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Jogo Limpo: Análise à 10.ª Jornada da Primeira Liga

Rui Pedro Cipriano · 9 min

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Cabeçalho Futebol NacionalMais uma jornada, mais um Jogo Limpo e uma jornada onde as contas na frente da tabela classificativa não se alteraram, os três grandes venceram os seus respetivos jogos, pelo que o “normal” foco colocado da arbitragem não tem acontecido nos últimos dias, ainda que tenha havido algum foco de atenção, colocado pelo SL Benfica, sobre a arbitragem do Rio Ave FC – Sporting CP, que já vamos analisar neste artigo, entre outros lances.

SL Benfica – CD Feirense

Alegada mão na bola de Luís Machado, Feirense, e no decorrer da jogada de Ruben Dias, Benfica, aos 45+2 minutos:

Decisão incorreta: Podíamos falar de uma bola inesperada em ambos os caso dada a proximidade e tendo em conta a força com que a bola é disparada, mas ao visualizar as imagens percebemos que o movimento do braço de Luís Machado não é inocente e nota-se uma clara intenção de tirar partido dos braços para impedir a trajetória da bola pelo que o arbitro deveria ter marcado falta a Luís Machado, no seguimento da jogada, Luís Machado acaba por chutar contra o ombro de Rúben Dias que também movimenta o seu corpo deixando o braço exposto para cortar a bola, também poderia ser um lance passível de grande penalidade, tal como disse na semana passada, os árbitros, por indicação do conselho de arbitragem, foram aconselhados a ignorar os braços atrás nas costas, mas a olhar unicamente para a trajetória do corpo em relação á bola e neste caso parece que Rúben Dias parece “alagar” o seu corpo tirando vantagem do braço cortando assim a bola, ambos lances ilegais na minha opinião. Lei 12 para ambos os casos: “ o movimento da mão na direção da bola (e não a bola na direção da mão) .” Mas o árbitro facilmente também se consegue defender das decisões que tomou ao usar o critério, que eu falei no início e que está igualmente descrito na Lei 12: “  a distância entre o adversário e a bola (bola inesperada) “ .  Lances subjetivos e que dependem muito da leitura do arbitro e o VAR em campo, neste acaso eu apontei para a decisão incorreta, mas aceito a interpretação do arbitro em campo também.

Alegado penalty sobre Luis Machado, Feirense, aos 50 minutos:

Lance sem repetições por parte da televisão responsável pelo jogo, não consigo em lance corrido fazer uma analise concreta, se houve ou não infração por parte de Luisão.

Alegado penalty sobre André Almeida, Benfica, aos 71 minutos:

Decisão correta: Corte legal na bola do defesa do Feirense que toca primeiro na bola e na sequencia do lance acaba por atingir André Almeida, se dúvidas houvesse, bem o VAR a avisar o arbitro da legalidade do lance.

Alegada falta sobre Hugo Seco, Feirense, aos 81 minutos:

Decisão incorreta: Falta clara de Luisão que faz obstrução á progressão de Hugo Seco com a bola, Lei 12 diz : “ Um pontapé-livre direto é concedido à equipa adversária do jogador que cometa uma das infrações seguintes: (…) • impedir o movimento de um adversário com contacto”.

Rio Ave FC – Sporting CP

Alegada falta à entrada da área sobre Tarantini, Rio Ave, aos 17 minutos:

Decisão incorreta: Há falta sobre Tarantini à entrada da área, após visualizadas as repetições é percetível a pisadela de Coates sobre Tarantini, após este já ter passado a bola, ficou claramente uma falta por assinalar a favor do Rio Ave neste lance, mal Jorge Sousa na analise do lance que daria uma livre perigoso a favor da equipa vila-condense.

Entrada dura sobre Podence, Sporting, aos 20 minutos:

Decisão incorreta: Jorge Sousa não teve um início de jogo famoso, muito perto do lance deixou passar esta entrada negligente de Nélson Monte sobre Podence, falta por assinalar e cartão amarelo por amostrar.

Fora de jogo assinalado a Gelson Martins, Sporting, aos 39 minutos:

A televisão responsável deste jogo optou por não usar linhas de fora de jogo para auxiliar os telespectadores e para me auxiliar a mim próprio neste tipo de lances, com o único ângulo disponível de tal maneira afastado e sem linhas, é praticamente impossível dizer que foi um fora de jogo bem assinalado ou mal, a única coisa que se pode dizer é que se Gelson está fora de jogo é por uma questão de milímetros.

Golo anulado a Bruno Fernandes, Sporting, aos 69 minutos:

Decisão correta: Este fora de jogo não necessitava de linhas, nota-se claramente pelo posicionamento dos jogadores que Bruno Fernandes estava fora de jogo quando Bas Dost faz o passe, muito bem a comunicação entre o VAR e o árbitro a impedir que um erro grosseiro marcasse este jogo, é para isto que o VAR serve.

Golo de Bas Dost, Sporting, aos 85 minutos:

Decisão incorreta: O operador de televisão não podia ter escolhido pior jogo para não usar as linhas de fora de jogo. Depois de visualizadas as repetições e tendo por referência apenas um frame disponibilizado pela repetição, Bas Dost parece estar ligeiramente fora de jogo, agora existe a dúvida, o VAR sem linhas e após ter visualizado estas repetições teve dúvidas? Se sim, esta decisão foi uma decisão correta pois as regras da FIFA falam que em caso de dúvida deve ser dado o beneficio da dúvida ao ataque, mas o VAR foi concebido para acabar com este tipo de dúvidas pelo que é lamentável que o VAR tenha sido concebido em Portugal, sem que hajam condições mínimas para que se acabem com dúvidas nas quais o VAR é chamado a atuar, como é o caso do fora de jogo.

CS Marítimo vs CD Tondela

Alegada falta por assinalar sobre Rodrigo Pinho, Marítimo, aos 81 minutos:

Decisão incorreta: Rodrigo Pinho sofreu uma pisadela negligente de Wagner, deveria ter sido marcada falta e consequente amarelo para o defesa da equipa do Tondela.

CF “Os Belenenses” – Moreirense FC

Alegado penalty sobre Nuno Tomás, Belenenses, aos 38 minutos:

Decisão correta: Parece-me uma decisão correta por parte do árbitro, ao não assinalar grande penalidade sobre Nuno Tomás, a repetição não é a melhor, mas olhando ao lance corrido parece que o defesa do Moreirense vai a correr unicamente com os olhos postos na bola e é o avançado do Belenenses que se coloca à frente dele procurando cavar a falta, boa decisão na minha opinião.

Alegado penalty por mão na bola na área do Belenenses, aos 79 minutos:

Decisão correta: Apesar dos protestos dos jogadores do Moreirense, e após ter visto o lance inúmeras vezes, não vislumbro qualquer mão na bola neste lance, pelo que a decisão do arbitro de nada assinalar parece-me correta.

Alegado penalty sobre Tozé, Moreirense, aos 85 minutos:

Decisão correta: Tozé tenta passar a bola pelo defesa do Belenenses, Benny, que corta a bola, na sequência da velocidade do lance, Tozé acaba por embater no defesa, nenhuma infração.

Boavista FC – FC Porto

Alegado penalty sobre Yusupha, Boavista, aos 6 minutos:

Decisão correta: José Sá derruba Yusupha na sequência da saída da baliza para agarrar a bola que estava na posse do jogador boavisteiro, José Sá derruba, de facto Yusupha , mas apenas depois de cortar a bola com as mãos dos pés do jogador do Boavista, lance legal.

 

Alegado penalty sobre Kuca, Boavista, aos 37 minutos:

Decisão correta: Corona corta a bola dos pés de Kuca, cedendo canto, de forma legal , não há grande penalidade por assinalar.
Cartão amarelo por mostrar a Felipe, FC Porto, por falta sobre Yusupha, Boavista, aos 39 minutos:

Decisão incorreta: Entrada negligente de Felipe sobre Yusupha, o arbitro marcou a falta, mas deveria ter sancionado a infração de acordo com a gravidade da mesma, faltou o cartão amarelo.

 

Alegado penalty sobre Fábio Espinho, Boavista, aos 45 minutos:

Decisão correta: Não consigo, através das repetições, ver qualquer contacto de Felipe sobre Fábio Espinho.

SC Braga – GD Chaves

Golo anulado a Raúl, Braga, aos 21 minutos:

Decisão incorreta: Mais uma vez sem linhas, será sempre um lance discutível e uma coisa de milímetros, mas pelas imagens parece-me que no momento em que Hassan faz o desvio na bola, depois do cruzamento de Fábio Martins, Raúl Silva encontra-se atrás da linha da bola, que é a linha de referência naquele momento, pelo que o golo anulado não deveria ter sido anulado.

 

Alegado penalty sobre Ricardo Horta, Braga, aos 32 minutos:


Decisão correta: Corte na bola legal de Djavan, o defesa flaviense tem uma abordagem legal ao lance ao tocar na bola e não unicamente no corpo do jogador bracarense.

 

Alegado penalty sobre Paulinho, Chaves, aos 78 minutos:

Decisão correta: Bruno Vianna parece acertar com o pé no corpo de Paulinho por mera casualidade do corte que fez na bola, não me pareceu de todo haver maldade do defesa bracarense, boa decisão na minha opinião.

FC Paços de Ferreira – GD Estoril-Praia

Expulsão de Bruno Araújo, Paços de Ferreira, aos 84 minutos:

Decisão correta: Fábio Veríssimo é um arbitro conhecido por usar e abusar da ação disciplinar, faltando-lhe por vezes uma lei que não vem escrita, mas é muito importante, que é a lei do bom senso, mas neste caso acho que esteve bem e Bruno Araújo viu o amarelo bem nas duas situações. Primeiro por demorar mais do que o normal a marcação de um lançamento lateral, tentando com isso claramente perder tempo e depois uma entrada claramente negligente sobre Victor Andrade, Bruno Araújo só têm que se queixar de si próprio.

CD Aves – Vitória SC

Penalty para o Desportivo das Aves por mão na bola de Victor Garcia, aos 16 minutos:

Decisão correta: Claramente mão na bola, pelo movimento que Victor Garcia faz com o braço acompanhando a trajetória da bola cortando assim de forma intencional a bola dentro da área com o seu braço, penalty bem assinalado. Lei 12 diz: “ Tocar a bola com as mãos implica um ato deliberado em que o jogador toma contacto com a bola com as mãos ou com os braços.”

Portimonense SC – Vitória FC

Penalty sobre Wellington, Portimonense, aos 24 minutos:

Decisão correta: Wellington faz-se claramente à falta, mas isso não impede o facto de que o defesa do Vitória de Setúbal tem uma abordagem ao lance fora das leis, ao agarrar e puxar o avançado do Portimonense durante tanto tempo “habilitou-se” a ser punido, e muito bem. Lei 12: “Um pontapé-livre direto é concedido à equipa adversária do jogador que cometa uma das infrações seguintes: (…) • impedir o movimento de um adversário com contacto.”

 

Alegada mão na bola de Hackman, Portimonense, aos 32 minutos:

Decisão correta: Posso estar enganado, mas olhando para as repetições, especialmente a última, fico com a sensação de que a bola não chega a tocar no braço de Hackman, apesar do movimento que ele faz com o braço poder induzir o erro à primeira vista.

 

Golo anulado a Gonçalo Paciência, Vitória FC, aos 34 minutos:

Decisão incorreta: As imagens não deixam dúvidas, Gonçalo Paciência não estava em posição irregular quando o passe saiu dos pés do seu colega, pelo que este golo anulado não deveria ter sido anulado, uma pena que o espirito da lei ,que diz que deve ser dado beneficio da duvida ao ataque, não seja respeitado, ate porque temos o VAR que é uma ferramenta muito útil para os árbitros que os inibe de recearem de errar por golos em fora de jogo, definitivamente é um tipo de lances que os árbitros terão que rever em conjunto com o VAR para o futuro.

 

Expulsão de Vasco Fernandes, Vitória FC, aos 66 minutos:

Decisão correta: Vasco Fernandes vê o jogador do Portimonense aproximar-se e, desnecessariamente, optou por usar uma abordagem perigosa acabando mesmo por atingir o jogador do Portimonense na face com o seu pé, muito bem o arbitro a rever o seu critério disciplinar depois de consultar as imagens televisivas. Lei 12: “Infrações passíveis de expulsão: Um jogador, um suplente ou um jogador que tenha sido substituído deve ser expulso do terreno de jogo quando cometa uma das infrações seguintes: (…) • tornar-se culpado de conduta violenta.”

Sabias que…

O fiscal de linha é obrigado por lei, ao marcar um fora de jogo, indicar através de sinalética a posição em campo do jogador a que foi tirado o fora de jogo. A sinalética a fazer é a seguinte:

Fonte: FIFA
Fonte: FIFA

 

Foto de Capa: FPF

Rui Pedro Cipriano

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