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Olheiro BnR | Yeremay Hernández

Bernardo Santos · 1 min

Yeremay Hernández
Foto: Deportivo

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Se há bem pouco tempo vos trouxe um artigo sobre David Mella, hoje é dia de falar sobre outra das jóias que tem causado furor na Corunha. Chama-se Yeremay Hernández e, com apenas 21 anos de idade, já é um dos grandes craques da sua equipa, até pelo mítico “10” que carrega nas costas, e pela legítima influência que tem na manobra ofensiva dos galegos.

Internacional sub-21 pela “La Roja”, Yeremay soma já um registo impressionante de seis golos e três assistências em 14 jogos disputados esta época no segundo escalão da La Liga, e arrisca-se a dar o salto na sua carreira muito em breve, tendo em conta claro está o tremendo potencial que apresenta e o patamar exibicional onde já se encontra. 

Trata-se de um extremo muito veloz, que aposta muitas vezes na finta ou em jogadas mais complexas porque tem capacidade para tal, e acrescenta à sua vasta lista de talentos uma boa meia distância e um drible estonteante.

Tal como referi em relação a David Mella, Yeremay tem um valor de mercado extremamente baixo se tivermos em conta aquilo que já apresenta com apenas 21 anos, dois milhões de euros, estando perfeitamente ao alcance dos nossos três grandes, e justificando plenamente uma aposta com o objetivo de vir a tornar-se um grande craque numa perspetiva de médio, longo prazo.

O jovem provém da cantera do Deportivo da Corunha, tal e qual como David Mella, e tem contrato com os galegos até 2030, o que afasta naturalmente um cenário de o poder ter a “custo zero”, mas tendo em conta a conjuntura atual, um negócio imediato poderia ser muito interessante para quem queira apostar nesta joia, mais uma com selo de qualidade que vem da Corunha e que se prepara para levar a região da Galiza novamente aos grandes palcos. 

Imprevisível e desconcertante, senhoras e senhores, Yeremay Hernández.

Bernardo Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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