Última horaQuem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!
Publicidade

Jogo Limpo: Análise à 33.ª jornada da Primeira Liga

Rui Pedro Cipriano · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Está encontrado o campeão nacional 2017/2018. E numa jornada que coroou o FC Porto como o novo campeão nacional, esta mesma jornada fica marcada por uma arbitragem horrível no eterno derby lisboeta entre Sporting CP e SL Benfica. Carlos Xistra e Hugo Miguel no VAR fizeram um mau trabalho e arbitragens como estas fazem-me questionar a qualidade do VAR em Portugal, pouca ou nenhuma diferença se viu neste jogo entre um jogo sem VAR e um jogo com VAR.

SC Braga – Boavista FC

Alegado penálti por assinalar a favor do Boavista, aos 20 minutos:


Decisão incorreta: É este tipo de erros que eu não entendo como é que os árbitros continuam a cometer mesmo tendo o recuso ao VAR, infração do jogador do Braga clara, sem qualquer intenção de disputar a bola apenas derruba Yusupha dentro da grande área.

Expulsão de Yusupha, Boavista, aos 68 minutos:


Decisão correta: Sinceramente a mim parece-me que Bruno Esteves deixou-se levar pelo facto de Raul Silva estar a sangrar imenso da boca para mostrar o cartão vermelho, porque até então o árbitro não se mostrou muito convicto sobre o critério a aplicar, uma arbitragem muito frágil, benefício da dúvida neste lance, pessoalmente acho que o amarelo ficaria melhor, mas também aceito o vermelho.

Penálti assinalado a favor do Sporting de Braga, aos 90+1 minutos:


Decisão correta: Bruno Esteves continuava a sua senda de fazer uma terrível arbitragem ao nada assinalar neste lance, ainda bem que o VAR corrigiu. Um claro puxão na camisola de Paulinho.

CF “Os Belenenses” – Portimonense SC

Penálti assinalado a favor do Belenenses, aos 28 minutos:


Decisão correta: Há um empurrão nas costas do jogador do Belenenses, penálti bem assinalado.

Penálti assinalado a favor do Belenenses, aos 79 minutos:


Decisão incorreta: Não entendo este penálti. Na minha opinião a haver falta teria que ser uma falta ofensiva e não defensiva pois o jogador do Portimonense corta a bola e na sequência desse lance é pontapeado involuntariamente por Nathan. Mal o árbitro e o VAR.

CD Tondela – Vitória SC

Penálti assinalado a favor do Vitória SC, aos 57 minutos:


Decisão correta: Clara obstrução de Ricardo Costa dentro da grande área, nem há espaço a discussão, penálti bem assinalado.

Sporting CP – SL Benfica

Alegado penálti por assinalar a favor do Sporting, aos 15 minutos:


Decisão incorreta: É um lance de complicada análise porque existe sempre a questão da intensidade que nem sempre está ao nosso alcance, mas na minha opinião parece-me que poderia haver razões suficientes para se assinalar falta de Rúben Dias sobre Mathieu, primeiro pelo agarrar de Rúben Dias no defesa francês e depois pela elevação do pé quase até à cabeça de Mathieu, ainda assim parece-me que não chega a atingir o jogador do Sporting.

Alegado penálti por assinalar a favor do Sporting, aos 56 minutos:


Decisão correta: Rúben Dias está constantemente a exagerar no contacto com os braços em lances aéreos, são abordagens perigosas para o jovem central. Neste caso já me parece que a intensidade do mesmo não justifica a marcação de grande penalidade e Carlos Xistra muito perto do lance achou o mesmo.

Alegado cartão vermelho por mostrar a Rúben Dias, Benfica, aos 84 minutos:


Decisão incorreta: É um erro gravíssimo do árbitro e do VAR, principalmente por que nada assinalaram neste lance quando é uma infração clara. Quanto ao critério disciplinar tenho dificuldades em dizer 100% de certezas de que a intenção de Rúben Dias foi a de agredir Gelson Martins, mas aceitaria o cartão vermelho neste lance assim como aceitaria o amarelo por o árbitro entender que não houve intencionalidade no toque do cotovelo de Rúben Dias na cara de Gelson, mas falta e um critério disciplinar tinham que ser sempre adotados neste lance.

Falta de Bruno Fernandes, Sporting, sobre Cervi, Benfica, aos 90+4 minutos:


Decisão incorreta: Outro erro gravíssimo de Carlos Xistra e do VAR, um lance claro de força excessiva que de acordo com as leis de jogo tem que ser punido com o cartão vermelho.

Falta sobre Rui Patrício, Sporting, aos 90+8 minutos:


Este lance é bastante subjetivo porque tudo depende daquilo que o árbitro realmente aqui assinalou. Se Carlos Xistra assinalou uma infração de Raúl Jiménez sobre Acuna então acho que tomou uma decisão correta porque o mexicano está a empurrar o argentino nas costas o que é uma infração. Se o árbitro assinalou uma infração em Rui Patrício é mais um erro grosseiro pois Rui Patrício está fora da pequena área e solta a bola por contacto com Lumor, não há nenhuma infração. Não podemos falar em golo “retirado” ao Benfica pois o lance foi interrompido antes da bola entrar na baliza do Sporting.

GD Estoril-Praia – Vitória FC

Alegado penálti por assinalar sobre Edinho, Vitória FC, aos 60 minutos:


É um pouco como os lances de Rúben Dias com Mathieu e Bas Dost no derby, contactos dentro da grande área são sempre abordagens perigosas e é sempre subjetivo fazer-se uma avaliação porque depende da intensidade. Neste caso as repetições também são escassas para fazer uma avaliação concreta.

GD Chaves – CS Marítimo

Penálti assinalado a favor do Chaves, aos 45+6 minutos:


Decisão correta: Penálti muito bem assinalado na minha opinião. Zainadine faz um corte intencional com o braço, não há margem para dúvidas da falta.

Penálti assinalado a favor do Chaves, aos 75 minutos:


Decisão correta: É um típico penálti “cavado”, mas bem assinalado. Não há duvidas do toque faltoso dentro da grande área.

FC Porto – CD Feirense

Lance entre Briseño e Hernâni, Porto, aos 71 minutos:


Decisão correta: Muito bem o VAR neste lance, a primeira perceção é de que é um penálti claro, por isso entendo a decisão do árbitro, mas vistas bem as repetições é um mergulho claro de Hernâni, esteve bem o árbitro em consultar o VAR.

 

Foto de Capa: FPF

 

Rui Pedro Cipriano

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.