Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Olheiro BnR | Sarah Gigante (Ciclismo)

José Baptista · 2 min

Olheiro BnR | Sarah Gigante (Ciclismo)
Foto: Cycling Australia

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Há um talento especial a despontar na Austrália e, finalmente, vamos poder desfrutar dele regularmente também no velho continente. Aos 20 anos, Sarah Gigante é a maior pérola ciclística a sair da Austrália em muitos anos e tem potencial para marcar uma nova era no ciclismo australiano.

Como apresentação, basta dizer que, apesar da tenra idade, já conta com um título nacional de fundo e é a atual bi-campeã nacional de contrarrelógio. Juntou-se à Team TIBCO em 2020, mas, pelas razões que todos conhecemos, não correu muito, 2021 promete ser difeecente. Recentemente, fez a sua primeira prova World Tour europeia e deu boa conta de si com um lugar entre as 25 primeiras no histórico Trofeo Alfredo Binda, sendo também a melhor Sub23.

Gigante é o protótipo do que chamamos de voltista, sólida no contrarrelógio e a ‘jogar em casa’ quando o terreno empina. Leve e explosiva na montanha, é nesses terrenos mais duros que a australiana mais poderá brilhar, o que a coloca como candidata a vitórias em provas por etapas, mas também a várias clássicas. Provas como a Liège-Bastogne-Liège ou o Trofeo Alfredo Binda têm dureza suficiente para que um ciclistas com as suas características esteja na luta pelo primeiro posto.

O esforço individual é também um ponto a favor de Gigante e que lhe garantirá sempre uma boa defesa quando estiver na luta por classificações gerais. Ainda assim, não é a sua principal arma e os títulos nacionais podem enganar, porque, no lado feminino, o padrão europeu é muito elevado face ao australiano e as indicações são de que Gigante será bom no crono, mas não de topo mundial nesta especialidade.

Um outro fator que se adivinha como útil para a carreira de Sarah Gigante é a sua capacidade tática. A australiana é uma ciclista que não tem medo de atacar, mas que, acima de tudo, sabe quando o fazer. Não é o tipo de atleta que lança ofensiva após ofensiva a ver se pega, Gigante ataca nos momentos certos e quando o faz é para marcar a diferença e isso é um ativo de valor incalculável.

É certo que lhe falta velocidade de ponta e isso pode custar-lhe algumas vitórias e, especialmente, ser penalizador em provas de um dia. Beneficiaremos nós, espectadores, porque isso a forçará a atacar.

Foto de Capa: Cycling Australia

José Baptista

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.