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Jogo Limpo: Analise à 24.ª jornada da Primeira Liga

Rui Pedro Cipriano · 5 min

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Depois de uma semana atribulada com o jogo CD Tondela – Sporting CP e com um GD Estoril-Praia –FC Porto a meio da semana, ambos os jogos com casos que deram que falar, os árbitros tiveram uma jornada em que foram notadas diferenças no uso que fazem do VAR. Reparei essencialmente no maior uso por parte dos árbitros da opção que têm de ir ver por si próprios os lances em dúvida, não penso que tenha sido uma coincidência, mais um aviso por parte do Conselho de Arbitragem da FPF de que os árbitros têm esta ferramenta e devem fazer uso delas, pessoalmente como adepto de futebol prefiro que um árbitro vá ver o lance e fica de consciência tranquila de que está a tomar a decisão certa do que preferir seguir o jogo e ficar com dúvidas, isto é completamente descabido num campeonato com o VAR.

Rio Ave FC – CD Aves

Expulsão de Marcão, Rio Ave, aos 83 minutos:


Decisão correta: Podemos dizer que houve um excesso de rigor por parte de Manuel Mota, mas a verdade é que seguindo as regras do jogo (Lei 12) é punindo com o cartão vermelho: “quem tornar-se culpado de conduta violenta”.

CS Marítimo – Vitória SC

Alegado penalty por assinalar a favor do Marítimo, aos 20 minutos:


Decisão incorreta: Este tipo de lances tem muito a ver com a interpretação que o árbitro dá ao lance, acredito que com o recurso ao VAR se o lance não foi assinalado é porque foi interpretado como uma bola inesperada logo sem lugar a sanção, a minha interpretação é diferente, acho que João Aurélio procura claramente cortar a trajetória da bola com o corpo e acaba por faze-lo com o braço, deveria ter sido assinalada grande penalidade.

Penalty assinalado a favor do Vitória SC, aos 67 minutos:


Decisão correta: Bem, que parvoíce por parte de Charles, saída totalmente injustificada e a abordagem ao lance pior ainda, falta clara dentro da área, logo grande penalidade.

FC Paços Ferreira – SL Benfica

Lance entre Rúben Micael, Paços Ferreira, e Rúben Dias, Benfica, aos 32 minutos:


Decisão incorreta: Acho que esteve mal o árbitro no critério disciplinar que aplicou neste lance: nenhum. Rúben Micael primeiro não pode fazer aquilo que fez a Rúben Dias quando este lhe ganhou a frente do lance e depois ainda tem um momento mais exaltado onde tem que ser afastado pelo árbitro, isto tudo sem ver o cartão amarelo, ficou por mostrar na minha opinião. Também deveria ter sido exibido o cartão amarelo ao central do Benfica pelo toque na cara do médio pacense.

Alegado penalty por assinalar a favor do Benfica, aos 44 minutos:


Decisão correta: Com as repetições disponibilizadas não consigo ver nenhum toque com o braço na bola por parte de Ricardo.

Alegado penalty por assinalar a favor do Benfica, aos 59 minutos:


Decisão correta: Uma repetição frontal seria boa para tirar as dúvidas, mas com as repetições que a televisão facultou é muito difícil, parece-me que Gian poderá ter pontapeado Rafa, mas não consigo ter certezas com estas repetições, por isso tenho que dar o beneficio da dúvida ao árbitro e ao VAR.

Alegada falta de Rúben Dias, Benfica, sobre Assis, Paços Ferreira, aos 63 minutos:


Decisão incorreta: Ficou uma clara falta ofensiva por assinalar neste lance.

Alegado penalty por marcar a favor do Benfica, aos 67 minutos:


Decisão incorreta: Novamente, um lance em que a interpretação do árbitro e do VAR conta tudo, a minha interpretação é de que o movimento do braço de Gian não é inocente e há uma clara intenção de cortar a bola, deveria ter sido assinalado grande penalidade, na minha interpretação.

Alegado penalty por marcar a favor do Benfica, aos 70 minutos:


Decisão correta: Rafa tenta cavar a faltar, sente um ligeiro contacto e atira-se imediatamente à procura do penalty que seria muito importante para a sua equipa nesta altura, bem o árbitro não ter caído nesta “rasteira”.

Expulsão de Gian, Paços Ferreira, aos 91 minutos:


Decisão correta: Gian agride claramente Jonas, totalmente escusado quando o jogador do Benfica já estava no chão e o jogador do Paços vai pisa-lo, cartão vermelho bem mostrado.

GD Chaves – GD Estoril Praia

Alegado penalty por assinalar a favor do Chaves, aos 42 minutos:


Decisão correta: Como foi marcado fora de jogo na jogada não há sequer hipótese de discutir-se a existência de um penalty ou não.

Alegado penalty por assinalar a favor do Chaves, aos 77 minutos:   


Decisão correta: Fez bem o árbitro em ir tirar todas as dúvidas ao VAR e, por último, tomou a decisão certa, na minha opinião, de não assinalar grande penalidade.

Boavista FC – Vitória FC

Mão na bola de Carraça, Boavista, aos 20 minutos:


Decisão correta: Grande utilizado do VAR neste lance, é para estes casos que o VAR foi pensado e criado. Seria um erro grave de Luís Godinho assinalar grande penalidade quando a infração é claramente fora de área, muito bem.

Sporting CP – Moreirense FC

Golo anulado ao Moreirense, aos 52 minutos:


Decisão correta: Entendo porque o árbitro não anulou o golo, lance muito rápido e de costas para o árbitro que não viu que Bilel ajeitou a bola com o braço para não a deixar “fugir” , é para isto que o VAR serve e foi por isso que o VAR interveio muito bem.

Expulsão de Petrovic, Sporting, aos 61 minutos:


Decisão incorreta: O segundo amarelo de Petrovic é claramente mal mostrado e ponho dúvidas se é sequer falta. Como o protocolo do VAR indica que as expulsões por duplo amarelo não estão abrangidas este lance não foi retificado, algo a rever pelo International Board na minha opinião sobre o protocolo do VAR.

Expulsão de Gelson Martins, Sporting, aos 92 minutos:


Decisão correta: O que se pode dizer de uma coisa destas? Gelson Martins foi expulso porque “quis”. Não há nada a dizer, o árbitro só seguiu o critério disciplinar adequado.

Foto de Capa: Hillsfootball 

 

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rui Pedro Cipriano

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