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2018 foi um excelente ano, cheio de emoções fortes e grandes momentos. Ainda assim, para os próximos 12 meses queremos ainda mais e melhor.
Então, aqui ficam os desejos da equipa de Modalidades do Bola na Rede para 2019.
10.

Wrestling – Aproveitar melhor o talento e dar aos fãs o que querem.
Um dos meus maiores desejos para 2019 seria a WWE deixar de ir à Arábia Saudita, mas já deixaram muito claro que isso não irá acontecer.
Portanto, para 2019, apenas desejo que a WWE faça um melhor aproveitamento do talento que tem à disposição. É quase criminoso ver o que aconteceu a lutadores como Bray Wyatt, Tyler Breeze, Finn Bálor, The Revival, até Braun Strowman. A WWE tem tanto talento à disposição que não sabe o que fazer com ele. E isso até pode ser um problema, mas não se podem queixar da ira dos fãs quando o título Universal continua com Brock Lesnar, que já provou ser o pior campeão que a WWE teve nos últimos anos e umas das razões pela qual o Raw tem andado pelas lonas.
Só cabe à WWE tomar estas decisões e fazer o que disseram recentemente e dar aos fãs aquilo que nós queremos. Não só será bom para nós, como será extremamente benéfico para a WWE.
Afonso Viana Santos & Miguel Catarino
Ciclismo – Juízo para os organizadores do Tour.
O percurso do Tour para o próximo ano já foi apresentado e é mais um passo no caminho dos organizadores para afastar alguns dos melhores ciclistas do mundo da (ainda) mais importante prova do mundo. Tentando fazer uma rota que resulte no vencedor desejado pela organização, já um grande número de estrelas veio confirmar que priorizará o Giro, com Tom Dumoulin e Primoz Roglic, segundo e quarto da última edição do Tour, À cabeça.
Nos anos mais recentes, o Giro e a Vuelta têm constantemente proporcionado mais espetáculo que o Tour, mas os organizadores da Grande Boucle insistem no mesmo modelo que tem causado resultados tão decepcionantes. A forma como o contrarrelógio tem sido tratado é especialmente intragável e contrária aos princípios do ciclismo de três semanas.
Esperemos, por isso, que a ASO ganhe algum juízo e, a partir do próximo ano, nos volte a dar um Tour como merecemos.
8.

Desportos Motorizados – Maior cobertura dos Desportos Motorizados.
O desejo para 2019 foi o único consenso da equipa dos desportos motorizados. Para 2019, desejamos poder ter mais acesso aos desportos motorizados – nacionais e estrangeiros – nos meios de comunicação.
Assim, não só ficamos nós felizes, como também ficam os pilotos/equipas, porque conseguem valorizar mais os seus resultados, podendo beneficiar a nível de patrocínios.
Ah, desejamos também que os portugueses brilhem lá fora, mas o principal (porque brilhar já brilham) é podermos ver resultados das corridas nas notícias ou ver mesmo corridas em canal aberto.
Ana Rita Nunes, David Pacheco & Luís Manuel Barros
7.

Futsal – Campeões Europeus para Portugal.
O ano de 2019 promete ser um ano onde se pode fazer história, novamente, e assim desejamos que aconteça.
Um dos desejos para o ano que vai entrar é, sem dúvida, a conquista do Europeu feminino, que se vai realizar pela primeira vez e Portugal será o anfitrião deste torneio. Por tudo aquilo que a seleção feminina já fez nesta modalidade, temos tudo para conseguirmos com que o título fique em Gondomar e vá depois para a sala de troféus da Federação Portuguesa de Futebol. Por isso, vamos encher o pavilhão e apoiar esta equipa que merece que cantemos a uma só voz e bem alto o hino nacional. Desta forma, todos juntos faremos história nas quadras internacionais.
Depois da conquista do SL Benfica em 2010, penso que já está na hora de voltarmos a ter um campeão europeu da modalidade, neste caso o Sporting CP. Clubismos à parte, seria magnífico para a nossa afirmação definitiva enquanto potência europeia e mundial voltar a ter uma equipa portuguesa no topo do futsal europeu. É difícil? Claramente, mas eu acredito que 2019 pode ser o nosso ano na renomeada Liga dos Campeões de Futsal.
Eduardo Nunes & João Pedro Barbosa

Desportos de Inverno – A afirmação de Vanina Guerillot.
A jovem esquiadora portuguesa começou no final deste ano civil (início da nova época) a participar em provas de categoria FIS e com resultados extremamente animadores, intrometendo-se nos primeiros lugares face a atletas mais experientes.
Depois de um ano em que Arthur Hanse fez a melhor prestação da história nacional em Jogos Olímpicos de Inverno, volta a ser o Esqui Alpino a dar boas perspetivas de resultados de excelência para a representação lusitana.
Que 2019 seja mais um ano de crescimento e afirmação para Vanina.
5.

Basquetebol – Um português na melhor liga do mundo.
Desde João “Betinho” Gomes que Portugal não tem alguém tão perto de chegar à NBA como Neemias Queta. O jovem mudou-se este ano para a universidade de Utah State e tem começado a mostrar valias, usando muito bem a tremenda estampa física que possui, dominando vários jogos na 1ª Divisão universitária americana.
É improvável que chegue à NBA já em 2019, mas desejamos que continue a evoluir pois tem o potencial para chegar mesmo à melhor liga do mundo no futuro.
António Pedro Dias & Rodrigo Fernandes
4.

Andebol – O Apuramento Europeu.
De 2006 a 2019 vão 13 anos. Nesses 14 anos, disputaram-se seis Campeonatos da Europa e seis Campeonatos do Mundo. Portugal não se qualificou para nenhum. A última participação de Portugal num Mundial de Andebol foi em 2003, ano em que fomos os organizadores da competição. Se falarmos em Europeus então a última presença portuguesa foi em 2006, na Suíça, onde sofremos três derrotas em três jogos disputados.
Em 2019, vai disputar-se o 26º Campeonato do Mundo e, infelizmente, Portugal não irá marcar presença pela 8ª edição consecutiva, depois de ter sido eliminado pela seleção Sérvia pelo resultado agregado de 53-46, favorável aos sérvios.
Contudo, nem tudo está perdido, e aqui está o nosso grande desejo para 2019. A seleção portuguesa encontra-se na qualificação para o Mundial de 2020 e os sinais têm sido bastante positivos. Num grupo complicado com Lituânia, Roménia e a super-França, os portugueses têm neste momento duas vitórias frente a Roménia e Lituânia por 21-13 e 23-24 respetivamente. Bons indicadores que podem ser confirmados caso consigamos roubar pontos à seleção francesa nos dois próximos jogos que vamos realizar (primeiro em Portugal e depois em França).
Os comandados de Paulo Pereira têm tudo para ficarem na história como a seleção que devolveu Portugal aos grandes palcos do andebol mundial. Com vários jogadores a atuarem nos principais campeonatos do mundo, é imperativo que se aproveite esta oportunidade de ouro para voltarmos ao convívio dos grandes. Já estivemos bastante perto nas últimas três qualificações para grandes competições, mas falhámos nos momentos chave. E esta geração merece.
Este é o nosso grande desejo para 2019. Que em Junho de 2019, possamos festejar o apuramento de Portugal para o Europeu de 2020, que se vai realizar na Áustria, Noruega e Suécia. Nada mais nada menos. Desejamos que “A Portuguesa” volte a entoar bem alto nos pavilhões de toda a Europa.
Francisco Reis, Leonardo Costa Bordonhos & Pedro Palma
3.

Snooker – Class of 92… Adiar o fim de uma Era.
David Beckham, Ryan Giggs, Paul Scholes, Nicky Butt, Phil Neville e Gary Neville popularizaram a expressão “Class of 92”, numa referência a uma das melhores gerações do Manchester United. Mas o que dizer da Classe de 92 do snooker? Ronnie O’Sullivan, Mark Wlilliams e John Higgins, com uma idade agregada de 129 anos, parecem melhores a cada ano que passa. Tornaram-se profissionais em 1992 e quase três décadas depois continuam a ser as forças mais dominantes do snooker mundial.
Durante o ano 2018 realizaram-se 18 provas pontuáveis para o ranking e estes três “jovens” venceram sete delas, tendo ainda John Higgins sido finalista vencido em mais duas. Fecham o ano no 2º, 3º e 4º lugar do ranking mundial e ainda conseguiram voltar a deixar a sua marca na lista de 147’s (tacada máxima do snooker). Em 2018, existiram 12 tacadas máximas, sendo duas delas alcançadas por Ronnie O’Sullivan e uma por John Higgins.
O ano encerra com algumas declarações de Higgins, que admite começar a ponderar terminar a carreira. O maior desejo de qualquer amante de snooker é que esta ideia não passe de uma crise de meia-idade.
Diogo Reganha
2.

Hóquei em Patins – Bora vencer fora de portas?
De novo este desejo não tem nada, mas é algo que considero fundamental para a modalidade puder continuar a crescer como tem vindo a ocorrer nos últimos anos. É um facto que Portugal já não vence um europeu fora de portas desde 1996 e um mundial desde 1993. Se em 2017, em Nanjing, estivemos quase lá, este ano na Corunha, todas aquelas bolas aos ferros nos primeiros minutos da final poderiam ter ditado outro desfecho ao encontro de todas as decisões. Falta sempre aquela pontinha de sorte, mas não só, que parece proteger sempre a Espanha. Contudo, que melhor sítio para iniciar o período de vitórias que tantos auguram, devido aos resultados nos escalões mais jovens, do que na Catalunha?
Talento para tal não falta, resta saber qual será a pessoa escolhida por Luís Sénica, antigo selecionador nacional e recém eleito presidente da FPP, para levar “Os Ursos” à glória mundial.
Diogo Nunes
1.

Futsal – Profissionalização do nosso futsal
Este próximo ano de 2019 prevê-se como um ano cheio de interessantes desafios e como um ano onde Portugal tem uma pressão acrescida, fruto de um 2018 maravilhoso.
A única forma de mantermos o domínio da modalidade é aumentando a competitividade na nossa Liga, sendo para isso necessária a profissionalização de mais clubes do nosso campeonato. Neste momento, só dois clubes o são – Sporting e Benfica – e seria essencial dar esse primeiro passo no ano que aí vem. Em 2019, seria importante pelo menos o SC Braga e mais um ou outro clube: Modicus, Fundão, etc darem esse passo para nivelar por cima a nossa primeira divisão. Como é óbvio, para que isso aconteça, precisariam de uma grande ajuda da Federação Portuguesa de Futebol, que deve aproveitar esta oportunidade para fortalecer a nossa Liga.
Eduardo Nunes & João Pedro Barbosa
Foto de Capa: FPA
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro














