Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Jogadores que Admiro #44 – Liédson

Pedro Miguel Martins · 2 min

Jogadores que Admiro #44 – Liédson

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

jogadoresqueadmiro

Baixinho, franzino e meio trapalhão a andar… Quem olhava para Liedson da Silva Muniz não imaginava que ali estava um verdadeiro “trinta-e-um” para as defesas adversárias!

Não tinha uma técnica apuradíssima, mas era uma verdadeira carraça para os defesas e guarda-redes adversários e tinha um poder de elevação IMPRESSIONANTE…

Era espantoso ver como um jogador com apenas 1,75m conseguia ganhar bolas de cabeça a todos os adversários que eram bem mais altos do que ele… que o diga Luisão (1,92m), cujo pesadelo era enfrentar o Levezinho! O Benfica tem má memória deste avançado… só ele marcou por 11 vezes contra os encarnados!

Mais impressionante do que o seu poder de impulsão era só mesmo a sua história… Não era um jogador de camadas jovens de grandes (ou pequenos) clubes e trabalhava inclusive como caixa num supermercado na Bahia quando foi descoberto para o mundo do futebol, apenas aos 22 anos. Daí até ao estrelato foi “um tirinho”!

Talvez por saber as dificuldades da “vida real”, Liédson recusava-se a desistir de qualquer bola e nunca a dava como perdida, o que originava grandes recuperações de bola e alguns golos “fáceis”.

Em 13 épocas como profissional, o Levezinho marcou 312 golos e chegou a internacional A pela Seleção Portuguesa, quando os avançados estavam em via de extinção em Portugal, tendo inclusivamente com os seus golos ajudado Portugal a carimbar o apuramento para o Mundial de 2010 na África do Sul.

Impressionante também era o respeito que rapidamente ganhava de todos os adeptos… Desejado onde passou, e nunca, quando chegava a hora de abandonar, os adeptos evitavam as lágrimas (e até o próprio jogador). É impossível esquecer aquela despedida de Alvalade onde um estádio inteiro chorava a despedida (inglória) do seu ídolo, do seu “levezinho” ou “Liedshow“! Mas Liedson não era um ídolo da sua torcida, ganhou também o respeito e admiração dos adeptos adversários. Existia um carinho especial pelo “enorme” jogador que era e pela sua humildade.

O levezinho Fonte: Telegraph
O levezinho
Fonte: Telegraph

Parece que estou a trair o meu Sporting quando falo de um jogador que acabou a carreira no FC Porto e inclusive deu a marcar o golo que ajoelhou Jesus e deu o campeonato nacional aos azuis e brancos…

Mas ao Sporting deu tudo o que conseguiu… Taças de Portugal, Supertaças, golos, garra e trabalho… Se Liédson fosse uma frase, seria concerteza: “Esforço, Dedicação, Devoção e (alguma) Glória”… mas não tanta como aquela que merecia.

Por isso, os adeptos leoninos eternizaram-no com a famosa frase: “Liédson resolve!”… e resolvia mesmo!

Pedro Miguel Martins

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.