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Olheiro BnR – Guilherme Schettine

João Pedro Ferreira · 2 min

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Quem espera, sempre alcança

Guilherme Schettine Guimarães, avançado brasileiro de 23 anos, é, por esta altura, a prova de que, no desporto-rei, a condição de um atleta num determinado clube se pode alterar num ápice. Titular em 13 das 17 jornadas (já disputadas) relativas à segunda volta do campeonato, o futebolista nascido em Gama (DF) respira felicidade no CD Santa Clara, algo que faz questão de deixar transparecer sob forma de golos (já lá vão sete, contando-se um hat-trick na penúltima jornada da Primeira Liga), para o terreno de jogo.

Contudo, para que se perceba melhor a magnitude da sua evolução ao serviço do Santa Clara, talvez seja conveniente retroceder no tempo. Chegado aos Açores ainda no decurso da época 2016/2017, mais especificamente durante o mercado de janeiro, Guilherme não viria a causar um impacto muito positivo aquando da sua primeira passagem pelos Encarnados de Ponta Delgada. Na verdade, o jovem avançado brasileiro – à época com 21 anos – acumularia, somente, 426 minutos de utilização, num total de 12 encontros, desempenhando o papel de substituto habitual de Paulo Clemente (goleador micaelense que, no passado domingo, se despediu dos relvados).

Mais tarde, já na temporada subsequente, Guilherme Schettine veria encurtar o seu tempo de jogo para uns ainda menos expressivos 157 minutos (repartidos por sete partidas), situação que em parte se deveu à produtividade apresentada pela dupla de avançados constituída pelos seus compatriotas Thiago Santana e Fernando Andrade. Assim, a escassa utilização na formação micaelense orientada por Carlos Pinto faria com que o atacante brasileiro fosse emprestado aos sauditas do Al-Batin Football Club até ao final da época.

Hafr Al-Batin, um verdadeiro oásis para Schettine

Na Arábia Saudita, mais precisamente na cidade de Hafr Al-Batin, Guilherme encontrara finalmente espaço para expor o seu futebol, afigurando-se um jogador crucial (oito jogos; cinco golos e três assistências) numa formação que vivenciara alguma instabilidade – despedimento do treinador, o português Quim Machado, a meio da época – e que, para além disso, dispunha de poucos recursos financeiros, em comparação com os restantes emblemas da Saudi Professional League (principal divisão da hierarquia do Futebol saudita).

Na Arábia Saudita Schettine encontrou o lugar ideal para brilhar
Fonte: CD Santa Clara

A impressão positiva deixada enquanto jogador do Al-Batin contribuiria para a valorização do futebolista no Médio Oriente e, já esta época, seria emprestado a outro clube daquela região, o Dibba Al Fujairah (EAU) onde veio a permanecer até ao início do presente ano civil.

Por fim, aqui fica um olhar sobre aquilo que tem sido o notável desempenho do camisola 95 numa das equipas surpresa da Primeira Liga desta época.

Como joga

Guilherme Schettine, futebolista que privilegia o uso do pé direito, é um avançado que se carateriza por possuir uma grande espontaneidade de remate e presença na grande área, não obstante a sua mobilidade e capacidade para surgir sobre uma das alas. De resto, o atacante brasileiro fá-lo com frequência, por forma a combinar com os restantes companheiros.

 

Foto de Capa: CD Santa Clara

João Pedro Ferreira

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