Força da Tática | Só faltou mais (A) Petit no dérbi da invicta

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Dérbi é dérbi e por isso levamos até ti o melhor que dele pudemos observar.

Em jogos desta dimensão, e que movimentam tantas massas, as diferenças entre os conjuntos são, muitas vezes, atenuadas pelo cariz simbólico que o jogo acarreta. O duelo em concreto esperava-se renhido, não só pelo que foi mencionado previamente, como também pelo duelo nos bancos: Petit vs Sérgio Conceição. Ou seja, estamos a falar de dois dos melhores treinadores a nível nacional, e que vêm fazendo muitas omeletes com poucos ovos (em equipas com objetivos díspares obviamente).

Petit, desde que pegou no Boavista FC, trouxe a chama do ‘Boavistão’ de volta, mesmo que os resultados muitas vezes sejam desajustados com o futebol que a equipa pratica. O FC Porto de SC, por sua vez, e apesar deste último mês conturbado — série diabólica de 10 jogos em 32 dias — tem realizado uma das melhores temporadas ao nível interno da última década, com números extraordinários.

Ainda assim, este jogo não primou pela grande qualidade de jogo de ambas as equipas. Resumidamente foi um jogo fechado, com duas equipas encaixadas, e algo desinibidas do ponto de vista ofensivo. Para além disso, uma boa dose de polémica, muito burburinho nas bancadas e apenas um golo em 90 minutos.

Mas esquecendo um pouco o que foi mencionado em cima, o que me suscitou curiosidade para escrever este artigo passou pela questão dos duelos entre treinadores. Começo com o FC Porto de Sérgio Conceição, por duas razões. A primeira: A nuance/variabilidade tática.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Este FC Porto já não é o FC Porto de 4-4-2, aliás, deixou de o ser no momento em que Taremi começa a destacar-se no papel de 9.5, atrás do avançado de referência – Evanilson. Ou seja, falamos de um FC Porto mais em 4-3-2-1 ou, mais recentemente, em 4-3-3 e 5-2-3. E é esta a variabilidade de jogo que tanto é intrigante de observar, com Uribe a ser uma das figuras mais preponderantes nesta alternância de sistema, ora alinhando entre os centrais para permitir ao FC Porto controlar, com maior facilidade, a largura, ora funcionando à frente dos centrais com a missão de ser um pêndulo (e tampão) na transição defensiva. No jogo diante o Boavista FC, ambas as nuances aconteceram.

Fonte: Diogo Cardoso/BnR
Vitinha e Fábio Vieira revelaram-se determinantes no Bessa

Primeiro, num sistema de 4-3-3 com o FC Porto a conseguir anular a primeira fase de construção do Boavista FC e depois mais num 5-2-3, com o FC Porto em organização defensiva. A pantera, no primeiro tempo, sentiu muitas dificuldades a ligar setores no primeiro tempo e muito se deveu a esta organização do FC Porto, ao passo que os três médios portistas — Uribe, Otávio e Vitinha — encheram o meio campo e revelaram-se fulcrais na anulação de Makouta e Sauer.

A segunda: dois recordes por bater.

O FC Porto vai numa série imaculável no campeonato nacional, com 55 jogos sem perder qualquer partida. Teríamos de recuar até o dia 31 de outubro de 2020 para ver a última derrota dos dragões! Um recorde que, do ponto de vista interno, poderá ser batido diante do Santa Clara, mas que pode, do ponto de vista nacional, bater também o recorde do SL Benfica de 1976-1978 (56 jogos sem perder). Para isso, o FC Porto não poderá perder diante do Santa Clara (casa) e do Vitória SC (fora).

Foto de capa: Diogo Cardoso/BnR

Diogo Silva
Diogo Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Diogo lembra-se de seguir futebol religiosamente desde que nasceu, e de se apaixonar pelo basquetebol assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). O diálogo desportivo, nas longas viagens de carro com o pai, fez o Diogo sonhar com um jornalismo apaixonado e virtuoso.

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