Olheiro BnR – Dalbert

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Existe sempre alguma renitência dos maiores clubes portugueses em apostar directamente em valores que vão desenvolvendo o seu futebol no escalão secundário do nosso futebol, principalmente se estes não tiverem qualquer ligação passada a nenhum dos três grandes. Mas essa é uma mentalidade que carece de revisão.

Afinal, na Segunda Liga existe uma série de jogadores interessantes, sendo que um dos mais fascinantes é o lateral-esquerdo brasileiro Dalbert, jovem de apenas 21 anos, que brilhaou no Académico de Viseu e que assinou recentemente com o Vitória Sport Clube.

Há época e meia em Portugal

Dalbert Henrique Chagas Estevão nasceu a 8 de Setembro de 1993 no Rio de Janeiro, Brasil, e passou por clubes como o Barra Mansa, Fluminense e Flamengo, do seu país natal, isto antes de dar o salto para a Europa, pela porta lusa, para representar o Académico de Viseu.

Essa mudança para o emblema da Beira Alta deu-se já a meio da temporada 2013/14 e o jovem brasileiro até só somou quatro jogos nessa campanha. Contudo, na presente época, Dalbert assumiu-se como um indiscutível no emblema viseense, somando um total de 41 jogos e apontando três golos.

 

Dalbert, jogador do Académico de Viseu Fonte: Facebook do Académico de Viseu
Dalbert, jogador do Académico de Viseu
Fonte: Facebook do Académico de Viseu

Lembra Jefferson

Dalbert é um lateral-esquerdo de perfil extremamente ofensivo, sendo daqueles jogadores que dão uma profundidade tal ao seu flanco que, por vezes, parecemos estar na presença de um extremo e não tanto de um defesa. Aliás, quem bem o conhece sublinha que o futebolista do Académico de Viseu lembra o Jefferson dos seus primeiros tempos no Estoril.

Rápido, raçudo, evoluído tecnicamente e com bom pulmão, torna-se um verdadeiro quebra-cabeças para as defesas contrárias, uma vez que tem facilidade para procurar a linha e, depois, é bastante competente no capítulo do passe e do cruzamento, sendo ainda de realçar a sua boa meia-distância.

A gestão deste perfil extremamente ofensivo, contudo, obrigará a algum trabalho, uma vez que o brasileiro ainda comete alguns crassos erros de posicionamento, especialmente através do espaço que muitas vezes deixa nas suas costas, mas é inegável que estamos perante um diamante que apenas precisará de lapidação.

Foto de capa: Facebook do Académico de Viseu

Ricardo Figueiredo
Ricardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
Sportinguista sofredor desde que se conhece, a verdade é que isso nunca garantiu grande facciosismo, sendo que não tem qualquer problema em criticar o seu clube quando é caso disso, às vezes até com maior afinco do que com os rivais. A principal paixão, aliás, sempre foi o futebol no seu contexto mais generalizado, acabando por ser sintomático que tenha começado a ler jornais desportivos logo que aprendeu a ler. Quanto ao ídolo de infância, esse será e corre o risco o de ser sempre o Krassimir Balakov, internacional búlgaro que lhe ofereceu a alcunha de “Bala” até hoje. Ricardo admite que ser jornalista desportivo foi um sonho de miúdo que conseguiu concretizar e o que mais o estimula na área passa pela análise de jogos e jogadores, nomeadamente os que ainda estão no futebol de formação ou naqueles campeonatos menos mediáticos e que pensa sempre que ninguém vê como o japonês, sul-coreano ou israelita..                                                                                                                                                 O Ricardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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