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Jogo Limpo: Analise à 32.ª jornada da Primeira Liga

Rui Pedro Cipriano · 5 min

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Faltam apenas duas jornadas para o final e esta que passou praticamente corou o FC Porto como o novo campeão nacional. Numa jornada em que, para mim, a arbitragem nem ficou marcada por qualquer dos jogos dos três grandes, mas sim no Rio Ave FC – GD Chaves. Se já na semana passada tinha criticado Hugo Miguel pela arbitragem do GD Estoril-Praia – SL Benfica, esta semana reforço as minhas críticas pois Hugo Miguel fez a mais fraca arbitragem da jornada na minha opinião. Fraco nos critérios disciplinares, na segurança com que tomava as decisões e fraca (ou má) comunicação com o VAR.

Vitória FC – CD Feirense

Alegado penalty por assinalar a favor do Vitória FC, aos 69 minutos:

Decisão correta: Sinceramente, partilho da opinião do árbitro e do VAR, é um lance difícil com estas imagens e Edinho vê-se no meio dos dois centrais do Feirense, pode muito bem ter existido um contacto faltoso, mas de acordo com as imagens disponíveis acho que o lance é algo perfeitamente dentro das leis de jogo.

Lance entre João Silva, Feirense, e Arnold, Vitória FC, aos 90 minutos:

Decisão incorreta: Não entendo como é que o VAR não intervém neste lance para punir a agressão de Arnold a João Silva, lamentável.

SL Benfica – CD Tondela

Lance entre Rúben Dias, Benfica, e Tomané, Tondela, aos 70 minutos:

Bem, sem repetições e com ângulos aproximados fica quase impossível de tecer quais queres comentários sobre este lance. Pepa foi expulso por causa da contestação neste lance e aquilo que me parece é que de facto Rúben Dias faz um movimento com o braço que pode ter sido faltoso, mas não consigo ter perceção da intensidade ou do real movimento do braço sem uma repetição.

Alegado penalty por assinalar a favor do Benfica, aos 94 minutos:

Decisão correta: É um lance bastante duvidoso, por causa do braço de Ricardo Costa nas costas de Jiménez. As leis são claras, braços nas costas devem ser faltas, o meu problema com este lance é que Jiménez já está praticamente em queda ainda mal Ricardo Costa lhe tocou e o toque, que parece existir, é bastante ligeiro. É duvidoso como disse, não seria descabido marcar grande penalidade aqui, mas aceito a decisão do árbitro.

Portimonense SC – Sporting CP

Alegado penalty por assinalar a favor do Sporting, aos 53 minutos:

Decisão correta: É claro, Bas Dost tenta cavar o penalty numa altura em que a sua equipa procurava chegar á vantagem do jogo, o holandês sentiu o jogador do Portimonense a tocar no seu braço e imediatamente atirou-se ao chão procurando a falta, esteve bem o árbitro nada assinalar.

Lance entre Vítor Oliveira, treinador do Portimonense, e Petrovic, Sporting, aos 64 minutos:

Decisão correta: Muito bem o árbitro neste lance e concordo inteiramente com o critério disciplinar que usou. Vítor Oliveira não pode fazer aquilo porque foi bem expulso e Petrovic não pode reagir daquela maneira em relação a qualquer interveniente do jogo por isso foi bem amostrado o cartão amarelo.

Rio Ave FC – GD Chaves

Golo anulado ao GD Chaves, aos 37 minutos:

Decisão correta:  Boa coordenação do VAR e do árbitro. O VAR a ter um olho “clínico” que viu e bem a mão de Davidson no golo do Chaves, bem anulado.

Alegado penalty por assinalar a favor do GD Chaves, aos 56 minutos:

Não me escandalizaria assinalar-se grande penalidade neste lance. A bola bate sem dúvidas no braço de Guedes, mas sofre um ressalto no seu corpo antes, daí o árbitro interpretar a bola como uma bola inesperada, mas será que Guedes fez bem levantar os braços naquela posição? Daí a minha dúvida para este lance, benefício da dúvida para o árbitro.

Penalty assinalado a favor do Rio Ave FC, aos 63 minutos:

É um lance muito idêntico ao de Jimenez no jogo do Benfica – Tondela e eu disse que um braço nas costas se constitui como falta, mas tal como naquele lance, neste aqui vejo uma intensidade muito fraca, nem sequer tenho a certeza que Maras realmente tocou nas costas de Guedes, muitas dúvidas, um penalty “forçado”.

Penalty assinalado a favor do Rio Ave FC, aos 77 minutos:

Bem, Guedes esteve em todas neste jogo. Numa primeira repetição parece uma decisão escandalosa do árbitro, parece um claro mergulho do jogador vila-condense, mas a segunda repetição demonstra um pisão do guarda-redes do Chaves no pé de Guedes, podemos dizer que mesmo assim não é nada de especial, não é, também acho que é outro penalty “forçado”, mas pelo menos há algo em que possamos olhar para entender-se a decisão do árbitro.

CS Marítimo – FC Porto

Expulsão de Amir Abedzadeh, Marítimo, aos 40 minutos:

Decisão correta: Uma saída completamente em falso do guarda-redes iraniano e a provocar uma falta clara fora de área, aceita-se a expulsão porque Soares ia numa clara posição para marcar golo.

Expulsão de Rúben Ferreira, Marítimo, aos 94 minutos:

Decisão correta:Acho que houve um excesso de rigor nesta decisão por parte do VAR, concordo mais com o critério disciplinar do árbitro em campo inicialmente, porque Gonçalo Paciência ainda tinha muito campo para percorrer até chegar à baliza, considerar este lance como um lance passível de cartão vermelho por perturbar uma clara oportunidade de golo é bastante rigorosa, mas tenho que aceitar.

CD Aves – GD Estoril Praia

Alegado penalty por assinalar a favor do Aves, aos 8 minutos:

Decisão correta: A bola não me parece bater sequer no braço do jogador do Desportivo da Aves, por isso concordo com a decisão do árbitro de nada assinalar.

Alegado penalty por assinalar a favor do Aves, aos 45+1 minutos:

Decisão correta: Não há dúvidas de o jogador do Estoril toca a bola com a mão, mas aceito e concordo com a decisão do árbitro, que recorreu ao VAR, pois não me parece que exista qualquer intencionalidade do defesa em tirar partido da mão para cortar a bola.

Foto de Capa: FPF

Rui Pedro Cipriano

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