Publicidade

Jogadores que Admiro #17 – Didier Drogba

Tomás Gomes · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

jogadoresqueadmiro

Um dia ouvi falar de que Mourinho iria treinar um tal Chelsea. Pouco tempo depois, vi o mesmo clube anunciar Didier Drogba. Desconhecia tal nome. Comecei a acompanhar a época deste tal Chelsea e cedo me encantei. Começando pelas redes, com Petr Cech, passando pela defesa, com Terry, Ricardo Carvalho e Gallas, dando mais uns passos no meio-campo até Lampard e Makelele, o meu encanto caiu sobre o ataque. Didier Drogba, de seu nome, era o matador de serviço.

Um verdadeiro diamante, o costa-marfinense logo confirmou o estatuto de promessa que já tinha demonstrado no Marselha, com 32 golos em 55 jogos. No último terço do reduto mandava Drogba. Com 1,88 metros de altura, a grande área era o seu habitat natural. Disputava todos os lances com uma garra inegável, conjugava como ninguém força e técnica. Deixava os defesas a “ver navios” com os seus arranques. Era um ponta-de-lança da cabeça aos pés. Era talento; aliás, é talento. Graças a Deus que ainda tenho a possibilidade de ver este grande jogador jogar. Apesar dos 36 anos de idade, o faro para o golo e o instinto matador não desapareceram. Hoje em dia, Drogba não é só sinónimo de matador, mas também de classe.

Com toques de génio, a idade e inteligência de jogo deram-lhe mais um atributo – classe. Classe não é para todos. Mas Drogba transborda classe. Era uma máquina, e Mourinho transformou-o num monstro. Ao serviço do Chelsea, nunca me vou esquecer dos golos, dos passes, dos toques, das arrancadas… E a verdade é que desde que ele saiu os blues nunca conseguiram encontrar um substituto à altura. É normal, Drogba só há um.

Drogba, com a Taça dos Campeões Europeus nas mãos Fonte: Getty Images
Drogba, com a Taça dos Campeões Europeus nas mãos
Fonte: Getty Images

De todos os momentos, não posso esquecer a final da Liga dos Campeões frente ao Bayern de Munique. Quando Drogba empata o jogo contra todas as probabilidades e, mais tarde, converte a grande penalidade final. Foi o concretizar de um desejo antigo, ver um jogador que tanto admiro vencer a Liga dos Campeões. Vê-lo transbordar de emoção com um título tão desejado por todos os futebolistas. Foi fantástico.

Hoje em dia, o costa-marfinense vive para a sua selecção e para o Galatasaray. É o líder em campo, um verdadeiro capitão que dispensa braçadeira e um pesadelo para os defesas que têm de pensar em como pará-lo. É sem dúvida a estrela da equipa e, verdade seja dita, um jogador destes merece um público daqueles, merece jogar numa atmosfera daquelas e sentir cada golo como se tivesse sido marcado na final da Liga dos Campeões.

Que Drogba continue a jogar por muitos anos. Enquanto continuar a engraxar as sapatilhas com classe, que nunca páre. Porque quando parar o futebol vai perder um ponta-de-lança de topo. Um ponta-de-lança que não precisou de uma Bota de Ouro ou de uma Bola de Ouro para ficar na história. Drogba não precisa de troféus individuais, precisa apenas de umas chuteiras nos pés, uma bola no relvado e uma baliza para fazer tiro ao alvo. Avé Didier Drogba.

Tomás Gomes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.