabilidade, identidade e ambição. Os rossoneri apostam no avançado português para liderar um projeto renovado, numa equipa com uma história enorme e uma exigência permanente de voltar a competir pelos grandes objetivos.

O investimento superior a 70 milhões de euros demonstra a confiança que o Milan deposita no jogador, mas também aumenta a responsabilidade. Gonçalo Ramos não chega para ser apenas mais uma opção ofensiva, mas para assumir um papel importante, com a expectativa de ser titular e de oferecer golos, intensidade e capacidade de decisão nos momentos mais importantes.

A mudança representa também uma oportunidade para o próprio jogador. No Paris Saint-Germain, apesar da experiência ao mais alto nível e dos títulos conquistados, nunca conseguiu afirmar-se totalmente como uma referência ofensiva da equipa, vivendo muitas vezes num papel secundário dentro da hierarquia do ataque. Em Milão, encontra um contexto diferente, com espaço para ser protagonista e com uma equipa que procura precisamente um avançado capaz de marcar a diferença.

A ligação com Rúben Amorim pode ser um dos fatores determinantes para o sucesso desta etapa. O treinador português conhece o perfil do jogador e o seu modelo de jogo pode potenciar várias das características que fazem parte do futebol de Gonçalo Ramos. A agressividade na pressão, a inteligência no posicionamento, a capacidade de atacar espaços e a disponibilidade para trabalhar em prol da equipa encaixam numa ideia de jogo que valoriza intensidade e compromisso coletivo.

No sistema de Amorim, o ponta de lança tem uma importância que vai muito além da finalização. É um jogador que participa na construção, que sabe jogar de costas para a baliza, que consegue segurar a bola sob pressão e que permite à equipa ganhar metros no campo. Gonçalo Ramos tem essa capacidade de servir como referência ofensiva, receber no pé, combinar com os colegas e criar espaço para outros jogadores aparecerem em zonas de perigo.

Gonçalo Ramos Portugal
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

A pressão alta, uma das imagens de marca das equipas de Rúben Amorim, também favorece o avançado português. Gonçalo Ramos é um jogador intenso, competitivo e disponível para disputar cada lance. A sua capacidade de pressionar os defesas adversários e de condicionar a primeira fase de construção pode ser uma arma importante num Milan que pretende recuperar uma identidade mais agressiva e dinâmica.

A Serie A surge igualmente como um campeonato onde as suas características podem ser valorizadas. É uma liga exigente, com grande componente tática e física, onde os avançados precisam de interpretar bem os espaços, competir em todos os duelos e adaptar-se a diferentes desafios. A mentalidade de Gonçalo Ramos, sempre envolvido no jogo e disposto a lutar por cada bola, combina com essa realidade.

Para o Milan, esta contratação representa uma aposta forte num novo ciclo. Para Gonçalo Ramos, é a oportunidade de deixar para trás o estatuto de alternativa e assumir finalmente um papel de protagonista. Num clube histórico, com um treinador que acredita nas suas capacidades e num sistema que pode explorar os seus melhores atributos, o português tem condições para transformar uma grande transferência numa afirmação da sua carreira.

Uma rivalidade eterna que vale um lugar na final | Inglaterra x Argentina

Campeonato do Mundo 2026, meia-final. 15 de julho de 2026, 20h00.

A ANTEVISÃO: DUELO DE FANTASMAS DO PASSADO, COM ESTRELAS NO PRESENTE E QUE PROMETE FICAR PARA A POSTERIDADE

Vinte e quatro anos depois, Inglaterra e Argentina encontram-se novamente numa eliminatória do Campeonato do Mundo, sendo que será pela primeira vez a contar para as meias-finais do mais famoso torneio do mundo. Um confronto entre duas das melhores seleções até ao momento, tanto nos resultados alcançados como no nível futebolístico apresentado.

A seleção inglesa apresenta um nível muito alto e consolidado. Em seis jogos venceu cinco (4-2 à Croácia, 2-0 a Panamá, 2-1 à RD Congo, 3-2 ao México e 2-1 à Noruega após prolongamento) e apenas ficou em branco (0-0) no embate frente ao Gana de Carlos Queiroz. A equipa de Thomas Tuchel embora não tenha sempre um domínio enorme sobre o adversário nem uma posse de bola sempre esmagadora, tem um estilo intenso e vertical. Dificulta imenso a mobilidade da seleção adversária através da sua pressão alta, pratica muitas transições quando recupera a bola no seu meio-campo e consegue atacar pelo centro do terreno, mas fá-lo com mais rapidez a partir das alas.

É uma seleção já com um percurso bem consistente (semifinalista em 2018 e finalista em 2021 e 2024) e que consegue aliar uma postura agressiva sem bola com uma eficácia ofensiva tremenda quando a tem no seu poder. Com qualidade em todos os setores, embora tenha os seus principais rostos (Kane, Bellingham, Gordon, Rice ou Saka) quando se procura fazer a diferença, tem um elenco recheado de qualidade e de consistência para manter uma frescura física que muitas vezes faz a diferença em torneios a eliminar.

Já o conjunto sul-americano é campeão do mundo e é candidato a sê-lo novamente. Venceu todos os jogos até ao momento (3-0 à Argélia, 2-0 à Áustria, 3-1 à Jordânia, duas vitórias por 3-2 após prolongamento frente a Cabo Verde e Egito e 3-1 após prolongamento no embate com a Suíça). Apesar de apresentar algumas fragilidades defensivas que quase custou o resultado em alguns jogos de jogos (Cabo Verde e Egito), o conjunto argentino é forte entre si e é habilidoso e consistente no ataque ao ponto de fazer reviravoltas.

É uma seleção que está a viver um dos “períodos de ouro” da sua história. Desde a chegada de Lionel Scaloni ao comando da equipa, a seleção Argentina renasceu e já venceu quatro troféus (Mundial 2022, Copas América de 2021 e 2024 e a Finalíssima Intercontinental 2022). É uma equipa que consegue jogar em diversos sistemas táticos, tem organização posicional, procura concretizar a posse de bola em oportunidades, conta bastante maturidade competitiva e tem capacidade de controlar o ritmo dos seus jogos sabendo juntar todos os talentos à disposição (Lionel Messi, Lautaro Martínez, Julián Alvarez, Lo Celso, Enzo Fernández e Mac Allister entre os principais).

Ambas as seleções têm uma só indisponibilidade para esta meia-final. Na equipa dos três leões, o defesa-central Jarell Quansah ainda cumpre castigo pela expulsão frente ao México. Já na equipa azul-celeste, o médio Valentín Barco ainda se encontra lesionado, não jogando desde o duelo frente à Jordânia. Tudo está pronto para se assistir a uma meia-final que ficará na memória dos adeptos do futebol. 

10 DADOS RÁPIDOS

1. É a quinta vez que ingleses e argentinos se cruzam num Campeonato do Mundo (1962, 1966, 1986, 1998 e 2002).

2. É a 15ª vez que Inglaterra e Argentina se defrontam, sendo que nove das mesmas foram em jogos particulares.

3. A Argentina não vence a Inglaterra desde 1986, no mítico jogo da “mão de Deus” de Diego Maradona a contar para os quartos de final do Mundial do México (2-1).

4. Apesar da seleção azul-celeste ter eliminado os ingleses no Mundial 1998 em França, só o fez nas grandes penalidades (4-3) após um empate a duas bolas.

5. O duelo entre os dois países é favorável aos britânicos, em 14 jogos houve seis vitórias de Inglaterra, seis empates e somente duas vitórias argentinas.

6. No histórico de Mundiais, os ingleses venceram três vezes (1962, 1966 e 2002), os argentinos uma vez (1986) e o restante terminou empatado (com os argentinos a vencerem nas grandes penalidades em 1998).

7. Nos 14 jogos em que se enfrentaram, as seleções de Inglaterra marcaram 21 golos e os conjuntos argentinos concretizaram por 15 vezes.

8. David Beckham foi o último jogador inglês a marcar à Argentina num Campeonato do Mundo e Javier Zanetti o último jogador argentino a marcar aos ingleses em iguais circunstâncias.

9. Diego Maradona foi o único jogador a bisar num Inglaterra x Argentina a contar para o Campeonato do Mundo.

10. O árbitro da partida será o norte-americano Ismail Elfath.

JOGADORES A TER EM CONTA

Harry Kane Inglaterra 2
Fonte: Federação Inglesa de Futebol

Harry Kane – Além de um dos melhores avançados do mundo, é um dos dois melhores marcadores da Inglaterra no Mundial 2026 e autor de quase metade dos golos da sua equipa (marcou seis dos 13 golos ingleses). Harry Kane é uma máquina de fazer golos e é um jogador altamente decisivo, assim se verifica após ter bisado por duas vezes neste Mundial (4-2 à Croácia e 2-1 ao Congo) e ter assistido por uma vez (3-2 ao México).

Sendo a defesa o ponto mais débil da seleção argentina, o avançado inglês pode explorar através do seu porte físico, salto e mobilidade com e sem bola nos pés. Estando Jude Bellingham em excelente forma e esperando-se que seja o rosto da criatividade britânica, o mesmo será alvo de marcação forte tal como os extremos Gordon e Madueke (ou Saka), tal abrirá mais possibilidades para Kane aparecer e decidir.

É um avançado inteligente em questões posicionais, finalizador nato e bom com a bola nos pés, tendo a capacidade de criar jogadas de entendimento através do passe. Em termos atacantes, é um dos melhores do mundo atualmente pela sua capacidade de finalizar de qualquer forma (remate em jeito, forte ou de cabeceamento) e de criar jogo ofensivo com a visão de colocar um extremo ou um médio ofensivo em melhor posição. Tem tudo para ser decisivo novamente.

Lionel Messi na Argentina
Fonte: AFA

Lionel Messi – Já consagrado como dos melhores jogadores da história do futebol, continua a ser decisivo aos 39 anos. O “astro” argentino já marcou oito golos e fez duas assistências nos seis jogos disputados pela Argentina.

Não sendo a seleção inglesa muito forte no aspeto defensivo (seis golos sofridos em seis jogos e sofre bastantes oportunidades de golo) e havendo outros nomes do ataque argentino (Julian Álvarez ou Lautaro Martínez) a terem de causar preocupação ao setor defensivo inglês, Messi tem nova oportunidade de fazer muitos estragos.

É um jogador que pauta o ritmo de jogo da sua equipa, uma inteligência posicional que o faz ser imprevisível, faz drible curto como poucos, uma visão de jogo única e cria imensas ocasiões de golo, tanto suas como oferecidas ao colega. Se encontrar espaços, voltará a ser decisivo.

XI´s PROVÁVEIS

Inglaterra: Jordan Pickford, Ezri Konsa, Marc Guéhi, John Stones, Nico O´Reilly, Elliot Anderson, Declan Rice, Jude Bellingham, Noni Madueke, Anthony Gordon e Harry Kane (C).

Treinador: Thomas Tuchel

«Eu ficaria muito surpreendido se fosse um jogo calmo. Vai ser um jogo emocionante, com oscilações e muita intensidade. É exatamente o tipo de jogo que viemos disputar».

Argentina: Emiliano Martínez, Nahuel Molina, Cristián Romero, Lisandro Martínez, Nicolás Tagliafico, Leandro Paredes, Enzo Fernández, Alexis Mac Aliister, Rodrigo de Paul, Julian Alvarez e Lionel Messi (C).

Treinador: Lionel Scaloni

«Analisámos e revimos a partida anterior, como sempre fazemos. Este será diferente, como todas, não existem dois jogos iguais. Vamos tentar melhorar nos aspetos em que não estivemos bem, já falámos. Estamos em boa forma, extremamente motivados e mantemos grandes expectativas. Somos eternamente gratos a estes jogadores por nos levarem a mais uma meia-final do Mundial, um feito incrivelmente difícil de alcançar. Enfrentaremos um grande adversário».

PREVISÃO DE RESULTADO: Inglaterra 3-2 Argentina (Após prolongamento)

Real Madrid: Já é conhecido o calendário dos merengues para o mês de agosto

O Real Madrid de José Mourinho alinha no primeiro jogo oficial no dia 22 de agosto frente ao Espanyol, no arranque da La Liga.

A nova temporada do Real Madrid está prestes a começar e José Mourinho já conhece o calendário para o mês de agosto. Depois de alinhar em dois particulares frente à Fiorentina (18h do dia 1) e Deportivo de A Coruña (21h do dia 12), o arranque da campanha dos merengues na La Liga acontecerá diante do Espanyol, pelas 21h30 do dia 22 de agosto.

O primeiro jogo de preparação será disputado em Klagenfurt, na Áustria, antes de enfrentar o Deportivo de volta em território espanhol, para disputar a 81.ª edição do Troféu Teresa Herrera 

O primeiro jogo de José Mourinho no regresso ao clube será relativo à 2.ª jornada da La Liga, visto que os blancos pediram para que primeira jornada fosse adiada, devido aos compromissos de vários jogadores com as respetivas seleções no Mundial 2026. Na quarta-feira seguinte, dia 26, o jogo da ronda inaugural marca a estreia no Bernabéu e será disputado frente à Real Sociedad. Por fim, no dia 30 de agosto, o Real Madrid receberá o recém-promovido Málaga pelas 17h.

Benfica: baixa ainda vai demorar algum tempo a regressar e é para sair da Luz

Bruma está lesionado e deve falhar os próximos treinos do Benfica. O extremo também deve sair da Luz neste mercado.

Bruma encontra-se lesionado e prepara-se para falhar os próximos jogos do Benfica. A informação está a ser avançada pelo jornal Record. O internacional português também não entra nos planos de Marco Silva e deve mesmo abandonar o projeto ainda neste mercado de transferências de verão.

A ideia das águias passa por vender ou emprestar o atleta, com os dois moldes do negócio em cima da mesa, para facilitar a não continuidade de Bruma, que realizou apenas três encontros durante a última temporada, já que esteve grande parte da época lesionado.

O extremo de 31 anos ainda tem contrato com o Benfica até 2028 e foi comprado pelos encarnados em janeiro de 2025 ao Braga por seis milhões e meio de euros. Tem um valor de mercado de três milhões de euros, segundo o Transfermarkt.

Benfica quer Ibrahima Ba: pérola das águias pode rumar ao Famalicão

O Benfica quer contratar Ibrahima Ba no mercado de transferências de verão. Gonçalo Moreira pode ser incluído no negócio.

O Benfica está interessado em contratar Ibrahima Ba no mercado de transferências de verão. Para baixar o preço do defesa central, um jogador pode ser incluído na negociação. De acordo com o jornal Record, Gonçalo Moreira pode trocar o conjunto da Luz pelo Famalicão.

A jovem promessa está integrada na pré-temporada dos encarnados, mas ficou fora da ficha de jogo do particular entre o Benfica e o Flamengo, o que alimentou os rumores de uma eventual saída, já que na posição de Número 10 pode ser complicado ter espaço no plantel principal.

Os responsáveis das águias abrem assim a porta a uma saída de Gonçalo Moreira, desconhecendo-se os moldes. O Famalicão é visto como uma possibilidade natural, uma vez que tem conseguido desenvolver vários jogadores nos últimos anos, tal como no caso do próprio Ibrahima Ba.

Gonçalo Moreira fez um encontro pela equipa principal do Benfica, mas foi utilizado em quatro escalões diferentes em 2025/26. Somou 40 encontros, com 18 golos e 10 assistências.

Benfica: Tiago Gouveia perto da saída e com destino quase definido

O Record avança que Tiago Gouveia deve juntar-se a Luís Esteves no Atlas, do México. Extremo não faz parte dos planos do Benfica para 2026/27.

O Benfica planeia mais uma saída no plantel de Marco Silva neste mercado de verão. Segundo o Record, Tiago Gouveia deve rumar ao México para juntar-se a Luís Esteves no Atlas, podendo assim nem integrar a comitiva encarnada que viajará para o Algarve na próxima sexta-feira.

A mesma fonte revela que, apesar de manter o desejo de afirmar-se na Luz, o extremo português reconhece que dificilmente seria uma das primeiras escolhas do novo treinador, vendo assim a saída do Benfica como a melhor opção para ter minutos com regularidade.

Tiago Gouveia estreou-se pela equipa principal na temporada 2021/22, mas nunca chegou a cimentar o seu lugar no plantel, passando por empréstimos no Estoril Praia e Nice. No total, somou cinco golos e oito assistências em fez 40 partidas com a camisola do Benfica.

Tiago Gouveia Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Levski Sofia avança com goleada e Ararat de Manuel Tulipa escapa apesar da derrota: Eis os resultados da noite na Champions League

Na pré-eliminatória da Champions League, Serginho foi titular na goleada do Levski Sofia sobre o Borak por 4-0 e o Ararat Armenia de Manuel Tulipa foi derrotado por 3-2 pelo Riga FC.

Na segunda mão da primeira pré-eliminatória da Champions League, o Ararat Armenia de Manuel Tulipa garantiu a passagem à próxima fase, apesar da derrota por 3-2 frente ao Riga FC (4-3 em agregado). Na Bulgária, Serginho vestiu a camisola do Levski Sofia pela segunda vez na goleada por 4-0 sobre o Borak Banja, da Bósnia.

Com uma vantagem de dois golos da primeira mão, a equipa comandada pelo técnico português viu a equipa da casa igualar a eliminatória com golos de Iago Siqueira (14′) e Ahmed Ankrah (23′). Já na segunda parte, Zhirayr Shaghoyan (46′) e Sandro Lima (63′) voltaram a colocar o Ararat Armenia na frente do agregado, antes de Ramires reduzir a desvantagem (90+4′).

Depois de uma primeira parte sem golos na capital búlgara, o Levski Sofia montou a goleada na segunda metade do jogo, com golos apontados por Oko-Flex (48′), Reinaldo (59′, 65′) e Juan Perea (85′).

Eis os resultados da passada terça-feira na Champions League:

  • KuPS Kuopio 2-3 Vardar (4-3 em agregado)
  • Inter Club d’Escaldes 1-1 Lincoln Red Imps (2-4)
  • Iberia 1999 2-2 Flora Tallinn (5-4)
  • Riga FC 3-2 Ararat-Armenia (3-4)
  • Győri ETO 2-2 Víkingur Reykjavík (2-3)
  • The New Saints 1-2 Sabah Baku (1-4)
  • Levski Sofia 4-0 Borac Banja Luka (5-1)
  • KF Drita 2-3 Kauno Zalgiris (3-4)
  • Shamrock Rovers 5-1 Floriana (5-3)
  • Larne FC 2-1 Tre Fiori (2-1)

Elkhatib, Inchude e Lavreshina reinam no Meeting de Braga | Atletismo

0
modalidades cabeçalho

Estádio 1.º de Maio rendeu-se ao Continental Tour Bronze de altíssimo nível.

O Meeting de Braga 2026 trouxe à mítica pista do Estádio 1.º de Maio a nata do atletismo nacional e internacional. Integrado no prestigiado circuito Continental Tour Bronze da World Athletics, o evento do sábado passado (11 de julho) foi uma autêntica “fábrica” de novos recordes – Meeting, nacionais e pessoais.

Para quem acompanha o atletismo a par e passo e sabe que captar o momento exato em que o atleta ataca a última barreira exige o clique perfeito e a lente certa, a tarde foi um prato cheio. Assistiu-se a uma chuva de Recordes do Meeting (MR) e a um momento histórico para as cores nacionais, com o atletismo português a bater o pé às grandes potências estrangeiras.

OS GRANDES DESTAQUES PORTUGUESES

A armada lusa não se deixou intimidar pelo forte contingente internacional e garantiu o lugar mais alto do pódio em três disciplinas distintas, sempre com marcas de excelência:

  • Sofia Lavreshina (400m Barreiras): A grande figura da noite! A atleta portuguesa voou sobre a pista, parando o cronómetro em incríveis 54.31s. Esta marca não só estabeleceu um novo Recorde do Meeting, como igualou o Recorde Nacional da distância.
  • Omar Elkhatib (400m): Uma prova magistral. Com uma ponta final absolutamente demolidora, Omar Elkhatib venceu a concorrência com 45.45s, estabelecendo também ele um novo Recorde do Meeting e deixando o brasileiro Guilherme Orenhas na segunda posição.
  • Jessica Inchude (Lançamento do Peso): A dominadora do setor. Venceu de forma categórica com um lançamento a 18.28m (novo Recorde do Meeting), deixando a britânica Serena Vincent e a sueca Emília Malmehed nos restantes lugares do pódio.

A resiliência lusa também se fez notar nos pódios e nas lutas até ao último centímetro. Evelise Veiga esteve a meros dois centímetros da vitória no Salto em Comprimento, alcançando 6.33m numa prova ganha pela espanhola Laila Lacuey (6.35m – MR). No Dardo, Leandro Ramos andou muito perto do vencedor Ryan Jansen, mas teve de se contentar com a prata. Mariana Machado (5.000m) e Maria Avelino (1.500m) também assinaram excelentes corridas, alcançando o segundo lugar nas respetivas distâncias, tal como Arialis Gandulla nos 100 metros.

O bronze português brilhou ao peito de Beatriz Castelhano (100m), Gabriel Maia (100m), Jessica Barreira (100m barreiras), Leandro Monteiro (3.000m obstáculos) e Diogo Barrigana (400m barreiras). Numa nota mais amarga, Pedro Buaró (Vara) e André Freitas (1.500m) estiveram perto, terminando no quarto lugar.

A LEGIÃO INTERNACIONAL: RECORDE ATRÁS DE RECORDE

O domínio nas pistas (Velocidade e Barreiras):

  • Nos 100 metros, a gambiana Gina Bass Bittaye impôs a sua lei com 11.25s, enquanto na vertente masculina a vitória sorriu a Jenns Reynold Fernandéz (10.13s).
  • Os brasileiros deram espetáculo nas barreiras masculinas: Thiago Ornelas venceu os 110m barreiras com 13.40s (MR), e Francisco Viana dominou os 400m barreiras com 49.12s (MR).
  • Nos 100m barreiras femininos, Sidonie Fiadanantsoa (Madagáscar) igualou o recorde do meeting com 12.96s.
  • Nos 400m femininos, a sul-africana Marlie Viljoen venceu destacada com 52.71s.

A supremacia no Meio-Fundo e Fundo:

  • A argentina Micaela Levaggi foi a protagonista dos 5.000m, vencendo com uns impressionantes 15:13.20, marca que assinala um novo Recorde Nacional para o seu país.
  • A vizinha Espanha dominou os 1.500m com vitórias de Carla Masip (4:08.44 – MR) e Pedro Osorio (3:40.93). Nos 5.000m masculinos, o espanhol Eduardo Menacho (13:41.76) superiorizou-se à concorrência.
  • Nos 3.000m obstáculos masculinos, o italiano Enrico Vecchi ditou o ritmo e venceu em 8:31.27.

Saltos e Lançamentos no limite:

  • Damarcus Simpson voou para 8.03m no Salto em Comprimento (novo MR).
  • No Salto em Altura, a cubana Dacst Adelina Brisón superou a fasquia a 1.93m (MR).
  • O espanhol Juan Luis Bravo reinou no Salto com Vara, vencendo com 5.55m.
  • No Lançamento do Dardo, o neerlandês Ryan Jansen carimbou mais um Recorde do Meeting, tendo arremessado o engenho a 77.60m.

António Silva a caminho do Bournemouth: Eis os detalhes e os bastidores da transferência

António Silva vai render 20 milhões de euros aos cofres do Benfica. Tiago Pinto, dirigente do Bournemouth, teve grande influência no negócio.

António Silva prepara-se para rumar à Premier League, numa altura em que a transferência está praticamente concluída e que o Benfica já escolheu um sucessor. Segundo o jornal A Bola, o Bournemouth vai pagar 20 milhões de euros pelo internacional português, num negócio com grande influência de Tiago Pinto.

O antigo dirigente do Benfica e atual President of Football Operations do emblema inglês foi parte integral da aceleração das negociações, estando atualmente a acertar os detalhes finais da mudança.

A mesma fonte revela ainda que António Silva não deve assinar pelo Bournemouth antes do primeira mão da 2.ª pré-eliminatória da Europa League, visto que, com Tomás Araújo ainda gozar o período de férias, Marco Silva ficaria apenas com Clément Lenglet e o jovem Gabriel Índio como alternativas para a posição.

Um Olé da Espanha à França – Diário do Mundial 2026 #31

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026. 

A banalização do inquebrável | França 0-2 Espanha

Mikel Oyarzabal Lamine Yamal Aymeric Laporte Espanha Jogadores
Fonte: Federação Espanhola de Futebol

Quem quer que tenha visto os seis jogos da França no Mundial 2026, colocaria o plantel liderado por Didier Deschamps como a equipa mais temível em competição. Só isso, diz tudo sobre os méritos imensuráveis da Espanha que não só venceu bem a França como banalizou a seleção gaulesa. Os dados dizem o que cada um quer ver, mas são bem explicativos de vários parâmetros. Dito isto, a França teve o menor índice de xG – os golos esperados – desde 1966. Com o ataque maravilhoso e, aparentemente, imbatível.

Há méritos claros na estratégia espanhola para o jogo, mas, principalmente, na identidade coletiva. Faz um torneio em crescendo nesse aspeto. As comparações com o Euro 2024, o apogeu futebolístico desta Espanha, e mesmo com a Liga das Nações 2025 são válidas. A Roja tem, em comparação, menos ameaças, explicadas principalmente pela lesão de Nico Williams, e um jogo menos apetecível. Ainda assim, identitariamente, nada mudou. E essa é a grande força da seleção espanhola.

Quando, após o empate traiçoeiro contra Cabo Verde na estreia, se vaticinou o fim da posse de bola, pouco se pensou no contexto e mais nas necessidades de afirmações com efeito imediato. Nesse jogo, é certo que a Espanha desenvolveu uma posse estéril. Mas, por um lado, as ameaças estavam ainda mais escassas, com Lamine Yamal vindo de lesão e, por outro, poucas seriam as seleções que, quando começasse a doer, mantivessem a estabilidade defensiva dos Tubarões Azuis. A partir daí, a Espanha só soube crescer.

Pedro Porro Espanha
Fonte: Federação Espanhola de Futebol

Primeiro, porque Luis de la Fuente identificou os pontos de melhoria no onze base. À direita, Pedro Porro assumiu a titularidade, como lateral de maior envolvimento ofensivo e variabilidade nas ações. No meio-campo, Fabián Ruiz já apareceu no onze nos últimos jogos. Está num momento de forma superior ao de Pedri e oferece maior chegada à área. Sem Nico Williams no nível adequado, Alex Baena ganhou o lugar à esquerda. Dá mais que Gavi, titular na estreia, nesta posição, mantendo o protagonismo de Marc Cucurella. Também Lamine Yamal, a estrela da companhia, faz um Mundial em crescendo. Por todos esses fatores, também se explica o crescimento.

É impossível não olhar para a Espanha e não valorizar a capacidade para manter a bola e jogar com esta, procurando gerar vantagens e superioridades. Nesse aspeto, há três nomes particularmente relevantes na gestão dos ritmos e dos tempos. Rodri está a fazer uma fase a eliminar do Mundial de absoluto domínio. Foi o melhor jogador do Euro 2024 com menos. A lesão grave parecia tê-lo atirado para um segundo patamar, mas estas partidas entusiasmam. Chega a todo o lado sem bola e o jogo passa pelos seus pés. Faz o ritmo fluir, acelerando, travando e encontrando sempre um colega livre. Mais à frente, Dani Olmo com mais uma exibição determinante, a procurar espaços livres para decidir e a gerar combinações e acelerações. Sempre que se associou com Lamine Yamal (e com Pedro Porro) saiu de lá perigo. Mikel Oyarzabal deu à Espanha aquilo que, por exemplo, Marrocos não conseguiu ter com a ausência de Ismael Saibari. Consegue gerar superioridades por dentro, na construção, mas também ameaçar a última linha. Ainda esboçou os laivos de calma e sobriedade na hora do penálti.

Depois, para lá das condições com bola nos pés, nomeadamente a abrangência no passe, defensivamente a Espanha tem os defesas num bom momento, também no que diz respeito ao momento defensivo. Não abdicou da identidade contra a França e conseguiu sempre controlar o espaço nas costas da linha defensiva, curiosamente mais alta com o andar do jogo (o primeiro golo deu confiança à Roja). Usa a armadilha do fora de jogo e tem em Aymeric Laporte e, principalmente, Pau Cubarsí – escola do Barcelona de Hansi Flick – jogadores capazes de fazer esta gestão. Unai Simón controlou sempre a profundidade e somou duas ou três saídas para limpar. 

Lamine Yamal Lucas Digne Espanha França
Fonte: Federação Espanhola de Futebol

O estado de espírito da seleção francesa explica–se muito pelo que a Espanha foi capaz de fazer. Rodri não deu espaço a Olise, que começou por dentro e, completamente fora dela, ainda passou a jogar por fora, trocando com Dembélé e procurou terrenos mais recuados, com Koundé a projetar. Nada resultou. Kylian Mbappé era a opção para acelerar nas costas da linha defensiva, mas ficou travado no fora-de-jogo. Sem as duas principais referências no torneio, houve muito pouco para retirar da seleção francesa.

Lá atrás, o erro de Lucas Digne é imperdoável, especialmente num contexto tão alto. Já seria um erro de levantar cabelos em qualquer pelado das distritais, numa meia-final de Mundial ainda mais evidente se torna. A partir daí, o corredor esquerdo passou a ser uma autoestrada para a Espanha, que marcou o segundo golo – começando lá de trás para gerar vantagens e acelerar – também nas costas do lateral. A lesão de William Saliba não terá ajudado a recuperar, muito menos a substituição de Adrien Rabiot, amarelado, mas como o jogador mais inteligente nas compensações e na ocupação de espaços.

Sem o poder ofensivo, os quatro avançados da França tornaram-se um fardo demasiado grande para uma equipa que passou a maior parte do tempo a correr atrás da bola, mais do que a defender. Aí, o meio-campo ficou completamente desprotegido e vazio face à concentração elevada de espanhóis por metro quadrado. Havia dúvidas sobre a invencibilidade francesa, já não há. A Espanha conseguiu-o, de uma forma tão inequívoca, como os gritos que se foram propagando ao longo da segunda parte evidenciaram. Olé.