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A minha Seleção Nacional: Do melhor ao pior que já se viu

Diogo Pires Gonçalves · 3 min

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Hoje falamos da minha Seleção Nacional. Numa altura em que os leitores são convidados a recordar jogos e competições épicas para matar as saudades que esta pausa nos diversos campeonatos nos trouxe, também eu faço um convite.

Neste artigo percorri as minhas memórias da Seleção Nacional pelas várias fases finais de grandes competições onde esteve envolvida. Essas recordações vão desde o infame Euro 2004 realizado no nosso país até à mais recente prova de seleções, a Liga das Nações, excluindo fases de qualificação e amigáveis.

Pelo meu ponto de vista, destaquei o melhor jogo, golo, momento e jogador e o seu contrário. Sintam-se à vontade para deixar nos comentários os vossos pontos de vista, os vossos momentos, golos e glórias diversas marcadas na memória.

O melhor momento:

EURO 2016 – Sem qualquer margem para dúvida, o momento que mais me marcou enquanto torcedor da seleção de todos nós foi o culminar daquela noite de 10 de julho, no Stade de France. Depois de três empates penosos e um apuramento milagroso, depois de um “mata-mata” com direito a penalties, depois da estrela maior da equipa ser substituída por lesão no início da final e depois da revelação de um herói improvável, enfim o “caneco”!

O pior momento:

EURO 2004 – Com nove anos celebrados a meio da competição, foi com enorme tristeza e lavado em lágrimas que vi uma turma de gregos correr desalmadamente após o apito final naquele estádio português imponente, naquela grande competição realizada em Portugal e que parecia feita tão à nossa medida. Apesar de saber pouco de futebol, já na altura me parecia descabido uma seleção com Deco, Ronaldo, Figo, Rui Costa ou Pauleta perder aquela final num canto aos 57 minutos.

Portugal teve, provavelmente, a maior concentração de talento e qualidade na sua seleção no período entre o Euro 2004 e o Mundial de 2006
Fonte: UEFA

O melhor jogo:

Portugal 3-3 Espanha, Mundial 2018. É fácil associar os melhores resultados da seleção às exibições monstruosas de Ronaldo. Afinal, são indissociáveis. Quem não se lembra do playoff disputado frente à Suécia, no qual Ronaldo apontou um hat trick em pleno habitat natural de Zlatan Ibrahimović? Mas também em fases finais CR7 é capaz de tal proeza. Na primeira jornada da fase de grupos do Mundial da Rússia, frente a Espanha, o camisola “7” adiantou Portugal na marca dos 11 metros e voltou a fazê-lo aos 44 minutos, quando Diego Costa já tinha empatado. Aos 88’… Bem, aos 88’ fez arte. De livre direto, Ronaldo disparou o empate ao ângulo e De Gea foi um mero espetador.

O pior jogo:

Portugal 0-4 Alemanha, Mundial 2014 – A verdade é que toda a prova foi um fiasco. Após três jogos de pura desilusão, a seleção portuguesa regressou a casa ainda no mês de junho. Um empate no último suspiro frente aos Estados Unidos e uma vitória magra sobre o Gana no último encontro deram ao resultado do primeiro jogo o peso e o foco de todo o descalabro. Foram quatro golos sem resposta contra a seleção que viria a cilindrar o Brasil nas meias-finais (1-7) e vencer a Argentina na final. Quando Pepe foi expulso aos 37 minutos por agressão, já Hummels tinha marcado e Muller tinha iniciado o seu hat trick.

O melhor golo:

Maniche vs Holanda 2004 / Ricardo Quaresma vs Irão 2018 – Maniche não sabia rematar devagar. Até para encostar à boca da baliza o médio português levava a bola a estourar perto da barra. Por outro lado, a famosa trivela do “Harry Potter” português foi nomeada para o troféu de melhor golo do Mundial da Rússia e fica fácil perceber porquê.

 

O melhor jogador:

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Cristiano Ronaldo – Aqui não há dúvidas. Quer se goste, quer se odeie, a pessoa nunca pode ser confundida com o jogador. Não contribuo para o peditório “Eusébio vs Ronaldo”. Adorava poder ter visto os dois em ação, como vejo Messi e Neymar, entre outros. Mas no que à seleção portuguesa diz respeito, nunca vi recordes batidos, golos mais bonitos e decisivos ou capitão mais influente na minha e nossa seleção.

Fonte: FPF

O MELHOR XI DA SELEÇÃO NACIONAL: Rui Patrício; João Cancelo, Pepe, Ricardo Carvalho, Raphael Guerreiro; Deco, Rui Costa, Moutinho; Figo, Pauleta e Cristiano Ronaldo.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Diogo Pires Gonçalves

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