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Ao longo dos últimos 7 anos, muita coisa aconteceu no desporto nacional. Teríamos muito mais do que apenas 7 acontecimentos marcantes. Há, de facto, muito a assinalar e ficam também menções honrosas para vários outros desportos:
2010 – Armindo Araújo campeão do PWRC
2011 – Portugal apurado para o Eurobasket
2011 – Conquista do EuroSurf
2011 – Conquista do Europeu de Judo por João Pina
2011 – Conquista da Taça Continental de Hóquei em Patins por parte do SL Benfica
2011 – Conquista da Taça CERS em Hóquei em Patins por parte do SL Benfica
2012 – Conquista do Europeu de Judo por Telma Monteiro
2013 – Conquista da Liga Europeia de Hóquei em Patins por parte do SL Benfica
2013 – Conquista da Taça Continental de Hóquei em Patins por parte do SL Benfica
2014 – Conquista do Europeu de Ténis de Mesa por equipas
2015 – Conquista do Europeu de Judo por Telma Monteiro
2015 – Conquista da Taça CERS em Hóquei em Patins por parte do Sporting CP
2015 – Conquista da Taça Europeia Feminina de Hóquei em Patins por parte do SL Benfica
2015 – Conquista da Taça Challenge de Andebol por parte do ABC
2016 – Conquista da Liga Campeões de Atletismo de Pista Feminino por parte do Sporting CP
2016 – Conquista da Liga Europeia de Hóquei em Patins por parte do SL Benfica
2016 – Conquista da Taça Challenge de Andebol por parte do Sporting CP
2016 – Conquista da Taça CERS em Hóquei em Patins por parte do Óquei de Barcelos
2016 – Conquista da Taça Continental de Hóquei em Patins por parte do SL Benfica
2017 – Conquista da Taça CERS em Hóquei em Patins por parte do Óquei de Barcelos
2017 – Conquista dos Europeus de Triatlo por equipas por parte do SL Benfica
2017 – Conquista da Taça Continental de Hóquei em Patins por parte da Oliveirense
2017 – Bruno Magalhães vice campeão do ERC
2017 – Conquista da Liga dos Campeões de Futebol de Praia por parte do SC Braga
2017 – Frederico “Kikas” Morais na final do Corona Open J-Bay
2017 – Conquista do EuroSurf
2017 – Joana Schenker vence campeonato do mundo de BodyBoard
7.

Conquista do Mundial de Futebol de Praia 2015 – Que conquista heróica! Porém, é importante relembrarmo-nos da forma como o conseguimos. Arrisco-me a dizer que todos pertencemos à geração que ficava contente com um bom desempenho no Mundialito de Futebol de Praia ou então vibrava quando conseguíamos superar o monstro da seleção brasileira, mesmo sabendo que era uma competição a “feijões”. A seleção portuguesa de futebol de praia, tal como a de outras modalidades, sempre havia sido considerada das melhores do mundo. Designação consolidada pelos, na altura, quatro títulos europeus conquistados. No entanto, faltava-nos a conquista de um “verdadeiro” Mundial (Relembrar que Portugal conquistou o Mundial de 2001, mas nessa época a competição não estava sobre a chancela da FIFA). Naquela que foi uma final inédita e inesquecível, Portugal e Tahiti, conjunto que já tinha dado que falar no Mundial de 2013, disputaram um encontro equilibrado, mas onde a seleção portuguesa cumpriu o sonho de todos nós e conquistou o campeonato do mundo após vencer por 5-3. (Diogo Nunes, redator de Modalidades)
6.

Clubes portugueses em finais da Liga Europa – Desde outubro de 2010 que as equipas Portugueses, no que ao desempenho Europeu diz respeito, encontram a sua zona de conforto na Liga Europa. Em sete anos temos uma vitória do FC Porto (numa final Portuguesa) e três finais perdidas. No dia 18 de Maio de 2011 FC Porto e SC Braga disputaram a final em Dublin com a equipa orientada por AVB a sair vencedora por 1-0 (golo de Radamel Falcao). Um grande SC Braga orientado por Domingos que se bateu heroicamente e que também fez história ao chegar a uma final Europeia. Depois tivemos o SL Benfica que em duas épocas consecutivas (2012/13 e 2013/14) conseguiu atingir a final perdendo primeiro para os Ingleses do Chelsea nos descontos e, na época seguinte nas grandes penalidades contra o Sevilha do Português Beto que brilhou e “retirou” o título merecido aos encarnados. (Luís Coelho, editor do FC Porto)
5.

Inúmeras Medalhas – Portugal, um país pequeno e com pouca glória desportiva, mas… não foi nada disto que se passou nestes sete anos de vida do Bola na Rede. Foram duas medalhas em Jogos Olímpicos, sete em Jogos Paralímpicos, e muitas, mesmo muitas, medalhas em Europeus e Mundiais (contabilizei 70, apenas em desportos individuais, mas uma coisa é certa: faltam muitas medalhas nestes números que somei). Nos últimos anos, temos tido alguns dos melhores desportistas individuais que Portugal já viu. Cristiano Ronaldo é o expoente máximo do desporto português, mas, nas modalidades – ditas amadoras, porque de amadores nada têm – temos nomes como Nelson Évora, Fernando Pimenta ou Telma Monteiro, que já nos fizeram celebrar várias vezes nos últimos anos. Nos últimos sete anos, ainda apanhámos o final da carreira de Francis Obikwelu, de Naide Gomes, de Armindo Araújo, o aparecimento de Patrícia Mamona, a diversificação dos desportos em que participamos e onde podemos almejar vitórias. O ano passado, Alexis Santos deu-nos apenas a segunda medalha da nossa história na Natação, após 31 anos de seca, vimos o Ténis de Mesa, a Canoagem e o Surf a afirmarem-se e o Judo a confirmar-se. Já em outubro, ganhámos as nossas primeiras duas medalhas de sempre em Ciclismo de pista, através dos manos Rui e Ivo Oliveira, que nos darão ainda muitas alegrias. Nos desportos coletivos, tivemos o regresso do Futebol de Praia ao primeiro lugar mundial ou o regresso do Hóquei em Patins aos títulos europeus. Nos Desportos Motorizados, também tivemos destaque – Miguel Oliveira é um nome cada vez mais sonante no MotoGP. Nos ralis, nestes sete anos, tivemos um Campeão do Mundo (Armindo Araújo) e um vice-campeão europeu (Bruno Magalhães), fora tantos outros nomes que tantas provas venceram. (Rodrigo Fernandes, editor de Modalidades)
4.

João Sousa é o primeiro tenista português a conquistar uma prova ATP – Vinte e nove (29) de setembro de 2013. Nenhum português que se interesse por desporto e, em particular, por ténis, poderá esquecer esta data! Numa modalidade até então com pouca história em Portugal, João Sousa mostrou ao mundo que é possível ser português e, ainda assim, vencer um torneio ATP 250. Foi em Kuala Lumpur (Malásia), frente a Julien Benneteau (à data número 33 do ranking mundial), e nem se pode dizer que tenham sido favas contadas. O francês venceu com relativa facilidade o primeiro set, por 6-2, mas…o melhor João Sousa estava prestes a entrar no court. Salvou um match point no segundo set, que acabaria por vencer por 7-5 e, no terceiro e decisivo set, o “Conquistador” acabaria por vencer por 6-4 (mas não sem antes salvar três pontos de break para impedir que Benneteau fizesse o 4-4). Em Kuala Lumpur João Sousa venceu, e venceu porque foi igual a si mesmo: trabalhador, aguerrido e, acima de tudo, resiliente. Ainda que não seja um tenista consensual entre os amantes da modalidade (sobretudo, e curiosamente, entre os portugueses), muito devido ao facto de ser muito mais coração do que razão e capacidade técnica, Kuala Lumpur foi apenas o ponto de partida para a conquista do mundo do ténis (à escala dos torneios ATP 250). Daí em diante, João Sousa voltaria a vencer em Valência (2015) e acabaria por atingir mais sete finais nas quais, contudo, viria a sair derrotado: Bastad e Metz (2014), Umag, Geneva e São Petersburgo (2015), Auckland e Kitzbuhel (2017). João Sousa é, atualmente, número 60 do ranking ATP, bem longe da 28ª posição atingida em maio de 2016. Porém, uma realidade é irrefutável: nunca no ténis português, no que aos resultados diz respeito (número de finais e conquistas de torneios ATP, e classificação no ranking mundial), houve um tenista que tenha elevado tanto o seu nível quanto o “Conquistador”. (Francisco Sampaio, redator de Ténis)
3.

Rui Costa é campeão do mundo de Ciclismo de estrada – Os Campeonatos do Mundo de Ciclismo 2013 foram uns dos mais duros dos últimos anos e Portugal partia com apenas três representantes, Rui Costa, Tiago Machado e André Cardoso. Na última volta do árduo e chuvoso circuito de Florença, apenas 5 resistiam na frente e Rui Costa estava lá entre os melhores. Rigoberto Uran cairia de numa das descidas e ficaria arredado das contas, sobrando quatro na discussão da camisola arco-íris. Com vantagem numérica, a Espanha lançou Joaquim Rodriguez para a tentativa de vitória a solo e tudo parecia encaminhar-se, mas, já dentro do último quilómetro, Rui Costa disparou em busca da frente e pouco depois já estava lá. Rodriguez ainda olhou para trás e falou para o português, mas Rui Costa limitou-se a abanar a cabeça, com os olhos postos na meta. Depois, foi saber esperar o momento certo para lançar o seu sprint e tornar-se o primeiro português a ser Campeão do Mundo de Ciclismo. O podium totalmente ibérico – Valverde batera Nibali pelo terceiro lugar – foi banhado pelas lágrimas, as de tristeza de ‘Purito’ Rodriguez e as de alegria do novo herói da Nação Valente. (José Baptista, redator de Ciclismo)
2.

Melhores do Mundo – Coincidência ou não (nós acreditamos que não), os sete anos de existência do Bola na Rede coincidem com a distinção de atletas portugueses como os melhores do universo do futebol… e arredores. É que além dos triunfos de Cristiano Ronaldo em 2013, 2014, 2016 e 2017, também houve lugar à distinção de Ricardinho como melhor jogador do mundo de Futsal em 2010, 2014, 2015 e 2016 e de Madjer como melhor do mundo no futebol de praia em 2015 e 2016. Sete anos de Bola na Rede, dez prémios que distinguem os nosso compatriotas como os melhores naquilo que fazem e que nos inspiram para que um dia o Bola na Rede chegue a este patamar. (Pedro Machado, editor de Futebol Internacional)
1.

Conquista do Euro’2016 – Tudo começou na cabeça de Fernando Santos, e poucos foram os que acreditaram na profética frase em que referiu só voltar no dia após a final. Em campo, Portugal somava empate atrás de empate (e atrás de empate) na fase de grupos, não despertando nos portugueses o acreditar que todos tivemos, por exemplo, em 2004. Apenas os resistentes de Marcoussis nunca arredaram pé dos portões de entrada; após anos a viver em solo francês, país onde ser português muitas vezes é sinónimo de não ser respeitado, foram eles os primeiros vencedores do Europeu. Sofreu-se perante a Croácia, rezou-se a São Patrício frente à Polónia e todos saltámos (de alegria) com Ronaldo naquele golo ao País de Gales… até ao destino final. Melhor do que ir a uma final da competição realizada em França, é jogar a mesma no Stade de France frente à seleção gaulesa… E foi a mais bela história de encantar. Desde a lesão de Ronaldo à defesa de Rui Patrício, desde a bola no poste de Gignac até às traças que teimaram em ser protagonistas, tudo se resolveu com aquele pontapé de Éderzito, herói mais improvável de uma história que merece ser filme de Hollywood. Foi a noite mais bonita para mais de 11 milhões de almas lusitanas, foi a noite mais perfeita para aqueles heróis que acreditaram quando mais ninguém o queria fazer. (Vítor Miguel Gonçalves, diretor do Bola na Rede)














