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Olheiro BnR: Neemias Queta

Clara Maria Oliveira · 2 min

Olheiro BnR: Neemias Queta

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Do Barreiro para o mundo

No Barreirense começou a lançar ao cesto, no SL Benfica cresceu como jogador e na universidade de Utah State mostrou-se ao mundo. Neemias Queta continua a fazer sonhar os amantes de basquetebol portugueses, podendo ser o primeiro luso a pisar as quatro linhas da NBA.

Depois de ajudar a sua faculdade a conquistar dois títulos da conferência Mountain West, os olheiros da liga milionária já ligaram o radar ao talento do número 23 dos Aggies. No ano passado, a média de 12 pontos, nove ressaltos e 2,5 desarmes de lançamento catapultaram o poste até ao NBA Combine, uma montra para os jovens que esperam ser escolhidos no Draft.

Várias equipas convidaram Neemias para um treino privado, mas o natural do Barreiro decidiu voltar mais um ano para continuar os estudos e a carreira universitária na NCAA. Entretanto, fez parte de uma página dourada da seleção portuguesa de basquetebol: a conquista do grupo B do Campeonato da Europa de Sub-20.

Durante o torneio que se realizou em Matosinhos apareceu uma lesão no joelho que o afastou da primeira parte da temporada. Depois de uns jogos menos conseguidos, as boas exibições a que nos habituou voltaram, e as expectativas para o March Madness eram elevadas. O sonho NBA voltou a ganhar peso, mas cabe ao atleta decidir se é o momento certo para tal.

Quando vemos o jovem basquetebolista a atuar, os seus 2,11 metros de altura mostram-nos uma habilidade defensiva acima da média. Neemias é, sem dúvida, um jogador de “garrafão”, sempre pronto para massacrar o aro do cesto ou a bloquear lançamentos dos adversários. Por outro lado, demonstra pouca velocidade e perde algumas vezes a bola em transição.

Nas previsões que diversos meios de comunicação social realizam alguns meses antes do Draft, Neemias Queta aparece como uma sólida escolha de segunda ronda. Espera-se que uma das 30 equipas se encante com as variadas qualidades do português e nos encha de orgulho quando Adam Silver trouxer o nome do nosso país naquele papel.

Foto de Capa: Utah State University

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Clara Maria Oliveira

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

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