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10 – Mark Cavendish
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As vitórias de Mark Cavendish, ao serviço da Team Dimension Data, não podem passar despercebidas, principalmente se nos estivermos a referir às vitórias que o ciclista britânico alcançou no Tour de France deste ano. Após muita especulação sobre o seu futuro e, também, sobre se ele voltaria a ter as “pernas” do passado, eis que Cav surpreende tudo e todos e destaca-se na Volta à França com quatro vitórias.
No vídeo pode ver-se a primeira vitória, em quatro conseguidas.
9 – Greg van Avermaet
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A vitória de Greg van Avermaet, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, teve tanto de risco como de perspicácia. Um ataque e um esforço incríveis da parte do belga (o primeiro dessa nação a conquistar uma medalha, desde 1952), que culminaram com a merecida medalha de ouro. Recordar que o dinamarquês Jakob Fuglsang e o polaco Rafal Majka ficaram com os restantes lugares do pódio.
8 – Darwin Atapuma vs Pierre Latour
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Um dos ciclistas por quem um fã do ciclismo (que goste de ver ataques a qualquer altura) provavelmente mais torcia para que vencesse algo, fosse adepto de quem fosse, era Darwin Atapuma. O colombiano, em qualquer prova, atacava, atacava e voltava a atacar. Parecia ter “pilha Duracel”, na verdade. Mas o desporto também é assim e, muitas das vezes, havia alguém sempre a chegar primeiro e a destronar o sonho do “Puma”.
Uma das melhores etapas da Vuelta deste ano teve como protagonistas o próprio colombiano e o jovem promissor francês Pierre Latour. Quando parecia que poderia ser, finalmente, o dia para Atapuma, eis que o querer e a garra de Latour superam, mesmo no fim, a determinação e o oportunismo do colombiano e, então, volta a não conseguir uma vitória.
7 – Giro d’Il Lombardia
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Numa das últimas provas deste ano, o Giro d’Il Lombardia, tivemos um final bastante eletrizante e onde o jovem Diego Rosa esteve a uns centímetros de vencer uma prova histórica como esta. O colombiano Esteban Chaves, quase em cima da linha, tirou-lhe essa possibilidade e foi um momento que deve ter deixado poucas pessoas indiferentes, principalmente pelas reações emotivas do italiano após a prova.
6 – Fabian Cancellara
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Outra prova bastante conhecida é a Strade Bianche. Neste ano, tivemos o grande Fabian Cancellara a vencer de forma categórica esta corrida. Após o controlo da Etixx e do facto de ter 2 ciclistas com muita qualidade na frente (Brambilla e Stybar), já se sabe que a experiência também é muito importante e o Spartacus mostrou isso mesmo, por meio da sua terceira e última vitória nesta prova.
5 – Peter Sagan
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A final de estrada do campeonato do mundo de ciclismo, deste ano, merece, igualmente, destaque, principalmente por termos tido um bicampeão. Peter Sagan, num excelente sprint, protagonizado por alguns dos sprinters mais conhecidos deste século, conseguiu um feito incrível e revalidou o seu título mundial, frente a nomes como Mark Cavendish ou Tom Boonen, que conseguiram chegar às medalhas.
4 – CR Tour de France
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A etapa 13 do Tour de France 2016 acabou por ser de destaque em vários sentidos. Primeiramente, serviu como homenagem às vítimas do atentado em Nice. Depois, houve o abandono da corrida, por parte de um dos candidatos ao pódio, que era Thibaut Pinot, e tivemos o contrarrelógio individual, que poderia ser decisivo para o desfecho dessa Volta à França.
Tal como expetável, Chris Froome “dizimou” a concorrência direta (só não conseguiu bater o especialista Tom Dumoulin – aos poucos e poucos, começa a cimentar o seu nome junto de ciclistas como Tony Martin e Fabian Cancellara, no topo dos melhores contrarrelogistas) e levou mais uma vantagem importante para poder gerir até ao fim da corrida.
Por fim, não me poderia esquecer de mencionar o Nélson Oliveira, que, neste ano, para mim, tendo em conta os objetivos de cada um, acabou por cumprir melhor do que o próprio Rui Costa (que precisa de continuar a reavaliar os seus objetivos da época, porque a sua imensa qualidade merecia tão mais vitórias na carreira). O português Oliveira fez um incrível tempo, neste CR, e ficou apenas atrás de Froome e de Dumoulin, mostrando que estava ali para disputar os melhores lugares com os melhores contrarrelogistas, quer nos Mundiais, quer nos Jogos Olímpicos.
3 – Matthew Hayman
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O ciclismo também é feito de momentos inéditos e de conquistas surpreendentes. O Paris Roubaix costuma levar isto “muito a peito” e este ano não foi exceção. Matthew Hayman, um dos ciclistas com mais idade no ciclismo atual, conseguiu conquistar a mítica prova francesa e vencer isto num final digno de uma prova como esta. Espetacular término de corrida e qualquer um desse grupo final merecia vencer, sem dúvida.
2 – Steven Kruijswijk
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Decorria o Giro d’Itália e Steven Kruijswijk, o holandês que estava com a liderança e com uma vantagem de mais de 3 minutos perante toda a concorrência, consegue perder tudo o que tinha em poucos segundos, após uma queda. Deixou Nibali e Chaves irem embora (na altura, eram os três primeiros) e, mais tarde, nem conseguiu acompanhar o ritmo de quem estava no grupo de Valverde.
O “renascer” do Tubarão italiano aconteceu muito devido a isto e só podia ser um dos momentos do ano. Não só a própria queda em si, que mudou toda uma prova, como também o comeback do campeão italiano Vincenzo Nibali.
1 – Chris Froome
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O momento que a mim mais me marcou neste ano de 2016, em termos de ciclismo, foi o que aconteceu, de forma épica, no Mont Ventoux, em pleno Tour de France. “Eu vi o Chris Froome a correr Mont Ventoux acima!”, foram algumas das palavras proferidas pela minha pessoa, sobre esse mesmo acontecimento, aquando do último podcast sobre ciclismo do BnR Modalidades.
Uma etapa como esta costuma ter sempre imenso espetáculo, mas nunca tinha visto algo assim e acho que ninguém esperava um desfecho destes. Com Quintana a sofrer para recolar aos homens da frente, o trio Froome-Porte-Mollema continuou a aproveitar a situação e estavam bem encaminhados para chegarem com uma boa vantagem para todos os restantes concorrentes diretos.
Eis que, então, uma mota para imediatamente à frente de Porte, devido aos bloqueios que os adeptos estavam a fazer na estrada e o australiano sai disparado. Mollema e Froome vinham logo atrás, sendo que lhes aconteceu o mesmo. Froome não teve a mesma sorte de Mollema ou Porte, em termos de não ficar com a bicicleta em mau estado e como o apoio estava a demorar a vir, o que é que Froome, o líder incontestável, até àquela altura, do Tour, decide fazer?
Pois bem…quis correr Mont Ventoux acima e mostrar que “quem não tem cão, caça com gato” e fazer ali uma espécie de “duatlo”, enquanto esperava que o carro de apoio ou o carro da sua equipa chegassem. No final de contas, a organização neutralizou a parte final, dando o mesmo tempo de Froome e Porte ao de Mollema (que foi o que ficou em melhor estado após a queda e conseguiu rapidamente continuar caminho). Com tudo isto, o britânico continuava de amarelo, mas não sem ter levado com um enorme susto e com a possibilidade de perder a liderança, algo que tinha conseguido de forma bastante justa.
Artigo revisto por: Francisca Carvalho









