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A vida de futebolista é muito complicada. E, infelizmente, muitos jogadores espalhados pelo mundo fora não têm a força mental necessária para superarem as adversidades.
Perante a evolução do nosso futebol jovem nesta década, muitos jovens talentos têm enriquecido o futebol português, mas também não é menos verdade que nem todos eles, por um ou outro motivo, não confirmaram o seu potencial. Desde a falta de minutos, as lesões, decisões erradas e problemas extra-futebol, são vários os motivos que levam os jogadores a perderem-se na sua carreira.
A avaliação neste top passa por vários parâmetros, principalmente pelas expectativas que em tempos se depositarem nestes jogadores, bem como pela forma com estes se perderam.
10.

Mika – Michael Domingues, mais conhecido no mundo do futebol por Mika, começou a dar cartas no futebol profissional na temporada 2010/2010, onde ao serviço da União de Leiria foi opção na reta final da temporada, onde as suas exibições valeram-lhe uma transferência para o Benfica e também as primeiras internacionalizações pela seleção nacional. Estreou-se pela equipa das Quinas no Torneio de Toulon, mas foi no mundial de sub-20 disputado na Colômbia que se exibiu ao seu melhor nível, sendo considerado o melhor guarda-redes da competição, destacando-se pela sua envergadura e presença entre os postes. No entanto em dois anos e meio ao serviço do Benfica jogaria apenas pela equipa B e em Janeiro de 2014 rumaria ao Atlético. Na temporada seguinte, é contratado pelo Boavista no regresso do emblema axadrezado à Primeira Liga. Ao serviço do “Boavistão” realiza duas épocas de bom nível que lhe valem o salto para a Premier League para o Sunderland. Porém, em um ano e meio ao serviço dos wild-cats jogou apenas pela equipa sub-23 e rescindiu contrato em Janeiro deste ano. E foi então no dia do seu 27º aniversário que o guarda-redes nascido na Suíça surpreendeu tudo e todos ao regressar ao clube onde se deu a conhecer, à União de Leiria, que está a lutar pelo regresso aos escalões profissionais.
9.

Nuno Santos – Este extremo direito canhoto fez formação no FC Porto e no Rio Ave FC, mas seria já no seu último ano de júnior ao serviço do Benfica que Nuno Santos começaria a ganhar visibilidade. Tendo brilhado na primeira edição da Youth League, o extremo destacava-se pela sua habilidade com o pé esquerdo e pela facilidade com que colocava uma bola no sítio certo, ganhando a alcunha de “Robben do Sexial”. Porém, o extremo natural da Trofa acabaria por se assemelhar ao craque holandês por outro motivo: duas lesões graves já contraídas na sua carreira (a segunda das quais já ao serviço da equipa principal sob as ordens de Rui Vitória) estagnaram a sua evolução. Depois um empréstimo ao Vitória FC, esta época desvinculou-se dos encarnados e regressou ao Rio Ave FC, onde procura relançar a carreira.
8.

Diego Lopes – Nascido no Brasil, mas joga em Portugal desde os iniciados, Diego Lopes foi uma das primeiras pérolas do Caixa de Futebol Campus, transferindo-se para o Benfica aos 14 anos. Sempre foi um craque em todos os escalões de formação do emblema encarnado (ao ponto de encostar Bernardo Silva no banco), sendo que ainda com idade de júnior seria emprestado ao Rio Ave. Na época seguinte, acabaria por assinar pelo emblema vila-condense a título definitivo e a sua boa temporada 14/15 (49 jogos e nove golos) acabaria por convencer os dirigentes encarnados a acionar a cláusula de retorno. Apesar disso, Rui Vitória nunca contou com o médio-ofensivo e este seria emprestado ao Kayserispor, América Mineiro e ao Panetolikos. Em Janeiro deste ano, Diego Lopes acabou por rescindir contrato com o Benfica e regressar ao Rio Ave.
7.

João Carlos Teixeira – Natural de Braga, João Carlos Teixeira acabaria por rumar à capital para ingressar no Sporting aos 11 anos de idade. Na temporada 2011/2012, as suas exibições na Next Gen Cup (competição que antecedeu a Youth League) fizeram o Liverpool pagar 1,2 milhões de euros pelo seu passe. Em quatro épocas ligado aos reds, o médio-ofensivo esteve emprestado ao Brentford e ao Brighton e faria oito jogos pela equipa principal do Liverpool. Em 2016, o médio que era comparado a Deco regressaria a Portugal para assinar pelo clube onde o antigo craque luso-brasileiro se afirmou: o FC Porto. Após dez jogos realizados pelos azuis e brancos, nesta época João Carlos Teixeira seria emprestado ao SC Braga.
6.

Agostinho Cá – Nascido na Guiné-Bissau, ingressou no Sporting CP em 2009. Em 2011/2012, foi uma das figuras de proa da equipa de juniores que se sagrou campeã nacional em 2011/2012, o que acabaria por levá-lo para o Barcelona nesse ano pela mão do polémico agente Cátio Baldé. A partir daí, a sua carreira entraria em decadência. Nunca foi opção regular na equipa B blaugrana nem nos empréstimos ao Girona e ao Lleida. Atualmente representa o Stumbras da Lituânia.
5.

Carlos Mané – Fez toda a sua formação na Academia de Alcochete e começou a ganhar visibilidade na equipa de juniores. Em 2013/2014, meia dúzia de jogos na equipa B foram suficientes para convencer Leonardo Jardim a promove-lo à equipa principal. Terminaria a época com 21 jogos pela equipa principal leonina e quatro golos marcados. Na época seguinte com Marco Silva, Carlos Mané continuou a ser opção regular, disputando 41 jogos e marcando nove golos. Porém, após a chegada de Jorge Jesus as coisas mudaram. O extremo nunca foi opção regular e na época seguinte acabaria por assinar um contrato com o Estugarda a título de empréstimo com os alemães. A primeira época em solo alemão até estava a ser positiva (20 jogos e seis golos) até que no ano passado iniciou-se um calvário de lesões que ainda hoje permanece.
4.

Sancidino Silva – Quem o acompanhou nas camadas jovens do Benfica, sabe que estava aqui um diamante em bruto. Fez toda a sua formação no Benfica e cedo deu nas vistas devido à sua qualidade técnica e drible desconcertante. Após se desvincular do emblema encarnado em 2014 (recusou renovar contrato), faria um período de testes nos ingleses do Notthingham Forest. Nesse período, ele acabaria por se envolver num escândalo sexual que deixaria a sua carreira em stand-by durante a época inteira. Após ter sido absolvido do caso de violação, o extremo regressaria ao Benfica e faria uma boa época na equipa B (41 jogos e seis golos), que o faria dar o salto para a Primeira Liga no Arouca na época seguinte. Porém, Sancidino nunca foi opção regular na equipa Beirã que acabaria por descer de divisão. Nesta época acabaria por ser dispensado pelo treinador Jorge Costa, ficando quatro meses desempregado, até ter assinado contrato com o Leixões em Janeiro.
3.

Tiago Ilori – Este defesa-central nascido em Inglaterra foi contratado pelo Sporting ao Imortal de Albufeira em 2006. Na Academia de Alcochete, chegou mesmo a bater os recordes de Ronaldo e Nani nos testes de velocidade. Na temporada 2011/2012, ainda como júnior, fez a pré-temporada pela equipa principal e disputaria dois jogos no campeonato. Na temporada seguinte, começou na equipa B, mas acabaria por assumir-se como titular na equipa principal após a chegada de Jesualdo Ferreira. No entanto, no Verão seguinte, o defesa-central acabaria por forçar a saída do clube leonino e seria vendido ao Liverpool por 7 milhões de Euros. Estando ligado aos reds, Ilori seria emprestado ao Granada, Bordeaux, Aston Villa e ao Reading, tendo disputado apenas três jogos pela equipa principal do Liverpool. Nesta temporada, assinou a título definitivo pelo Reading.
2.

Nélson Oliveira – Natural de Barcelos, este ponta-de-lança rumou à capital para ingressar no SL Benfica aos 15 anos. No Seixal, rapidamente mostraria os seus dotes de goleador, que o apontavam como o futuro ponta-de-lança da seleção nacional. Estreou-se na Primeira Liga em 2010 ainda com idade de júnior, ao serviço do Rio Ave e na época seguinte, trabalharia com Rui Vitória no Paços de Ferreira. Mas seria no mundial de sub-20 desse ano que saltaria para a ribalta ao marcar quatro golos na competição onde a equipa das quinas perderia a final para o Brasil. As suas prestações valeram-lhe um lugar na equipa de Jorge Jesus, onde foi conquistando o seu espaço aos poucos, terminando a época com 22 jogos e 3 golos e uma presença no Euro 2012. No entanto, daí para a frente a sua carreira entraria em decadência, com empréstimos sem sucesso a Deportivo da Corunha, Rennes, Swansea City e Notthingam Forest. Em 2016, transferiu-se a título definitivo para o Norwich, onde ainda hoje permanece.
1.

Renato Sanches – creio que é escusado relembrar a ascensão meteórica que o miúdo da Musgueira, que o fez tornar-se campeão nacional pelo Benfica e campeão europeu pela selecção nacional, tendo-se sagrado o melhor jogador jovem em ambas as competições e conquistar o Golden Boy. Ao chegar a Bayern Munique, deparou-se com uma concorrência de luxo que lhe deu pouco espaço para jogar. Com as contratações de Rudy e Tolisso, o seu espaço ficaria ainda mais reduzido e a melhor opção acabaria mesmo por ser o empréstimo. O Swansea City é, neste momento, o clube onde procura relançar a carreira onde, com algumas lesões pelo meio, o médio tem tido dificuldades em ambientar-se à realidade de um clube com uma dimensão consideravelmente inferior.
Foto de Capa: Swansea City AFC
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro











