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Ruby Grant é reforço do Sporting: «Vou dar o meu melhor e dar tudo por este clube»

Ruby Grant é reforço da equipa de futebol feminina do Sporting. Médio de 24 anos deixou o Bayer Leverkusen e rumou a Portugal.

Ruby Grant é oficialmente jogadora do Sporting. Neste mercado de verão, a médio inglesa de 24 anos deixou o Bayer Leverkusen – onde jogou as últimas duas épocas – e assinou, segundo noticiado pelo zerozero, um contrato válido de três épocas até 2029, com o clube verde e branco.

«É incrível estar aqui, estou muito entusiasmada por começar. Definitivamente, é muito bom estar no Sporting», começou por referir Ruby Grant em declarações aos meios de comunicação oficiais do Sporting. De seguida, apresentou-se como jogadora:

«Gosto de pensar que sou muito criativa, orientada no sentido do ataque. Gosto de trabalhar no duro para a equipa. Estou muito entusiasmada por fazer parte deste clube e jogar com as minhas companheiras. Vou dar o meu melhor e dar tudo por este clube».

Ruby Grant falou sobre a experiência na Bundesliga:

«Podem esperar que dê tudo. Ter jogado na Bundesliga foi uma grande experiência, pude aprender muito e retirar muito dessa experiência. Espero mostrar isso dentro de campo. A Liga Alemã é física, ajudou-me nesse sentido e estou muito entusiasmada por poder mostrar aos adeptos o que posso fazer».

«Estou muito entusiasmada pelo contacto com os adeptos, ouvi que são excelentes, que a atmosfera é muito boa. Estou ansiosa pelo primeiro jogo, para conhecer todos e para me dar a conhecer no relvado», disse ainda Ruby Grant entre as declarações.

Oficial: Hull City fecha o mercado com cinco novas contratações

O Hull City oficializou cinco reforços no último dia de mercado para as equipas inglesas. Os Tigers querem garantir a manutenção na Premier League.

O Hull City protagonizou um dos fechos de mercado mais frenéticos da Premier League ao anunciar oficialmente cinco contratações nas últimas horas do mercado.

O grande destaque financeiro vai para a contratação de Ilyas Ansah. O promissor avançado alemão de 21 anos deixa os quadros do Union Berlin para rumar a Inglaterra num negócio avaliado em 17 milhões de euros, tendo assinado um contrato válido para as próximas cinco temporadas.

A nível de meio-campo, os tigers garantiram mais duas peças de relevo. Tim Iroegbunam, médio defensivo de 23 anos com larga experiência na Premier League (60 jogos repartidos por Everton e Aston Villa), assinou um contrato de longa duração até 2031, transferindo-se a título definitivo do clube de Goodison Park por um valor não revelado. A ele junta-se a grande promessa grega Christos Mouzakitis, de 19 anos. O médio internacional pela Grécia custou uma verba não revelada aos cofres do Hull City e assinou até 2031 após deixar o Olympiacos, tornando-se a 18.ª e última contratação do clube neste defeso.

Para a linha da frente, o clube garantiu ainda Robinio Vaz, de 19 anos, que chega por empréstimo de uma temporada proveniente da AS Roma (com opção de compra definitiva no final da época), e Sorba Thomas, de 27 anos. Thomas, que na época passada integrou a Equipa do Ano do Championship ao serviço do Stoke City com 10 golos e 13 assistências, assina a título definitivo por quatro temporadas.

As 5 melhores transferências do mercado de verão 26/27

O mercado de verão 2026/2027 voltou a colocar algumas das principais figuras do futebol europeu em novas paragens. Escolhemos cinco negócios que prometem ter impacto imediato na nova temporada.

O mercado de transferências voltou a agitar o futebol europeu. Entre mudanças inesperadas, reforços de peso e clubes dispostos a alterar profundamente os respetivos plantéis, foram várias as movimentações que prometem marcar a temporada 2026/27.

Escolher apenas cinco implica inevitavelmente deixar nomes importantes de fora. Mais do que olhar exclusivamente para os valores envolvidos, selecionei cinco transferências pelo impacto que os jogadores podem ter nas novas equipas, pela dimensão dos clubes envolvidos e pelo interesse desportivo de cada mudança.

5.

Mateus Fernandes – Contratado por 99 (!) milhões de euros ao despromovido West Ham, o salto de Mateus Fernandes para o Tottenham coloca mais um médio português numa das grandes equipas da Premier League. Depois de cimentar as qualidades que já tinha demonstrado desde os tempos da formação no Sporting, o médio internacional português dá agora mais um passo importante numa carreira em clara ascensão.

Mateus oferece intensidade, capacidade para transportar a bola e qualidade na ligação entre setores. Aos Spurs, chega um jogador ainda com elevada margem de progressão, mas já preparado para assumir responsabilidades num campeonato que conhece muito bem. Uma transferência que pode também aumentar a importância de Mateus Fernandes nas contas da Seleção Nacional.

4.

Marc Cucurella – De Londres para Madrid. Marc Cucurella trocou o Chelsea pelo Real Madrid por 55 milhões de euros (mais cinco milhões de euros em objetivos), ainda antes do Mundial ter começado, e regressou ao futebol espanhol para reforçar uma posição que há muito tem provocado discussão na equipa madridista, agora comandada por José Mourinho.

A experiência acumulada na Premier League e na seleção espanhola transformou Cucurella num lateral muito mais completo do que aquele que deixou Espanha. Intenso, agressivo na pressão e capaz de oferecer profundidade, chega agora a um contexto onde vencer não é uma ambição, mas uma obrigação permanente. A mudança tem ainda um aliciante especial: formado no Barcelona, Cucurella passa agora a vestir a camisola do grande rival dos catalães.

3. 

Bradley Barcola – Talento, velocidade e desequilíbrio. Bradley Barcola chega ao Liverpool com características que parecem encaixar naturalmente no futebol inglês. O internacional francês contratado aos franceses do PSG por 125 (!) milhões de euros (mais 20 milhões em bónus por objetivos), construiu uma reputação como um dos extremos mais perigosos da sua geração, destacando-se particularmente pela capacidade de atacar o espaço, acelerar com bola e desequilibrar no um contra um. 

Em Anfield, encontrará um contexto de enorme exigência, mas também uma equipa habituada a potenciar jogadores ofensivos com estas características. Se conseguir transpor em Inglaterra a influência que já demonstrou em França, Barcola poderá rapidamente tornar-se numa das figuras da Premier League.

2.

Enzo Fernández – A bomba do último dia do mercado em Inglaterra. Um investimento astronómico de 146 milhões de euros por parte do Manchester City. O internacional argentino (com breve passagem pelo Benfica, onde despontou no futebol europeu), já conhece perfeitamente a intensidade da Premier League e acrescentará ao meio-campo dos cityzens qualidade de passe, visão, capacidade de progressão, remate de meia distância, e agressividade competitiva. 

A possibilidade de juntar um médio com estas características a um plantel já recheado de talento torna o negócio particularmente entusiasmante. Havendo já sido treinado recentemente por Enzo Maresca, adaptar-se-á facilmente ao seu novo clube.

Uma das movimentações mais mediáticas do último dia do mercado inglês, colocando frente a frente duas potências da Premier League numa transferência de um jogador que assumiu enorme importância no Chelsea, sendo já um dos capitães da equipa londrina.

1.

Rodri – Poucos negócios (60 milhões de valor fixo mais outros 16 milhões possíveis em diferentes variáveis) deste mercado têm a importância e o peso futebolístico que Rodri pode adquirir no Barcelona. O médio espanhol regressa ao seu país depois de oito épocas sob a batuta de Pep Guardiola no Manchester City para acrescentar ao meio-campo blaugrana aquilo que por vezes lhe falta: controlo.  

Capacidade para definir o ritmo, inteligência posicional, qualidade na primeira fase de construção e experiência ao mais alto nível, fazem do espanhol uma contratação capaz de alterar imediatamente o funcionamento coletivo de uma máquina já de si muito bem oleada pelo técnico alemão Hansi Flick. Rodri, Pedri, Dani Olmo, Fermín López, Marc Bernal, Gavi, Frenkie de Jong. Estas são as opções de meio-campo do Barcelona, uma autêntica constelação de estrelas. 

Há ainda um dado muito curioso e que torna este movimento mais interessante. Formado no Atlético de Madrid, e depois de construir grande parte do seu estatuto internacional no Manchester City (tendo recusado mudar-se para o Real Madrid por se identificar mais com o jogo do Barcelona), o eleito melhor jogador do Mundial chega agora a um Barcelona cuja identidade futebolística parece particularmente compatível com as suas características. Mais do que contratar um grande nome, o Barcelona encontra um jogador capaz de ser o cérebro e um líder natural para a sua equipa.

Ruben Amorim obrigado a reintegrar jogador que tinha afastado no AC Milan

O AC Milan não conseguiu colocar Fikayo Tomori no mercado. Defesa vai ser reintegrado por Ruben Amorim.

Dos três jogadores afastados por Ruben Amorim da equipa principal do AC Milan, só Fikayo Tomori se manteve no clube. A transferência do central para o Fulham, que chegou a ser equacionada, não chegou a acontecer e o defesa vai ser reintegrado.

A informação está a ser avançada pelo jornalista Alfredo Pedullà, que dá conta de que a decisão de reintegrar o central nos treinos da equipa principal foi tomada pela direção rossoneri. Esta semana, o defesa inglês voltará a trabalhar sob as ordens de Ruben Amorim.

Fikayo Tomori tem 28 anos e é internacional inglês por seis ocasiões. Na última época, o defesa central fez 36 jogos pelo clube italiano, nos quais registou três assistências.

Deportivo de A Coruña: um mercado a relembrar a grandeza do passado

É praticamente uma lei no futebol que um emblema que alcança a promoção a um principal escalão terá de reforçar o seu plantel com várias peças. Em muitos casos, chegam mais de uma dezena de jogadores a uma equipa recém-promovida, com o objetivo do clube a passar pela manutenção e a tranquilidade, mantendo essa base de atletas para os anos seguintes. Na Premier League assistimos a autênticas revoluções para sobreviver, ainda que as despromoções ao Championship sejam acompanhadas de uma almofada financeira como não existe em outro país.

Em Espanha, Deportivo de A Coruña, Racing Santander e Málaga lograram o ascenso, prometendo a edição de 2026/27 da La Liga ser uma das melhores dos últimos anos, recheada de históricos. Numa primeira análise, verificamos que os clubes do norte foram bem mais ativos no mercado em comparação com os andaluzes, que optaram por manter a base. A turma do La Rosaleda não tem as armas financeiras de outros conjuntos e viveu recentemente uma crise que os levou a um escalão não profissional, procurando não repetir os erros do passado. Ainda que sejam um dos principais candidatos a estar na zona de descida, possuem outro tipo de armas para alcançar a manutenção, como a força dos seus adeptos e a sua cantera, recheada de talentos.

Antonio Hidalgo
Fonte: Deportivo de A Coruña

No entanto, foquemo-nos no histórico galego, que depois de anos de penúria, visitando campos humildes da Primera RFEF, contando com jogadores que jamais se esperava que poderiam luzir a camisola azul e branca do Deportivo de A Coruña, regressou a um lugar que por história lhe pertence. O Riazor foi palco de uma festa em maio de 2026 e Juan Carlos Escotet e restante direção prometeram montar um plantel ambicioso, para ir além da manutenção:

«Esta cidade jamais, jamais esquecerá esta equipa. Mas este campeonato não termina aqui. Agora vamos ainda tentar ser campeões da La Liga 2. E, no ano que vem, chegar à Europa», referiu o banqueiro, que não conseguira ser promovido com o título no bolso.

A tarimba estava alta e o limite salarial dava a oportunidade de se montar um elenco com nomes de peso(. Ao Deportivo de A Coruña foi-lhe permitido investir devido à boa gestão realizada nos últimos anos, sem um all-in pela promoção, sem o estabelecimento de cláusulas de compra obrigatórias (mas com um aumento de capital realizado ainda em 2026). A consequência: um lugar de topo no limite salarial. A norma da La Liga é clara: a quantidade de dinheiro investida em X contratação, terá de ser repartida entre os anos de contrato do atleta adquirido de uma forma proporcional. Não há como enganar.

Fernando Soriano desde o dia da promoção sabia que tinha margem para montar um plantel que pudesse ir além de uma época tímida. 2026/27 não se trata de sobreviver, mas sim de surpreender. Todavia, o diretor desportivo teria de remar para o mesmo lado que o treinador, Antonio Hidalgo. A Galiza vive um bom momento no desporto-rei. O Celta de Vigo alcançou uma vaga nas provas europeias, com Claudio Giráldez sendo decisivo no projeto desportivo. A equipa B da formação dos Balaídos foi promovida à La Liga 2. Mais a norte, o Deportivo de A Coruña (que realizou uma pequena mudança no seu nome, incentivando à regionalização) procura seguir as mesmas pisadas. Conseguir ter o seu conjunto na Primera RFEF pode ser importante para o longo prazo.

Yeremay Hernández de fones
Fonte: Deportivo de A Coruña

Contudo, a estrutura olhou para o curto prazo no verão de 2026 e montou um elenco de outra estirpe, um dos melhores da La Liga, pelo menos no papel. Foram 26 milhões de euros investidos, com uma receita de somente 500 mil euros. 10 peças entraram no Riazor pela porta grande, algumas bem conhecidas, outras por conhecer. O primeiro grande nome a assinar pelo Deportivo de A Coruña foi Léo Román. Os galegos não tiveram qualquer problema em investir nove milhões de euros para o contratar ao Mallorca. O espanhol mostrou as suas valências na La Liga, pese embora a despromoção dos insulares. Em Espanha é obrigatório contar com um guarda-redes experiente e um avançado que marque mais de uma dezena de golos para se chegar ao sucesso. Se na baliza o problema estava resolvido, a frente de ataque passou a ser ocupada por um nome sonante. Pierre-Emerick Aubameyang aceitou regressar à La Liga, convencido pelo projeto desportivo apresentado. O gabonês de 37 anos foi comprado ao Marselha por um milhão e meio de euros e traz a experiência que faltava à posição. Um nome de luxo, que já está a produzir resultados.

Para acompanhar o avançado e Yeremay Hernández, Fernando Soriano optou por contratar mais um atleta bem conhecido, ainda que não tenha chegado ao patamar que se esperava. Adama Traoré finalizou o seu vínculo com o West Ham United e regressou ao país natal. Uma dianteira que promete causar estragos.

O Deportivo de A Coruña também trouxe jovens com possibilidades de crescer e serem revendidos:

  • Jonathan Asp Jensen: 6 milhões de euros ao Bayern Munique
  • Bright Ede: 6 milhões de euros ao Motor Lublin
  • Lorenzo Amatucci: 2,5 milhões de euros à Fiorentina (depois de uma grande época cedido ao Las Palmas)
  • Teun Gijselhart: 1 milhão de euros ao De Graafschap
Adama Traoré no Deportivo de A Coruña
Fonte: Deportivo de A Coruña

A equipa da Galiza precisava deste tipo de elementos para os roles secundários, uma vez que outros atletas abandonaram o projeto. Para a defesa, chegaram mais dois nomes que há alguns anos seria impossível de imaginar que representariam o clube. Angeliño regressou a casa, emprestado pela AS Roma, José María Giménez foi cedido pelo Atlético Madrid mesmo no apito final da janela de transferências. Contudo, o uruguaio não chegou sozinho.

Marc Casadó foi a última grande contratação do Deportivo de A Coruña, cedido pelo Barcelona. O internacional espanhol passou o verão a ser apontado ao Médio Oriente e à Turquia, com alguns rumores a colocarem o atleta na rota do Benfica. Decidiu ficar mais perto de casa, seduzido por um projeto com pernas para andar. A cláusula de opção de compra de 30 milhões de euros assusta. Em caso de sucesso não existirá receio de a ativar, com a quase certeza de que é possível uma revenda por um valor bem mais elevado.

A geração nascida entre os 80 e os 90 cresceu e desenvolveu a sua paixão pelo futebol habituada a um Deportivo de A Coruña em busca do topo da La Liga e impressionando nas competições internacionais. Não faz falta recordar o histórico. Mauro Silva, Juan Carlos Valerón, Diego Tristán, Fran, Djalminha, Manuel Pablo (hoje em dia treinador dos B’s), Bebeto… foram dezenas de craques. Era o Super Dépor, uma daquelas equipas que fica na memória e será recordada para a eternidade. É quase impossível que esses tempos regressem. A La Liga era mais equilibrada, todos os plantéis possuíam pelo menos um craque. Hoje em dia a hegemonia é do Barcelona e do Real Madrid. O Atlético Madrid está um patamar abaixo. A partir daí, a luta é intensa, com sucessos e dissabores.

Leo Roman treino
Fonte: Deportivo de A Coruña

O Deportivo de A Coruña sabe o que fez neste mercado. Tem a perfeita noção de que criou expectativas nos adeptos e não as quer defraudar. A massa associativa procura o regresso do Super Dépor e o primeiro passo foi dado. Uma dupla de centrais composta por Lucas Noubi e José María Giménez seria impensável há dois ou três anos atrás. Nomes consolidados como Miguel Loureiro ou Riki Rodríguez serem suplentes é um luxo. Marc Casadó, Diego Villares, Mario Soriano ou Lorenzo Amatucci são opções com muito estatuto para o meio campo. Uma frente de ataque cujas alternativas são Luismi Cruz, David Mella e Bil Nsongo não está ao alcance de qualquer um. Trata-se de um clube recém-promovido, recordo. Poderia ser um elenco construído em duas ou três janelas por um emblema do patamar da Real Sociedad ou do Celta de Vigo.

Não é ousado afirmar que o Deportivo de A Coruña dispõe de um plantel acima de Valência ou Sevilha, que vivem profundas crises institucionais. Os galegos procuram regressar em força e na teoria fizeram tudo na perfeição. A grande crítica? A falta de espaço para jogadores da formação. Será pouco provável que alguma jóia consiga surpreender. Yeremay Hernández (fortemente apontado ao Sporting e ao Hull City) já é um clássico. Diego Mella somará alguns minutos, mas não tantos como eventualmente mereceria. Dani Barcia perdeu relevância. Noé Carrillo pode surpreender, mas Antonio Hidalgo terá de arriscar, ainda que conte com peças de outro traquejo para o meio campo. Este fenómeno é uma consequência do que foi proposto: o triunfo no imediato.

O Deportivo de A Coruña conseguiu captar a atenção dos adeptos do futebol com o mercado que realizou. Se se espera que Racing Santander (que também merece um teórico notável pela janela de transferências) e Málaga lutem pela manutenção, a exigência no Riazor é outra. Juan Carlos Escotet, Fernando Soriano e Antonio Hidalgo não têm medo dos desafios que se adivinham. Após anos dececionantes, nos quais o regresso ao profissionalismo parecia um salto demasiado difícil de dar, as bases estão montadas para um ano de ilusão. Para alguns, esta revolução pode ser considerada uma loucura. Para outros, algo necessário. Retiremos as ilações nos próximos meses.

Pierre-Emerick Aubameyang
Fonte: Deportivo de A Coruña

Como pode João Palhinha ajudar o Benfica?

O fecho da transferência de João Palhinha para o Benfica é um daqueles movimentos de mercado que alteram a correlação de forças no futebol nacional. Com um investimento a rondar os 14 milhões de euros fixos e um contrato de topo até 2030, a estrutura encarnada garantiu o perfil exato que faltava para equilibrar a ideia de jogo de Marco Silva. Não se trata de uma aposta de futuro, mas sim da chegada de um jogador consagrado, internacional português com rodagem de topo na Premier League e Bundesliga, pronto para assumir a titularidade e blindar o corredor central.

O impacto de Palhinha na Luz começa naquilo que o plantel atual pura e simplesmente não tem: autoridade física, raio de ação sem bola e agressividade nos duelos. O meio-campo do Benfica tem pecado por alguma brandura nas transições defensivas. Se elementos como Enzo Barrenechea asseguram uma circulação fluida e transporte apoiado, faltava um elemento de choque puro que travasse os contra-ataques adversários logo à nascença. Palhinha é o protótipo do número seis destruidor, um autêntico tampão que lidera nos desarmes, nas interceções e na recuperação em terrenos adiantados, impedindo que a equipa se parta quando perde a posse.

Esta presença recuada vai libertar por completo os criativos encarnados. Quando se tem um médio com esta capacidade de cobertura nas costas, jogadores como Georgiy Sudakov, Rafa Silva ou os próprios defesas laterais podem arriscar no último terço sem o receio constante de ficarem descompensados. Além disso, a sua estampa atlética (cerca de 1,90 m) confere um ganho imediato nas bolas paradas: não apenas a fechar o espaço aéreo na própria área, mas também como ameaça ofensiva ao segundo poste, onde tem faro de golo e capacidade de finalização de cabeça.

Desfazer o mito da incapacidade com bola é outro ponto essencial. Palhinha não é um organizador de jogo clássico nem um construtor de toques curtos requintados, mas está longe de ser limitado com os pés. Os anos em Inglaterra apuraram-lhe a tomada de decisão sob pressão e deram-lhe critério no passe longo e na variação de flanco. O seu futebol com bola é simples e pragmático: desarma, entrega no homem livre e deixa a responsabilidade da criação para quem tem outro talento com o esférico nos pés.

Por fim, a questão da rivalidade e do passado em Alvalade acaba por ser uma nota de rodapé no plano desportivo. O regresso a Portugal (impulsionado por razões familiares e pelo reencontro com Marco Silva, o técnico que melhor o potenciou no Fulham), aconteceu porque o Benfica foi o único clube a avançar de forma concreta quando a porta de Inglaterra se fechou. Com 31 anos, Palhinha traz a maturidade, a raça e a liderança de balneário que costumam fazer a diferença nas contas de um campeonato. O Benfica ganha a sua referência mais imponente para o setor intermediário desde os tempos de Nemanja Matic ou Ljubomir Fejsa.

Patricio Salas reforça o ataque do Famalicão: «Estou muito entusiasmado e com muita vontade de iniciar este novo desafio»

O Famalicão oficializou a contratação de Patricio Salas. Avançado mexicano chega do Club América por empréstimo.

Patricio Salas é oficialmente jogador do Famalicão. Em nota publicada no site, o emblema da Primeira Liga informou que chegou a acordo com o Club América para a transferência do avançado mexicano, num negócio, segundo a imprensa nacional, por empréstimo com opção de compra.

«Estou muito entusiasmado e com muita vontade de iniciar este novo desafio. Vir para a Europa é o maior passo na minha ainda curta carreira e fazê-lo ao serviço de um clube tão ambicioso é um enorme motivo de orgulho e, simultaneamente, de muita responsabilidade», afirmou em declarações citadas no site do Famalicão.

«O clube está em constante crescimento. Oferece condições de topo, o plantel é composto por jogadores jovens e, como tal, sinto que irei crescer muito ao longo da temporada», também referiu Patricio Salas entre as declarações.

Como 1907 anuncia empréstimos de Moise Kean e Robert Sanchéz

A Fiorentina cedeu Moise Kean ao Como 1907 com obrigação de compra e Robert Sánchez foi emprestado pelo Chelsea até ao final da temporada.

O Como 1907 de Cesc Fàbregas garantiu dois reforços de peso no último dia do mercado de transferências da Serie A. Para a frente de ataque, Moise Kean chega por empréstimo até ao final da temporada, com um custo inicial de 10 milhões de euros, juntando ainda uma obrigação de compra de 25 milhões de euros, mais cinco milhões em variáveis.

O avançado italiano cumpria a terceira temporada ao serviço da Fiorentina, tendo a sua época de destaque na estreia em Florença, com 25 golos e três assistências em 44 jogos.

Para a baliza, Robert Sánchez chega num empréstimo do Chelsea até junho de 2027, perdendo o lugar em Londres para Emiliano Martínez depois de um arranque de temporada em que não convenceu Xabi Alonso. O guarda-redes espanhol cumpriu três épocas completas em Stamford Bridge, após deixar o Brighton por 23 milhões de euros no verão de 2023.

Robert Sánchez, Como 1907
Fonte: Como 1907

Sunderland apresenta mais 3 reforços e um deles era treinado por português

O Sunderland oficializou as contratações de Kevin Danso, Malick Fofana e de Juan Riquelme Angulo Caicedo. Eis os detalhes.

Kevin Danso, Malick Fofana e Juan Riquelme Angulo Caicedo estão oficialmente no Sunderland. No caso do primeiro, o defesa-central de 27 anos foi emprestado pelo Tottenham até ao final da temporada e terá assim nova experiência na Premier League.

Quanto a Malick Fofana, que deixou o Lyon de Paulo Fonseca e rumou à Premier League, trata-se de uma transferência a rondar os 30 milhões de euros + cinco milhões de euros em variáveis. A informação é garantida pelo The Athletic, que indica ter um contrato de cinco anos com o Sunderland.

Já Juan Riquelme Angulo Caicedo foi contratado ao Independiente del Valle por uma verba próxima dos 5,8 milhões de euros e o jovem de 18 anos assinou um contrato válido de cinco anos. A informação é garantida pela Sky Sports.

Eis 5 negócios que colapsaram no último dia do mercado de transferências

O mercado de transferências já fechou nas principais ligas europeias. No último dia, houve alguns negócios que colapsaram.

Além das muitas transferências oficializadas no último dia do mercado de verão, já fechado nas top-5 europeias, houve também negócios que não se realizaram.

Entre estes, o grande destaque passa pela Premier League, com o Chelsea e o Everton a serem alguns dos clubes mais penalizados. Em sentido contrário, houve dois jogadores que acabaram por não sair do AS Mónaco.

Eis cinco negócios que colapsaram no último dia do mercado:

  • Manu Koné (AS Roma – Chelsea): o médio era a prioridade dos blues para reforçar o meio-campo, depois da saída de Enzo Fernández, mas Gian Piero Gasperini e os giallorossi travaram a sua saída.
  • Lamine Camara (AS Mónaco – Chelsea): o negócio foi dado como fechado pela imprensa internacional. À última hora, os monegascos colocaram novos entraves aos blues, levando a transferência a cair. O emblema inglês ficou muito desiludido com a postura do conjunto do Principado, avançam ainda múltiplas fontes estrangeiras.
  • Folarin Balogun (AS Mónaco – Everton): por razões diferentes, o negócio do jogador do AS Mónaco para a Premier League também caiu. O negócio teve vários avanços e recuos, com o Everton a identificar problemas físicos em testes médicos e a exigir uma redução do preço. Os monegascos acabaram por aceitar, mas na altura das decisões, o próprio avançado recusou o negócio.
  • Joshua Zirkzee (Manchester United – Everton): a meio das negociações com Folarin Balogun, quando tudo parecia estar perdido, os toffees avançaram pelo avançado neerlandês. Foram os red devils quem travou o negócio.
  • Nicolás Tagliafico (Lyon – Juventus ou Atlético Madrid): o lateral argentino estava a negociar uma saída do clube fracês neste mercado, com interessados de peso. Ainda assim, e apesar das negociações no último dia, nenhuma transferência ficou acordada.
Folarin Balogun EUA
Fonte: Federação Norte-Americana de Futebol