Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Jogo Interior #17 – Importância da imagem que criamos

Filipe Mendes · 2 min

Jogo Interior #17 – Importância da imagem que criamos
Foto: Filipe Mendes

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

jogo interior

Há muito que percebi que nós não somos só o que achamos ser, mas sim também a ideia que os outros têm a nosso respeito.

Muitas pessoas vivem simplesmente ligadas ao seu mundo, menosprezando toda e qualquer opinião, sem qualquer preocupação em gerir os seus comportamentos ou atitudes, e até certo momento da nossa vida desportiva isso é perfeitamente aceitável.

O problema é quando não temos a capacidade de perceber que tudo tem o seu tempo, que vamos crescendo e que à medida que esse crescimento se dá, também a imagem que vamos passando para os outros vai tendo um papel cada vez mais preponderante na vida que teremos no futuro.

Por tudo isso, acredito que todos os jogadores, dirigentes ou membros de uma equipa técnica devem passar uma imagem adequada ao meio em que se inserem, até porque a evolução é cada vez mais rápida, e a prova viva disso é que, ao contrário do que acontecia há alguns anos atrás, hoje toda a gente sabe o que fizemos num “piscar de olhos”.

O mundo está cada vez mais ligado entre si, o que faz com que qualquer informação ou imagem chegue de forma quase instantânea, e tudo graças aos principais meios de comunicação. Estes tanto te podem levar num ápice ao sucesso, como da mesma maneira te podem arruinar para sempre uma carreira.

Fonte: Ricardo Pereira
Fonte: Ricardo Pereira

Cabe a cada um perceber todo este processo o mais cedo possível, para que as decisões sejam tomadas em consciência, e para que nenhuma imagem ou comentário infeliz arruíne tudo o que queremos ainda viver.

O mundo do futebol não é fácil, e muitos não têm a capacidade de perceber, desde cedo, toda a sua envolvente, acabando por deitar tudo a perder pelos mais variados motivos.

Por isso vivam. Vivam tudo o que desejam e da maneira que vos faz feliz… mas aprendam a separar aquilo que pode ou não ser visto por todos, a vestirem-se adequadamente ao meio em que vão aparecer, a falar em consonância com o público que vos escuta, mas tudo isto sem deixarem de ser quem são.

A mensagem que vos quero passar é que não temos de deixar de ser quem somos para passar uma boa imagem, mas que devemos sim adotar uma série de comportamentos e atitudes condizentes com o meio em que estamos inseridos.

O blogue Transição Ofensiva pode ser consultado aqui.

Foto de Capa: Luís Brandão

Filipe Mendes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.