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Olheiro BnR – Sam Oomen

José Baptista · 2 min

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Uma das mais reconhecidas facetas da Team Sunweb é a forma como desenvolve jovens talentos. Em parte por filosofia, em parte por não ter os meios financeiros para ir contratar nomes já estabelecidos, os alemães recorrentemente lançam alguns dos maiores talentos do ciclismo mundial para a ribalta, como Tom Dumoulin, Marcel Kittel ou John Degenkolb. Agora, todos os olhos estão postos num ciclista: Sam Oomen.

Após um Giro d’Italia de alto nível, em que terminou no nono posto mesmo tendo de apoiar Dumoulin na luta pela vitória, confirmou-se aquilo que já se sabia, que este é um homem a ter muito em conta nos próximos anos.

Um daqueles talentos que se começa a destacar desde cedo, iniciou o seu caminho na agora extinta equipa de desenvolvimento da Rabobank, tendo convencido os responsáveis da Team Sunweb (à altura denominada Team Giant – Alpecin) a avançar para a sua contratação para o escalão mais alto do ciclismo em 2016, quando tinha apenas 20 anos.

Logo nessa sua primeira temporada, além de se adaptar ao ritmo do World Tour, teve também a demonstração da confiança que a equipa depositava em si ao ter a oportunidade de liderar em certas provas menores. Aproveitou bem e mais que não desiludir, teve excelentes resultados em provas por etapas francesas. Em especial, foi terceiro no histórico Critérium International e venceu uma etapa e a Geral do Tour de l’Ain, as suas duas únicas vitórias profissionais até hoje.

A época seguinte valeu mais um degrau escalado na escada para o sucesso, passando a ter mais responsabilidade em provas do World Tour e, mais uma vez, correspondendo com exibições e resultados. Entre outros, o nono lugar no Amgen Tour of California e o sétimo no Tour de Pologne valeram-lhe a chamada a estrear-se numa Grande Volta.

Na La Vuelta, estava ser um sólido ajudante para Wilco Kelderman e em 13.º na Geral até que uma doença o obrigou a desistir à 14.ª etapa. No entanto, a época não ficaria por aqui e recuperaria a tempo de integrar a equipa da Sunweb que se sagrou Campeã do Mundo de contrarrelógio coletivo e de estar entre os melhores na Il Lombardia, o último Monumento do ano.

Para 2018, começou num plano tranquilo, que viu conquistar a camisola da juventude na Volta ao Algarve e aguentar-se com os melhores na Liège-Bastogne-Liège (12.º) em preparação para o Giro, onde seria o principal escudeiro de Dumoulin nas montanhas.

Na Grande Volta italiana, Oomen voltou a dar boa conta de si nos momentos decisivos e, acima de tudo, deu uma excelente indicação para o seu futuro: melhorou durante a prova e esteve ao seu melhor nível na terceira semana, algo essencial para quem pretende disputar estas provas. Dumoulin terminaria em segundo e Oomen alcançaria o seu primeiro top dez numa prova de três semanas e confirmava o seu potencial.

Por tudo isto e por estar numa equipa que sabe dar o necessário apoio a jovens em desenvolvimento, não há dúvidas que o futuro é risonho para Sam Oomen tanto nas provas por etapas, e em particular nas Grandes Voltas, como até nas Clássicas e será certamente uma das futuras caras da modalidade. 

Foto de Capa: Team Sunweb

José Baptista

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