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Depois da parte 1 da análise tática deste SC Braga de Carlos Carvalhal, vem a segunda parte deste “Força da Tática”. Venham daí.
TRANSIÇÃO DEFENSIVA
No processo de transição defensiva, a equipa orientada por Carlos Carvalhal, tem o perfeito ‘mindset’. Forte reação à perda, boa recuperação defensiva e os jogadores que se encontram já em posições defensivas tendem a ter uma boa resposta posicional à transição. Deixo aqui em baixo um exemplo de jogo:
— jaimesilvanálises (@jaimesilvanlis1) February 5, 2021
— jaimesilvanálises (@jaimesilvanlis1) February 5, 2021
Na primeira fotografia, quando os ‘guerreiros’ perdem a bola, têm 7 jogadores no último terço. Com uma sublime reação à perda, recuperação defensiva e posicionamento, a equipa recupera a bola em 13 segundos e já com 8 jogadores junto ao portador da bola (Francisco Geraldes). pic.twitter.com/4oUUERa0C5
— jaimesilvanálises (@jaimesilvanlis1) February 5, 2021
Na primeira fotografia, quando os ‘guerreiros’ perdem a bola, têm sete jogadores no último terço. Com uma sublime reação à perda, recuperação defensiva e posicionamento, a equipa recupera a bola em 13 segundos e já com oito jogadores junto ao portador da bola (Francisco Geraldes). Um dos traços deste SC Braga.
ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA
É neste momento do jogo em que a equipa tem mais dificuldades, nomeadamente na fase de impedir a finalização, maioritariamente por falhas individuais. Já no momento da pressão, a equipa é muito forte.
Através de uma marcação individual dos jogadores mais avançados, a equipa raramente permite que os adversários saiam a jogar na primeira fase de construção, defendendo com um bloco médio alto ou alto, neutralizando as linhas de passe e juntando os três blocos de forma compacta:
Aqui frente ao Estoril, é notório a forma como os bracarenses pressionam a construção adversária. Nota para a forma como, com o posicionamento assertivo, um jogador consegue fechar mais do que uma linha de passe. pic.twitter.com/qXNW4uWTCP
— jaimesilvanálises (@jaimesilvanlis1) February 5, 2021
Aqui frente ao GD Estoril Praia, é notório a forma como os bracarenses pressionam a construção adversária. Nota para a forma como, com o posicionamento assertivo, um jogador consegue fechar mais do que uma linha de passe.
IMPEDIR A CRIAÇÃO
A defender em zonas de criação, a equipa foca-se mais em concentrar jogadores na zona da bola, tentando sempre ter superioridade numérica no corredor da bola. Contudo, a linha defensiva e a linha média encontram-se quase sempre bem posicionadas, evitando a exploração dos outros pic.twitter.com/jOQbh5qZhM
— jaimesilvanálises (@jaimesilvanlis1) February 5, 2021
A defender em zonas de criação, a equipa foca-se mais em concentrar jogadores na zona da bola, tentando sempre ter superioridade numérica no corredor da bola. Contudo, a linha defensiva e a linha média encontram-se quase sempre bem posicionadas, evitando a exploração dos outros corredores e das costas da defesa. Neste exemplo num jogo frente ao Estoril a contar para a Taça de Portugal é possível observar esses padrões: 4vs3 no corredor, espaços fechados no corredor central e linha defensiva corretamente alinhada e atenta aos adversários presentes no último terço.
IMPEDIR FINALIZAÇÃO
Já em zonas de finalização, as dinâmicas são parecidas. Como é possível observar nesta imagem, a pressão ao portador, os apoios orientados e a superioridade numérica são os pontos fundamentais no que toca a defender. É nesta zona que a equipa comete maior parte dos erros. Nesta imagem, podemos observar um erro posicional de Castro (jogador à entrada de área). Com o adversário atrás dele, o jogador bracarense encontra-se de costas para o mesmo. Distrações que podem valer caro.
Nesta imagem, podemos observar um erro posicional de Castro (jogador à entrada de área). Com o adversário atrás dele, o jogador bracarense encontra-se de costas para o mesmo. Distrações que podem valer caro. pic.twitter.com/aXaP6NC7RG
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TRANSIÇÃO OFENSIVA DO SC BRAGA
“And last but not least” chegamos à transição ofensiva, momento do jogo em que o Braga é geralmente forte. Como na transição defensiva, nota-se que é o conjunto com o ‘mindset’ certo no que toca a respostas rápidas que o jogo requere. Apesar das dinâmicas e comportamentos estarem lá, a transição ofensiva, por ser um momento naturalmente rápido, depende bastante da inspiração e capacidade de decisão individual, que pode ser influenciada tendo em conta o(s) jogador(es) que conduz a bola para o ataque. Vou mostrar um exemplo de um jogador que tem dificuldades nessa vertente e que acabou por desperdiçar uma possível ocasião perigosa em transição, Wenderson Galeno.
Vou mostrar um exemplo de um jogador que tem dificuldades nessa vertente e que acabou por desperdiçar uma possível ocasião perigosa em transição, Wenderson Galeno. pic.twitter.com/yaSGNsCN8t
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A resposta ao ganho da bola é impecável, conseguindo uma situação de igualdade numérica no meio campo adversário com a vantagem clara da defesa adversária estar num momento de desequilíbrio. Neste exemplo, Galeno acaba por perder o controlo da bola, quando tinha Esgaio a entrar pic.twitter.com/zTJQ69Jx7M
— jaimesilvanálises (@jaimesilvanlis1) February 5, 2021
A resposta ao ganho da bola é impecável, conseguindo uma situação de igualdade numérica no meio campo adversário com a vantagem clara da defesa adversária estar num momento de desequilíbrio. Neste exemplo, Galeno acaba por perder o controlo da bola, quando tinha Esgaio a entrar no corredor contrário com um espaço vazio à sua frente. Muito bem Ricardo Horta e Iuri Medeiros a manipular as suas marcações de modo a abrir espaços.
A segunda parte deste “Força da Tática” fica por aqui. Não percas, nos próximos dias, a última parte desta análise à lupa do estilo de jogo do SC Braga de Carlos Carvalhal!
Artigo com a opinião de Jaime Silva













