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Força dos Números: As estatísticas do líder FC Porto

José Mário Fernandes · 5 min

A força do coletivo como a chave para a vitória do campeonato nacional. O jogo desta segunda-feira contra o Moreirense FC fez lembrar um daqueles à moda
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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Até ao momento, mais de dois terços das jornadas já se realizaram e, ao fim das mesmas, a tabela classificativa é liderada pelo FC Porto, seguido de perto pelo SL Benfica. O campeonato português encontra-se, atualmente e por tempo indeterminado, paralisado.

Infelizmente, não é ainda unânime entre os especialistas a data em que voltarão a estar reunidas todas as condições para a bola voltar a rolar. Até lá, nós, que respiramos futebol, teremos mais tempo livre do que o comum, tempo que poderemos empregar relembrando tudo aquilo que já aconteceu durante este campeonato.

Será essa a proposta deste artigo em particular, rebobinar tudo aquilo que ocorreu na nossa liga, de um ponto de vista azul e branco, naturalmente, e traduzi-lo em números.

19-3-2

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

À vigésima quarta jornada, é este o registo do FC Porto, em jogos a contar para o campeonato. Em vinte e quatro partidas, os dragões conseguiram sair por cima em dezanove delas, tendo empatado três e saído derrotado nas restantes duas.

Tal registo traduz um aproveitamento pontual de, aproximadamente, 83%, números equivalentes àqueles alcançados por Vítor Pereira, também à vigésima quarta jornada, na sua segunda época no comando técnico azul e branco, temporada que haveria de culminar no tricampeonato.

Curiosamente, o mesmo aproveitamento, em termos de pontos, não traduzia a mesma posição na tabela: em 2012/13, com o mesmo registo pontual, o FC Porto era segundo classificado, quatro pontos atrás das águias.

60 pontos

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

É este o resultado originado pelo registo anteriormente referido: sessenta pontos, mais um que o segundo classificado.

Na última década, em média, o FC Porto tem precisado de vinte e cinco jornadas para alcançar a marca pontual dos sessenta pontos; na presente edição do campeonato, a turma de Sérgio Conceição conseguiu atingi-la em menos uma jornada.

Curiosamente, também recorrendo ao mesmo recorte temporal, sempre que os azuis e brancos conseguiram chegar aos sessenta pontos antes da vigésima quinta jornada, sagraram-se campeões nacionais.

3 jornadas no primeiro lugar

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O percurso dos dragões no campeonato nacional tem sido algo irregular, nomeadamente na primeira volta. Devido a isso, o agora líder andou algo desaparecido do primeiro posto ao longo da prova, tendo apenas lá permanecido num total de três jornadas.

Dessas três jornadas em que o FC Porto vestiu a camisola amarela, apenas em duas delas (precisamente, as últimas duas que foram jogadas) a equipa foi líder isolada.

Um facto curioso: o FC Porto, desde o longínquo ano de 1959, nunca conseguiu ser campeão quando, durante os vinte e quatro primeiros jogos, permaneceu na primeira posição apenas três ou menos jornadas.

24 jogos a marcar

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Apesar de não ser a equipa mais finalizadora da liga, o FC Porto detém um registo igualmente notável: em vinte e quatro jornadas, conseguiu marcar em todas elas.

Tal registo, na presente edição do campeonato, é apenas ostentado pela equipa de Sérgio Conceição. Inclusivamente, ao longo dos últimos anos, são poucos os técnicos azuis e brancos que conseguiram alcançar esta marca goleadora, após serem jogadas tantas jornadas.

No presente século, apenas dois nomes foram capazes de comandar as respetivas equipas até este registo: André Villas-Boas, em 2010/11, e José Mourinho, em 2002/03 e 2003/04.

40% dos golos marcados são de bola parada

Até ao momento, mais de dois terços das jornadas já se realizaram e, ao fim das mesmas, a tabela classificativa é liderada pelo FC Porto.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Já vimos que o FC Porto atingiu uma marca interessante, no que a regularidade de golos marcados diz respeito.

Bom, relativamente à forma através da qual os dragões conseguem esticar as redes adversárias, é também possível afirmar que a equipa mantém uma certa constância: dos cinquenta golos marcados até à data, vinte estiveram diretamente ligados a lances de bola parada.

Não deixam, naturalmente, de ser números bastante reveladores: demonstram alguma falta de capacidade finalizadora com a bola a rolar, contudo também traduzem uma incrível letalidade neste tipo de lances.

32% dos golos são marcados por defesas

Até ao momento, mais de dois terços das jornadas já se realizaram e, ao fim das mesmas, a tabela classificativa é liderada pelo FC Porto.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Um outro dado que está intrinsecamente conectado com o ponto anterior. Normalmente, quando uma equipa é eficaz nas bolas paradas, os seus homens de maior estatura (por norma, os centrais) acabam por sair em vantagem na hora de empurrar o esférico para a baliza.

Iván Marcano, com cinco golos, é um perfeito exemplo disso. Outros nomes, como os de Pepe ou de Mbemba, ambos com um golo, complementam.

Depois, Alex Telles: com oito golos, alguns deles de grande penalidade, é o jogador com mais finalizações certeiras do lado azul e branco, algo que inflaciona ainda mais este registo.

Por último, Manafá, com o golo marcado ao Santa Clara, completa esta lista de defesas goleadores, lista esta que já contribuiu com dezasseis tentos.

4 “remontadas” na segunda parte

Até ao momento, mais de dois terços das jornadas já se realizaram e, ao fim das mesmas, a tabela classificativa é liderada pelo FC Porto.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ir para os balneários, ao fim de quarenta e cinco minutos, e não levar a vitória no bolso não costuma ser sinónimo de FC Porto: em cerca de dois terços das ocasiões, Sérgio Conceição palestra ao intervalo sobre o conforto de uma vantagem no marcador.

Todavia, por algumas ocasiões (nove, no total), os atuais primeiros classificados não foram capazes de se superiorizar aos seus oponentes no final da primeira metade.

Dessas nove partidas, apenas em quatro delas os azuis e brancos conseguiram os três pontos.

Note-se ainda que em nenhum desses quatro encontros os dragões terminaram a primeira parte em desvantagem: das duas vezes em que saíram a perder para o descanso, frente a Marítimo e Braga, os da Invicta viriam mesmo a deixar pontos pelo caminho.

30 minutos até surgir o primeiro golo

Até ao momento, mais de dois terços das jornadas já se realizaram e, ao fim das mesmas, a tabela classificativa é liderada pelo FC Porto.
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Na maior parte das vezes o plano de jogo das equipas grandes passa muito por tentar resolver o jogo o mais rápido possível. Naturalmente, o FC Porto não é exceção a essa regra: os dragões, durante este campeonato, têm conseguido encontrar com relativa rapidez o caminho para as redes contrárias.

Em média, o cronómetro aponta para a meia hora quando, pela primeira vez, os adeptos portistas gritam “golo”.

Curiosamente, das catorze vezes que o FC Porto conseguiu marcar antes da barreira dos trinta minutos, em treze venceu o jogo. Elucidativo.

61 minutos até surgir a primeira substituição

Até ao momento, mais de dois terços das jornadas já se realizaram e, ao fim das mesmas, a tabela classificativa é liderada pelo FC Porto.
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Costuma ser a partir da hora de jogo que Sérgio Conceição decide colocar sangue fresco dentro de campo: em média, para tal ocorrer, dezasseis minutos da segunda parte precisam estar completos.

Portanto, é possível afirmar que o técnico portista, usualmente, opta por mexer no seu onze inicial quando ainda resta tempo útil de jogo.

Facto é que, na última meia hora de jogo, a equipa costuma ser particularmente feliz em termos ofensivos, alcançando dezassete golos neste período.

Apenas como mera curiosidade, o jogador que mais foi substituído, até ao momento, foi Moussa Marega (10), enquanto que Nakajima foi quem mais vezes saltou do banco (11). 

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Até ao momento, mais de dois terços das jornadas já se realizaram e, ao fim das mesmas, a tabela classificativa é liderada pelo FC Porto.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Foi esta a média de espectadores, em jogos a contar para a principal prova portuguesa, no Estádio do Dragão. É possível argumentar que não é tão elevada como a registada nas duas primeiras épocas sob a batuta de Conceição, contudo é impossível não mencionar todos aqueles que, com maiores ou menores dificuldades, percorrendo maiores ou menores distâncias, fazendo chuva ou sol, estiveram presentes e fizeram parte do espetáculo.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

José Mário Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos