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Olheiro BnR – Wallyson Mallmann

Ricardo Figueiredo · 2 min

Olheiro BnR – Wallyson Mallmann

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Apesar da boa prestação global de Marco Silva nesta sua primeira temporada como treinador do Sporting, é inegável que o jovem técnico merecerá sempre algumas construtivas críticas em relação às suas opções, sendo pertinente sublinhar a sua excessiva renitência em dar mais oportunidades a alguns jogadores que se vêm destacando na equipa orientada por João de Deus.

De Ryan Gauld, por exemplo, já falei por aqui, mas há ainda outro caso talvez ainda mais emblemático nesse plantel do Sporting B, mais concretamente o médio-centro Wallyson Mallmann, futebolista a quem já deveria ter sido dada a responsabilidade de substituir Adrien Silva em algumas ocasiões da temporada, nomeadamente nesta fase final da época em que os destinos verde-e-brancos na Liga (leia-se terceiro lugar) parecem mais do que definidos.

Diamante com percurso pouco convencional

Wallyson Teixeira Mallmann nasceu a 16 de Fevereiro de 1994 em Mato Grosso, Brasil, e teve um percurso pouco comum para um jogador de futebol, uma vez que, até aos 17 anos, apenas treinava no modesto Espírito Santo, não efectuando jogos oficiais na equipa brasileira.

Posteriormente, em 2010/11, deu o salto para a Europa, primeiro nos juvenis dos suíços do Basileia e, na temporada seguinte, nos juniores dos ingleses Manchester City, clube onde acabou por não ser inscrito por excesso de comunitários, num cenário que precipitou a sua chegada ao Sporting em 2012/13.

Formação de leão

Neste seguimento, é honesto admitir-se que a verdadeira formação de Wallyson Mallmann como jogador de futebol iniciou-se em Alvalade, no seu segundo ano de júnior, quando o jovem brasileiro fez 37 jogos (quatro golos) na equipa de sub-19 e provou rapidamente que se poderia assumir como uma mais-valia futura para o plantel principal.

Aliás, entre a temporada passada e a actual, o médio canarinho já soma um total de 63 jogos e nove golos pelo Sporting B, sendo que a regularidade e a qualidade das suas exibições na Segunda Liga já mereciam, claramente, mais do que os quatro jogos que fez na Taça da Liga pela equipa principal verde-e-branca.

Poderá ser um “oito” fora de série

Wallyson Mallmann pode actuar em todas as posições do meio-campo central, ou seja, “seis”, “oito” e “dez”, ainda que, pelas suas características técnico-tácticas, seja mesmo na “oito” ou “box-to-box” que vejo mais condições para o jovem de 21 anos ter uma carreira de maior sucesso.

Afinal, o jovem, com raízes germânicas, é veloz e apresenta uma grande capacidade criativa e de drible, sendo ainda de destacar a sua inteligência na ocupação de espaços, excelente capacidade de passe e eficácia nas transições defesa/ataque e ataque/defesa.

Menos cintilante a “seis” ou “dez”

Por outro lado, e mesmo que seja um médio abnegado e com assinalável capacidade recuperadora, faltar-lhe-á ainda um pouco de agressividade nos confrontos individuais, algo que, pelo menos nesta fase da sua carreira, o colocam num patamar de menor excelência como médio-defensivo do que sucede na função “box-to-box”.

Já numa eventual função de médio-ofensivo central, o vulgo “dez”, Wallyson Mallmann ainda teria o bom remate de meia distância como trunfo a acrescentar mas, a jogar aí, dissipavam-se algumas das suas maiores qualidades, nomeadamente a inteligência e enorme amplitude na ocupação de espaços no miolo central, assim como a sua inegável qualidade nas transições.

Foto de capa: Facebook do Sporting Clube de Portugal

Ricardo Figueiredo

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