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Jogadores que Admiro #5 – Zinedine Zidane

André Eusébio · 2 min

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jogadoresqueadmiroA minha admiração por este grande senhor chamado Zinedine Zidane vem de muito novo, provavelmente por ter jogado numa altura em que abri os olhos para o mundo do futebol. Ora bem, tinha eu os meus nove/dez anos quando comecei a ver futebol com olhos de ver. Foi também nesta altura que surgiu o Real Madrid dos Galácticos.

Porque não idolatrar Luís Figo, a grande estrela portuguesa do Real? Porque mal comecei a ver futebol, houve um jogador que me fascinou. Modestamente conhecido como Zizou, o Franco-Argelino transpirava classe num meio campo de sonho. Era o grande motor do Real Madrid e o seu toque de bola era genial. Desde as suas tão conhecidas roletas de Marselha até às grandes recepções, Zidane era um prodígio, com um talento inalcançável.

Zinedine Zidane, acompanhado pela Bola de Ouro e pelo troféu do Europeu 2000 / Fonte: afootballblog
Zinedine Zidane, acompanhado pela Bola de Ouro e pelo troféu do Europeu 2000 / Fonte: afootballblog

Quem não se lembra do seu golo na final contra o Bayer Leverkusen? Um remate de primeira à meia volta com o pé esquerdo e em cheio no ângulo. Que golo! Foi a isso que ele nos habituou, a momentos destes. Pura magia em dois pés que levaram a França a patamares estratosféricos, desde um Europeu em 2000 até uma final do Mundial em 2006 (onde anda a França agora? Resta saber se não será hoje afastada do Mundial de 2014).

O seu final de carreira foi algo ingrato (cabeçada a Materazzi) e, hoje em dia, não considero que demonstre, com as suas atitudes no Real Madrid (num cargo diretivo), a classe de outros tempos. Mas o que ficou dentro de campo foi algo inesquecível.

Zidane fez a minha infância, encheu-me os olhos de brilho e leva-me a querer o máximo de um verdadeiro número 10. Agora, não quero um médio ofensivo que faça bons passes ou bons remates, quero um maestro, um jogador de topo, quero um jogador que leve uma equipa às costas e transborde classe enquanto passa, remata e finta. A culpa é de quem? Provavelmente, do Zizou, que tão mal me habituou. Foram anos a vê-lo e anos a adorá-lo.

Hoje, só resta recordar e, quem sabe, esperar que os seus filhos tenham herdado um terço dos genes do pai (talvez possam deixar de parte a careca). Se assim for, teremos estrelas na certa e o resto cabe ao Real Madrid saber aproveitá-los.

André Eusébio

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