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Força da Tática | Benfica x FC Porto

Duarte Rêgo · 2 min

Benfica - Porto 8-3-2026
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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O empate entre o Benfica e o FC Porto foi um autêntico choque de sistemas, onde a anarquia encarnada esbarrou na organização azul e branca

O empate no clássico entre o Benfica e o FC Porto foi um autêntico choque de sistemas, onde a anarquia encarnada esbarrou inicialmente na organização azul e branca.

José Mourinho montou a equipa num 4-2-3-1 com Enzo Barrenechea e Richard Ríos no miolo, enquanto Francesco Farioli respondeu com um 4-3-3 muito bem oleado, assente num triângulo de meio-campo formado por Alan Varela, Gabriel Veiga e Mads Froholdt.

A primeira parte foi um desastre tático para o Benfica devido à falha na primeira linha de pressão. O plano exigia que Rafa Silva e Vangelis Pavlidis executassem uma pressão em “V” sobre os defesas centrais portistas, mas Rafa Silva revelou-se taticamente obsoleto, colando-se ao avançado grego e esquecendo-se de tapar as linhas de passe para o corredor central. Isto permitiu que Alan Varela jogasse livremente, recuando para receber a bola de frente com todo o tempo e espaço para organizar as transições do adversário.

Benfica - Porto 8-3-2026
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Com Alan Varela solto, o meio-campo encarnado colapsou. Enzo Barrenechea subia para pressionar, deixando uma cratera nas suas costas que Mads Froholdt aproveitava, enquanto Gabriel Veiga explorava o espaço atrás de Richard Ríos.

Ofensivamente, o Benfica dependia quase exclusivamente das ações individuais de Gianluca Prestianni e Andreas Schjelderup, e projetava os defesas laterais Samuel Dahl e Amar Dedic de forma anárquica, o que deixava a equipa completamente exposta aos contra-ataques de Deniz Gul e do jovem Óscar Pietuszewski.

A fatura desta desorganização pagou-se cara. Nicolás Otamendi, constantemente exposto em situações de um contra um, acabou por levar um enorme drible de Óscar Pietuszewski no lance do segundo golo portista, depois de Mads Froholdt já ter inaugurado o marcador.

Benfica - Porto 8-3-2026
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O FC Porto foi para o intervalo a vencer por 2-0 com uma impressionante eficiência ofensiva, aproveitando a total falta de organização do Benfica, onde vários jogadores andavam perdidos no relvado.

Na segunda parte, o jogo sofreu uma reviravolta através dos bancos. Francesco Farioli tentou uma gestão resultadista e cometeu erros ao substituir Pepê e Martim Fernandes por Francisco Moura, enfraquecendo o seu corredor esquerdo. Em contrapartida, José Mourinho leu bem o jogo e aos 64 minutos tirou Rafa Silva, lançou Franjo Ivanovic para um 4-4-2 muito mais móvel e colocou Dodi Lukebakio na direita.

Benfica - Porto 8-3-2026
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

As movimentações de Franjo Ivanovic a descair do meio para as alas baralharam por completo as marcações zonais de Alan Varela, e foi exatamente a partir de uma jogada individual de Dodi Lukebakio na direita que Andreas Schjelderup iniciou a recuperação encarnada.

Duarte Rêgo

Redação Bola na Rede · ver artigos