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LeBron James, Kevin Durant, James Harden ou até Brad Stevens são os cabeças de cartaz de uns playoffs que já atingiram as finais de conferência. Porém, também há artistas no “palco secundário” deste festival da NBA e que têm dado muito que falar…
10.

OG Anunoby – foi uma temporada sempre em crescimento do rookie londrino que na temporada passada representou a universidade de Indiana. O extremo, escolhido na posição 23 pelos Toronto Raptors no último draft superou todas as expetativas para os campeões do Este na fase regular e ainda subiu os seus números nos playoffs (mesmo com a difícil tarefa de tentar parar LeBron James). Anunoby lançou 56% nos playoffs e 45% da linha de triplo numa equipa que lhe incutia a defesa como principal missão.
9.

Jrue Holiday – Holiday falhou o início da temporada passada para cuidar da sua esposa e estrela da seleção norte-americana de futebol, Lauren Holiday, devido a um tumor no cérebro. Para esta temporada, Jrue voltou em força e, com ele, os Pelicans. Com a lesão de DeMarcus Cousins, muitos pensaram que a equipa de Alvin Gentry voltaria a falhar os playoffs, mas Holiday aumentou o nível ofensivamente no auxílio a Anthony Davis e os Pelicans conseguiram mesmo chegar à segunda ronda depois de varrerem os Blazers, terceiros classificados da fase regular, antes de serem eliminados pelos campeões Golden State Warriors. Nos playoffs, Holiday subiu quase todos os seus números e conseguiu tudo isso a jogar com Damian Lillard bem fundo no seu bolso. Impressionante!
8.

Justise Winslow – originário de Duke, Winslow é a escolha de draft mais alta desde Michael Beasley para os Miami Heat. Depois de dois anos com muito pouco para mostrar (um deles recheado de lesões), Justise apareceu em 2017/18 com um lançamento exterior mais certeiro mas pouco mais. Isso foi até chegarmos à segunda metade da época e, principalmente aos playoffs. Os Heat só fizeram cinco jogos depois da fase regular, mas não foi devido a Winslow, que manteve a eficácia do lançamento e adicionou a capacidade de organizar a segunda linha dos Heat e uma agressividade que ainda não tínhamos visto, tanto no contra-ataque como na defesa, que sempre foi o seu forte tecnicamente. Os Heat apostam forte em Winslow e se este conseguir construir a partir destes playoffs, a aposta será claramente ganha por Erik Spoelstra e toda a equipa de Miami.
7.

Khris Middleton – Middleton é o rapaz que ninguém sabe de onde veio. Simplesmente, a meio do crescimento de Giannis Antetokounmpo, começamos a olhar para os Bucks e Middleton, simplesmente, estava lá. Mas o extremo dos Bucks é muito mais do que uma muleta para Giannis e provou-o nos playoffs. Os Bucks levaram os Celtics a sete jogos e muito devem ao 22 que arrecadou médias de 25 pontos, lançando 60% de campo e 61% da linha de três. A procura da criação de uma equipa por parte da direção dos Bucks pode parar. É preciso um treinador para domar estes incríveis jovens de Milwaukee.
6.

Dario Saric – há vida para além de Simmons e Embiid. E em Philadelphia, há muita vida num jovem chamado Dario. O croata traz na manga todo um conjunto de truques ofensivos que qualquer extremo/poste na NBA atual deve ter. Saric é agressivo quando tem de ser e elegante quando a necessidade é essa. Se lhe dão espaço, ele atira. Se tiram o lançamento, ele ataca o cesto e ainda tem um bom jogo de costas para o cesto. Saric apareceu na época passada quando Embiid se lesionou e consolidou o seu lugar no presente (e futuro) dos Sixers como um dos europeus mais excitantes da NBA.
5.

Victor Oladipo – o ex-Tunder e Magic chegou esta temporada ao estatuto de All-Star e levou os Pacers a um inesperado quinto lugar. E era aí que devia ter parado. Mas a temporada de Oladipo nunca foi o que devia ter sido e não foi nos playoffs que isso passou a acontecer. Oladipo forçou LeBron a ir a sete jogos e a sair completamente esgotado da primeira série dos playoffs. E a diferença entre ter Oladipo e não ter, para os Pacers, foi notória em toda a série. Com ele em campo, os Pacers foram sempre uma ameaça. Sem ele, estiveram sempre perto da mediocridade que, supostamente, devia ter marcado a sua época. Oladipo foi mesmo uma das grandes estrelas da temporada e está preparado para muito mais…
4.

Jayson Tatum – “Ele só tem 20 anos!” tornou-se numa brincadeira para reagir a tudo o que Tatum fazia durante a temporada. Mas a verdade é que o rapaz não parece mesmo ter 20 anos, completos em março. Tudo o que Tatum faz no campo irradia classe e experiência. Tatum joga à sua velocidade, porém chega sempre primeiro onde tem de chegar. Sem Kyrie Irving e Gordon Hayward, o rookie teve de crescer à pressa e comandar o segundo classificado do Este nos playoffs. E este correspondeu. As suas percentagens de lançamento desceram, mas os seus números subiram e, acima de tudo, a sua importância na equipa atingiu níveis que o extremo não esperava ver tão cedo. Tatum é um elemento capaz defensivamente mas é, principalmente, um autêntico quebra-cabeças para qualquer defesa e uma das futuras grandes estrelas da NBA.
3.

Donovan Mitchell – durante estes playoffs, várias vezes liguei o computador e fui transportado para 2003. “Ui, o que é que o Wade está a fazer em Utah?”. Mas o comentador insistia em chamar-lhe Mitchell, Donovan era o seu primeiro nome. Fui fazer alguma pesquisa e, de facto, há um Donovan Mitchell a representar os Utah Jazz e este é, sem qualquer razão para dúvidas, o ano de 2018. Ainda assim, continua a haver algo em mim que me faz olhar para aquele número 45 dos Jazz e ver Dwyane Wade, no início da carreira. Supersónico no ataque ao cesto, e com molas nas sapatilhas. Mas desta vez, com um lançamento exterior mas menos atleticismo defensivamente. O que Mitchell fez esta temporada e a maneira como comandou esta equipa em duas rondas nos playoffs é especial. Dwyane Wade-especial…
2.

Terry Rozier – em Boston chamam-lhe “Scary Terry”. Ele aparece nos pesadelos de gente que fala demais e joga bem menos do que devia (a olhar para ti Eric Bledsoe) e tira-lhes tudo o que eles mais queriam. Porém, Rozier tem outro lado. Ele aparece também nos sonhos de todos aqueles a quem disseram “tu nunca lá vais chegar”e mostra que tudo é possível. A Rozier foi dada a batuta que Irving não pôde carregar nos playoffs e o base dos Celtics correspondeu (e continua a corresponder) com demonstrações tremendas de talento, agressividade e auto-superação. Nestes playoffs, os números de Rozier não subiram apenas. Rebentaram com qualquer escala do imaginável e atingiram níveis que nunca pensamos poder acontecer.
1.

Clint Capela – enquanto um jogo de basquetebol não for apenas cinco jogadores de cada lado a arremessar triplos (e os Rockets já estiveram mais longe de fazerem isto), há lugar para jogadores como o suíço Clint Capela. O poste dos Rockets aproveita toda a atenção dada a Chris Paul e James Harden para ir juntando, aos poucos, os seus pontos. Mas é do lado defensivo que Capela se evidencia. Consegue manter-se na frente de qualquer base e é um dos melhores protetores do cesto em toda a liga. Com o tempo de jogo em crescendo durante a temporada, também a influência de Capela foi subindo, chegando ao seu ponto máximo nos playoffs. Capela é uma das grandes armas destes Rockets para tentarem surpreender os campeões Golden State Warriors.
Foto de Capa: Philadelphia 76ers












