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#7AnosBnR – O melhor 11 do SL Benfica nos últimos 7 anos

João Valente · 6 min

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Coube-me a mim, vá-se lá saber o porquê, a nobre função de eleger aquele que, na minha mais sincera e modesta opinião, é o melhor onze do Benfica nos últimos sete anos. Ponderei bastante pois isto não é coisa que se faça de ânimo leve e tive de deixar de fora uns quantos que, com muita pena, não foram seleccionados. A esses deixo o meu forte abraço e votos de prosperidade. Estás a ouvir, Carrillo?

Guarda-Redes

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Jan Oblak – Paulo Lopes. Estou a gozar! Eu escrevi este texto às duas horas da manhã, mas ainda tinha noção das coisas. Agora a falar a sério, Oblak. Sim eu sei que vão todos falar do Ederson e da máquina que ele é e que todo o bom guarda-redes tem de ter um q.b de maluco para ser bom. Discordo. A ciência de um bom redes está na frieza com que ele aborda o jogo. Um redes que seja frio sabe ler o que se passa na campo e transmite mais segurança à equipa. Oblak cumpria todos estes requisitos. Peca por ser uma nódoa a defender penáltis, mas, tirando a final contra o Sevilha, sempre lhe conferi o estatuto de um dos melhores.

Lateral Direito

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Nélson Semedo – Esta foi entre o Nélson Semedo, o Maxi e o Sílvio. Acabei por escolher o Nélson. Primeiro, porque o Maxi é judas e devia sentar-se em cima de um rebento de sequóia prestes a florescer. Depois, porque o Sílvio chegou a jogar, verdade, mas lembramo-nos dele como do Casper. Em ambos os casos reconhecemos que foram alguma coisa, mas com uma presença muito apagada. Por fim, escolhi o Nélson porque foi o que causou mais impacto e deu mais à equipa. Demorou dois anos até ter toda à gente atrás dele e rendeu 30M ao Benfica e mais um para jogar à bisca com o André Gomes no banco do Barcelona. Isso e porque se chama Nélson.

Lateral Esquerdo 

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Grimaldo – Emerson ou Capdevilla? Eliseu. Dizer Grimaldo é cedo demais e, apesar de antes ter dito que o Nélson era o melhor lateral-direito, aqui tenho de ser justo com o tanque açoriano. Podem dizer o que quiserem, mas o Eliseu foi o melhor lateral-esquerdo do Benfica nos últimos sete anos. Não é um génio, não virtuoso, não faz o que tipos como o Grimaldo fazem, mas porra o homem é consistente! Sim dá porrada como tudo mas isso é entrega e demonstra orgulho na camisola. É com ele que começamos esta senda de vitória atrás de vitória no que toca a campeonatos e é com ele que podemos sempre contar. Só isso vale-lhe o estatuto de melhor… nos últimos sete anos.

Defesa Central

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Lindelöf – Acho honestamente que se Lindelöf e Garay tivessem coincidido na mesma altura, estaríamos perante uma dupla de centrais Top 25 na Europa. Contudo, tinha de ser o Lindelöf que jogou entre três de Março de 2016 e 15 de Maio de 2016. Esse Lindelöf, o careca, foi das melhores coisas que passou pelo Benfica nos últimos sete anos. O outro, que veio depois disso e que andou um ano a pedir para ir jogar à sueca com o Ibrahimovic, já não é grande espingarda.

Defesa Central

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Garay – A dor de cabeça que isto foi… Steven Vitória, César (também não me perguntem), Sidnei…Enfim, por onde escolher. Acabei por me ficar pelo Garay. Marcou uma das melhoras alturas do Benfica com vitórias no campeonato e chegada à final da Liga Europa e foi o companheiro mais fiel de Luisão no sentido de não cometer tantos erros e de dar mais estabilidade à equipa. Uma pessoa sabe que o Garay foi e é um excelente central quando ainda hoje há benfiquistas a desejarem o seu regresso apesar de ele ter perdido algum gás no Zenit e no Valência.

Médio Defensivo

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Nemanja Matic – Pronto, este fica já arrumado e não é preciso andar cá com grandes coisas. O Benfica sem ele é uma coisa e com ele é outra. Com ele somos uma equipa que recupera bolas com facilidade, que consegue sair a jogar e tem um elo de ligação seguro entre a defesa e o ataque. Sem ele só não somos um cego com um cão-guia bêbado porque vale-nos o Fejsa.

Médio Centro

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Enzo Pérez – Também foi de caras. Podia ter colocado aqui o Aimar que é amado e adorado por todos, eu incluído, mas mais uma vez por uma questão de durabilidade e consistência tive de optar pelo Enzo. Era o tipo que escrevia as falas e ensinava a equipa a interpretar o que estava no guião. Era um box-to-box inacreditável e fazia uma perninha em tudo o que era zona mais ofensiva do campo.

Médio Ofensivo/Extremo

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Lazar Markovic – Eu se fosse uma pessoa justa e mantivesse o mesmo tipo de critérios que exibi na escolha do Eliseu e do Enzo, aqui teria, sem mais nenhuma opção, de escolher o Salvio. Contudo, é o Salvio, o tipo que foi impecável no ano em que o Atlético nos emprestou, mas depois de pagarmos por ele… Até me custa falar disto. Por isso, acabei por fazer uma escolha segura e que reúne algum consenso, Markovic. Virtuoso e a prova disso, entre muitas que existem, é o golo que marca no 1-1 no Estádio José de Alvalade XXI, onde passa por meia equipa do Sporting e finaliza com classe.

Foi daqueles achados que JJ teve nos seis anos que esteve a treinar o Benfica e que deixou saudades. Era espevitado, mas tinha noção dos limites e fazia, dentro dos possíveis, por não desequilibrar a equipa nos momentos em que partia para o ataque. Perdeu alguma dessa magia com a ida para a cidade dos Beatles e pouco do nosso amor quando depois foi para o Sporting.

Médio Ofensivo/Extremo

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica
Nico Gaitán – Ola John. Enganei-vos outra vez! Não escondam as caras que, apesar de não estar a ver, eu sei que acreditaram. É o Gaitán. O maestro numa era pós Rui Costa. Um exímio executante da arte que é a cobrança de lances de bola parada. Bom benfiquista não se esquece do livre dele, à Panenka, nos 16-avos-de-final da Liga Europa contra uns gregos. Era uma referência para a equipa e chegou a ser capitão. A passagem pela Luz deixou muitas saudades e ainda hoje choramos por não o ter. E pior é ver todo o talento que tem a ser desperdiçado no banco do Atlético.

Avançado

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Rodrigo – Esta foi a mais complicada. Eu quis escolher o Lima, o Saviola e o Cardozo, mas tive de escolher dois e dois que não só deram mais à equipa como podiam funcionar bem em conjunto. Por esses motivos tive de escolher o Rodrigo. Já estou preparado para ouvir o: “Ganda palhaço! Podias ter dito Cardozo! Esse marcava mais!”. Facto. O Cardozo tinha o grau de eficácia superior ao do Rodrigo. Mas não era tão rápido, não lia tão bem o jogo, estava mais perdido em campo do que o Rodrigo e, mais uma vez, com o Rodrigo ganhámos mais.

Avançado 

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Jonas – Mais do que óbvio que para o fim ficava o Lord Jonas. A escolha foi fácil. A magia, o posicionamento, a classe, o toque, o carinho… Enfim, eu podia continuar aqui a perder-me em elogios ao craque brasileiro que em boa hora o NES não quis quando treinava o Valência. Basta olhar para o Benfica deste ano e, em boa parte, para o Benfica do ano passado. Uma coisa é ter Jonas a 100%, dentro das suas capacidades, em campo. Sentimos logo a diferença e os 32 golos assinados há duas temporadas. Outra é ter Jonas abaixo de forma ou até mesmo lesionado que não consegue dar o seu contributo à equipa e no qual o jogo do Benfica se ressente no imediato.

Artigo revisto por: Beatriz Silva

João Valente

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