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Olheiro BnR- Tyler Boyd

João Pedro Ferreira · 3 min

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Tyler Dominic Boyd nasceu, a 30 de dezembro de 1994, na cidade portuária de Tauranga (região de Bay of Plenty, Ilha Norte, Nova Zelândia).

Passou, no decorrer do seu processo de formação, por clubes como o Melville United AFC e o, já extinto, Waikato FC. Neste último conjunto, Boyd fez a sua primeira aparição com, ainda, 16 anos, em outubro de 2011, na ASB Premiership (competição semiprofissional que corresponde à principal divisão de futebol da Nova Zelândia) e, durante a temporada 2011/2012, disputou um total de 14 jogos, tendo feito quatro golos e, também, três assistências.

Como consequência desse desempenho, o jovem extremo (então com 17 anos) completou a sua mudança para o Wellington Phoenix FC, emblema que, apesar de neozelandês, pertence à Football Federation Australia e, por conseguinte, tem direito a atuar na A-League (competição reconhecida pela FIFA e que corresponde ao principal escalão do “desporto-rei” australiano).

Na formação da capital da Nova Zelândia, a promessa neozelandesa não teve a preponderância que desejava, mas, ainda assim, foi convocado com, apenas, 19 anos para a seleção A dos All Whites.

O Berço de uma carreira na Europa:

Consciente de que o seu desenvolvimento enquanto futebolista profissional implicaria uma mudança para a Europa, o extremo esquerdo optou por rumar a um destino inusual para os futebolistas Kiwis, Portugal, tendo assinado pelo Vitória SC.

Tyler Boyd, ao centro, promete vir a ser uma das surpresas do Campeonato
Fonte: Vitória SC

Primeiramente integrado na equipa B dos Conquistadores, o jovem extremo esteve em bom plano na exigente Segunda Liga, apresentando uma grande regularidade exibicional, acrescida de golos (cinco na época 2015/2016 e oito na temporada seguinte).

Na época transata, o internacional neozelandês, dispôs da primeira oportunidade para demonstrar a sua valia e potencial no principal escalão do futebol luso, na sequência de um empréstimo ao CD Tondela. Sob orientação de Pepa, o futebolista natural de Tauranga revelou-se um elemento bastante importante na manobra ofensiva dos Auriverdes, contribuindo com cinco golos e quatro assistências, nas 27 partidas (apenas, 14 como titular) realizadas.

Um Kiwi para amadurecer no Estádio D. Afonso Henriques:

Ora, neste momento, o desafio reside em saber como irá o extremo se adaptar a uma nova realidade. Em primeiro lugar, e contrastando com o que se sucedeu na época passada ao serviço do CD Tondela, Tyler Boyd encontrará neste Vitória SC uma equipa que, à imagem do seu treinador (Luís Castro), terá o futebol apoiado e de posse como matriz.

De facto, as estatísticas relativas às prestações de CD Tondela e GD Chaves ao longo da última edição da Primeira Liga (então treinado pelo agora treinador dos Vitorianos), assim, o comprovam. Enquanto o conjunto orientado por Pepa registou uma percentagem média de (42,7 %) no que se refere à percentagem de posse de bola por encontro, os Transmontanos apresentaram uma média de (53,1 %).

Para além disso, as formações lideradas por Luís Castro são, por norma, algo elaboradas na construção de jogo. A título de exemplo, note-se que o GD Chaves realizou uma média de 442 passes por encontro, por oposição aos cerca de 296 executados pelo CD Tondela.

Por outro lado, e apesar das notadas diferenças, de referir que a construção de ataques sustentada em “jogadas abertas” teve, praticamente, o mesmo peso quer numa, quer noutra formação. Em relação ao emblema do distrito de Viseu, os Auriverdes conceberam, em média, 25 por partida. Por seu turno, a formação transmontana efetuou, em média, 27 por jogo.

Tyler Boyd esteve, na época passada, emprestado ao CD Tondela
Fonte: CD Tondela

Além disso, as semelhanças também se estendem ao número de contra-ataques, com os dois conjuntos a apresentarem um registo similar. Na verdade, e se por um lado o CD Tondela executou uma média de três situações por jogo, por outro os Flavienses, orientados por Luís Castro, originaram uma média de dois contra-ataques por jogo.

Em suma, e independentemente de o extremo polivalente (atua em qualquer uma das faixas, direita ou esquerda) poder vir (ou não) a assumir a titularidade, dada e extensa qualidade existente no atual plantel do histórico emblema vimaranense, fica a certeza de um jogador que, a qualquer momento, poderá revelar-se útil à equipa, devido à sua velocidade, eficiência no um contra um e capacidade de penetração na área de grande penalidade.

Foto de Capa: Vitória SC

João Pedro Ferreira

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