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Que jogos devo rever nesta Quarentena? Final portuguesa de Dublin

Diogo Ataíde · 3 min

Que jogos devo rever nesta Quarentena? Final portuguesa de Dublin
Foto: FC Porto

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Atualmente, todas as nações sem exceção estão a passar por um flagelo global, que infelizmente tem condicionado a vida de todos e que tanto tem atormentado e afetado o dia-a-dia de cada um de nós. Um desses condicionamentos foi a paragem quase total do futebol mundial, onde diversos campeonatos e competições estão suspensas por tempo indeterminado. Algo profundamente doloroso para todos os amantes da modalidade, mas que em nada é comparado com a dor que esta doença tem provocado em diversas pessoas. No entanto, a redação do “Bola na Rede” está solidária com todos os nossos leitores e neste artigo vamos aconselhar um célebre jogo em Dublin e uma partida  que deve ser revista em especial por todos os portistas, mas acima de tudo por quem aprecia momentos de bom futebol.

Parece mentira, mas a verdade é que esta partida em Dublin já foi há nove anos, embora cada dragão ainda deva recordar como se tivesse sido ontem. A temporada de 2010/2011 foi especialmente demolidora por parte da equipa orientada por André Villas Boas, que conduziu os destinos do FC Porto a um sucesso tremendo. Nesse ano, o clube da invicta não só arrecadou a conquista da Liga Europa, como ainda aglomerou a vitória no Campeonato, na Taça de Portugal e na Supertaça para a vitrine do seu museu.

A equipa portista chegou a esta final como super favorita, fruto do domínio interno que protagonizou, assim como pela forma clara como despachou os seus opositores até a este jogo. Desta forma, o FC Porto estava cotado como um dos melhores conjuntos a praticar futebol na Europa, que a juntar a toda a sua tradição e história no futebol europeu, justificava mais do que tudo o porquê de recolher a maioria das preferências dos adeptos nas casas de apostas.

Por sua vez, o SC Braga também estava a dar continuidade a uma temporada de 2009/2010 de grande sucesso, já que tinha discutido taco a taco o título nacional com o SL Benfica, pelo que o seu trajeto no ano seguinte não foi nenhuma surpresa para quem acompanhava com atenção a liga portuguesa, mas para os adeptos estrangeiros deve ter sido com grande espanto que viram os “Guerreiros do Minho” a derrotarem e consequentemente a eliminarem o gigante Liverpool FC e posteriormente os encarnados.

O desafio que ficou marcado para o dia 18/05/2011, em Dublin, não foi tão entusiasmante como se previa, dado que ambas as equipas entraram muito receosas e estavam mais preocupadas em não sofrer do que propriamente marcar. Por isso mesmo, a primeira parte foi muito morna em termos de oportunidades, mas mesmo assim, isso não impediu que antes de acabar a primeira parte, Radamel Falcão, após cruzamento perfeito do seu compatriota, Fredy Guarin, cabeceasse, num gesto técnico simplesmente delicioso, para 1-0. Um golo amplamente festejado por todos os portistas, uma vez que a partida até então não atava, nem desatava.

O segundo tempo começou com uma oportunidade de ouro para a equipa bracarense, que através de Mossoró no frente a frente com Helton, não conseguiu materializar em golo o que parecia mais fácil. A partir daí, o FC Porto procurou sempre controlar a partida e ditar o ritmo de jogo para não apanhar mais nenhuma surpresa de última de hora e assim foi. A partida chegou ao fim dos 90 minutos com a vitória a sorrir para os lados do Dragão, que desta forma somou mais um título europeu para o seu historial e o último até aos dias de hoje.

Por sua vez, este jogo foi então um coroado de uma época longa, cheia de conquistas e alegrias. Porém, este desafio em particular, não foi tão deslumbrante em comparação com outras exibições protagonizadas ao longo dessa jornada desportiva, mas um golo de Radamel Falcão, num excelente golpe de cabeça, foi o suficiente para trazer o caneco para o museu dos azuis e brancos.

Assim, esta é a nossa sugestão para que possa ocupar um pouco do seu dia e relembrar uma partida histórica em Dublin, que certamente o fizeram transbordar de alegria e de orgulho e porque também, como tão bem diz o povo, “recordar é viver”.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Diogo Ataíde

Redação Bola na Rede · ver artigos

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